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História que dá medo 11 a 12 anos Leitura 10 min. Disponível em história em áudio

O mistério do parque esquecido

João e Miguel, dois amigos curiosos, decidem explorar um parque de diversões abandonado, onde descobrem mistérios e espíritos presos entre os mundos. Com a ajuda de um guardião, eles enfrentam desafios para desvendar os segredos do lugar.

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Há 2 personagens principais: João, um garoto de 11 anos com cabelos castanhos bagunçados, vestindo uma camiseta azul e um short caqui, segurando uma lanterna na mão direita, iluminando o caminho à sua frente; e Miguel, um garoto de 11 anos com cabelos pretos e óculos redondos, vestido com um moletom vermelho e jeans, observando ao redor com um ar curioso, um pouco atrás de João. O cenário principal é uma casa de espelhos abandonada, com paredes rachadas e espelhos quebrados que refletem imagens distorcidas. Teias de aranha pendem dos tetos escuros, e uma luz fraca entra pelas fissuras, criando uma atmosfera misteriosa e inquietante. João e Miguel estão parados na entrada da casa de espelhos, enquanto um espelho no fundo da sala começa a brilhar com uma luz estranha. Eles estão prestes a descobrir um segredo oculto, com expressões de curiosidade e apreensão, enquanto uma leve brisa faz as teias de aranha tremularem. reportar um problema com esta imagem

A versão de áudio está disponível gratuitamente para esta história:

Duração da história em áudio: 10:52

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Capítulo 1: O Parque Esquecido

No coração da cidade de Vila Sombria, havia um lugar que os adultos evitavam mencionar, um parque de diversões que, há muito tempo, fora palco de risos e alegria. Agora, estava coberto por uma espessa camada de mistério e poeira. Diziam que, à noite, sons estranhos ecoavam de suas atrações enferrujadas e que sombras dançavam entre as ruínas dos brinquedos abandonados.

João e Miguel, dois amigos inseparáveis de 11 anos, sempre foram fascinados por histórias de mistério e aventura. Durante anos, ouviram os rumores sobre o parque e decidiram que era hora de resolver esse enigma que os rondava como uma sombra persistente. Armados com lanternas, um mapa antigo da cidade e uma coragem que desafiava a lógica, os dois amigos se prepararam para explorar o parque.

“Estás pronto, Miguel?” perguntou João, enquanto ajustava a alça da mochila. O sol começava a se pôr, tingindo o céu de um laranja profundo.

“Claro que sim, João. Já esperei demais por isso”, respondeu Miguel, com um brilho de excitação nos olhos. “Vamos descobrir o que realmente está acontecendo lá.”

Com um aceno de cabeça, eles partiram, atravessando ruas que logo se tornariam sombras sob a luz da lua. O parque ficava na periferia da cidade, cercado por uma cerca enferrujada que parecia mais uma fronteira entre o mundo real e o desconhecido.

Ao chegarem ao portão principal, que rangia ao menor toque, Miguel sussurrou: “Acho que não somos os primeiros a vir aqui. Olha essas pegadas.”

João assentiu, observando as marcas no chão poeirento. “Quem mais poderia estar interessado num lugar assim?”

Com um empurrão forte, o portão se abriu, revelando o interior do parque, um labirinto de atrações que um dia foram coloridas e cheias de vida. Agora, eram apenas sombras do que foram.

Capítulo 2: Ecos do Passado

O parque parecia mais assustador do que qualquer um dos meninos poderia ter imaginado. A roda-gigante, que um dia girou majestosa, agora estava imóvel, suas cadeiras balançando suavemente ao vento. O carrossel, coberto de teias de aranha, rangia como se contasse histórias de tempos passados.

“Por onde começamos?” perguntou Miguel, olhando ao redor, tentando decidir qual caminho seguir.

“Vamos para a casa dos espelhos”, sugeriu João. “Se há algo estranho acontecendo, é lá que deve estar.”

Enquanto caminhavam, o som de passos ecoou à distância, fazendo os meninos pararem abruptamente. “Você ouviu isso?” perguntou João, o coração batendo mais rápido.

“Sim, mas pode ser o vento”, respondeu Miguel, tentando manter a calma. “Vamos continuar.”

A casa dos espelhos estava parcialmente em ruínas, mas ainda mantinha um ar de mistério. Ao entrarem, o reflexo distorcido de suas imagens os fez rir nervosamente. No entanto, a diversão durou pouco. Um som baixo, quase como um sussurro, começou a preencher o ar.

“João... você consegue ouvir?” Miguel perguntou, olhando ao redor, tentando encontrar a fonte do som.

“Sim, parece uma música... mas de onde vem?” João respondeu, sentindo um calafrio percorrer sua espinha.

De repente, um dos espelhos começou a brilhar com uma luz fraca, revelando uma imagem que não deveria estar ali. Era uma figura indistinta, flutuando na superfície do espelho, como se tentasse atravessar para o lado deles.

“Vamos sair daqui!” gritou Miguel, puxando João para a saída.

Capítulo 3: O Guardião do Parque

Correndo para fora da casa dos espelhos, os meninos pararam para recuperar o fôlego. O parque estava silencioso, mas agora parecia diferente. Cada sombra parecia esconder um segredo, cada som era um aviso.

“Isso foi... assustador,” admitiu João, ainda ofegante. “Nunca vi nada assim.”

“E se for um fantasma?” sugeriu Miguel, olhando em volta, como se esperasse que a figura aparecesse novamente.

“Precisamos descobrir o que é antes de tirarmos conclusões,” disse João. “Vamos procurar mais pistas.”

Explorando mais adiante, chegaram a um antigo salão de jogos. As máquinas de pinball e fliperama estavam cobertas de poeira, mas uma delas piscava intermitentemente, emitindo um som baixo e rítmico.

“Olha isso,” disse Miguel, apontando para a máquina. “Por que só essa está ligada?”

Chegando mais perto, perceberam que a tela mostrava uma mensagem piscando: “VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO.”

“Quem está fazendo isso?” perguntou João, olhando para Miguel com preocupação.

“Não sei, mas parece que alguém ou alguma coisa está tentando se comunicar,” respondeu Miguel.

De repente, uma figura saiu das sombras. Era um velho senhor, com um olhar penetrante e um sorriso enigmático. “Vejo que encontraram meu antigo refúgio,” ele disse, sua voz ecoando pelo salão.

“Quem é você?” perguntou Miguel, dando um passo para trás.

“Sou o guardião deste parque,” respondeu o homem. “E vocês, meus jovens amigos, têm muito a aprender.”

Capítulo 4: Revelações e Mistérios

O guardião do parque, que se apresentou como Sr. Alencar, convidou os meninos a se sentarem. “Este lugar é mais do que aparenta,” ele começou, olhando para além das janelas sujas do salão. “Há muitos anos, foi construído sobre terras antigas, onde aconteciam rituais que poucos conhecem.”

“Rituais?” perguntou João, intrigado.

“Sim, cerimônias para se comunicar com o mundo dos espíritos,” explicou Sr. Alencar. “Com o tempo, o parque foi construído, mas as energias nunca foram embora.”

“Então, os sons e as figuras que vimos... são espíritos?” Miguel perguntou, tentando entender.

“De certa forma,” respondeu o velho. “Eles estão presos entre os mundos, tentando encontrar uma maneira de se libertar. E parece que vocês têm uma conexão especial com eles.”

“Por que nós?” questionou João.

“Porque vocês são corajosos e curiosos, qualidades que atraem o desconhecido,” disse Sr. Alencar, com um sorriso. “Mas precisam ter cuidado. Nem todos os espíritos são amigáveis.”

Os meninos trocaram olhares, compreendendo a seriedade do que enfrentavam. A noite avançava, e eles sabiam que ainda tinham muito a aprender sobre o parque e seus segredos.

Capítulo 5: A Última Prova

Com a orientação do Sr. Alencar, João e Miguel decidiram enfrentar o centro do parque, onde diziam estar a maior concentração de energia. A caminho, passaram por brinquedos que estalavam e rangiam, como se tentassem comunicar algo.

“É aqui,” disse Miguel, quando chegaram a uma clareira onde uma antiga montanha-russa se erguia, imponente e ameaçadora.

“Vocês devem subir,” disse Sr. Alencar, que os acompanhara até ali. “Lá em cima, entenderão o que precisam fazer.”

Com uma determinação renovada, os meninos começaram a escalada. A estrutura da montanha-russa era instável, mas eles se apoiavam mutuamente, avançando cada vez mais alto. Quando finalmente chegaram ao topo, a vista era espetacular, mas o que prendia sua atenção era uma luz cintilante no centro da plataforma.

“É ali,” disse João, apontando para a luz.

Aproximando-se, perceberam que a luz emanava de um pequeno amuleto. “Peguem-no e libertem os espíritos,” instruiu Sr. Alencar, que agora os observava da base da montanha-russa.

Miguel estendeu a mão, pegando o amuleto. No instante em que o fez, uma onda de energia atravessou o parque, fazendo tudo ao redor brilhar intensamente. Os sons de risos e música preencheram o ar, como se o parque tivesse voltado à vida por um breve momento.

Capítulo 6: O Novo Amanhecer

Quando a luz se dissipou, João e Miguel estavam de volta ao chão, o amuleto agora em suas mãos. O parque, embora ainda em ruínas, parecia menos ameaçador, como se um peso tivesse sido levantado.

“Vocês fizeram bem,” disse Sr. Alencar, sorrindo com aprovação. “Os espíritos estão em paz agora, graças a vocês.”

“E quanto a você?” perguntou João, curioso sobre o destino do guardião.

“Meu trabalho aqui está feito,” respondeu ele, sua figura começando a desaparecer como uma névoa ao sol. “Lembrem-se, a verdadeira coragem vem do coração.”

Com isso, Sr. Alencar desapareceu, deixando os meninos sozinhos no parque, mas com a sensação de terem feito algo importante.

“Foi incrível,” disse Miguel, olhando para João. “Nunca vou esquecer isso.”

“Nem eu,” respondeu João, segurando o amuleto com firmeza. “Vamos voltar para casa. Tenho a sensação de que nosso próximo mistério não está muito longe.”

E assim, com o amanhecer iluminando o céu, João e Miguel deixaram o parque, prontos para qualquer aventura que o futuro lhes reservasse.

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