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História de extraterrestre 5 a 6 anos Leitura 8 min.

Lupo e o fotóforo das estrelas

Lupo, um lobo pequeno, encontra Zara, uma exploradora de outro mundo, e juntos embarcam em uma aventura para recuperar um fotóforo perdido, essencial para que Zara possa voltar para casa. Ao longo da jornada, eles descobrem o poder da amizade e a importância de ajudar uns aos outros.

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Um pequeno lobo chamado Lupo, com pelagem suave e cinza, olhos brilhantes de curiosidade, está no centro da clareira, sorrindo entusiasticamente. Ele observa uma pequena extraterrestre chamada Zara, que tem pele brilhante e roxa, antenas cintilantes e um grande sorriso amigável, flutuando levemente acima do chão. Zara segura um pequeno fotóforo luminoso em suas mãos, iluminando seu rosto com uma suave luz dourada. A clareira é cercada por árvores majestosas com folhas verdes vibrantes, e o chão está coberto de flores coloridas e cogumelos de formas estranhas. A noite é estrelada, com estrelas brilhantes cintilando no céu negro. Nesta cena mágica, Lupo e Zara riem juntos, compartilhando um momento de alegria e amizade enquanto procuram o fotóforo perdido, criando uma atmosfera de camaradagem e aventura. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1

Lobo pequeno caminhava pela clareira. A noite estava cheia de estrelas. Ele cheirava o vento e abanava o rabo curioso. Chamava-se Lupo. Lupo gostava de ouvir os sons da floresta. Tudo parecia calmo. Mas, naquela noite, ouviu um sussurro diferente.

— Ooooi — disse uma voz suave no ar.

Lupo olhou para cima. Uma luz pequenina flutuava, como uma vaga-lume com sorriso. A luz piscou e mostrou olhos grandes e curiosos. Era uma exploradora de outro mundo. Ela usava um casaco brilhante e tinha antenas que tilintavam como sinos.

— Olá — respondeu Lupo, um pouco tímido e muito curioso. — Quem é você?

— Sou Zara, exploradora do céu azul-estrela — disse a visitante, inclinando-se com uma reverência cortês. — Vim mapear cheiros e músicas de novas florestas.

Zara falava com calma. Seus olhos brilhavam de amizade. Lupo sorriu e sentiu o coração bater mais feliz. Não tinha medo. A exploradora parecia tão gentil como um vento de primavera.

— Bem-vinda! — disse Lupo. — Quer brincar de esconde-esconde com as corujas?

Zara riu um som que parecia um sino. — Eu gosto de aprender. Podemos aprender juntos?

Eles riram. A clareira ficou cheia de luz suave. Lupo mostrou a Zara as pedras que brilhavam com água da lua. Zara mostrou a Lupo um mapa pequenino que flutuava no seu pulso. Havia algo muito especial com ela: um pequenino fotóforo preso à mochila. O fotóforo era uma lanterna de vidro que mudava de cor. Piscava como coração.

Capítulo 2

De repente, uma brisa levou o som de um apito distante. Zara ficou séria por um instante.

— É o meu sinal de nave — disse ela. — Minha nave precisa do fotóforo para se guiar. Ele faz a luz que conversa com as estrelas. Mas o meu sinal está fraco.

Lupo olhou para o fotóforo. Ele brilhava em tons de verde e azul. Então, sem querer, uma bolsinha se abriu. O fotóforo caiu e rolou por entre as folhas. Sumiu.

— Oh não — disse Zara, preocupada. — Eu preciso do fotóforo para voltar para casa. Sem ele, posso me perder entre planetas.

Lupo sentiu o frio na barriga. Ele queria ajudar. Lobo pequeno tinha um bom faro. Cheirou o chão. Cheirou as folhas. Procurou por buracos e pedrinhas. O fotóforo deixava um rastro de luz, mas era fraco, como uma vela no vento.

— Vamos achar — disse Lupo com firmeza. — Juntos.

Eles começaram a procurar. A floresta era grande, mas Lupo mostrava onde tinha pulado na lama, onde tinha cheiro de noz, e onde o musgo fazia cócegas nos dedos. Zara usou as antenas para captar pequenos brilhos de luz no ar. A cada passo, a luz do fotóforo mudava de cor: às vezes vermelha como morango, às vezes amarela como sol.

Foi aí que o problema cresceu. O fotóforo entrou num tronco oco. O tronco parecia uma porta pequena, e o fotóforo ficou preso numa saliência.

— Eu não consigo puxar — disse Zara com voz de quem pensa muito. — Sou pequenininha. Minha nave é leve. Mas este tronco é forte.

Lupo tentou puxar com os dentes, mas o vidro do fotóforo era liso. Ele puxou e puxou, e... escorregou! A cabeça de Lupo bateu num cogumelo macio. Caiu de lado e começou a rir.

— Ai! — disse Lupo rindo. — Parei de puxar porque comecei a rir. Acho que isso ajudou.

Zara riu também. O riso fez um eco que aquecia a noite. O fotóforo brilhou mais forte, curioso com a alegria. As luzes mudaram para um tom rosado, como um abraço.

— Tal como as canções, a alegria é um sinal — comentou Zara. — Talvez o fotóforo esteja esperando por algo especial.

Lupo pensou. Ele lembrou de quando criança, esconder-se no tronco e assobiar para chamar a mãe. Fez um assobio doce. Zara respondeu com um tilintar de antenas. Juntos, fizeram uma pequena música. O fotóforo tremulou, deslizou e, com um último pisc, saiu da saliência.

— Conseguimos! — gritou Lupo.

O fotóforo rodopiou no ar e pousou na mão de Zara. Ele acendeu numa luz quente e dourada, como um pequeno sol. A nave de Zara começou a emitir um brilho no céu.

Capítulo 3

— Obrigada, Lupo — disse Zara, com os olhos brilhando. — Você me ajudou com seu faro e com seu riso. Seus amigos são bem-vindos até no meu planeta.

Lupo ficou orgulhoso. Sentiu as patas formigarem de alegria. A nave pousou suavemente numa clareira próxima. Era redonda e coberta de pintinhas azuis. A porta abriu como pétala de flor. Do estômago da nave veio uma voz suave:

— Sinal encontrado. Retorno seguro autorizado.

Zara acenou. — Vou embora agora, mas vou voltar outro dia.

— Você pode trazer histórias? — pediu Lupo.

— Trarei estrelas em potes de histórias — prometeu Zara. — E quero ver como a floresta canta de manhã.

Eles trocaram presentes simples. Lupo ofereceu uma pedra com um desenho de água que ele fez com a pata. Zara deu ao Lupo um pedacinho do fotóforo: uma luz minúscula que cabia na pata. Era para Lupo lembrar da amizade.

— Assim você pode brilhar quando tiver medo — disse Zara. — E eu saberei que você sorri para as estrelas.

A nave começou a subir. Lupo acenou com as patas. Sentiu o vento da despedida, que é um vento doce. Zara acenou com as antenas e disse:

— Todos os mundos ficam melhores quando há amizade. Vá contando às corujas que as estrelas têm amigas.

— Até logo, Zara! — gritou Lupo.

A nave sumiu entre as estrelas. A clareira ficou calma outra vez, mas agora parecia mais amiga do céu. Lupo sentou-se e acendeu a luz pequenina que Zara lhe deu. Brilhou de leve, aquecendo o seu coração. Lupo pensou nas coisas novas que aprendeu: ajudar é corajoso, rir é forte, e ser amigo é como um fotóforo que guia.

Ele apagou a luz e dormiu na grama. Sonhou com viagens de luz e com uma exploradora que assobiava canções do outro lado do céu. Quando acordou, a manhã sorria. A floresta o recebeu com um abraço verde.

Lupo levantou-se e foi contar a todos que as diferenças fazem festa. Contou que um dia ajudou uma amiga de outra estrela. E sempre que olhava para o céu, acendia a luz minúscula. Era um lembrete simples: o mundo é grande, mas o coração é maior.

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Clareira
Um espaço aberto na floresta onde não há árvores.
Exploradora
Uma pessoa que viaja para descobrir coisas novas.
Fotóforo
Um objeto que emite luz, como uma lanterna.
Saliencia
Uma parte que se destaca ou sai para fora de uma superfície.
Sinal
Uma mensagem ou um aviso que indica algo.
Antenas
Partes do corpo de alguns insetos que ajudam a sentir o ambiente.

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