Capítulo 1: O Botão Que Ri
No meio da vila engraçada de Pompilândia, vivia um menino chamado Tiaguinho. Tiaguinho tinha quatro aninhos. Ele era baixinho, com bochechas redondinhas e sempre usava chapéu azul. Um dia, enquanto procurava pedras coloridas no quintal, Tiaguinho encontrou algo brilhando no meio da grama.
— Olha! Que botão engraçado! — disse Tiaguinho, pegando o objeto redondo e dourado.
Era um botão bem redondo com um sorriso desenhado. Tiaguinho apertou o botão devagarinho. Pluft! De repente, o chão ficou coberto de pequenas bolhas de sabão que cheiravam a batata frita.
— Que cheirinho estranho! — riu Tiaguinho.
Logo apareceu Pompom, o gato mágico da vila. Pompom era enorme, felpudo e laranja, mas usava botas de borracha vermelhas.
— Tiaguinho! O que foi isso? — perguntou Pompom, escorregando numa bolha.
— Foi o botão mágico! — respondeu Tiaguinho, sorrindo.
— Cuidado, esse botão faz coisas doidas! — avisou Pompom, mas Tiaguinho já estava curioso para experimentar de novo.
Tiaguinho apertou mais uma vez. Plim! Apareceram chapéus na cabeça das galinhas. As galinhas começaram a marchar em fila, todas com chapéu de palha.
— Cocóricó com chapéu! — disse Tiaguinho, rindo.
— Chapéu pra galinha? Isso é muito pompilô! — miou Pompom, fingindo cara séria.
Capítulo 2: O Botão Surpresa
Tiaguinho começou a andar pela vila com o botão. Cada vez que apertava, algo engraçado acontecia. Uma vez, todos os sapos começaram a cantar ópera. Outra vez, as nuvens caíram devagar e viraram travesseiros fofos no chão. Tiaguinho ria, Pompom pulava, e até Dona Zuzu, a peixeira, dançava com peixes de mentira.
Um dia, Tiaguinho quis mostrar o botão para o melhor amigo, o caracol Dominguinho. Dominguinho era muito lento, mas sempre sorria.
— Olá, Dominguinho! — disse Tiaguinho, mostrando o botão.
— Oi, Tiaguinho! O que faz esse botão? — perguntou Dominguinho, com voz comprida.
— Ele faz coisas malucas! Quer ver? — respondeu Tiaguinho.
Tiaguinho apertou o botão. Puff! Orelhas de coelho brotaram na cabeça dos dois amigos.
— Agora somos coelhinhos! — gritou Tiaguinho, pulando.
— Orelhas de coelho são macias! — disse Dominguinho.
Eles ficaram pulando e rindo. Mas, de repente, o botão começou a chiar.
— Pipipipi! — fazia o botão.
Pompom correu até eles.
— Acho que o botão quer descansar — disse o gato, rindo.
— Mas e se ele não parar de fazer coisas doidas? — perguntou Tiaguinho.
Capítulo 3: Tudo Volta ao Normal (Quase)
Pompom tinha uma ideia. Ele falou baixinho com o botão:
— Botão, botão, já chega de confusão?
O botão estremeceu e fez um estalinho. Todas as coisas voltaram ao normal. As galinhas tiraram os chapéus, as nuvens voltaram para o céu, as bolhas de batata frita desapareceram, mas... as orelhas de coelho continuaram!
— Acho que agora temos orelhas de coelho para sempre — disse Dominguinho, sorrindo.
— E podemos ouvir tudo mais longe! — respondeu Tiaguinho.
Pompom dançou ao redor deles, batendo as botas vermelhas.
— Viva o botão mágico! — gritou, com alegria.
Tiaguinho, Pompom e Dominguinho passearam pela vila com suas novas orelhas. Todos riam quando viam os três.
E, assim, na vila de Pompilândia, um botão mágico trouxe gargalhadas, cocegas nas orelhas e muitas histórias engraçadas para contar.
Fim.