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História sobre as férias de verão 3 a 4 anos Leitura 5 min.

A bola amarela e as férias de verão

Tomás, um menino de três anos, passa um dia de férias no parque com a família e a amiga Inês; quando a bola dela fica suja, ele aprende sobre cuidado e responsabilidade ao tentar limpá-la.

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Menino de 4 anos — cabelos castanhos curtos, sardas, camiseta azul-claro e sandálias vermelhas — rosto concentrado e meigo — ajoelhado, esfregando uma bola amarela com um paninho úmido, algumas gotas de água visíveis; menina de 5 anos (Inês) — rabo de cavalo castanho, vestido amarelo com bolinhas brancas — sorriso aliviado — de pé ao lado do menino, uma mão sobre a bola, olhar benevolente; mãe — mulher de cerca de 30 anos, cabelo preso, camisa leve, mochila aberta — sorriso calmo — sentada numa toalha xadrez, segura uma pequena garrafa de água e oferece o paninho; pai — homem de cerca de 30 anos, barba rala, boné, camiseta listrada — gesto protetor — em pé atrás, fazendo sombra com o corpo, olhar orgulhoso; lugar — pequeno parque de verão com relva verde, banco de madeira gasto, grande árvore e luz solar quente, prato com fatia de melancia sobre a toalha; situação — momento terno e simples: o menino limpa a bola suja de lama, a mancha clareia, gotas de água brilham, as crianças sorriem; ambiente calmo, cores vivas e contornos nítidos em estilo banda desenhada infantil. reportar um problema com esta imagem

Parte 1

O Tomás tinha 3 anos. Era verão. O sol fazia a rua brilhar. As férias tinham chegado.

De manhã, o Tomás acordou e disse: “Mãe, hoje é dia de férias!”

A mãe sorriu: “É sim. E nas férias fazemos coisas calmas e felizes.”

O Tomás calçou as sandálias. Sentiu os pés fresquinhos. Na cozinha havia melancia. Vermelha e doce. O Tomás comeu devagar. O sumo escorreu um pouco.

“Que bom,” disse ele.

“Verão sabe a melancia,” disse a mãe.

Depois foram ao parque. O ar cheirava a relva. Havia sombra e havia luz. O Tomás ouviu pássaros. Ouviu também crianças a rir.

No parque estava a Inês, a vizinha. Ela tinha uma bola amarela.

“Queres brincar?” perguntou a Inês.

“Quero!” disse o Tomás, com olhos grandes.

A Inês estendeu a bola. “É a minha bola. Usamos com cuidado.”

O Tomás segurou a bola com as duas mãos. Era leve. Era lisa.

“Eu cuido,” disse ele.

Eles chutaram a bola devagar. Um chute. Outro chute. A bola rolava e voltava. O Tomás ria. A Inês ria.

O pai do Tomás disse: “Que férias boas. Estamos juntos.”

O Tomás olhou para o céu azul. Sentiu-se com sorte.

Parte 2

A certa altura, a bola rolou para perto de um banco. O Tomás viu um pouco de terra na bola. E viu uma marca escura, como chocolate. O Tomás ficou quieto.

“Fiz mal?” perguntou baixinho.

A Inês olhou para a bola e franziu a testa. Depois respirou fundo.

“Não sei. Pode limpar,” disse ela, com voz calma.

A mãe do Tomás aproximou-se. “Vamos resolver. Sem pressa.”

O Tomás sentiu um aperto na barriga. Ele gostava de brincar. E gostava de fazer as coisas bem.

“Eu quero devolver como recebi,” disse o Tomás, devagar.

A mãe tirou da mochila um paninho e uma garrafinha de água.

“Vamos lavar a bola,” disse ela. “Como lavamos as mãos.”

O pai fez sombra com o corpo para o sol não incomodar.

A Inês sentou-se ao lado, a olhar.

O Tomás molhou o paninho. Fez “ploc, ploc”. Depois passou na bola. Uma vez. Duas vezes. Três vezes.

A mancha ficou mais clara. O Tomás continuou. Com calma. Com cuidado.

“Esfrega suave,” disse a mãe.

“Suave,” repetiu o Tomás.

A bola ficou amarelinha outra vez. Brilhante.

A Inês sorriu. “Está como antes.”

O Tomás sentiu o peito leve. “Obrigado por esperares,” disse ele.

A Inês respondeu: “Obrigado por cuidares.”

Parte 3

Eles voltaram a brincar. Agora o Tomás dizia sempre: “Com cuidado, com cuidado.”

E a bola ia e vinha. Ia e vinha. Como uma onda pequena.

Mais tarde, sentaram-se na toalha. A mãe deu água fresca.

“Nas férias, o corpo descansa,” disse ela.

O Tomás bebeu e ouviu o som da água: “gluglu”.

O vento fazia cócegas no rosto.

O pai mostrou uma folha grande. “Olha, parece um leque.”

O Tomás abanou a folha. “Fuuuu,” fez ele.

Todos riram baixinho.

Quando o sol ficou mais manso, era hora de ir para casa.

A Inês pegou na bola. O Tomás olhou para ela, com atenção.

“Está limpa,” disse ele. “Como quando me deste.”

A Inês acenou. “Sim. Obrigada, Tomás.”

No caminho, o Tomás segurou a mão da mãe.

“Mãe, eu tenho sorte?”

A mãe apertou a mão dele. “Tens. Tens férias, tens família, tens tempo para brincar.”

O Tomás pensou um pouco. Depois sorriu.

“Eu vou lembrar,” disse ele. “E vou cuidar das coisas.”

Em casa, tomou banho morno. Vestiu o pijama leve. A janela estava aberta e entrava cheiro de verão.

A mãe fez um carinho na cabeça.

“Boa noite, Tomás.”

“Boa noite,” disse ele, tranquilo.

E adormeceu a pensar na bola amarela, na melancia doce e no sol feliz das férias.

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Férias
Tempo sem escola para brincar e descansar com a família.
Relva
As plantas verdes que crescem no chão do parque.
Sombra
Lugar mais escuro onde o sol não bate direto.
Melancia
Fruta grande e vermelha, doce e com muita água dentro.
Sumo
Líquido doce que sai da fruta, como suco.
Escorreu
Quando um líquido cai devagar para fora de algo.
Franziu a testa
Quando alguém junta as sobrancelhas para pensar ou preocupar-se.
Aperto na barriga
Sentir o peito ou a barriga pequeno e preocupado por algo.
Paninho
Pequeno pedaço de tecido usado para limpar algo.
Garrafinha
Pequena garrafa que guarda água para beber.

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