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História sobre as férias de verão 11 a 12 anos Leitura 11 min.

as férias mágicas de tomás e rita

Tomás, um pequeno coelho, aproveita suas férias de verão para explorar o bairro, fazer novas amizades e criar o "Clube das Pequenas Descobertas", onde aprende lições valiosas sobre a vida e a importância de aproveitar cada momento.

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Um pequeno porquinho rosa, chamado Tomás, com grandes orelhas redondas e olhos brilhantes de curiosidade, está sentado sob uma velha figueira, sorrindo entusiasticamente enquanto segura um caderno de desenhos cheio de esboços coloridos. Ao seu lado, sua melhor amiga, uma coelhinha branca chamada Rita, com óculos redondos e um laço vermelho nas orelhas, olha para o caderno com admiração, seus olhos brilhando de excitação. O local é um jardim ensolarado, cheio de flores vibrantes, borboletas voando e um gramado verdejante, com uma grande figueira oferecendo sombra. A cena principal mostra Tomás e Rita planejando suas aventuras de verão, cercados por lápis de cor, folhas e pequenas ferramentas de jardinagem, prontos para criar um vulcão de lama e explorar o mundo ao seu redor. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Primeiro Dia de Férias

O sol já brilhava forte quando o pequeno Coelho Tomás abriu os olhos naquela manhã. Ele sabia exatamente o que aquele calor e aquela luz dourada significavam: era o primeiro dia das tão aguardadas férias de verão! A escola estava fechada, os cadernos guardados, e a rotina de acordar cedo para estudar tinha dado lugar a dias inteiros de liberdade.

Tomás espreguiçou-se na sua cama de palha macia e saltou para o chão com um pulo animado. Enquanto se dirigia para a cozinha, sentia o cheiro do pão fresco que a sua mãe, Dona Lúcia, já tinha acabado de fazer. O aroma enchia a casa e fazia o estômago de Tomás roncar de fome.

— Bom dia, Tomás! — saudou Dona Lúcia, sorrindo com o avental cheio de farinha. — Pronto para o teu primeiro dia de férias?

— Bom dia, mãe! Estou prontíssimo! — respondeu ele, pegando um pedaço de pão quentinho. — Já pensei em mil coisas para fazer!

Dona Lúcia riu-se, passando a mão carinhosa nas orelhas do filho.

— Lembra-te de aproveitar bem o tempo, Tomás. As férias são para descansar, mas também para aprender coisas novas e te divertires — aconselhou.

Tomás concordou com a cabeça, já cheio de ideias. Depois do pequeno-almoço, correu até ao quintal e sentou-se debaixo da velha figueira. Ali, podia ouvir os pássaros, sentir a brisa e pensar em tudo o que queria fazer naquele verão.

Capítulo 2: Planos e Sonhos de Verão

Sentado na relva, Tomás abriu o seu caderno de desenhos. Ali, começou a escrever uma lista: “Coisas para fazer nas férias de verão”. Entre as ideias, estavam construir uma cabana com galhos do jardim, experimentar novas receitas, explorar o bairro e fazer experiências científicas.

Enquanto desenhava, Tomás ouviu uma voz conhecida.

— Olá, Tomás! — Era a sua amiga Rita, uma coelha curiosa e brincalhona.

— Olá, Rita! Vem cá ver a minha lista de aventuras para estas férias! — convidou Tomás, mostrando o caderno.

Rita sentou-se ao lado dele e ambos começaram a discutir as ideias. Logo decidiram que, naquele dia, começariam por uma experiência científica: fazer um vulcão de lama no quintal.

— Vai ser épico! — exclamou Rita, com os olhos brilhando de entusiasmo.

Juntos, recolheram potes velhos, bicarbonato de sódio, vinagre e corante alimentar. Construíram um montinho de terra e, com muito cuidado, cavaram um buraco no meio. Colocaram ali o pote, misturaram os ingredientes e... — Pffff! — a lama “explodiu” como um vulcão de verdade, espalhando-se pelo jardim.

Os dois coelhos riram tanto que quase não conseguiam respirar. Cobertos de lama, correram até ao tanque para se lavar, já pensando na próxima aventura.

Capítulo 3: Descobertas no Bairro

No dia seguinte, Tomás acordou cedo, animado para explorar o bairro. Tinha ouvido dizer que atrás do parque havia uma horta comunitária, onde os vizinhos cuidavam de flores, legumes e ervas aromáticas.

— Mãe, posso ir ao parque com a Rita? — perguntou.

— Claro, mas não te esqueças de voltar antes do almoço! — respondeu Dona Lúcia.

Tomás encontrou Rita junto ao portão e os dois seguiram pelo caminho de terra, saltando sobre poças e cumprimentando os outros animais que encontravam.

Quando chegaram à horta, ficaram maravilhados. Abelhas pousavam nas flores, borboletas dançavam no ar, e um grupo de coelhos mais velhos cuidava dos canteiros.

— Olá, crianças! — cumprimentou o senhor Mário, um coelho de bigodes brancos. — Querem aprender como se cultiva cenouras?

Tomás e Rita assentiram imediatamente. O senhor Mário mostrou-lhes como preparar a terra, semear e regar com cuidado. Explicou que as plantas precisavam de tempo e paciência para crescer.

— Tudo o que é bom leva o seu tempo, sabiam? — disse ele, sorrindo.

Os dois amigos ajudaram a regar as plantas, sentiram o cheiro das ervas frescas e prometeram voltar para ajudar nos cuidados da horta.

Capítulo 4: Um Projeto Artístico Muito Especial

Ao regressar a casa, Tomás não conseguia parar de pensar nas cores e formas da horta. Então, decidiu criar um projeto artístico: um mural na parede do seu quarto, inspirado nas plantas e flores que tinha visto.

Começou por recolher folhas caídas, galhos e pétalas coloridas do jardim. Com a ajuda da mãe, preparou um painel de cartão e, com cola e muita imaginação, foi compondo a sua obra de arte.

Rita veio ajudar, trazendo tintas e pincéis. Os dois pintaram cenouras laranja, beterrabas roxas, girassóis amarelos e até desenharam o senhor Mário a cuidar da horta.

Enquanto trabalhavam, conversaram sobre a importância de cuidar da natureza e de usar a criatividade para transformar pequenas coisas em algo bonito.

— O verão está a ser incrível! — disse Tomás, admirando o mural cada vez mais colorido.

— E ainda agora começou! — respondeu Rita, sorrindo.

Capítulo 5: Aventuras no Mercado da Vila

Num sábado ensolarado, Dona Lúcia convidou Tomás para ir ao mercado da vila. Era uma tradição das férias: caminhar até à praça, onde os agricultores vendiam frutas frescas, legumes e doces caseiros.

Tomás adorava aquele ambiente. Os cheiros, as vozes dos vendedores, as bancas cheias de cor — tudo era uma festa para os sentidos.

— Olha, mãe! O senhor Joaquim está a vender melancias enormes! — exclamou Tomás, apontando para uma banca.

— E ali, as amoras fresquinhas! — acrescentou Dona Lúcia, apanhando um cestinho.

Enquanto passeavam pelo mercado, Tomás encontrou outros amigos da escola. Juntaram-se todos e foram provar os queijos, as compotas e até um gelado artesanal. Conversaram sobre as férias, partilharam receitas e fizeram planos para um piquenique no parque.

No regresso a casa, Tomás sentiu-se feliz por fazer parte daquela comunidade. Cada vez mais, percebia como era importante conhecer e valorizar as pessoas e os lugares à sua volta.

Capítulo 6: O Clube das Pequenas Descobertas

Inspirados pelas experiências científicas e pelas visitas ao bairro, Tomás e Rita decidiram criar o “Clube das Pequenas Descobertas”. Convidaram os amigos para se juntarem e, juntos, propuseram-se a realizar uma atividade diferente todos os dias.

Num dia, construíram uma bússola caseira com uma agulha magnetizada e uma rolha; noutro, fizeram experiências com bolhas de sabão gigantes no parque. Descobriram que podiam aprender muito apenas com materiais simples e muita curiosidade.

O clube cresceu e, rapidamente, outros coelhos do bairro quiseram participar. Partilhavam livros, ideias e até organizavam caças ao tesouro pela vila.

Numa dessas aventuras, encontraram um velho mapa desenhado à mão, escondido no fundo de um livro antigo da biblioteca local. O mapa apontava para vários pontos interessantes do bairro — a fonte, o carvalho centenário, o poço antigo.

— Vamos seguir o mapa! — propôs Tomás, com um olhar de detetive.

Durante uma semana inteira, o grupo explorou todos os cantos do bairro, aprendendo histórias e lendas contadas pelos mais velhos. No final, perceberam que o verdadeiro tesouro eram as memórias e os amigos que faziam pelo caminho.

Capítulo 7: O Desafio do Tempo

Com tantas atividades, Tomás começou a perceber que o tempo das férias passava rápido demais. Queria fazer tudo, mas às vezes sentia-se cansado ou ansioso por não conseguir cumprir todos os planos.

Numa tarde, sentou-se com a mãe para conversar.

— Mãe, acho que tenho demasiadas coisas para fazer e não consigo aproveitar tudo — desabafou.

Dona Lúcia sorriu e pegou nas mãos do filho.

— Por vezes, é preciso escolher o que é mesmo importante para nós — explicou. — Não precisas de fazer tudo ao mesmo tempo. Aproveita cada momento, diverte-te e aprende com calma. As férias não são uma corrida.

Tomás pensou nas palavras da mãe e decidiu organizar melhor o seu tempo. Fez um calendário colorido, marcando os dias de cada atividade e reservando tempo para descansar, ler um livro ou apenas relaxar à sombra da figueira.

Com isso, aprendeu a valorizar tanto os momentos de ação como os de tranquilidade.

Capítulo 8: O Piquenique de Verão

Chegou finalmente o dia do piquenique que os amigos tinham planeado no parque. Tomás, Rita e os restantes membros do Clube das Pequenas Descobertas prepararam sanduíches, frutas, sumo de cenoura e bolos feitos pelas mães.

Levaram mantas coloridas, jogos de tabuleiro e instrumentos musicais. O parque encheu-se de risos, música e brincadeiras. Jogaram à apanhada, fizeram corridas de sacos e, ao final da tarde, sentaram-se todos juntos a partilhar histórias e sonhos para o futuro.

Tomás olhou à sua volta e sentiu-se orgulhoso. Tinham conseguido fazer das férias um tempo de aventura, amizade e aprendizagem, sem precisar de grandes viagens ou gastos. Descobriram que a felicidade estava nas pequenas coisas e nos momentos partilhados.

Capítulo 9: Lições para a Vida

À medida que o verão avançava, Tomás percebeu o quanto tinha crescido. Aprendeu a gerir o seu tempo, a valorizar a comunidade, a cuidar da natureza e a criar as suas próprias aventuras.

Numa tarde calma, sentado debaixo da figueira, escreveu no seu diário:

“Este verão foi o melhor de sempre. Descobri que posso aprender e divertir-me mesmo aqui, no meu bairro. Fiz novos amigos, ajudei na horta, criei um clube e aprendi a ser mais organizado. O mais importante é aproveitar cada momento e partilhá-lo com quem gostamos.”

Quando as aulas começaram novamente, Tomás sentiu-se mais confiante, com muitas histórias para contar e a certeza de que a felicidade se encontra nas pequenas aventuras do dia a dia.

E assim terminou o verão do pequeno coelho, que aprendeu a transformar cada dia numa nova descoberta.

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Explodiu
O ato de uma erupção repentina, quando algo se rompe ou se quebra rapidamente, como um vulcão.
Comunidade
Um grupo de pessoas que vivem em um mesmo lugar e compartilham interesses em comum.
Experiência
Uma atividade prática que permite aprender sobre algo, geralmente usada em ciência.
Cantar
Emitir sons melodiosos com a voz, geralmente em forma de música.
Aventura
Uma atividade emocionante e muitas vezes não planejada, que envolve novos desafios e descobertas.
Cuidado
A ação de prestar atenção e proteger algo ou alguém, garantindo que esteja seguro e bem tratado.

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