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História que dá medo 11 a 12 anos Leitura 15 min. Disponível em história em áudio

o segredo do laboratório das sombras

Lucas, um garoto curioso, decide explorar um laboratório abandonado onde estranhas luzes e vozes o intrigam, descobrindo que uma criatura feita de medo vaga pelo local, ameaçando sua cidade. Com a ajuda do espírito de um assistente, ele embarca em uma missão para encontrar um cristal que pode conter essa entidade aterrorizante.

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Um garoto de 12 anos, Lucas, com cabelos castanhos bagunçados e olhos arregalados, está no centro de uma sala escura, seu rosto marcado pela curiosidade e um leve medo. Ele usa uma camiseta azul e um jeans desgastado, segurando uma lanterna que ilumina seu caminho. Ao seu lado, um fantasma translúcido chamado Jonas, um homem de cerca de 30 anos com um rosto triste e cabelos flutuantes, paira levemente acima do chão, apontando para um cristal azul brilhante em um pedestal. A cena se passa em um laboratório antigo, com paredes deterioradas, onde máquinas enferrujadas e tubos de vidro quebrados estão espalhados ao redor. Sombras dançam nas paredes, criando uma atmosfera misteriosa e inquietante. Lucas, determinado, se prepara para enfrentar uma criatura de medo que emerge das trevas, enquanto o cristal azul brilha com uma luz suave e tranquilizadora, contrastando com a escuridão ao redor. reportar um problema com esta imagem

A versão de áudio está disponível gratuitamente para esta história:

Duração da história em áudio: 16:57

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Capítulo 1: O Estranho Sussurro da Noite

A noite tinha caído sobre a pequena cidade de São Lúcio, trazendo consigo um vento gelado que balançava as árvores de forma inquietante. As ruas estavam vazias, exceto por um garoto de olhos atentos e expressão determinada: Lucas, de 11 anos, sempre foi curioso, capaz de passar horas explorando cada canto da vizinhança. Mas naquela noite, havia algo diferente no ar. Um rumor se espalhava entre os moradores — luzes misteriosas piscando na colina do antigo laboratório abandonado, vozes estranhas e sombras que dançavam nas janelas empoeiradas.

Lucas sentiu um arrepio percorrer a espinha, mas não hesitou. Ele sabia que precisava descobrir a verdade por trás dos acontecimentos incomuns. Pegou a lanterna, o caderno de anotações e, com passos silenciosos, saiu pela porta dos fundos. O medo lutava com sua determinação, mas a vontade de desvendar o segredo era maior.

Ao se aproximar do laboratório, as sombras pareciam ganhar vida. O prédio, esquecido pelo tempo, erguia-se como um gigante adormecido. As janelas partidas deixavam escapar feixes de luz trêmula e, de vez em quando, Lucas ouvia um sussurro que não parecia ser feito por vento. Ele parou, respirou fundo e avançou, iluminando o caminho com sua lanterna.

— Não volte atrás agora… — sussurrou para si mesmo, tentando acalmar o coração disparado.

Capítulo 2: O Laboratório Esquecido

O portão enferrujado rangeu alto quando Lucas o empurrou, ecoando na noite silenciosa. Ele teve a sensação de que alguém o observava, mas quando se virou, não viu nada além de sombras. No interior do pátio, marcas de pés cobertos de lama eram visíveis no chão, sugerindo que ele não era o único a explorar o local.

Lucas aproximou-se da porta principal do laboratório e viu um símbolo estranho pintado, como se fosse uma estrela de cinco pontas envolta em círculos. Ele rabiscou no caderno, prometendo pesquisar aquele símbolo mais tarde. Com a lanterna, iluminou o corredor escuro, onde o ar era espesso e cheirava a mofo. Restos de papéis se espalhavam pelo chão e, ao longe, uma porta entreaberta deixava escapar uma luz azulada.

— Tem alguém aí? — perguntou, a voz trêmula.

Nenhuma resposta. Apenas o som do vento atravessando as rachaduras das paredes. Lucas avançou, sentindo os pelos dos braços se arrepiarem. Ele olhou para dentro da sala iluminada e viu máquinas antigas, fios pendurados e um painel piscando irregularmente.

De repente, algo caiu ao seu lado — um livro grosso e empoeirado. Lucas se assustou, mas, dominando o medo, baixou-se para pegá-lo. O título, quase ilegível, dizia: “Experiências Paranormais — Dr. Arnaldo Farias”. O nome soava familiar, talvez algum cientista famoso da cidade. Mas por que aquele livro estava ali, como se alguém tivesse acabado de usá-lo?

Ele folheou as páginas e encontrou anotações sobre experimentos com energia sobrenatural, relatos de aparições e diagramas do laboratório. Lucas sentiu uma onda de excitação misturada com medo — estava, de fato, diante de algo extraordinário. Mas não estava sozinho.

Capítulo 3: Nas Sombras do Passado

Um barulho seco ecoou no corredor. Lucas se escondeu atrás de uma mesa, apagando a lanterna. O coração batia tão alto que ele achou que qualquer criatura poderia ouvi-lo. Passos lentos e arrastados se aproximaram e, por um momento, uma sombra alta e torta apareceu na porta.

Lucas mal respirava. A figura parecia procurar algo, examinando as mesas e olhando embaixo dos móveis. Quando a sombra finalmente desapareceu pelo corredor, ele soltou o ar preso nos pulmões. Era evidente que não estava sozinho ali, e aquela criatura — fosse humana ou não — sabia que havia um intruso.

Ele caminhou silenciosamente até o final da sala, onde uma escada levava ao porão. Lembrou-se das histórias: diziam que certas experiências perigosas haviam sido realizadas ali há décadas, resultando em fenômenos inexplicáveis, explosões de luz e, até mesmo, sumiços misteriosos.

Com as mãos trêmulas, Lucas desceu os degraus rangentes. O porão estava mergulhado na escuridão. Era frio, e o som da própria respiração parecia monstruoso. Um fio de luz passava por uma rachadura na parede, revelando algo estranho: uma jaula quebrada, como se uma criatura tivesse fugido dali há muito tempo.

No chão, mais símbolos estavam desenhados com giz. Em uma das paredes, uma inscrição em letras tortas: “Se você ouvir as vozes, não responda…”

O que aquilo significava? Seria apenas um truque para assustar invasores? Ou havia algo além da compreensão humana naquele lugar sombrio?

Capítulo 4: Vozes do Além

De repente, o porão ficou gelado. Uma neblina fina começou a se espalhar pelo chão, envolvendo os pés de Lucas. Ele ouviu um sussurro suave, como se alguém estivesse falando diretamente em sua cabeça.

— Saia… — sussurrava a voz, ao mesmo tempo distante e íntima.

Lucas apertou os olhos e tentou se concentrar. Lembrou-se do aviso na parede. Não devia responder, certo? Mas a curiosidade era mais forte.

— Quem está aí? — arriscou, quase sem perceber.

Um vento forte atravessou o porão, apagando a lanterna de Lucas. O menino ficou cercado por escuridão total. Ele ouviu passos ao redor, risadas distorcidas e, de repente, sentiu uma mão gelada tocar seu ombro.

Ele se virou rapidamente, mas não havia ninguém. A neblina começou a ganhar forma — rostos, olhos brilhantes, bocas abertas em gritos silenciosos. Lucas sentiu o medo crescer, mas lembrou-se de algo que havia lido no livro do Dr. Arnaldo: “A energia do medo alimenta as entidades. Controle seu medo, e terá poder sobre elas.”

Com esforço, respirou fundo, tentando acalmar o pânico. Os fantasmas começaram a se afastar, dissolvendo-se na neblina. Um deles, porém, ficou para trás. Tinha olhos tristes e usava um jaleco rasgado.

— Você consegue me ouvir? — perguntou o espectro, com voz carregada de dor.

Lucas assentiu. — Sim. Quem é você?

— Me chamo Jonas. Fui assistente do Dr. Arnaldo. — O espectro olhou para a jaula quebrada. — Algo terrível aconteceu aqui. Algo que precisa ser detido antes que destrua tudo.

Capítulo 5: O Segredo de Jonas

Sentado no chão do porão, Lucas tentou não tremer ao conversar com Jonas, o fantasma do assistente. O espectro parecia menos ameaçador que os outros, mas havia uma tristeza profunda em seus olhos.

— Explica… O que aconteceu nesse laboratório? — Lucas perguntou, curioso e assustado.

Jonas flutuou até o canto mais escuro da sala, apontando para os símbolos no chão.

— O Dr. Arnaldo queria provar que a energia do medo era real. Criou uma máquina capaz de transformar emoções em energia pura. Mas o experimento saiu do controle. Aquilo que libertamos não era apenas energia… — Jonas fez uma pausa, olhando para a jaula. — Era uma criatura feita de pavor, alimentada pelos sentimentos mais sombrios dos humanos.

Lucas engoliu em seco. — Ela ainda está aqui?

— Sim. Ela vaga pelo laboratório, procurando emoções para devorar. Por isso os moradores veem luzes e escutam vozes estranhas. A criatura precisa ser contida, ou logo escapará do laboratório e espalhará o terror pela cidade.

Lucas sentiu o peso da responsabilidade. Não era só uma aventura — agora, sua coragem poderia salvar todos. Mas como derrotar uma criatura feita de medo?

Jonas explicou, sua voz ecoando na câmara fria: — Você precisa encontrar o artefato de contenção, um cristal azul criado por Arnaldo e escondido aqui no laboratório. Ele é a chave para aprisionar a criatura novamente.

Lucas assentiu, decidido a encontrar o cristal, mesmo que isso significasse encarar seus próprios medos.

Capítulo 6: A Busca pelo Cristal

Lucas subiu rapidamente as escadas, sentindo a presença de Jonas ao seu lado. No corredor, o vento parecia sussurrar segredos antigos. Ele lembrou-se de uma sala nos fundos, trancada com correntes grossas: a antiga sala de experimentos. Talvez ali estivesse o cristal.

— Jonas, você sabe onde está a chave? — perguntou o garoto.

O fantasma olhou ao redor, pensativo. — Acho que está no escritório do Dr. Arnaldo, no segundo andar.

Lucas subiu os degraus com cuidado, evitando as tábuas que rangiam. O corredor do segundo andar era mais escuro e ainda mais frio. Fotografias antigas penduradas nas paredes mostravam cientistas sorridentes, mas o sorriso deles parecia macabro sob a luz fraca.

O escritório de Arnaldo estava trancado, mas Lucas percebeu que uma das janelas estava quebrada. Arrastou-se por ela, raspando o braço, e caiu no tapete empoeirado. Vasculhou as gavetas até encontrar uma pequena caixa de metal. Dentro, havia uma chave dourada e uma carta endereçada a Jonas:

“Jonas, só use a chave se for o último recurso. Não permita que o medo vença.”

Lucas engoliu em seco. Sentia-se cada vez mais parte da história assustadora daquele lugar.

Capítulo 7: O Enigma da Sala Secreta

Com a chave nas mãos, Lucas desceu até a sala de experimentos. O corredor parecia mais escuro, as sombras mais vivas. O menino sentiu o suor frio nas costas, mas não hesitou. Enfiou a chave na fechadura. As correntes se soltaram com um estalo metálico, e a porta se abriu, rangendo lentamente.

Dentro, a sala estava cercada por tubos de ensaio, máquinas quebradas e frascos repletos de líquidos coloridos. No centro, sobre um pedestal de pedra, descansava o cristal azul, emitindo um brilho suave. Lucas se aproximou, sentindo uma energia estranha no ar. O cristal parecia pulsar ao ritmo do seu coração.

Mas, ao tocar o objeto, um rugido ecoou pelo laboratório. A criatura havia sentido a ameaça.

— Pegue o cristal! Rápido! — gritou Jonas, aparecendo ao lado de Lucas.

Quando o menino segurou o cristal, a sala tremeu. Das sombras, surgiu uma figura composta de fumaça negra e olhos vermelhos. Era a criatura do medo. Seu olhar atravessou Lucas, enchendo-o de pavor. Ele sentiu vontade de correr, de chorar, de desistir.

Mas lembrou-se das palavras de Arnaldo na carta: “Não permita que o medo vença.”

Respirou fundo. — Eu não vou te deixar vencer! — gritou para a criatura.

Capítulo 8: O Enfrentamento Final

A criatura avançou, estendendo braços compridos e nebulosos. Lucas sentiu o medo crescendo dentro de si, mas apertou o cristal contra o peito. O objeto brilhou mais forte, iluminando o quarto inteiro com uma luz azulada que afastava a escuridão.

Jonas murmurou: — Concentre-se em suas lembranças felizes! O medo não resiste à coragem e à esperança!

Lucas fechou os olhos, focando nas memórias mais felizes que tinha: o abraço da mãe, as risadas dos amigos, as tardes ensolaradas jogando futebol. A luz do cristal ficou ainda mais intensa, e a criatura recuou, urrando de dor.

— Não! — rugiu a entidade, sua forma cambaleante começando a desmoronar.

Lucas abriu os olhos e encarou a criatura. — Você não tem poder sobre mim!

Com um grito de coragem, ele apontou o cristal para a criatura. Um raio de luz azul disparou do objeto, envolvendo a sombra e sugando-a para dentro do cristal. O rugido da criatura ecoou até desaparecer completamente, deixando apenas silêncio.

A sala estava calma. Jonas apareceu ao lado de Lucas, sorrindo com gratidão.

— Você conseguiu, Lucas. Salvou a cidade e me libertou.

— E você? — perguntou o menino, enxugando lágrimas no rosto. — Vai ficar bem?

— Agora posso descansar em paz. Obrigado pela sua coragem.

Jonas desapareceu em uma nuvem brilhante, deixando Lucas sozinho, mas aliviado. O laboratório parecia menos ameaçador, quase comum.

Capítulo 9: A Luz da Manhã

O céu começava a clarear quando Lucas deixou o laboratório. O vento frio dava lugar a uma brisa suave, e os primeiros raios de sol iluminavam a cidade. O menino caminhou pelo portão, cansado, mas orgulhoso. Guardou o cristal no bolso, sentindo-se protegido e transformado.

Na praça central, viu alguns moradores já acordados, conversando sobre como a noite foi tranquila, sem barulhos ou luzes estranhas. Lucas sorriu, sabendo que, graças a ele, todos estavam seguros.

Ao chegar em casa, encontrou a mãe preocupada. Correu para abraçá-la, sentindo-se mais forte do que nunca.

— Onde você estava, Lucas? — perguntou a mãe, aliviada.

Ele sorriu, guardando o segredo para si. — Apenas aventurei-me um pouco, mãe. Nada demais.

Mas, ao deitar-se, Lucas sabia que nunca mais seria o mesmo. Descobrira o poder da coragem, enfrentara os próprios medos e aprendia que, por trás do desconhecido, sempre pode existir uma esperança.

No silêncio de seu quarto, Lucas ouviu um último sussurro, doce e tranquilo — era Jonas, dizendo adeus.

E nunca mais houve noites assustadoras naquela cidade, pois um pequeno herói de onze anos havia vencido as próprias sombras.

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Uma nuvem muito fina e baixa que impede a visão clara.
Espectro
A aparição de um fantasma ou uma pessoa morta.
Pavor
Um medo intenso, um terror extremo.
Entidade
Algo que existe, muitas vezes usado para se referir a seres sobrenaturais.
Cristal
Um sólido que tem uma estrutura interna ordenada, muitas vezes transparente e brilhante.
Sussurro
Um modo de falar em voz baixa, quase como um segredo.

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