Carregando...
História sobre a festa de ano novo 11 a 12 anos Leitura 20 min.

As três coisas boas da passagem de ano

Quatro amigas juntam-se na véspera de Ano Novo para partilhar memórias, desejos e prometerem ouvir-se verdadeiramente, enquanto uma pequena surpresa mágica põe a noite ainda mais especial.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Quatro crianças, todas de 11 anos: Lara, castanha clara presa em rabo de cavalo, camisola azul e jeans, sentada ao centro diante de um caderninho aberto escrevendo com uma caneta, olhar concentrado; Inês, cabelo castanho em trança, sweat verde vivo, em pé à esquerda segurando um saquinho de confetes coloridos e sorrindo maliciosamente; Joana, cabelo preto curto em bob, vestido vermelho às bolinhas, sentada à direita no sofá segurando uma tigela com uvas e fazendo uma careta como se tivesse comido uma uva azeda; Marta, cabelo loiro solto, suéter amarelo mostarda, ajoelhada junto à mesa tocando um sino de metal e colando um post‑it verde numa janela embaçada. Local: sala de estar acolhedora no fim da noite com tapete creme, mesa de centro de madeira clara com doces filhós, guirlanda de luzes LED douradas numa prateleira, cortina semiaberta mostrando um pouco do céu noturno e fogos de artifício ao longe; na vidraça, leve embaçamento com palavras escritas. Situação principal: quatro amigas reunidas em volta da mesa de centro para celebrar o Ano Novo, caderninho aberto com uma lista de “três coisas boas”, luzes quentes, confetes prontos para voar, expressões de encanto e cumplicidade, composição dinâmica em cores quentes (amarelo, vermelho, azul) com iluminação suave da guirlanda e dos fogos, estilo infantil com linhas claras e contornos nítidos. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O papel que cheira a verão

Na tarde de 31 de dezembro, o prédio da Rua das Amoreiras parecia uma panela a ferver: cheiros de rabanadas, risos nos corredores, portas a bater como se fossem aplausos. No quinto andar, a Lara segurava um caderno de capa azul e uma caneta que falhava só para a irritar.

— Se a caneta falhar à meia-noite, eu juro que faço um discurso inteiro só com mímica resmungou.

A Inês, que tinha sempre as ideias a correr mais depressa do que o elevador, espreitou por cima do ombro dela.

— Discurso não! Nós precisamos do “Ritual das Três Coisas Boas”! Está nas regras do clube.

— Clube? — a Joana ergueu uma sobrancelha. — Nós temos um clube?

A Marta, a mais observadora, tirou do bolso um pacote de post-its coloridos como confettis.

— Desde que vocês aceitaram fazer a passagem de ano juntas, virou clube. E eu trouxe material oficial. Post-its são muito mais respeitáveis do que… guardanapos.

Lara abriu o caderno na primeira página em branco. A folha estava tão limpa que parecia fazer barulho.

— Três coisas positivas do ano — disse ela, como se estivesse a experimentar o som da frase. — Ok. Mas têm de ser verdadeiras. Nada de “gostei de pizza”.

— Ei! Pizza é muito verdadeira — protestou Joana.

Lá fora, o céu começava a ficar cor-de-rosa. A Lara respirou fundo, como quem afina um instrumento, e escreveu no topo da folha: “Três coisas boas de 2026”.

— Primeiro precisamos do cenário — decretou Inês, apontando para a sala. — Luzes, música, e uma surpresa. Eu exijo surpresa.

— Surpresa dá trabalho — avisou Marta, já a organizar os post-its por cor, como se fossem um arco-íris disciplinado. — Mas… trabalho é o tempero da festa.

A Joana encostou-se ao sofá e sorriu, com aquele ar de quem está prestes a inventar confusão simpática.

— Então vamos cozinhar uma surpresa. Só não queimem nada. A minha mãe ainda se lembra do “experimento” com pipocas no micro-ondas.

Todos riram. E, por um segundo, a sala pareceu ficar mais quente, como se o ano inteiro estivesse ali, sentado com elas, à espera de ser despedido com educação.

Capítulo 2 — A caça aos brilhos perdidos

— Plano! — anunciou Inês, batendo palmas. — Vamos buscar uma coisa de cada casa para a mesa de Ano Novo: algo doce, algo brilhante, e algo que faça barulho.

— Isso parece um episódio de missão secreta — disse Lara, animando-se.

— Missão: Operação Tchim-Tchim — acrescentou Joana, fazendo um gesto dramático com a mão.

Desceram e subiram escadas como exploradoras do próprio prédio. A cada porta, o corredor mudava de cheiro: canela, chocolate, sopa, perfume. A Lara reparou que, quando se ouvia gente a rir atrás de uma porta, o som era como uma luz acesa.

Na casa da Marta, a avó dela entregou-lhes um prato de filhós e perguntou:

— E o que vão pedir ao ano novo?

A Marta respondeu com uma seriedade suave:

— Vou pedir para continuarmos a ouvir umas às outras. Mesmo quando estamos chatas.

A avó piscou um olho.

— Isso é um pedido sábio. E raro.

Na casa da Inês, o pai apareceu com um fio de luzinhas e uma caixa de bengalinhas.

— Bengalinhas só com cuidado e supervisão — avisou ele, com a voz de quem já tinha sido criança e ainda se lembrava bem demais.

— Supervisão? — Inês olhou para as amigas. — A Marta supervisiona. Ela tem cara de supervisão.

— Tenho cara de “não metam fogo ao prédio” — corrigiu Marta.

Na casa da Joana, a mãe ofereceu-lhes uma taça cheia de uvas e disse:

— Doze uvas, doze desejos. Um por cada badalada.

A Joana encheu as bochechas de ar.

— E se eu tiver mais de doze desejos?

— Escolhe os mais importantes — respondeu a mãe, a sorrir. — Isso também é crescer.

Por fim, na casa da Lara, o irmão mais velho deixou-lhes um pequeno saco de confettis que ele tinha guardado “para uma ocasião épica”.

— A ocasião é hoje — disse Lara, pegando nele como se fosse um tesouro.

Quando voltaram para a sala, tinham uma mesa com filhós, uvas, luzinhas e um sino pequeno que a Marta encontrou no fundo de uma gaveta.

— Agora falta a surpresa — lembrou Inês, com um brilho nos olhos.

A Lara pousou o caderno aberto no meio da mesa, como se fosse um mapa.

— A surpresa vai ser isto. Mas… feita a sério.

— Como? — perguntou Joana.

A Lara encarou a folha em branco e sentiu uma espécie de cócega na barriga, aquela sensação de que algo importante está prestes a acontecer.

— Vamos escrever as três coisas boas. E vamos ouvir de verdade. Sem interromper. Sem gozar. Sem “ah, isso é nada”.

A Marta assentiu imediatamente.

— Regra de ouro: quem está a falar tem o microfone imaginário.

A Joana levantou a mão.

— E se eu fizer uma voz de apresentadora quando tiver o microfone?

— Se for engraçada e não for maldosa… aprovada — disse Lara, já a rir.

Capítulo 3 — O microfone imaginário

As luzinhas foram penduradas na estante, criando um céu doméstico de estrelas miúdas. A música vinha baixinho do telemóvel da Inês, uma playlist com nomes como “Festa sem Vergonha” e “Dançar Mesmo Com Pijama”.

Sentaram-se no tapete, em roda. O sino ficou no centro, como um árbitro. A Lara segurou a caneta, que por milagre decidiu colaborar.

— Ok — disse Marta, entregando à Lara um post-it amarelo. — Escreve o nome de cada uma num canto. Assim fica organizado.

A Lara escreveu: LARA, INÊS, JOANA, MARTA. E em cima, bem grande: “Três coisas boas de 2026”.

A Inês apanhou o sino e tocou uma vez.

— O microfone imaginário está aberto! Quem começa?

A Lara sentiu o coração dar um saltinho. Olhou para as amigas. Quatro quase-onze-anos, quatro formas diferentes de olhar para o mundo. E todas ali, a fazerem uma coisa simples que parecia, de algum jeito, um pouco mágica.

— Eu começo — disse Lara. Pegou no microfone imaginário com as duas mãos, como se fosse pesado. — Primeira coisa boa: eu aprendi a andar de bicicleta sem rodinhas. Caí só… ok, caí várias vezes. Mas no dia em que consegui, parecia que o vento me aplaudia.

A Joana abriu a boca para comentar, mas fechou-a logo e fez um gesto de “continue”, respeitosa e teatral.

— Segunda coisa boa — continuou Lara — foi aquela vez em que a Marta me ajudou a estudar para Ciências. Eu ia desistir. E ela ficou comigo até eu entender. Sem me chamar burra. Só… com paciência.

A Marta corou, mas sorriu com orgulho discreto.

— Terceira coisa boa… — Lara hesitou, procurando na memória como quem procura uma concha numa praia. — O meu pai arranjou trabalho de novo. Em casa ficou mais leve. Tipo… como se as paredes respirassem.

Houve um silêncio bom. Não aquele silêncio chato de aula. Um silêncio que parecia uma manta quente.

A Inês tocou o sino.

— Próxima! — disse, e pegou no microfone imaginário. — As minhas três coisas: primeira, eu fiz uma amiga nova no treino de natação e não fui tímida, o que é um milagre científico.

A Joana fez cara de cientista.

— Segunda: consegui não responder mal à minha mãe numa discussão. Só uma vez, mas conta.

— Conta muito — disse Lara, com honestidade.

— Terceira: eu aprendi a fazer brigadeiros sem ficar com metade da panela colada — Inês ergueu as mãos como quem recebe um prémio. — E isto, minhas senhoras, é evolução.

A Joana pegou no microfone como uma apresentadora de TV.

— Boa noite, público exigente! As três coisas boas da Joana são: número um, eu passei a gostar de ler. Sim, eu sei, ninguém acreditava. Eu também não.

A Marta assentiu, com um sorriso de “eu acreditava em segredo”.

— Número dois: eu pedi desculpa à Lara naquele dia do recreio — Joana olhou para ela, séria. — E eu achei que ia morrer de vergonha, mas não morri. Estou aqui.

A Lara sentiu uma coisa macia no peito, como quando a gente encontra um casaco esquecido e ainda serve.

— Número três: eu aprendi a ouvir. Tipo… ouvir mesmo. Não só esperar a minha vez de falar. Ainda estou a treinar, mas… já consigo.

A Inês bateu palmas baixinho.

— Isso é das coisas mais difíceis do universo. Está entre “dobrar lençol de elástico” e “não rir quando é para estar séria”.

Finalmente, a Marta pegou no microfone imaginário. Não fez teatro. Mas a voz dela tinha firmeza.

— Primeira coisa boa: eu fiquei menos medrosa com apresentações. No início eu tremia. Agora tremo só por dentro.

— Tremores internos são aceitáveis — decretou Joana.

— Segunda: eu voltei a desenhar. Achei que tinha perdido a vontade, mas ela estava só… escondida.

A Lara imaginou a vontade como um gato debaixo da cama, a decidir quando aparece.

— Terceira: eu consegui dizer ao meu pai que eu precisava de descanso. E ele ouviu. Não ficou zangado. Só… ouviu.

Nesse momento, a sala pareceu ficar ainda mais iluminada. Como se as luzinhas tivessem entendido.

A Lara escreveu as doze coisas no caderno, com letras bem legíveis, como se estivesse a guardar sementes.

Capítulo 4 — A surpresa que responde

Já era noite. Do lado de fora, ouviam-se fogos de artifício ao longe, como pipocas no céu. A mesa estava pronta, e as filhós brilhavam com açúcar como se tivessem neve.

— Falta uma coisa — disse Inês, inquieta, a olhar para o caderno. — Isto está lindo, mas… eu queria uma surpresa surpresa. Daquelas que fazem “UAU”.

A Joana apontou para o saco de confettis.

— Confettis fazem “UAU”. E fazem “AHH” quando entram no olho.

— Não! — disse Marta, rindo. — Algo que fique para depois.

A Lara fechou o caderno devagar, a pensar. Então reparou num detalhe: a caneta, que falhava sempre, estava a escrever sem esforço.

Ela levantou-a, desconfiada.

— Vocês viram isto? A caneta está… bem comportada.

A Joana pegou nela e rabiscou uma linha. Perfeita.

— Isto é muito suspeito — disse. — Canetas não mudam assim sem motivos.

A Inês aproximou o ouvido do caderno, como se pudesse ouvir o papel.

— Se isto for magia, eu aceito. Mas uma magia discreta, por favor. Nada de transformar o sofá em abóbora.

Marta apontou para a janela.

— Olhem.

No vidro, por causa do frio lá fora e do calor cá dentro, formou-se uma pequena névoa. E nessa névoa havia… letras. Como se alguém tivesse escrito com um dedo invisível.

“OBRIGADA POR OUVIREM.”

As quatro ficaram imóveis, com a boca entreaberta.

— Eu… eu não escrevi isso — sussurrou Lara.

— Nem eu — disse Marta, e pela primeira vez a voz dela tremia por fora.

A Joana aproximou-se da janela e fez um teste: passou o dedo, e as letras desapareceram. Mas, logo a seguir, apareceram de novo, mais pequenas, como um recado teimoso.

“CONTINUEM.”

A Inês inspirou, como se tivesse acabado de mergulhar.

— Ok. Isto é oficialmente a surpresa. O prédio está a mandar mensagens motivacionais.

A Joana riu, mas baixinho, com cuidado, como se o vidro pudesse sentir.

— Talvez seja… sei lá. O ano a despedir-se.

A Lara encostou a mão ao vidro. Estava frio, mas não desagradável.

— Ou talvez seja só… o que acontece quando a gente faz uma coisa boa com vontade. Fica no ar.

A Marta pegou num post-it verde e escreveu: “Ouvir de verdade”. Colou-o no canto da janela, como se estivesse a responder.

— Se o vidro fala, a gente também fala.

A Inês colou outro: “Rir juntas”. A Joana colou: “Pedir desculpa sem drama”. Lara colou: “Guardar o que foi bom”.

Ficaram a olhar para aquilo tudo: a janela com recados, a mesa com doçura, o caderno com doze pequenas vitórias.

Lá fora, mais fogos. Como se o céu estivesse a praticar.

Capítulo 5 — Doze uvas e uma gargalhada presa

Faltavam dez minutos para a meia-noite. A televisão estava ligada sem som, só para mostrar um relógio gigante a contar o tempo. A Joana declarou que aquilo parecia “um chefe final de videojogo”.

— Preparadas? — perguntou Lara, com as uvas já alinhadas num prato.

— Eu estou preparada desde novembro — disse Inês, mesmo sabendo que era mentira.

Cada uma pegou em doze uvas. A Marta organizou as suas em duas filas de seis, porque, segundo ela, “o caos não entra em 2027”.

— Vamos combinar uma coisa — disse Lara. — Quando cada badalada tocar, a gente pensa num desejo. Mas… desejos que não sejam só “quero um telemóvel novo”.

— Eu posso desejar que a minha irmã pare de mexer nas minhas coisas? — perguntou Joana.

— Isso é um desejo nobre — aprovou Marta.

— E eu posso desejar que a cantina volte a ter aquele pão com queijo derretido? — acrescentou Inês.

— Desde que também desejes uma coisa para alguém além de ti — disse Lara.

A Inês fez continência.

— Sim, capitã da bondade.

Começaram as badaladas. Uma… duas… três… A cada som, uma uva e um desejo mastigado às pressas. Algumas uvas eram tão azedas que a Joana ficou com uma careta histórica.

Na sétima badalada, ela engasgou-se de tanto querer rir e engolir ao mesmo tempo.

— Joana! — Inês deu-lhe uma palmada nas costas. — Não morras no ano velho!

A Joana recuperou o fôlego e levantou o polegar.

— Eu só… só… desejei uma coisa muito engraçada.

— Qual? — perguntou Lara, tentando não rir também.

— Desejei que a gente continue amiga mesmo quando formos altas e dramáticas e tivermos trabalhos de grupo e… — ela engoliu a última uva — e mesmo quando alguém começar a usar aparelho.

A Marta tocou no próprio dente, como se fosse uma profecia.

A décima segunda badalada chegou. Quando o relógio mudou, as quatro gritaram:

— FELIZ ANO NOVO!

Abraçaram-se numa confusão de braços e cabelo e risos. A Inês tocou o sino sem parar, como se estivesse a acordar o prédio inteiro para a novidade.

A Lara abriu o saco de confettis e atirou para o ar. Os pedacinhos coloridos caíram devagar, como neve de festa. Um confetti pousou no nariz da Marta; ela ficou vesga a tentar ver.

— Eu tenho um… — começou Marta.

— Tens um unicórnio imaginário na cara — completou Joana.

Foram à janela. Lá em baixo, gente na rua, luzes, estalos, um cheiro distante a fumo e alegria.

E no vidro, por um instante, apareceu mais uma frase, pequenina, quase tímida:

“BOM COMEÇO.”

Capítulo 6 — O último check

Mais tarde, quando a euforia acalmou e a sala ficou com aquele silêncio satisfeito de quem dançou, comeu e riu, a Lara voltou a sentar-se no tapete com o caderno.

As outras três estavam por perto: Inês enrolada numa manta como uma lagarta feliz, Joana a catar confettis do cabelo, Marta a guardar os pratos com uma eficiência que parecia um superpoder.

Lara abriu na página das “Três coisas boas”. Leu tudo outra vez, devagar. As palavras pareciam mais reais depois da meia-noite, como se tivessem passado por uma porta.

— Meninas — chamou ela. — Venham cá. Só um segundo.

Elas aproximaram-se. A Lara apontou para a lista.

— Eu quero fazer o último check. A gente escreveu… a gente ouviu… e a gente vai lembrar. Mas quero confirmar: estamos bem? Tipo… mesmo bem?

A Joana sentou-se ao lado dela.

— Eu estou bem. Estou cheia de uvas e sentimentos.

A Inês fez um barulho que podia ser um “sim” ou um bocejo.

— Eu estou bem também. E prometo que vou tentar ouvir mais. Mesmo quando eu tiver vontade de falar por cima.

A Marta pousou a mão no caderno, com cuidado.

— Eu estou bem. E gostei disto. Gostei de… a gente parar para reparar.

A Lara sentiu os olhos picarem, mas era um picar bom, como vento no rosto quando se anda de bicicleta.

— Então… último check — disse ela, e desenhou um pequeno quadrado ao lado do título. — “Três coisas boas: feito.” “Ouvir: feito.” “Amizade: em andamento.”

A Joana inclinou-se e acrescentou com a caneta:

“Confettis no cabelo: inevitável.”

As quatro riram.

Lá fora, ainda se ouviam alguns fogos atrasados, como quem não quer ir dormir. Dentro da sala, as luzinhas piscavam, e a janela já não mostrava letras — só refletia quatro raparigas quase com 11 anos, com os olhos brilhantes e o ano novo inteiro a esticar-se à frente delas, como uma rua iluminada.

A Lara fechou o caderno e abraçou-o contra o peito.

— Pronto — disse, com uma paz alegre. — Agora sim. Podemos começar.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Resmungou
Falou baixinho e com irritação, sem querer dizer tudo claramente.
Espreitou
Olhou com cuidado e por pouco espaço, de forma curiosa.
Confettis
Pequenos pedaços de papel colorido usados em festas para espalhar no ar.
Guardanapos
Folhas de papel usadas para limpar a boca ou as mãos à mesa.
Seriedade
Atitude calma e responsável, sem brincadeira naquele momento.
Paciência
Capacidade de esperar ou explicar devagar, sem perder a calma.
Supervisão
Ato de alguém ver e controlar para que tudo seja feito certo.
Filhós
Doce frito tradicional, coberto com açúcar, comum em festas.
Bengalinhas
Pequenos bastões brilhantes que fazem faíscas leves para festas.
Mímica
Representar uma ideia ou história só com gestos, sem falar.
Microfone imaginário
Objeto invisível que as crianças fingem para pedir a vez de falar.
Teimoso
Pessoa que insiste numa ideia ou comportamento, mesmo quando errado.
Profecia
Palpite ou aviso sobre algo que pode acontecer no futuro.
Teimoso.
Pessoa que insiste numa ideia ou comportamento, mesmo quando errado.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias sobre a festa de ano novo para 11 a 12 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.