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História de extraterrestre 5 a 6 anos Leitura 7 min.

Sofia e o amigo do campo iluminado

Sofia encontra um ser luminoso chamado Luno no campo e parte com ele numa aventura para resolver o mistério da sua nave presa numa árvore, aprendendo sobre amizade e coragem.

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Menina de 6 anos, alegre e corajosa, cabelos castanhos em maria-chiquinhas, botas vermelhas e vestido florido, estende um galho longo para uma bola-foguete prateada entre os ramos olhando para cima; pequeno extraterrestre Luno, corpo redondo verde-limão, olhos grandes e brilhantes, expressão maravilhada, segura uma pedrinha azul luminosa e faz aparecer uma escada de luz dourada até a nave, ficando na ponta dos pés junto à menina; a nave, redonda e metálica, pequena, com luzes multicoloridas piscando, está presa nos galhos de um carvalho retorcido no centro; campo ao pôr do sol com altas gramíneas douradas e flores silvestres rosa e brancas sob um céu alaranjado e calmo; situação: a menina e Luno cooperam para salvar a pequena nave, a escada de luz desce e a nave começa a escorregar para a terra enquanto a menina sorri. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Sinal Brilhante

Era um entardecer dourado quando Sofia, uma menina de cinco anos com olhos curiosos e botas vermelhas, caminhava pelo campo em jachura perto da casa dos avós. O campo era grande, todo coberto de mato, flores silvestres e pequenos montinhos de terra. Sofia gostava de andar por ali porque sempre encontrava algo novo: um inseto diferente, uma pedra brilhante ou até um passarinho enrolado em sono.

Naquele dia, ela tinha um plano. Seu avô lhe ensinara a fazer sinais de fumaça com um pau e um paninho molhado, para avisar alguém distante. Sofia pensou: “E se um dia eu precisar pedir ajuda de verdade? Melhor treinar!” Então, ela caminhou até o meio do campo e começou a balançar o paninho para cima e para baixo.

De repente, ouviu um barulho baixinho, como se alguém estivesse mexendo na grama alta. Ela parou, ficou quietinha, com o coração pulando como um coelho. Será que era um coelho mesmo? Ou talvez um sapo? O barulho ficou mais forte. Sofia apertou o paninho entre as mãos.

– Tem alguém aí? – ela perguntou, tentando ser corajosa.

Para sua grande surpresa, uma luz forte piscou atrás de um arbusto. Era azul, depois verde, depois dourada! Sofia não acreditou. “Será que é uma lanterna diferente?” pensou. Mas, do arbusto, saiu um ser baixinho, redondo, com o corpo cor-de-limão e olhos grandes, redondos como bolas de gude.

Capítulo 2 – O Pequeno Explorador

O ser olhou para Sofia e fez um som engraçado, parecido com “pruuu, pruuu”. Sofia abriu um sorriso, achando graça. O alienígena ficou envergonhado e escondeu um pouco do rosto com as mãos que pareciam almofadas.

– Olá! – disse Sofia com cuidado. – Eu sou Sofia.

O ser respondeu com um aceno, depois apontou para o céu com sua mão almofadada e fez um som de “biiiip”.

Sofia ficou pensativa. Ela se lembrou do livro de extraterrestres que viu na biblioteca; eles não falavam como as pessoas, mas poderiam ser amigos.

– Você está perdido? – perguntou Sofia.

O ser balançou a cabeça devagar. Então, ele tirou do bolso uma coisinha brilhante, igual a uma pedra azul, e apertou. De repente, uma imagem flutuante apareceu: mostrava uma nave redonda presa em cima de uma árvore, não muito longe dali.

Sofia ficou maravilhada. – Sua nave ficou presa! Eu posso ajudar!

O alienígena abriu um largo sorriso e fez um giro contente. A menina, animada, saiu andando pelo campo, olhando para as árvores altas.

– Vem comigo! – disse ela.

Os dois foram andando lado a lado. Sofia segurava sua mãozinha e mostrava onde pisar para não tropeçar. Durante o caminho, ela foi inventando nomes para o novo amigo.

– Vou te chamar de Luno, pode ser? Porque você brilha igual à lua!

Luno fez outro “pruuu” e pulou baixinho, feliz.

Capítulo 3 – A Grande Descoberta

Andaram por entre moitas e flores até chegarem perto de uma grande árvore torta. Lá no alto, entre os galhos, Sofia viu a nave: era como uma bola prateada, com luzinhas coloridas piscando devagar, igual a vaga-lumes.

– Olha, Luno! Achei!

Luno olhou para cima e fez um barulhinho preocupado. A nave estava presa, longe de alcançar. Sofia pensou um pouco.

– Não se preocupe, eu sou boa de ideias!

Ela pegou uma vara longa caída no chão e, com cuidado, empurrou os galhos. Mas a nave não desceu. Luno pegou sua pedrinha azul e apertou de novo. Uma escadinha de luz apareceu, brilhando em degraus dourados.

– Uau! – gritou Sofia, batendo palmas.

Ela ajudou Luno a subir. Luno subiu rápido, como um grilo saltitante. Ele apertou um botão na nave e ela desceu suavemente, pousando na grama do campo.

Sofia olhou maravilhada para a nave, que fazia sons fofos, como roncos de gatinho. Ela tocou na lateral, e a nave ficou ainda mais dourada.

– Sua nave ronrona, Luno! – disse ela, rindo.

Luno deu voltas felizes ao redor de Sofia. Depois, pegou a pedrinha azul, apontou para o céu e para ela.

– Você quer ir para casa? – perguntou Sofia.

Luno assentiu, mas parou e olhou nos olhos dela. Então, fez com as mãos um coração, igual ao que a mãe de Sofia faz quando diz “eu te amo”.

Capítulo 4 – O Adeus e o Ronronar

Sofia sentiu um calor bom no peito. Ela abraçou Luno com cuidado. – Não fique triste, amigo. Pode voltar sempre que quiser.

Luno sorriu, entrou na sua nave e acenou pela janelinha. Sofia fez um grande sinal de adeus com o pano, igual ao sinal de fumaça do avô, só que agora era um sinal de amizade.

A nave subiu devagar, girando como um pião, espalhando luz dourada pelo campo. Sofia ficou olhando até a nave virar um pontinho brilhante no céu. Quando o vento soprou, a menina ouviu um ronronar suave, vindo de longe, como se a nave e Luno ainda estivessem dizendo: “Até logo, amiga!”

Sofia sorriu, sentindo-se corajosa e feliz. Agora ela sabia: às vezes, um simples sinal de amizade pode mudar tudo. E, no campo em jachura, mesmo o desconhecido pode ser brilhante e acolhedor, como o abraço de um novo amigo.

Com o coração leve e os olhos cheios de estrelas, Sofia voltou para casa, pronta para novas aventuras – e talvez, um dia, para ouvir de novo o ronronar distante de Luno.

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Entardecer
O momento do dia quando o sol começa a descer e fica dourado.
Jachura
Palavra usada no texto para descrever o campo; terreno aberto onde se anda.
Montinhos
Pequenas elevações de terra, como mini colinas no chão.
Enrolado
Dobrado ou enrolado sobre si mesmo, como um passarinho dormindo.
Sinais de fumaça
Mensagens feitas com fumaça para avisar alguém de longe.
Arbusto
Planta menor que uma árvore, com muitos ramos e folhas.
Cor-de-limão
Cor amarelada e viva, parecida com a casca do limão.
Extraterrestres
Seres que, segundo histórias, vêm de outros planetas.
Imagem flutuante
Figura que aparece no ar, como uma foto que fica no espaço.
Nave
Veículo que viaja pelo céu ou pelo espaço, como no conto.
Degraus
Etapas ou passos que formam uma escada para subir ou descer.
Vaga-lumes
Insetos que brilham à noite, parecidos com pequenas lanternas.
Ronronar
Som baixo e suave, como um ronco de gato ou de máquina amiga.
Assentiu
Fez sinal com a cabeça para dizer que concorda ou sim.
Pião
Brinquedo que gira sobre si mesmo e fica rodando por um tempo.

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