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História de extraterrestre 5 a 6 anos Leitura 7 min.

A aventura de Clara, Sofia e os amigos do lago redondo

Clara e Sofia encontram pequenos extraterrestres no etang redondo e, seguindo regras de segurança, ajudam a proteger os seres da água enquanto descobrem novas amizades e surpresas.

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Seis personagens na margem de um lago redondo e calmo: Clara, menina de 6 anos, cabelos castanhos em rabo de dois, vestido amarelo às bolinhas brancas, em pé à esquerda apontando maravilhada para a água; Sofia, menina de 6 anos, cabelos loiros trançados, suéter verde-claro e saia azul, agachada à direita segurando uma pequena toalha colorida e olhando o peixe; três pequenos extraterrestres verdes: um ajoelhado à frente com antenas curtas e traje prateado segurando um tubo luminoso conectado a um aparelho, o segundo com antenas onduladas e traje azul-claro pressionando um botão que faz o tubo brilhar, e o terceiro menor com antenas finas e traje listrado roxo acenando amigavelmente; e um pequeno peixe laranja com olhos expressivos, ainda meio dentro de uma garrafa plástica translúcida sendo puxada pela margem pelo tubo luminoso enquanto nada em direção à liberdade. Cena na margem gramada com toalha de piquenique quadriculada vermelha e branca ao fundo, água turquesa com reflexos rosados do pôr do sol, lírios e juncos; atmosfera alegre em cores pastéis vivas, estilo cartoon retrô “rubber hose” com contornos pretos grossos e formas simples e arredondadas. reportar um problema com esta imagem

Parte 1 – O Mistério do Etang Redondo

Era uma manhã de sol brilhante e macio. Clara e Sofia, duas meninas de seis anos, caminhavam com alegria para o parque das flores amarelas. Tinham combinado um piquenique junto ao grande lago redondo, que todos chamavam de etang redondo. O etang era um lugar mágico, cheio de sapos, juncos verdes e peixes que saltavam como se quisessem brincar com elas.

Clara era curiosa e sempre fazia perguntas engraçadas. Sofia gostava de observar e contar segredos aos passarinhos. As duas sentaram-se numa toalha colorida, tiraram da mochila maçãs, bolachas e um sumo fresco.

Quando estavam a comer, ouviram um barulho estranho, como um zumbido. Pousaram as maçãs. O som vinha de trás dos juncos, do outro lado do etang. Clara ficou com os olhos muito abertos. Sofia apertou-lhe a mão.

— Ouviste isso, Sofia? — sussurrou Clara.

— Sim… Parece uma abelha gigante! — respondeu Sofia, rindo baixinho, mas um pouco nervosa.

As meninas deviam lembrar-se das regras da escola: “Nunca te aproximes de coisas estranhas sem um adulto.” Clara sabia bem essa regra e disse em voz baixa:

— Vamos ficar por aqui e observar. Se for perigoso, fugimos para junto dos adultos.

Sofia assentiu com a cabeça. Esconderam-se atrás de um arbusto florido, espreitando para o etang redondo.

Parte 2 – O Encontro Brilhante

De repente, algo subiu à superfície da água. Era uma bola prateada, com luzes coloridas que giravam lentamente. Flutuava como se fosse muito leve. Clara sentiu o coração bater rápido de emoção e um bocadinho de medo.

A bola abriu-se com um estalido suave e, de dentro, saíram três seres pequeninos, verdes, com olhos grandes e azuis e antenas ondulantes. Traziam fatos brilhantes e tinham sorrisos simpáticos.

Clara sussurrou:

— Sofia, são… extraterrestres!

Os seres olharam em volta, viram as duas meninas espreitando, e acenaram com as mãos. Não pareciam perigosos. Aproximaram-se devagar, sorrindo.

Um deles fez um som engraçado, parecido com “blup-blup”, e apontou para o lago. Tiraram do bolso um aparelho que parecia um brinquedo, com luzes a piscar.

Clara lembrou-se de outra regra de segurança da escola: “Se encontrares alguém que não conheces, não te afastes do teu lugar seguro.” Então decidiu explicar aos seres verdes, falando devagar e apontando para a margem do lago:

— Aqui, nós não entramos na água sem pedir aos adultos. É uma regra de segurança.

Os seres olharam para ela, depois para o lago, depois para elas novamente. Fizeram um som de “bliiiip” que parecia divertido. Um deles tirou uma caixinha do bolso e, de repente, uma voz saiu dela, falando português, mas com um sotaque engraçado:

— Olaaa, amigas! Viemos visitar este lugar redondo. Procuramos água limpa. Vocês ajudam?

Clara e Sofia sorriram, sentindo-se corajosas e especiais. Sofia disse:

— Podemos ajudar sim! O etang tem água boa, mas não se pode beber. É só para os peixes e sapos.

Os extraterrestres acenaram, compreendendo.

Parte 3 – A Descoberta no Etang Redondo

Enquanto conversavam, ouviram um novo som vindo do centro do lago. Era como um grito baixinho. Olharam e viram um pequeno peixe preso numa garrafa de plástico.

Sofia tapou a boca, assustada:

— O peixinho está preso! Temos de o ajudar!

Os seres verdes trocaram olhares rápidos e, num piscar de olhos, tiraram do aparelho brilhante um tubo flexível e esticaram-no até à garrafa. O tubo brilhou e fez um “tchiii” suave, puxando a garrafa devagarinho para junto da margem.

Clara ficou maravilhada:

— Uau! O vosso brinquedo é incrível!

O extraterrestre mais pequenino fez um som de “bloop” e sorriu, todo contente. Sofia, cuidadosa, abriu a garrafa e soltou o peixinho de volta ao lago. O peixinho deu uma volta à volta das meninas, feliz, como se dissesse “obrigado”.

Os seres verdes imitaram o gesto, balançando as mãos junto ao peito. Clara percebeu logo:

— Estão a dizer “obrigado” como o peixinho!

O ser com antenas maiores aproximou-se e disse, com a caixinha de voz:

— Vocês são boas amigas dos seres de água. Nós também!

Clara olhou para Sofia, orgulhosa. Tinham seguido as regras de segurança e ainda ajudaram alguém.

Parte 4 – Ajuda Inesperada e Gratidão

Quando pensaram que a aventura estava a terminar, Clara reparou que o piquenique tinha desaparecido! Olharam em volta e viram um grupo de patos muito atrevidos a fugir com as bolachas. As meninas riram-se, mas também ficaram um pouco tristes.

Os seres verdes olharam para as patinhas dos patos e depois para as meninas. Um deles piscou o olho e apontou o aparelho brilhante para o chão. De repente, apareceu uma pequena mesa holográfica cheia de frutas coloridas, parecidas com maçãs, mas com riscas roxas e verde-limão.

Sofia arregalou os olhos:

— São frutas do vosso planeta?

O extraterrestre respondeu, sorrindo:

— Sim! Frutas de Gratilu. Muito doces, muito boas para partilhar!

Clara e Sofia provaram as frutas. Sabiam a mel e morango ao mesmo tempo! Sentiram-se felizes, como se tivessem recebido um presente especial.

O sol já ia baixo. Os extraterrestres agradeceram mais uma vez, fazendo um gesto com as mãos em forma de coração.

Clara lembrou-se de agradecer também:

— Obrigada por nos ajudarem a salvar o peixinho e pelo lanche maravilhoso!

Sofia acrescentou:

— E obrigada por serem nossos amigos do espaço!

Os seres verdes sorriram, entraram na sua bola prateada e desapareceram devagarinho no céu azul-rosa.

Clara e Sofia ficaram a olhar para as estrelas a nascer, com o coração cheio de alegria. Tinham aprendido que ajudar e agradecer deixa tudo mais bonito — até um etang redondo, cheio de vida e surpresas.

No caminho para casa, de mãos dadas, as meninas prometeram lembrar-se sempre das regras de segurança, proteger o etang e agradecer por cada amigo novo… mesmo que venha das estrelas.

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Etang redondo
Um lago redondo do conto; lugar de água onde vivem peixes e sapos.
Juncos
Plantas altas e finas que crescem na margem do lago, junto da água.
Antenas ondulantes
Parte fina na cabeça dos seres verdes que se mexe devagar.
Fatos brilhantes
Roupas que refletem luz e parecem brilhar muito.
Extraterrestres
Seres que vêm de outro planeta, não da Terra.
Aparelho
Um objeto com botões que faz algo especial quando se liga.
Mesa holográfica
Mesa feita de luz que aparece no ar, como mágica.
Piquenique
Refeição que se come fora, sentadas numa toalha no chão.
Garrafa de plástico
Recipiente feito de material leve que pode poluir a água.
Sotaque
Jeito de falar que mostra de onde vem a pessoa.
Brilhante
Algo que brilha, que tem muita luz ou cor viva.
Gratilu
Nome de um lugar do planeta dos extraterrestres, onde crescem frutas.

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