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Humor fantástico 3 a 4 anos Leitura 3 min. (1)

O martelo Tico e o sininho do amanhecer

O martelo Tico e suas ferramentas enfrentam percalços enquanto tentam instalar uma campainha numa porta antiga, aprendendo sobre coragem, criatividade e amizade ao amanhecer.

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Tico, um martelo antropomórfico com rosto sorridente gravado na cabeça metálica e cabo de madeira claro, dá um pequeno golpe em uma campainha dourada pendurada numa porta; Rita, a fita métrica listrada amarelo e verde, enrolada no pulso de Tico, aponta a medida para o alto da porta à sua direita; Pingo, o preguinho prateado com chapéu pontudo, sentado numa cadeira de madeira à esquerda, observa animado. A campainha de cobre polido tem um miniface contento e balança ligeiramente; a porta é antiga, pintada de verde-menta, com tábuas visíveis, grande maçaneta redonda e uma pequena flor de papel colada. Cena numa rua de paralelepípedos ao nascer do sol, casas baixas com telhados coloridos e céu em tons pastéis, atmosfera calorosa, cômica e levemente caprichosa quando Tico dá o último toque e todos riem. reportar um problema com esta imagem

O martelo Tico acordou cedo. A rua bocejava. Os telhados piscavam luz. Tico tinha uma missão: instalar uma campainha ao amanhecer. Ele estava muito animado. Ele bateu no próprio corpo. "Vamos!" disse Tico.

Rita, a fita métrica, enrolou-se ao redor de Tico. "Cuidado," sussurrou Rita. Pingo, o prego, balançou. "Eu sou pequenino, mas forte," disse Pingo. Um sininho dourado brilhava na sacola. Ele piscava como uma estrela. "Eu quero tocar," disse o sininho.

Tico caminhou até a porta. A porta era velha e boazinha. Ela rangia um pouco de sono. "Bom dia," disse a porta. "Bom dia," disse Tico. O sol acordou devagar. Era quase amanhecer.

Tico tentou martelar. Pingo escorregou e foi parar no pé de uma cadeira. Pingo riu. "Quase!" disse Tico. Rita mediu e mediu. "Mais para cima." Rita puxou. O sininho pulou. "Ops!" fez o sininho. Um pequenino feitiço da manhã fez as coisas ficarem engraçadas. O martelo bateu e... fez cócegas na madeira. A madeira riu. A madeira sacudiu e soltou uma flor de papel. Todos riram.

Tico respirou fundo. "Eu consigo," murmurou. Ele tentou de novo. Desta vez, Tico cantou uma canção enquanto martelava. A canção fez as ferramentas mais certas. Pingo entrou no lugar certinho. O sininho pendurou-se com orgulho. A porta sorriu. O sol esticou os raios.

Mas algo engraçado aconteceu. Quando Rita mediu de novo, a campainha ficou virada para o lado. "Tocar de lado?" perguntou o sininho. Tico pensou. Ele girou Pingo com cuidado. Girar não é ruim. Girar é divertido. O sininho ficou perfeito.

O amanhecer chegou. Os passarinhos assobiaram. Tico deu o último martelo. "Pronto!" disse ele. O sininho tocou. Um som pequeno e feliz subiu pela rua. Todos — a porta, a cadeira, Rita, Pingo — bateram palmas com as unhas e os cantos. O sininho tocou de novo. Era tão gentil.

Tico olhou para o sol. Ele se sentiu grande por tentar. Ele sorriu. Coragem é tentar. Coragem é sorrir quando algo dá errado. E naquela rua calma, a cada amanhecer, alguém tocaria a campainha e todos se lembrariam de rir.

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Amanhecer
Momento em que o dia começa e o sol aparece no céu.
Campainha
Pequeno objeto que faz som para avisar alguém na porta.
Enrolou-se
Quando algo foi enrolado em volta de outra coisa, como uma fita.
Sussurrou
Falar baixinho, quase sem fazer barulho.
Rangia
Fazer um som áspero quando se abre ou fecha, como uma porta velha.
Feitiço
Uma ação que parece mágica e faz coisas engraçadas acontecerem.
Martelar
Bater com um martelo para pregar ou consertar algo.
Respirou fundo
Inspirar bem devagar e bem fundo para se acalmar.
Bateram palmas
Juntar as mãos e bater para mostrar alegria ou aplauso.
Cantos
Partes ou lados de um objeto, como as pontas de uma cadeira ou porta.

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