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História sobre as férias de verão 3 a 4 anos Leitura 6 min.

A pausa de verdade nas férias de verão

O coelho Lino e os amigos, a tartaruga Tina e o esquilo Pipo, vivem um dia de verão em que aprendem a ouvir o corpo um do outro e a valorizar pausas e cuidados.

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Um pequeno coelho branco antropomórfico de orelhas grandes e macias, olhos doces e sorriso calmo, encostado a um tronco com uma cesta de vime contendo uma cenoura; uma tartaruga verde arredondada de casco caramelo, olhar sereno e um pouco cansado, bebendo devagar numa cantil junto às patas do coelho; um esquilo castanho-avermelhado vivo, olhos brilhantes, segurando uma bola vermelha, sentado ao lado e pronto para rolar a bola; cenário: clareira de verão com relva verde macia, flores amarelas dispersas, um grande carvalho a fazer sombra, um pequeno lago ao fundo e céu rosa de pôr do sol; situação: piquenique tranquilo, amigos descansando e brincando devagar, atmosfera suave e luminosa, estilo de desenho infantil com cores quentes e contrastes suaves. reportar um problema com esta imagem

Parte 1

Era verão. O sol era morno e dourado. A relva cheirava a doce. O Coelho Lino acordou cedo na toca. Bocejou. Espreguiçou as orelhas. E sorriu.

Lá fora, as férias de verão pareciam um abraço. Havia flores amarelas. Havia sombras frescas. Havia um vento leve a fazer “fuuu”.

O Lino levou uma cesta pequena. Dentro, pôs uma cenoura, uma maçã e uma garrafa de água. “Hoje vou brincar lá fora”, disse ele, baixinho.

No caminho, encontrou a Tartaruga Tina. Ela estava perto do lago, a olhar para a água brilhante.

“Olá, Tina!”, disse o Lino.

“Olá, Lino”, respondeu a Tina, com voz lenta e doce.

O Lino viu que a Tina mexia devagar, devagar. Os olhos dela piscavam muito. Parecia cansada.

“Queres brincar comigo?”, perguntou o Lino.

A Tina tentou sorrir. “Quero… mas as minhas patas estão pesadas.”

O Lino sentiu um apertinho no peito. Ele gostava muito da Tina. Queria que ela ficasse bem.

“Então vamos devagar”, disse o Lino. “Podemos sentar um bocadinho na sombra.”

A Tina suspirou. “Na sombra… sim, por favor.”

Eles foram até uma árvore grande. A sombra era fresquinha. O chão estava macio, com folhas.

O Lino tirou a garrafa de água. “Tina, queres um gole?”

“Quero”, disse ela.

A Tina bebeu devagar. “Obrigada, Lino.”

O Lino olhou para o lago. A água fazia brilhos como estrelas pequenas. Pássaros cantavam. O mundo parecia calmo.

“Eu queria correr”, disse o Lino, mexendo as patas. “Mas também quero ficar contigo.”

A Tina sorriu mais. “Ficar contigo é bom.”

O Lino teve uma ideia. “Vamos fazer uma pausa de verdade. Uma pausa de férias.”

“Como é uma pausa de verdade?”, perguntou a Tina.

O Lino encostou as costas ao tronco. “Assim. Sentar. Respirar. E ouvir.”

Eles ouviram. Ouviram “cri-cri” dos grilos. Ouviram “ploc” de uma gota. Ouviram o vento.

O Lino disse: “Quando alguém está cansado, uma pausa ajuda. Uma pausa é carinho.”

Parte 2

Depois de um tempo, apareceu o Esquilo Pipo. Ele saltava muito rápido. Tinha uma bola redonda e vermelha.

“Lino! Tina! Vamos jogar! Vamos já!”, gritou o Pipo, com energia.

Ele rolou a bola. A bola parou perto das patas do Lino.

O Lino gostava de jogar. A bola era bonita. Mas ele olhou para a Tina. Ela estava quieta. A cabeça dela estava um pouco baixa.

O Lino sentiu duas vontades dentro dele. Uma dizia: “Corre!” A outra dizia: “Cuida!”

O Pipo saltou outra vez. “Vão, vão! Depressa!”

O Lino respirou fundo. Lembrou-se da pausa de verdade.

“Pipo”, disse ele com voz calma, “eu quero jogar. Mas agora a Tina está cansada.”

O Pipo parou. Piscou os olhos. “Cansada?”

A Tina falou baixinho: “Estou um pouco cansada, sim.”

O Lino continuou, com cuidado: “Hoje eu digo não ao jogo rápido. Eu digo sim à pausa. Podemos jogar mais tarde.”

O Pipo fez uma cara de surpresa. “Tu dizes não?”

O Lino assentiu. “Sim. Eu posso dizer não, com calma. Não é zangado. É só para cuidar.”

O Pipo olhou para a bola. Depois olhou para a sombra fresca. A sombra parecia convidar.

“Eu… também estou um pouco cansado”, confessou o Pipo, mais baixinho. “Eu só não reparei.”

O Lino sorriu. “Então vem. Senta aqui.”

O Pipo sentou. No começo, mexia-se muito. Depois, ficou mais quieto. O vento fez cócegas no nariz dele. Ele riu.

O Lino abriu a cesta. “Querem um pedaço de maçã?”

“Sim!”, disseram os dois.

Eles comeram devagar. “Croc, croc.” A maçã era fresca. A cenoura era doce. A água era boa.

“Obrigado por dizeres não”, disse a Tina. “Assim eu consigo ficar contigo.”

O Lino ficou quentinho por dentro. “Eu aprendo a ouvir o meu corpo e o teu.”

O Pipo pegou na bola e falou mais calmo: “Podemos jogar um jogo lento.”

“Um jogo lento?”, perguntou o Lino.

“Sim”, disse o Pipo. “Rolar a bola devagar. Sem correr.”

O Lino olhou para a Tina. “O que achas?”

A Tina sorriu. “Acho bom. Devagar eu consigo.”

Eles fizeram uma linha na relva. A bola rolava devagar, devagar. Às vezes parava. E tudo bem. Eles riam baixinho.

Quando o sol ficou mais baixo, o céu ficou cor-de-rosa. O ar cheirava a verão e a terra.

“Eu gostei do dia”, disse a Tina.

“Eu também”, disse o Pipo. “A pausa foi boa.”

O Lino fechou a cesta. “Nas férias, a gente brinca. E a gente descansa. E a gente pode dizer não, para ficar bem.”

Eles ficaram mais um pouco na sombra. Só a ouvir o vento. Depois, cada um foi para a sua casa, com o coração leve e tranquilo. O verão continuava, doce e brilhante, como um sorriso.

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Morno
Um pouco quente, não quente como o fogo, agradável ao toque.
Relva
As folhas verdes que crescem no chão onde os animais andam.
Espreguiçou
Esticar o corpo ou as orelhas para ficar confortável e acordado.
Fresquinha
Que está um pouco fria e muito agradável na sombra.
Apertinho
Uma sensação pequena e apertada no peito, como preocupação ou carinho.
Pausa de verdade
Parar um pouquinho para descansar de verdade e respirar devagar.
Respirar
Puxar e soltar o ar pelo nariz ou pela boca para ficar calmo.
Garrafa de água
Um recipiente que guarda água para beber quando temos sede.
Brilhos
Pequenas luzes ou pontos que piscam e fazem o objecto parecer luzente.
Cor-de-rosa
Uma cor que mistura vermelho com branco, suave e clara.
Devagar
Fazer as coisas lentamente, sem pressa.
Cansada
Quando o corpo está com pouca energia e quer descansar.

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