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História de Halloween 3 a 4 anos Leitura 8 min.

A missão do papel voador na noite de Halloween

A Lia, vestida de bruxinha na noite de Halloween, parte numa missão para apanhar um papel voador e, pelo caminho, ajuda vizinhos e descobre a importância da coragem e da bondade.

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Uma menina de 4 anos, feliz e orgulhosa, olhos brilhantes e sorriso largo, cabelos castanhos curtos, com capa roxa de estrelas amarelas e um pequeno chapéu pontudo meio escorregando, segura firme um papel branco amassado contra o peito, em posição de corrida; ao lado, uma mulher de 30–35 anos, cabelos presos, casaco laranja e mão no ombro da menina, encorajando-a; um homem de 30–35 anos um pouco atrás, barba curta, jaqueta verde, aplaudindo e sorrindo; ao fundo um menino de ~6 anos fantasiado de dinossauro verde, apontando e rindo; rua de bairro à noite com calçada de paralelepípedos, janelas iluminadas em amarelo‑laranja, lanternas de abóbora nas varandas, folhas de outono laranja e vermelhas rodopiando, uma pequena cerca com teia de aranha falsa; a menina acabou de agarrar o papel que o vento levava — vento visível por fitas e folhas em movimento — momento de vitória terno e caloroso, composição centrada na menina, silhuetas simples, texturas em EVA, cores vivas e contrastantes, contornos nítidos e sombras suaves para um efeito infantil e pegajoso. reportar um problema com esta imagem

Parte 1

A Lia tinha 3 anos. Era noite de Halloween. A casa cheirava a sopa quentinha e a canela. Lá fora, o vento fazia “fuuu, fuuu”, mas era um vento brincalhão.

A Lia vestiu a sua capa de bruxinha. Era roxa e tinha estrelas amarelas. Na cabeça, um chapéu pontudo que escorregava um bocadinho.

“Fico gira?” perguntou a Lia.

“Ficas muito gira,” disse a mamã. “Uma bruxinha doce.”

O papá pôs uma abóbora de papel na mesa, com um sorriso desenhado.

“Olha, a abóbora também está a sorrir para ti,” disse ele.

A Lia riu. “Olá, abóbora!”

A abóbora não falou, claro. Mas parecia contente.

A mamã deu à Lia um cestinho pequeno.

“Para os doces?” perguntou a Lia.

“Sim,” disse a mamã. “E para uma missão especial.”

Lia abriu os olhos bem grandes. “Missão?”

O papá sussurrou, com voz de mistério, mas com sorriso: “Um papel voou. Um papel muito importante.”

“Um papel?” a Lia repetiu.

“Sim,” disse a mamã. “Voou da nossa caixa do correio. O vento levou-o a passear. Vamos apanhá-lo juntos.”

A Lia fez uma cara séria, de bruxinha em trabalho. “Eu apanho!”

“Apanhas tu, e nós ajudamos,” disse o papá.

Saíram para a rua. As luzes das casas eram laranjas e amarelas, como pequenas luas. Algumas portas tinham aranhas de brinquedo. Outras tinham fantasmas de pano, muito molinhos.

A Lia olhou um fantasma e acenou.

“Olá, fantasma fofinho.”

O fantasma balançou com o vento, como se acenasse de volta.

Parte 2

De repente, ali à frente, uma coisa branca dançou no ar.

“Olha!” disse a Lia. “O papel!”

O papel fez “flap flap” e voou, voou, como um passarinho cansado.

A Lia correu com passinhos curtos. O chapéu caiu para os olhos.

“Ui!” disse ela, meio a rir.

A mamã endireitou o chapéu. “Assim. Agora vês o mistério.”

“Vejo!” disse Lia.

O papel pousou no chão por um instante. A Lia quase tocou nele… mas o vento soprou de novo.

“Fuuu!” fez o vento.

E o papel: “flap!”

“Ahhhh… ele foge!” disse Lia.

“É um papel brincalhão,” disse o papá. “Quer jogar às escondidas.”

A Lia pôs as mãos na cintura. “Eu também sei brincar!”

Foram atrás do papel. Passaram por uma casa com uma luz em forma de gato.

“Miau,” disse a Lia.

“Boa noite, bruxinha,” disse uma vizinha, vestida de abelha.

“Boa noite,” disse a Lia, muito educada.

Mais à frente, um menino vestido de dinossauro apareceu.

“Roooar!” fez ele.

A Lia parou. Depois riu. “Dinossauro! Não assusta!”

O dinossauro riu também. “É só de brincar.”

O papá disse: “Estamos à procura de um papel voador.”

O dinossauro apontou com a cauda. “Foi por ali! Eu vi. Ele fez assim: uuuuu!”

“Obrigada!” disse a Lia.

“De nada!” disse o dinossauro. “Boa caça ao papel!”

A Lia ficou contente. “Ele foi simpático.”

A mamã apertou a mão da Lia. “Ser simpático é uma magia boa.”

O papel voou para perto de um jardim. Havia uma cerca baixinha e, em cima, uma teia de aranha de plástico com brilhos prateados.

A Lia aproximou-se devagar.

“Aranha?” ela sussurrou.

“É de brinquedo,” disse a mamã. “Olha, não mexe.”

A Lia tocou com um dedinho. “Não mexe.”

“Vês?” disse o papá. “Friozinho, mas seguro.”

A Lia respirou fundo. “Eu sou corajosa pequenina.”

O papel ficou preso numa folha grande. Parecia que a folha o abraçava.

A Lia esticou a mão, com cuidado.

Mas a folha fazia cócegas!

“Hi-hi!” riu a Lia. “Folha faz cócegas!”

O papá também riu. “O Halloween tem cócegas secretas.”

A Lia puxou devagar. O papel quase saiu… e o vento tentou outra vez.

“Fuuu!”

“Não, vento,” disse a Lia, com voz firme e gentil. “Agora é a minha vez.”

Ela abraçou o papel com as duas mãos. Bem apertadinho, como um abraço de ursinho.

Conseguiu! O papel ficou com ela.

“Apanhei!” disse Lia.

“Apanhaste!” disse a mamã. “Bravo!”

O papá bateu palmas baixinho. “Clap, clap, clap.”

A Lia olhou para o papel. Tinha letras e um desenho pequeno.

“É nosso?” perguntou.

“Sim,” disse a mamã. “Era uma carta para a avó. Agora podemos levar.”

Parte 3

A Lia pensou um bocadinho. Depois olhou à volta. Viu uma outra folha de papel no chão, toda amassada, perto do passeio.

“E aquele papel triste?” perguntou ela.

O papá agachou-se. “Esse é lixo. Podemos ajudar também.”

A Lia abriu o cestinho. “Põe aqui.”

O papá colocou o papel amassado no cestinho.

Mais à frente, viram uma senhora idosa com um chapéu de feiticeira verde. Ela procurava alguma coisa.

“Perdeu?” perguntou a Lia, baixinho.

A senhora sorriu. “Perdi um lenço pequenino. Era branco.”

A Lia apontou para uma grade onde um paninho branco estava preso.

“Ali!” disse a Lia.

A mamã pegou no lenço e entregou.

A senhora fez uma vénia engraçada. “Obrigada, bruxinha ajudante.”

A Lia riu. “Sou bruxinha doce.”

“E muito gentil,” disse a senhora.

A rua tinha risos e passos. As pessoas diziam “doce ou travessura?” com vozes alegres. A Lia ganhou dois rebuçados. Um era de morango.

“Para depois,” disse a mamã. “Depois da sopa.”

“Está bem,” disse Lia, muito séria. “Depois.”

Voltaram para casa. O vento ainda soprava, mas agora parecia dizer “até amanhã”.

A Lia entrou e tirou a capa. A sala estava quentinha. A abóbora de papel ainda sorria.

A mamã pôs a carta para a avó em cima da mesa.

“Missão feita,” disse o papá.

A Lia bocejou. “Missão… feita.”

A mamã deu um abraço grande. “Obrigada por apanhares o papel e por ajudares as pessoas.”

A Lia encostou a cabeça ao ombro da mamã. “Eu gosto de ajudar.”

Antes de dormir, o papá apagou as luzes grandes e deixou uma luz pequenina, cor de laranja, como uma mini abóbora.

A Lia na cama segurou o seu ursinho.

“Hoje o papel voou,” disse ela, quase a dormir.

“E tu voaste atrás dele com coragem,” disse a mamã.

A Lia sorriu, com olhos a fechar. “Coragem pequenina.”

Lá fora, o vento fez só um “fuuu” baixinho, como uma canção.

E a noite de Halloween ficou mansa, quentinha e feliz.

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Halloween
Uma festa à noite em que as pessoas se vestem com fantasias e pedem doces.
Canela
Uma especiaria cheirosa que se põe na sopa ou em bolos para dar sabor.
Capa
Peça de roupa que se põe nas costas, como uma mantinha ou proteção.
Chapéu pontudo
Chapéu com a ponta alta e fina, muito usado em fantasias de bruxa.
Abóbora
Um grande fruto redondo e laranja, às vezes usado como lanterna.
Cestinho
Um pequeno cesto para pôr coisas, fácil de levar pela mão.
Missão
Uma tarefa importante para fazer, como um pequeno trabalho a cumprir.
Correio
Lugar ou serviço que traz cartas e mensagens à nossa casa.
Vizinha
Pessoa que mora perto da nossa casa, em outra casa próxima.
Teia de aranha
Fios finos que a aranha tece para viver ou apanhar insetos.
Brincalhão
Alguém ou algo que gosta de jogar e fazer pequenas travessuras.
Travessura
Uma brincadeira que pode pregar sustos ou risos, sem má intenção.
Vénia
Um gesto de respeito em que se inclina a cabeça ou o corpo.
Feiticeira
Mulher de fantasia que faz magias em histórias para crianças.
Amassada
Algo que ficou todo dobrado e sem forma, como papel apertado.
Paninho
Um pequeno pedaço de pano, usado para limpar ou secar coisas.

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