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História que dá medo 11 a 12 anos Leitura 19 min.

O hospital abandonado e o livro do olho

Tomé, um urso curioso, explora um hospital abandonado cheio de memórias vivas e enigmas, onde conversa com sombras e objetos que guardam segredos.

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Tomé, um grande urso-pardo de pelo pintado em largas pinceladas, rosto redondo e olhos negros brilhantes, ajoelhado num círculo de pó branco, segura um velho livro de capa gasta numa pata e um pedaço de carvão na outra; ao seu lado aparece uma pequena criatura feita de pó de papel e sombras, do tamanho de um gato, com olhos desenhados a carvão e postura hesitante, procurando ajuda. Vários máscaras de tecido cinzento pendem do teto por fios finos, gastas e manchadas, observando a cena; a sala é uma cripta circular de arquivos subterrâneos com paredes de pedra riscadas de olhos, chão poeirento com pegadas redondas, uma grande campaínha de latão pendurada ao centro e uma fraca luz azul filtrando por uma escotilha. Tomé escreve cuidadosamente uma frase no livro para acalmar a criatura, enquanto as máscaras e a campaínha criam uma atmosfera inquietante e poética. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O portão que range sozinho

O urso Tomé caminhava devagar, como quem conta os passos para não fazer barulho demais. Era grande, castanho, de olhos atentos, e tinha uma calma que parecia feita de pedra. À sua frente, o hospital abandonado erguia-se como um animal adormecido: janelas escuras, paredes manchadas pela chuva e uma placa torta que ainda dizia “ALA NORTE”, embora a letra N quase tivesse caído.

O portão de ferro rangia sem vento. Isso, por si só, já era um mau sinal. Tomé parou, cheirou o ar e observou: não era cheiro de mofo apenas. Havia um aroma seco, como papel velho, misturado com algo frio, metálico.

Ele empurrou o portão com uma pata e ouviu o som ecoar pelo pátio, como se o hospital engolisse o rangido e o mastigasse com calma.

— Está bem… — murmurou, mais para si do que para qualquer outro. — Se eu vim até aqui, vou entender o que está acontecendo.

No chão, perto da entrada principal, havia pegadas pequenas, redondas, como de um bicho de patas leves. Tomé se agachou e as examinou. As bordas eram nítidas, recentes, mas não havia marcas de entrada: como se alguém tivesse surgido ali.

A porta giratória estava travada por uma corrente antiga. Tomé contornou o prédio, observando cada detalhe: uma janela quebrada ao nível da sua cabeça, vidro ainda preso em dentes irregulares; uma calha caída; folhas secas acumuladas como cobertores.

Ele apoiou as patas no parapeito e entrou pela janela, com cuidado. Lá dentro, a luz era cinzenta, filtrada por cortinas rasgadas. O corredor cheirava a tempo parado.

E, ao fundo, um sino tocou uma única vez.

Tomé não correu. Não era do tipo que se deixa arrastar pelo medo sem antes olhar para ele.

Ele apenas respirou fundo e, pela primeira vez, ousou dizer em voz alta a pergunta que guardava desde que encontrara, na floresta, um frasco de remédio com a etiqueta ainda legível:

— Quem ainda está aqui?

O silêncio que respondeu parecia ouvir a pergunta com atenção.

Capítulo 2 — A enfermaria dos lençóis que respiram

Tomé avançou pelo corredor. Em cada porta, uma placa enferrujada: “Radiologia”, “Farmácia”, “Enfermaria”. As letras estavam gastas, mas ele conseguia ler. Observação, pensou. É assim que as coisas falam.

Na enfermaria, fileiras de camas enferrujadas alinhavam-se como soldados cansados. Os colchões estavam rasgados, com espuma amarelada saindo como nuvens antigas. Lençóis pendiam de alguns, e ali aconteceu a primeira coisa verdadeiramente estranha: um deles se levantou e desceu devagar, como se estivesse respirando.

Tomé congelou. O lençol subiu de novo, mais alto, e depois caiu.

— Não é vento — disse ele, em voz baixa, e olhou para as janelas. Estavam fechadas.

Ele se aproximou sem fazer ruído. No chão, ao lado da cama, havia um carrinho de metal com frascos vazios. Um frasco rolou sozinho, fazendo um “clim-clim” e parando exatamente aos pés dele.

Tomé pegou o frasco. Dentro, havia uma folha dobrada, bem pequena. Era como um bilhete escrito com tinta já meio apagada. Ele aproximou do rosto e leu com esforço:

“SE QUISER SAIR, OLHE PARA CIMA.”

— Olhar para cima… — repetiu Tomé. — Boa dica. Talvez.

Ele ergueu o olhar. No teto, uma fileira de lâmpadas quebradas, e entre duas delas, um quadrado mais escuro, como uma tampa. Uma escotilha.

Quando ele deu um passo para trás, o lençol “respirante” se esticou, como se uma mão invisível o puxasse, e apontou… sim, apontou mesmo, numa direção: para a porta dos fundos da enfermaria.

Tomé não gostava de ser empurrado por nada. Mas também não ignorava sinais.

— Certo. Eu vi você. — A voz dele ficou firme. — Vamos devagar.

Ao atravessar a porta, notou outra coisa: em uma parede, alguém tinha riscado com unhas — ou algo parecido — uma série de linhas, como marcas de contagem. E, no meio, um desenho simples: um olho aberto.

Tomé tocou o desenho com a ponta da garra. A parede estava gelada, como se guardasse a noite.

Capítulo 3 — O elevador que não quer subir

O corredor estreitou e desembocou numa área de elevadores. Havia dois. Um tinha as portas amassadas, como se algo enorme tivesse tentado sair por ali. O outro parecia inteiro, com um botão vermelho ainda brilhando, o que era impossível num lugar sem eletricidade.

Tomé aproximou-se, observando tudo: poeira, fios pendurados, um espelho rachado que devolvia seu rosto em pedaços. No reflexo, por um instante, pareceu haver outra silhueta atrás dele — pequena, baixa — mas quando ele virou a cabeça, não havia ninguém.

Ele voltou ao elevador e apertou o botão.

“DING.”

O som foi claro, limpo, como se o hospital tivesse acordado só para isso.

As portas abriram-se com um suspiro. Dentro, o elevador estava iluminado por uma luz fraca, azulada. No painel, os números estavam apagados, exceto um: “-1”.

Subsolo — murmurou Tomé. — Claro. Onde mais esconderiam segredos?

Ele entrou. As portas fecharam-se. O elevador desceu com uma lentidão irritante, como se quisesse dar tempo para o medo crescer.

No meio do caminho, parou.

Sem aviso.

A luz piscou. Um cheiro de tinta velha e ferrugem invadiu o espaço. E uma voz fina, como um sussurro de papel, pareceu raspar no ouvido dele:

“Não pergunte.”

Tomé ficou imóvel. O peito dele subia e descia. Ele sentiu o impulso de obedecer — porque o medo é bom em dar ordens — mas a calma dele tinha raízes profundas.

— Eu já perguntei — respondeu, sem gritar. — E vou perguntar de novo, se for preciso.

O elevador tremeu. A luz azul apagou e acendeu, apagou e acendeu. No espelho interno, o reflexo dele piscou atrasado, como se o espelho pensasse antes de copiá-lo.

Tomé observou isso e teve uma ideia: se o reflexo atrasava, algo ali não era só vidro. Ele aproximou o focinho, encarou a própria imagem e disse, bem devagar:

— Quem está me escutando?

No reflexo, atrás do ombro dele, apareceu um olho grande demais, desenhado como carvão. Depois sumiu.

O elevador voltou a se mover. Desceu mais um pouco e, enfim, as portas abriram-se no “-1”.

O subsolo era um corredor baixo, com canos no teto e poças no chão que refletiam a luz como pequenos espelhos trêmulos. No fim, uma porta com uma janelinha quadrada, e nela, colado por dentro, um papel: “ARQUIVO”.

Tomé seguiu, cada passo medido. Ele não estava só. Mas não sabia com o quê.

Capítulo 4 — O arquivo das coisas que lembram

A porta do arquivo abriu sem resistência, como se esperasse por ele há décadas. Lá dentro, estantes altas formavam corredores de papel. Pastas inchadas, caixas com etiquetas apagadas, cadernos empilhados. O ar era tão seco que parecia que as palavras tinham virado poeira.

Tomé passou a pata por uma prateleira e levantou um rastro limpo, como uma linha na neve.

— Alguém tem andado aqui — disse ele.

Um barulho respondeu: “toc-toc”. Não vinha do chão. Vinha das estantes.

Tomé ficou parado, observando. O “toc-toc” repetiu, mais perto, como se uma unha batesse em madeira.

Ele entrou entre duas estantes. O corredor era estreito. Um caderno no alto se inclinou, como se fosse cair na cabeça dele, mas parou no ar, tremendo.

Tomé levantou a pata e pegou o caderno com cuidado. Na capa, havia um símbolo: um olho.

Ele abriu. As páginas estavam cheias de desenhos: corredores, portas, uma escotilha no teto da enfermaria… e um urso. Um urso muito parecido com ele, desenhado com linhas rápidas.

Na última página, uma frase:

“SE VOCÊ VÊ, VOCÊ NÃO SOME.”

Tomé sentiu um arrepio que não era de frio, mas de compreensão. O hospital… ele não abandonava as coisas. Guardava. Guardava memórias como se fossem objetos.

O “toc-toc” virou uma risada curta, seca, quase engraçada, como um sopro que tenta ser brincadeira.

— Não tem graça — disse Tomé, mas sem raiva. — Eu não vim aqui para brincar de esconde-esconde.

Algo correu entre as estantes. Ele só viu um rastro: uma sombra pequena, como um pano escuro arrastando-se pelo chão. Tomé não perseguiu de imediato. Observou. O rastro não fazia barulho de pés, só um sussurro, como páginas virando.

Então ele notou: algumas caixas tinham furos redondos, como se algo respirasse lá dentro. Em uma etiqueta, ainda dava para ler “OBJETOS PERDIDOS”.

Tomé abriu uma caixa. Dentro havia coisas estranhas: uma campainha quebrada, um estetoscópio enferrujado, e… um livro. Um livro grosso, capa de couro, com o olho desenhado em relevo.

Quando ele tocou a capa, a luz do arquivo mudou. Ficou mais escura, mais profunda, como se o subsolo se tornasse um fundo de lago.

O livro abriu sozinho.

As páginas viraram com rapidez, até parar numa folha em branco.

E, bem devagar, letras apareceram, como se fossem escritas por uma mão invisível:

“VOCÊ FEZ UMA PERGUNTA.

AGORA, OBSERVE.”

Tomé olhou em volta. As estantes pareciam mais altas. O corredor parecia mais longo. Como se o arquivo se esticasse quando alguém tinha medo.

— Certo — disse ele, engolindo em seco. — Observarei.

E foi então que ele viu: no canto da sala, onde antes havia só sombras, havia uma porta que não estava ali antes. Uma porta pequena, baixa… do tamanho de alguém que não é grande.

Do outro lado, vinha um brilho suave, como luar.

Capítulo 5 — A sala onde os sons têm dentes

Tomé abriu a porta pequena e entrou agachado. O espaço do outro lado era uma sala redonda, sem janelas, com o teto muito alto. No centro, pendia um sino antigo, igual ao que ele ouvira lá em cima. Debaixo do sino, havia um círculo desenhado no chão, feito com pó branco.

Assim que Tomé passou pelo círculo, a sala reagiu. Os sons ficaram mais nítidos, quase sólidos: cada respiração dele parecia um passo; cada engolir de saliva parecia uma pedra caindo.

E, então, o sino tocou sozinho.

Uma vez.

Duas.

Três.

O som não ecoou. Ele ficou ali, girando no ar, como se tivesse dentes e mordesse a pele.

Tomé apertou os olhos e observou o que podia. No alto, preso por fios invisíveis, havia algo como… máscaras. Máscaras de pano, velhas, penduradas, sem rostos. Elas balançavam sem vento, todas viradas para ele.

— Eu não sou um paciente — disse Tomé, tentando manter a voz firme. — Nem um intruso. Eu só quero entender.

Uma das máscaras se aproximou, deslizando pelo ar como um peixe. Parou a poucos centímetros do focinho dele. O pano cheirava a hospital e tempo.

E uma voz saiu de dentro da máscara, abafada:

“ENTENDER DOI.”

Tomé quase riu, de nervoso.

— Eu sei — respondeu. — Mas não entender é pior.

A máscara recuou, como se tivesse levado uma resposta na cara. Outra máscara desceu e, em vez de falar, soltou um som de páginas virando, “frrr-frrr”. Tomé seguiu o som com os olhos e viu que, numa parede, havia uma fresta. Não era uma porta. Era como uma página mal colada.

Ele se aproximou e tocou a fresta. A parede cedeu, macia como papel.

Tomé lembrou do bilhete: “Se quiser sair, olhe para cima.” Mas o “cima” podia ser um truque. Às vezes, a saída não é uma direção — é um jeito de olhar.

Ele respirou fundo e tomou uma decisão: em vez de atravessar a fresta às cegas, olhou ao redor, buscando detalhes. No chão, perto do círculo de pó, havia pegadas pequenas, redondas — as mesmas de antes — indo e voltando, como alguém indeciso.

— Você está com medo — disse Tomé, falando para o vazio, mas com cuidado, como quem fala com um bicho assustado. — Eu também estou. Mas eu não vou te machucar.

As pegadas começaram a aparecer mais fortes, como se o dono delas estivesse mais perto. Um vulto se formou: um ser feito de sombras e poeira de papel, com olhos desenhados como carvão.

Ele não tinha rosto, mas tinha expressão. A expressão de alguém que quer fugir e ser encontrado ao mesmo tempo.

— Foi você que escreveu? — perguntou Tomé, apontando para o livro do olho que ainda estava sob o braço dele.

O ser inclinou a cabeça.

“EU ERA UM SUSSURRO.

AGORA SOU UM RASCUNHO.”

Tomé engoliu o medo como quem engole um remédio amargo.

— Então me ajude a virar a página certa.

O sino tocou mais uma vez, e as máscaras subiram, abrindo um espaço no alto da sala. Lá em cima, uma escotilha apareceu, igual à do teto da enfermaria.

Tomé olhou para cima.

— Obrigado — disse ele, e isso pareceu fazer o ar ficar menos pesado.

Capítulo 6 — A escotilha e a última pergunta

Para alcançar a escotilha, Tomé empurrou uma estante baixa contra a parede e subiu com cuidado. A madeira gemeu, mas aguentou. Ele levantou a tampa com esforço. O cheiro que veio de cima era diferente: não era subsolo, nem mofo. Era ar frio, limpo, com um toque de chuva.

Ele se puxou para cima e saiu num corredor superior que não parecia pertencer ao hospital. As paredes eram feitas de azulejos brancos, mas neles havia desenhos finos, como ilustrações: um urso andando, portas se abrindo, olhos observando. O corredor curvava como uma espiral.

O ser de sombras e poeira apareceu atrás dele, mais nítido agora. Ainda pequeno, mas menos tremido.

“VOCÊ NÃO CORREU,” escreveu no ar, com letras que brilhavam por um segundo. “VOCÊ OLHOU.”

Tomé assentiu.

— Observar é uma forma de coragem — disse. — E coragem não é fazer barulho. É ficar quando dá vontade de sair correndo.

No fim do corredor, havia uma porta enorme, de madeira escura, com uma maçaneta de bronze. Acima, um letreiro: “SAÍDA”. Simples. Direto. Mas o hospital não era do tipo direto.

Tomé colocou a pata na maçaneta. Ela estava gelada.

Antes de abrir, ele ouviu o elevador lá embaixo tocar “DING” de novo, como se chamasse alguém. E ouviu, também, um suspiro longo vindo das paredes, como um alívio.

Tomé virou-se para o ser pequeno.

— Você quer sair?

O ser hesitou. Os olhos de carvão piscaram. As letras apareceram:

“EU NÃO POSSO.

EU SOU O QUE FICOU.”

Tomé sentiu uma tristeza pesada, mas não sem esperança. Às vezes, ajudar não é levar alguém para fora. Às vezes, é deixar alguém menos sozinho por um instante.

— Então eu vou fazer a última pergunta — disse Tomé, com a voz firme. — O que você precisa?

O ser de sombras levantou uma mão que não era mão, e apontou para o livro do olho. Depois, para a porta “SAÍDA”. E por fim, para o próprio peito vazio.

As letras surgiram, tremidas, mas claras:

“VIRE.

NÃO RASGUE.”

Tomé entendeu. O hospital era um livro preso na mesma página há décadas. E aquilo — aquele ser — era uma história que não conseguira continuar.

Ele abriu o livro do olho. Na página em branco, agora havia uma frase incompleta:

“QUANDO ALGUÉM OBSERVA, O MEDO…”

Tomé pegou um pedaço de carvão que encontrou numa fenda do azulejo. Segurou com delicadeza, como se segurasse um pensamento frágil, e completou:

“…APRENDE A PASSAR.”

O ser pequeno tremeu, como se uma corrente se soltasse. A sala clareou um pouco. Os desenhos nos azulejos pareceram sorrir — não com boca, mas com linhas mais leves.

Tomé fechou o livro. Não com força. Sem estalo. Apenas fechou, como quem termina um capítulo.

Então girou a maçaneta da porta “SAÍDA”.

Capítulo 7 — A página que se vira

A porta se abriu para a noite da floresta. O ar estava úmido, e a lua fazia trilhas prateadas nas folhas. Tomé saiu devagar, esperando que algo o puxasse de volta. Mas nada puxou.

Atrás dele, o hospital ficou silencioso. Não o silêncio ameaçador de antes, e sim um silêncio de descanso.

Tomé olhou para trás uma última vez. Pela janela alta, viu uma sombra pequena junto ao vidro, imóvel, como um desenho que escolheu ficar no papel. E, por um instante, um olho de carvão piscou — não como ameaça, mas como despedida.

Tomé segurou o livro do olho junto ao peito. A capa parecia menos pesada. Como se, ao escrever a frase, ele tivesse dividido o peso com alguém.

Ele caminhou pela trilha, atento aos detalhes: o som do grilo, o farfalhar das folhas, o cheiro de terra molhada. Observou tudo, como se cada coisa fosse uma pista para continuar vivendo com cuidado.

Quando chegou à clareira, sentou-se sob uma árvore e abriu o livro uma última vez. As páginas não viraram sozinhas. Esperaram por ele.

Tomé sorriu, pequeno, do jeito que ursos sorriem: com os olhos.

Com calma, ele virou a página. E o som foi suave, como chuva começando.

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Radiologia
Setor do hospital onde se fazem imagens do corpo, como raio‑X.
Farmácia
Lugar que guarda e vende remédios e produtos para cuidar da saúde.
Enfermaria
Sala do hospital onde ficam camas para cuidar de pacientes.
Lençóis
Tecido que cobre colchões e camas para manter as pessoas limpas e quentes.
Escotilha
Abertura no teto ou no chão que serve de porta pequena para subir ou descer.
Subsolo
Andar do prédio que fica abaixo do chão, debaixo do térreo.
Arquivo
Lugar onde se guardam papéis, pastas e registros importantes.
Estetoscópio
Instrumento dos médicos usado para ouvir o coração e os pulmões.
Máscaras
Peças que cobrem o rosto, usadas para disfarçar ou proteger.
Pastas
Capas ou caixas que organizam e guardam papéis e documentos.

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