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História sobre as férias de verão 11 a 12 anos Leitura 19 min.

O mapa do tesouro verdadeiro e o laço azul de coragem calma

Leonor passa férias na casa dos avós, faz amizade com Tomás e, entre pequenas aventuras na praia e tarefas do dia a dia, descobre que crescer é também saber pedir ajuda e aprender com os erros.

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Menina de 12 anos, orgulhosa e um pouco vulnerável, mão ferida, cabelo castanho claro preso em rabo de cavalo, camiseta às riscas azul e branca, shorts de ganga, segura um pequeno caderno de desenho com fita azul; rapaz de 9 anos (Tomás), tímido mas luminoso, boné vermelho, camiseta amarela e sandálias, ajoelhado na areia à sua direita a verter água na mão ferida; avô (~70 anos), pele bronzeada, boné gasto, camisa aos quadrados, sentado numa cadeira de madeira na varanda com um martelo ao lado e olhar benevolente; avó (~65 anos), vestido florido e avental, segura um prato de peixe e uma jarra de limonada junto à porta da casa branca de persianas azuis; local: pequena praia de areia dourada com rochas lisas e ondas que brilham ao sol, varanda em madeira e estendal com toalhas; situação: ela se feriu ao subir nas rochas à procura de um objeto azul, momento terno em que o rapaz a trata e a acalma enquanto os avós os observam desde a casa, luz de fim de tarde quente em tons laranja e azul, texturas realistas e sombras longas. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O primeiro dia de sal

A Leonor tinha onze anos e uma certeza a crescer dentro dela, como uma maré mansa: já não era “pequenina”. No carro, a caminho da casa dos avós, ela olhava pela janela e contava as rotundas só para provar a si mesma que conseguia não enjoar.

— Falta muito? — perguntou o pai, a brincar.

— Falta o suficiente — respondeu a Leonor, com ar sério, e depois riu. — Mas eu aguento. Já tenho idade para isso.

A mãe virou-se no banco da frente:

“Já tenho idade” não serve para tudo, dona Leonor.

— Serve para segurar as malas sem reclamar — disse a Leonor.

Quando chegaram, a casa dos avós estava como sempre: paredes brancas com cheiro a sol, janelas azuis, e o som do mar ao fundo, como uma conversa antiga que nunca acabava. A avó Alice apareceu à porta com um avental florido e os braços abertos.

— Ai, a minha menina! Estás mais alta, ou é impressão minha?

O avô Joaquim, com o boné gasto, piscou um olho:

— Está é mais esperta. Já me vai ensinar a mexer no telemóvel.

Leonor corou, satisfeita. Entrou e deixou a mochila cair no sofá com um suspiro feliz. O chão estava fresco. Na cozinha, o cheiro a tomate e alho anunciava almoço. E na sala, o relógio antigo fazia “tic-tac” como se marcasse, devagarinho, o começo das férias.

Mais tarde, Leonor foi ao quintal, onde havia um chuveiro exterior e uma corda com toalhas a secar. O vento da praia chegava ali e brincava com as folhas do limoeiro.

Ela tirou as sandálias e pisou a terra morna. Sentiu-se adulta por um segundo. Depois ouviu o avô chamar:

— Leonor! Anda ver se a rede está bem presa, antes de eu me espreguiçar e cair como um saco de batatas!

Leonor correu, testou o nó, puxou com força.

— Está firme, avô. Pode confiar em mim.

O avô deitou-se devagar, como se fizesse um teste científico.

— Aprovado. A engenheira das férias chegou.

Leonor sorriu. Gostava daquela sensação: ser útil. Mas também havia uma pontinha de cuidado dentro dela. Ser “mais crescida” parecia exigir atenção, não só pose.

Capítulo 2 — O menino do banco

No dia seguinte, depois do pequeno-almoço com pão torrado e mel, Leonor foi com os avós até ao passeio junto à praia. O sol ainda não ardia; brilhava como uma moeda nova. Havia gente a caminhar com chinelos na mão e cães a cheirar tudo com enorme importância.

Perto do parque infantil, Leonor reparou num rapaz sentado num banco. Tinha um boné vermelho e segurava um balde vazio. Olhava para as outras crianças, mas não se levantava. Parecia estar à espera de alguém ou de coragem.

Leonor aproximou-se devagar. Lembrou-se de como, no primeiro dia numa escola nova, ela também tinha ficado calada, como se a voz estivesse guardada numa gaveta.

— Olá — disse ela. — Estás à espera de alguém?

O rapaz encolheu os ombros.

— A minha mãe foi comprar água. Eu… não conheço ninguém aqui.

— Eu sou a Leonor. Tenho onze.

Ele olhou para ela, avaliando.

— Eu sou o Tomás. Tenho nove.

Leonor apontou para o balde vazio.

— Isso parece um balde com saudades de areia.

Tomás soltou um sorriso pequeno, quase escondido.

— Não sei bem o que fazer.

Leonor pensou rápido. Queria propor um jogo, mas sem parecer mandona. Ser mais crescida não era ser chefe de toda a gente. Era saber convidar.

— Queres jogar uma coisa? É simples. Chama-se “Mapa do Tesouro Verdadeiro”.

— Tesouro verdadeiro?

— Sim. Nada de plástico. Fazemos uma lista de coisas que a praia tem de verdade e vamos procurar. Tipo: uma concha com riscas, uma pedra redonda, uma folha de alga, um pau que pareça uma letra.

Tomás levantou-se do banco, como se o corpo dele tivesse finalmente recebido autorização.

— Isso parece fixe.

— Mas há uma regra — acrescentou Leonor, com ar sério de quem inventa leis importantes. — Não arrancamos nada vivo. Só apanhamos o que o mar já ofereceu.

Tomás acenou, a sério.

— Combinado.

Foram até à areia. Leonor tirou do bolso um caderno pequeno que trazia para desenhar e uma caneta.

— Vamos fazer a lista.

Tomás aproximou-se, curioso. Leonor escreveu:

“1) Concha com riscas

2) Pedra redonda

3) Alga seca

4) Pau em forma de letra

5) Algo azul que não seja lixo”

— Algo azul? — perguntou Tomás.

— Pode ser uma tampinha… mas se for lixo, apanhamos e deitamos fora. O tesouro também pode ser limpar.

Tomás olhou para ela de lado.

— Tu falas como a minha professora.

Leonor riu.

— É que eu estou a treinar para ser uma adulta temporária. Só durante as férias.

— Então eu sou… o quê?

— O explorador oficial — disse ela. — E eu sou a cartógrafa.

Tomás endireitou-se, orgulhoso. E, de repente, já não parecia sozinho.

Capítulo 3 — A casa dos avós vira quartel-general

Depois de uma manhã de buscas, voltaram com os bolsos cheios de “tesouros” e as mãos cheias de areia. A mãe de Tomás tinha finalmente aparecido, agradecida por Leonor lhe fazer companhia. E combinou-se que, à tarde, Tomás podia ir até à casa dos avós com Leonor, porque ficava perto e porque os avós adoravam ter visitas.

A avó Alice recebeu-os com limonada fresca.

— Ai, que caras coradas! Parecem dois camarões felizes.

Tomás ficou meio sem jeito.

— Obrigado, dona…?

— Alice. Aqui ninguém é “dona” de nada, só do bom humor — disse a avó, piscando o olho.

O avô Joaquim apareceu com um jornal debaixo do braço.

— Quem é este jovem?

— Este é o Tomás, avô. É o explorador oficial do nosso mapa do tesouro.

— Excelente. Eu sou o supervisor das cadeiras. Se alguém se cansar, eu supervisionei muito bem uma cadeira ali na varanda.

Tomás riu, e o riso dele pareceu abrir as janelas da casa.

Leonor levou Tomás ao quarto onde ela dormia nas férias. Tinha uma colcha com riscas azuis, um candeeiro antigo e uma caixa de sapatos cheia de coisas: berlindes, conchas de outros verões, postais antigos.

— Isto é o arquivo — explicou Leonor. — Cada verão eu guardo uma coisa especial. Mas não pode ser uma coisa cara. Tem de ser uma coisa com história.

Tomás pegou num postal com uma foto da praia.

— Tu guardas mesmo tudo.

— Não tudo. Só o que me ensina alguma coisa.

Ela abriu o caderno e espalhou os tesouros da manhã em cima da secretária. Havia uma concha com riscas perfeitas, uma pedra tão redonda que parecia ter sido polida por mãos invisíveis, uma alga seca com forma de renda, e um pau torto que parecia um “S”.

— Falta o “algo azul” — lembrou Tomás.

— Podemos encontrar mais tarde.

Leonor ia dizer “eu sei onde”, mas mordeu a língua. Não queria parecer que sabia tudo. Humildade era isso: dar espaço para o outro descobrir também.

— Vamos procurar juntos — disse ela.

Na cozinha, a avó chamou:

— Meninos, ajudem-me a pôr a mesa. E sem competições malucas, que os pratos não gostam de voar.

Leonor pegou nos talheres. Tomás levou os copos com cuidado, devagar. O avô comentou:

— Este copo aí está a viajar em primeira classe.

Tomás sorriu, mas não acelerou. Leonor reparou: ele era cuidadoso. E isso era uma forma de coragem também.

À mesa, a avó serviu peixe grelhado e salada de tomate. Tomás provou e fez uma cara surpreendida.

— É muito bom.

— O segredo é não ter pressa — disse a avó. — Nem na cozinha, nem na vida.

Leonor mastigou, a pensar. Ela gostava de mostrar que já era grande. Mas, talvez, ser grande fosse aprender a não correr sempre.

Capítulo 4 — O dia do vento e do orgulho

Numa manhã seguinte, o vento acordou nervoso. As nuvens passavam depressa, como se estivessem atrasadas. Leonor e Tomás combinaram ir à praia, mas a avó avisou:

— Hoje o mar está com humor. Olhem, brinquem na areia e fiquem onde dá pé. E, se precisarem, chamem.

— Sim, avó — disse Leonor, com aquele tom de “eu sei” que às vezes lhe escapava.

Na praia, o vento fazia as toalhas baterem como bandeiras. Tomás segurava o boné para não voar.

— O teu mapa do tesouro funciona com vento? — perguntou ele.

— Funciona com tudo — respondeu Leonor, talvez com confiança a mais.

Começaram a procurar o “algo azul”. Leonor viu, perto das rochas, uma coisa a brilhar. Parecia plástico azul.

— Ali! — disse ela, e correu.

Tomás hesitou.

— Leonor, as rochas estão escorregadias…

— Eu consigo! — respondeu ela, já a saltar para uma pedra.

No instante seguinte, o pé dela escorregou. Não caiu feio, mas a mão raspou na rocha. Sentiu uma ardência imediata, como se a pedra tivesse uma língua áspera.

— Ai! — soltou.

Tomás aproximou-se depressa.

— Estás bem?

Leonor segurou a mão. Havia um arranhão, com uma linha vermelha e areia colada.

O orgulho dela tentou falar primeiro: “não foi nada”. Mas a dor era real. E a vergonha também. Porque ela tinha respondido como se fosse invencível.

— Dói um bocado — admitiu, baixinho.

Tomás tirou uma garrafa de água da mochila.

— A minha mãe diz para lavar logo. Posso ajudar?

Leonor respirou fundo. Deixar alguém ajudar era mais difícil do que parecer forte. Mas ela lembrava-se do peixe da avó: o segredo é não ter pressa. E talvez também não ter vergonha.

— Podes — disse ela, estendendo a mão.

Tomás deitou água devagar, com cuidado. Depois tirou um lenço de papel.

— Pressiona aqui. Não esfregues.

Leonor obedeceu. Sentiu-se estranhamente aliviada. Não por o arranhão doer menos, mas por não estar sozinha naquele momento.

Voltaram para junto da avó. A avó olhou a mão da Leonor e suspirou como quem já tinha visto muitos verões com pequenos acidentes.

— A pressa é uma onda traiçoeira — disse ela, a limpar e a pôr um pouco de pomada. — E a coragem também é saber parar.

Leonor baixou os olhos.

— Eu quis mostrar que conseguia.

O avô Joaquim, na sua cadeira supervisionada, comentou:

— Olha, eu consigo dormir sentado. Cada um com os seus talentos.

Leonor soltou uma risada curta, apesar de tudo. Depois olhou para Tomás.

— Obrigada por me ajudares.

Tomás encolheu os ombros, mas estava contente.

— Exploradores ajudam cartógrafas. É a lei.

Leonor sentiu uma coisa nova: crescer podia ser isto. Não era ser sempre a melhor. Era ser honesta e aprender, mesmo quando o orgulho fazia barulho.

Capítulo 5 — Uma tarde de pequenas reparações

Nessa tarde, o vento acalmou e o céu ficou limpo, com um azul que parecia lavado. Leonor não podia molhar muito a mão, por causa do arranhão. Ficou sentada na varanda, a ver o avô a tentar consertar uma cadeira de madeira que rangia.

— Posso ajudar? — perguntou Leonor.

— Podes passar-me os pregos — disse o avô. — Mas sem me chamares “senhor carpinteiro”, que isso sobe-me à cabeça.

Leonor foi buscar a caixa de ferramentas. O metal tinha um cheiro a ferro e óleo. Tomás estava ali também, curioso como um gato.

— Eu posso segurar a cadeira — ofereceu-se ele.

— Muito bem — disse o avô. — Hoje temos equipa. Isto é quase uma obra pública.

Enquanto o avô martelava, Leonor percebeu que ele não acertava sempre à primeira. Às vezes o prego entortava e ele resmungava baixinho.

— Avô, tu já fazes isto há anos… e ainda falhas?

O avô pousou o martelo e olhou para ela com calma.

— Claro. Quem diz que não falha, ou está a mentir, ou nunca tentou nada difícil.

Leonor ficou a pensar. Depois disse:

— Eu achei que crescer era deixar de falhar.

A avó, que estava a descascar maçãs na cozinha, ouviu e respondeu lá de dentro:

— Crescer é falhar com mais educação e aprender mais depressa.

Tomás riu:

— Falhar com mais educação é tipo dizer “com licença” antes de cair?

Leonor riu também, e a gargalhada saiu leve, como se o verão a empurrasse por dentro.

Mais tarde, decidiram fazer um “tesouro azul” sem riscos. Leonor sugeriu:

— E se for uma coisa azul que nós criamos?

Procuraram no quintal. Encontraram uma fita azul numa gaveta antiga, daquelas que a avó guardava “para o caso de dar jeito”. A fita estava meio amarrotada, mas era bonita.

— Isto pode ser o nosso tesouro — disse Tomás.

— Mas não é da praia — hesitou Leonor.

A avó apareceu com um sorriso:

— A praia também é isto: o que trazemos para casa e o que a casa nos dá para voltar ao mundo.

Leonor pegou na fita e fez um laço pequeno. Depois prendeu-o no caderno do mapa.

— Tesouro número cinco: laço azul de coragem calma — anunciou ela, teatral.

Tomás bateu palmas devagar.

— Gostei do nome. Parece coisa de cavaleiros.

— Cavaleiros de chinelos — corrigiu Leonor.

No fim da tarde, levaram um saco e foram ao passeio apanhar lixo leve que o vento tinha espalhado: papéis, tampinhas, um pedaço de rede. Não era glamoroso, mas dava uma sensação boa, como arrumar o próprio quarto por dentro.

Um senhor que passava disse:

— Bem feito, miúdos.

Leonor respondeu:

— Não custa nada.

Mas por dentro ela sabia que custava um bocadinho: custava tempo, atenção e a vontade de fazer só o que é divertido. E isso, afinal, também era crescer.

Capítulo 6 — O último pôr do sol e a certeza

A semana passou como passam as coisas boas: depressa, mas deixando marcas suaves. Houve dias de gelados a escorrer pelo pulso, dias de leitura na sombra, dias de jogos de cartas em que o avô fingia perder e depois ganhava de propósito.

No último dia, Leonor e Tomás foram cedo à praia para ver o mar mais quieto. A areia ainda estava fresca e cheia de pegadas de gaivotas. Sentaram-se perto da água, onde a espuma chegava e recuava como uma respiração.

— Vais embora amanhã, não é? — perguntou Tomás.

— Vou. Mas volto no próximo verão.

Tomás fez um risco na areia com um pau.

— Eu também volto. A minha mãe gosta desta praia.

Leonor abriu o caderno. O “Mapa do Tesouro Verdadeiro” estava cheio de pequenas notas e desenhos. Havia um desenho da concha com riscas, um “S” torto, uma cadeira com pernas finas, um laço azul colado com fita-cola.

— Queres escrever uma coisa aqui? — perguntou Leonor, oferecendo a caneta.

Tomás hesitou, depois escreveu devagar: “Obrigado por me chamares para o jogo.”

Leonor sentiu um nó bom na garganta.

— Eu é que agradeço. Eu… achei que tinha de provar que era grande. Mas tu ensinaste-me outra coisa.

— Eu?

— Sim. Que pedir ajuda não me faz menor. Só me faz… humana.

Tomás leu a palavra com cuidado.

— Humana é bom.

— É — disse Leonor. — E ser humilde também é bom. Não é ser pequeno. É lembrar que ninguém cresce sozinho.

O sol começou a descer, pintando o mar de laranja. As sombras alongaram-se na areia. Leonor fechou o caderno e segurou-o contra o peito. O papel estava morno.

Quando voltaram à casa, a avó estava a preparar um jantar simples. O avô, na varanda, olhava o horizonte como se fosse uma televisão sem som.

Leonor entrou no quarto, abriu a caixa de sapatos do arquivo e colocou lá dentro o caderno do mapa, com cuidado, por cima das conchas antigas. Em cima, pôs também uma pequena pedra redonda, como um ponto final.

A avó apareceu à porta:

— Então, minha menina crescida, pronta para ir?

Leonor olhou à volta. O quarto tinha o cheiro das férias: creme solar, lençóis ao sol, sal no cabelo.

— Estou — respondeu ela. — E acho que vou levar isto tudo comigo, mesmo sem caber na mala.

A avó sorriu e alisou-lhe uma madeixa.

— As melhores coisas cabem cá — disse, tocando de leve no peito da Leonor.

Nessa noite, antes de adormecer, Leonor ouviu o mar ao longe. Pensou no banco onde Tomás estava sozinho, no arranhão que a fez abrandar, na fita azul, na cadeira consertada, no saco de lixo leve a ficar mais leve ainda.

Sentiu uma certeza tranquila, como uma luz de presença: aqueles dias tinham entrado nela de um jeito que não saía com o tempo. Ficariam. Por muito, muito tempo.

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Espaços circulares nas estradas onde os carros mudam de direção.
Avental
Peça de tecido que se põe na frente para proteger a roupa ao cozinhar.
Espreguiçar
Esticar o corpo devagar para tirar o sono ou ficar confortável.
Engenheira
Pessoa que projeta ou resolve problemas usando conhecimentos técnicos e práticos.
Cartógrafa
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