A pequena Abóbora Laranja vivia no jardim, ao lado da casa azul. Ela era redonda, brilhante e muito curiosa. Hoje era dia de Halloween. O vento soprava baixinho e as folhas dançavam no chão. Abóbora Laranja sentia cócegas quando o vento passava.
“Hoje é o dia das bruxinhas e dos monstros!”, disse o Espantalho, sorrindo.
Abóbora Laranja ficou um pouco preocupada. “Bruxinhas? Monstros? Eles são assustadores?”
O Gato Preto pulou do muro. “Não tenha medo! Bruxinhas gostam de rir e monstros gostam de dançar. Eles só querem brincar!”
Mesmo assim, Abóbora Laranja sentiu um arrepio. “E se alguém vier me assustar?”
O Vento soprou bem de leve. “Eu posso cantar uma canção. Quer ouvir?”
Abóbora Laranja balançou a folha. “Sim, por favor!”
O Vento cantou baixinho: “Sopra, sopra, vento bom, leva embora todo o medo, traz de volta o coração!”
A Abóbora Laranja sorriu. O medo ficou pequenininho, quase sumiu.
De repente, apareceram três fantasminhas. Eles usavam lençóis brancos e tinham olhos desenhados. “Buuu!” disseram eles.
Abóbora Laranja pulou um pouquinho. Mas o Gato Preto deu uma risada. “Olha só! São só os Coelhinhos do jardim! Eles estão brincando de fantasma!”
Os Coelhinhos tiraram os lençóis e riram. “Enganamos você, Abóbora! Era só brincadeira!”
Abóbora Laranja riu também. “Vocês são muito criativos!”
O Espantalho dançou, o Vento girou e o Gato Preto deu cambalhotas. Todos brincaram juntos até o sol começar a se pôr.
O chão ficou seco, sem mais folhas molhadas. O jardim cheirava a terra e a alegria.
Abóbora Laranja olhou para o céu. “Hoje foi um dia mágico. Agora eu sei: Halloween pode ser divertido e cheio de surpresas boas!”
Todos deram as mãos e cantaram juntos. E assim, o medo foi embora, bem devagarinho, deixando só risos e abraços no ar.