No verão, Ana acorda cedo. O sol entra pela janela e faz risquinhos no chão. Ela tem três anos. Hoje é dia de praia com a família.
Na cozinha, Ana escolhe o chapéu. Pega também a toalha com golfinhos. A mãe sorri. "Só o que tu precisas", diz a mãe. Ana pensa. Decide levar só o balde azul. É leve. Cabe no cesto.
No caminho, o carro canta. As árvores passam devagar. O ar cheira a flores. Ana segura a mão do pai. Sente o calor bom no rosto.
Na praia, a areia está macia. Ana toca a areia com os dedos. Ela sente quentinho. O mar faz som de conversa. "Olha as ondas", diz o pai. Ana corre com o balde. Enche de água e deixa a água escorregar entre os dedos. Ri.
Ana quer muitos brinquedos. Vê outros baldinhos, pás e castelos. Ela lembra do que a mãe falou. Respira fundo. Pega uma concha bonita. Faz um pequeno castelo. Um passarinho pousa perto. Ana observa com cuidado.
Hora do lanche. Há melancia e iogurte. Ana espera a vez dela. A mãe dá uma colher. "Um bocadinho, depois mais", diz a mãe. Ana prova devagar. O iogurte é fresco. A melancia é doce. Ela aprende a comer com calma.
Depois, Ana ajuda a juntar os brinquedos. Põe o balde no cesto. Segura a concha na mão. A mãe e o pai aplaudem. "Obrigada por ajudar", dizem. Ana sente-se orgulhosa. O orgulho é um calorzinho dentro do coração.
Ao final da tarde, o sol fica dourado. O céu pinta-se de laranja. Ana senta-se no colo do pai. O vento cheira a sal. A mãe passa protetor no pescoço de Ana. Eles olham as nuvens que parecem barcos.
No caminho de volta, Ana dorme. Sonha com a areia, com o mar e com a conchinha. Aprendeu a escolher o que precisava. Aprendeu a esperar e a ajudar. Está calma e feliz. O dia foi simples e doce. Amanhã haverá mais sol e mais brincadeiras.