Capítulo 1: O grande chapéu de Florinha
– Mamã, posso usar o meu chapéu de dragão hoje? – pergunta Florinha, a pequena menina de três anos, olhando para o chapéu verde e comprido que quase cobre os seus olhos.
– Claro, Florinha! Mas cuidado para não tropeçares nele, está bem? – sorri a mãe, arrumando as almofadas mágicas do sofá.
– Eu nunca tropeço, mamã! – responde Florinha, colocando o chapéu. Mas, logo que dá um passo, pisa no bico do chapéu e… pum! Senta-se de repente no chão, com as pernas para o ar.
– Eu disse que não tropeço… tropecei de propósito! – diz Florinha, levantando-se com um sorriso.
– O teu chapéu é especial, Florinha? – pergunta o seu amigo Zico, um sapo azul que só ela vê.
– É sim, Zico! Ele ajuda-me a encontrar tesouros perdidos! – responde Florinha, tentando endireitar o chapéu, que agora está torto.
– Onde estão os tesouros hoje? – pergunta o sapo, saltando para o tapete mágico.
– Acho que estão na cozinha! Ou debaixo dos sofás! Ou… atrás do cortinado! – diz Florinha, já muito entusiasmada.
Capítulo 2: A busca pelos tesouros desaparecidos
– Pronto, Zico! Vamos começar a missão! – grita Florinha.
– Eu sou o guarda do chapéu! – responde Zico, sentando-se no topo da cabeça da Florinha.
Florinha caminha pela sala. O chapéu roça no chão, fazendo “chuá chuá”. De repente, Florinha para e diz:
– Olha, mamã, achei um tesouro! – apanha um botão azul, muito redondo.
– Tesouro maravilhoso! – exclama Zico, aplaudindo com as patinhas.
– Mais tesouros! – diz Florinha, rastejando debaixo da mesa.
– Encontraste alguma coisa? – pergunta Zico, curioso.
– Encontrei… uma meia sem par! E… um pedaço de papel brilhante! – diz Florinha, mostrando os tesouros a Zico.
– São os melhores tesouros do mundo! – responde o sapo, muito sério.
– Agora vamos à cozinha! – diz Florinha, entrando devagarinho.
A mãe olha para Florinha e sorri:
– Vais encontrar muitos tesouros aí, Florinha?
– Sim, mamã! Tesouros secretos! – responde Florinha, abrindo uma gaveta. Ela tira de lá… uma colher de pau!
– Uau, uma colher encantada! – diz Zico, dando saltos de alegria.
– É uma colher que faz sopa de arco-íris! – responde Florinha, abanando a colher.
Capítulo 3: Uma festa de tesouros
Florinha põe todos os seus tesouros em fila: o botão azul, a meia sem par, o papel brilhante e a colher encantada.
– São muitos! Posso fazer uma festa para eles! – diz Florinha, batendo palmas.
– Festa, festa! Quero dançar! – grita Zico, começando a saltar ao redor dos tesouros.
– Olha, mamã, os meus tesouros estão a dançar também! – diz Florinha.
A mãe sorri:
– Tens mesmo muita imaginação, Florinha.
– Sim, mamã! O chapéu de dragão ajuda muito! – responde Florinha, rindo.
– Que tal um sumo mágico para celebrar a festa? – pergunta a mãe, servindo um copo de sumo vermelho.
– Sumo de morango dragão! – diz Florinha, brindando com Zico. O sapo finge beber também e lava a cara com o sumo invisível.
Todos riem, até o chapéu parece sorrir.
– Foi uma aventura muito divertida, Zico! – sussurra Florinha, já de barriga cheia.
– Amanhã há mais missão, Florinha! – responde Zico, encostando-se ao seu ombro.
E a casa enche-se de sorrisos, tesouros e risos mágicos.