Era manhĂŁ de inverno. O chĂŁo tinha um brilho frio. Os trĂŞs meninos saem devagar. Eles tĂŞm quase dois anos. Tom segura a mĂŁo de Rui. JoĂŁo tem um gorro fofo. "Toc-toc", bate o frio na janela. Eles dizem "hop" e dĂŁo um passo.
A rua tem barulho macio. O vento faz som leve. As folhas dormem no chão. O ar é curto. O dia é pequeno. Mas o sol aparece por um tempinho. Eles olham e sorriem. Tom mostra a luva. Rui toca a bochecha quente da mãe. João faz ploft na poça com a bota. "Plouf!", diz ele. Riem.
A casa tem cheiro de sopa. A mĂŁe veste os meninos com cuidado. Cachecol, bota, casaco quentinho. Tudo Ă© macio. Eles sentem o calor e ficam calmos. No caminho, encontram um gato. O gato late? NĂŁo. O gato ronrona. "Miau", faz o gato. Eles acariciam. O gato se aconchega. O dia fica mais doce.
No parque, as mãos ficam vermelhas por pouco. Eles respiram fundo. O ar frio faz bolhas quentes no nariz. Eles aprendem a esperar o sol. Esperar é fácil com um amigo. Tom dá um brinquedo. Rui oferece um pedaço de pão. João canta uma canção curta. "Tra-la", cantam juntos.
Quando a noite vem, as luzes brilham. Eles entram e tomam leite. A mãe lê uma página. A casa é quente e calma. Eles fecham os olhos com um sorriso. Dormem devagar.
A amizade e o calor ajudam a enfrentar o frio do dia.