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Humor fantástico 3 a 4 anos Leitura 6 min.

A barquinha que amarrou uma nuvem

Quatro crianças decidem amarrar sua barquinha de brinquedo a uma nuvem para viver uma grande aventura no céu, aprendendo sobre responsabilidade e a importância da amizade ao longo do caminho.

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Há 4 crianças: - Tomás: um menino de 7 anos, com cabelos castanhos bagunçados e olhos brilhantes. Ele usa uma camiseta azul e um short vermelho, está no centro segurando uma corda com um olhar determinado. - Lia: uma menina de 6 anos, com longos cabelos loiros trançados e um sorriso radiante. Ela usa um vestido florido e está à direita de Tomás, apontando para o céu. - Nico: um menino de 5 anos, com cabelos castanhos e óculos redondos. Ele usa um suéter verde e uma calça bege, está à esquerda de Tomás, rindo e levantando os braços para o alto. - Mia: uma menina de 6 anos, com cabelos cacheados e óculos de sol na cabeça. Ela usa uma camiseta rosa e um short de jeans, está sentada na barquinha, na frente, fazendo gestos de imaginação. O local é um jardim ensolarado, com uma grande poça de água da chuva que brilha como um espelho. Flores coloridas cercam a poça, e acima, um céu azul claro está salpicado de nuvens brancas e fofas. A situação principal mostra as crianças tentando amarrar sua barquinha azul a uma nuvem em forma de doce, com risadas e respingos de água ao redor, enquanto a nuvem parece se divertir com o jogo deles. reportar um problema com esta imagem

Parte 1 – O Plano da Barquinha

Na rua mais normal da cidade mais normal, quatro crianças tiveram uma ideia muito pouco normal.

Tomás disse:

— Hoje eu vou amarrar a nossa barquinha a um nuvem.

Lia abriu muito os olhos:

— A um nuvem? Lá em cima?

Nico riu:

— As nuvens vão ficar tontas!

Mia bateu palmas:

— Eu ajudo! Mas ninguém cai, combinado?

Eles tinham uma barquinha azul. Não era de verdade, era de brincar. Ficava no quintal, em cima de um lago muito importante: uma poça enorme de água de chuva.

Tomás falou sério, com cara de capitão:

— Se vamos amarrar a barquinha a um nuvem, temos de ser responsáveis.

Ele gostava dessa palavra. Fazia cócegas na língua.

— O que é res-pon-sá-veis? — perguntou Nico.

Lia explicou:

— É cuidar bem. Não estragar o nuvem. Não estragar a barquinha. E não perder nenhum amigo.

— Ah, então eu quero muito ser isso! — disse Mia.

Eles olharam para o céu. As nuvens passavam devagar, fofas, pareciam pão.

— Aquela ali — apontou Tomás — é a Nuvem Número Um.

A nuvem, lá longe, coçou-se um bocadinho. Parecia gostar do nome novo.

Parte 2 – A Corda que Faz Cócegas

Os quatro puxaram uma corda de pijama. Era a corda mágica que segurava sempre as calças do Nico. Hoje ia segurar uma nuvem.

— Corda, hoje és corda de aventura — disse Mia.

A corda brilhou um pouquinho. Devia ter gostado.

Tomás amarrou uma ponta na barquinha azul.

Lia conferiu:

— Nó apertado, nó cuidado.

Nico perguntou para o céu:

— Ó nuvem, aceita brincar?

Ouve-se um “pluft”. Uma nuvem pequenina apareceu mais baixa, bem perto do telhado.

— Acho que ela disse “sim” — riu Lia.

Mas a nuvem pequenina era apressada. Corria no céu como se estivesse a jogar à apanhada com o vento.

Eles tentaram atirar a corda. A corda passou, rodopiou, fez cócegas na nuvem. A nuvem deu uma gargalhadinha de chuva: caiu só uma gota, bem no nariz do Nico.

— Ei! — protestou Nico, a rir. — Nuvem malandra!

Mia levantou o dedo:

— Temos de pedir com jeitinho. E com cuidado. Lembra? Res-pon-sá-veis.

Tomás respirou fundo:

— Nuvem, podes ficar um bocadinho quieta? Só para um nó? Prometo que não dói.

A nuvem parou. Inchou de orgulho. Ser nuvem importante era novo para ela.

A corda deu uma volta, duas voltas, um laço. Pronto. A barquinha azul ficou ligada à nuvem branquinha.

Parte 3 – A Barquinha que Não Vai a Lado Nenhum

Eles esperaram.

Nada.

A barquinha ficou ali, parada, em cima da poça. A nuvem lá em cima, a balançar só um bocadinho.

— Ué… — disse Nico. — Não está a voar.

Lia pensou, coçando o queixo:

— Talvez seja barquinha de poça. Ela só sabe navegar baixinho.

Mia concordou:

— E a nuvem só sabe navegar altinho. Fizeram um empate.

Tomás olhou para a corda, para a barca, para a nuvem:

— Então está tudo certo. A nuvem não foge, a barquinha também não. Eu cuido das duas.

— Mas é chato se não voar — suspirou Nico.

Mia sorriu:

— Podemos imaginar que voa. Imaginamos bem forte.

Eles sentaram-se dentro da barquinha, apertadinhos. A corda esticou, a nuvem mexeu, a poça fez “chuac”.

Tomás anunciou:

— Atenção, tripulação! Estamos a subir… subir… subir na imaginação!

Na cabeça deles, a casa ficou pequenina, a rua virou risquinha, o cão do vizinho virou pontinho.

— Olha, um dragão! — disse Nico.

— Não, é só a camisola do teu pai no estendal — riu Lia.

Mia apontou:

— E aquele castelo gigante?

Tomás explicou:

— É o prédio da esquina. Mas hoje é castelo, porque nós é que mandamos na aventura.

A nuvem parecia ouvir e gostava da história. Ficou ainda mais fofinha. A poça, lá em baixo, brilhava como um lago mágico.

Depois de muito “sobe” e “desce” de imaginação, o sono chegou devagar.

Lia bocejou:

— Acho que a nuvem também está com sono.

Mia falou baixinho:

— Amanhã soltamos a corda. A nuvem tem trabalho no céu.

Tomás concordou:

— Ser responsável também é deixar o amigo ir embora na hora certa.

Eles deram um nó de descanso, bem fraquinho, que a nuvem podia soltar quando quisesse.

Encostados uns aos outros na barquinha azul, imaginaram mais um bocadinho de céu. A nuvem ficou de guarda lá em cima. A poça fez “plim” de contente.

E todos descansaram, muito seguros, com uma barquinha bem amarrada entre o chão e o alto, entre a imaginação e o sono.

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Responsáveis
Pessoas que cuidam bem de algo ou alguém.
Barquinha
Um pequeno barco, geralmente de brinquedo.
Nuvem
Uma massa de água que flutua no céu e pode trazer chuva.
Corda
Um fio grosso e resistente usado para amarrar ou prender coisas.
Poça
Um pequeno acúmulo de água na superfície, geralmente depois da chuva.
Imaginar
Formar imagens ou ideias na mente, mesmo que não sejam reais.

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