Carregando...
História sobre a festa de ano novo 11 a 12 anos Leitura 21 min.

As doze uvas e o passeio limpo de ano novo

Três amigas tentam filmar um vídeo de Ano Novo cheio de rituais e surpresas, enfrentando imprevistos que as levam a ajudar o vizinho e a redescobrir o valor da solidariedade.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Há 3 personagens: menina de 13 anos, cabelos castanhos médios, casaco vermelho com capuz, segura um telemóvel e filma; no centro, ligeiramente inclinada para a direita; menina de 11 anos, cabelos loiros em trança, casaco verde e botas enlameadas, empurra uma pequena pá e olha para o chão; à esquerda, ajoelhada junto ao passeio; menina de 12 anos, cabelos curtos pretos, suéter riscado azul e branco, segura uma vassourinha de madeira e sorri; à direita, varrendo folhas molhadas para um canto. Local: passeio urbano à noite, iluminado por um candeeiro amarelo quente, chão brilhante de chuva com poça que reflete guirlandas e uma porta vermelha de prédio ao fundo; é visível uma mesa com rabanadas por uma janela iluminada. Situação: as três limpam um passeio enlameado sob chuva fina, folhas rodopiando formam um "12" no chão; a cena mostra movimento (salpicos, migalhas, vassoura em ação), expressões determinadas e atmosfera de réveillon acolhedora. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — A lista das doze badaladas

No último dia do ano, o ar parecia ter cheiro a laranja e canela, mesmo antes de alguém acender a vela na sala. Lá fora, a rua estava molhada de uma chuva miudinha, e as luzes da varanda piscavam como se praticassem para a meia-noite.

A Lara equilibrava o telemóvel na prateleira dos livros, testando ângulos com cara séria, como se estivesse a preparar um grande filme.

— Se a avó Rosa receber isto tremido, vai dizer que eu gravei dentro de um sismo — resmungou ela.

A Inês, que já tinha quase doze e um riso que aparecia antes das piadas, pousou um saco de uvas na mesa.

— O sismo és tu. As uvas é que vão salvar o mundo. Doze uvas, doze desejos. É ciência do Ano Novo.

A Marta rodou as rodas da cadeira com um toque rápido e elegante, como quem faz uma pirueta discreta, e aproximou-se do tripé improvisado (um monte de caixas de jogos).

— Então, realizadora, qual é o plano? — perguntou. — Videozinho de votos para a família toda, certo?

A Lara abriu um caderno cheio de rabiscos e corações mal desenhados.

— Sim. Para a tia Paula no Luxemburgo, para o primo Tomás no Porto, para o avô Zé que está no Alentejo… — Ela suspirou. — E para a madrinha, que acha que “vídeo” ainda se escreve com “ph”.

A Inês levantou um dedo, como professora:

— Regras do nosso filme: tem de ser rápido, bonito e ter um final com fogo-de-artifício. Mesmo que seja daqueles de sopa.

A Marta riu.

— E tem de estar pronto antes das doze. Se não, passa a ser vídeo de “Boas Entradas atrasadas”.

A Lara endireitou o telemóvel.

— Ok. Capítulo um: nós a dizer “Feliz Ano Novo!”. Capítulo dois: rituais. Uvas, brinde, saltinho. Capítulo três: surpresa.

— Surpresa? — A Inês abriu os olhos. — Eu gosto dessa palavra.

A Lara fez ar de mistério.

— Ainda não sei qual é. Mas vai existir. Prometo.

Capítulo 2 — O minuto que fugiu

Começaram a gravar na cozinha, porque ali a luz era melhor e a bancada brilhava como se fosse cenário de televisão. A Lara carregou no botão vermelho e fez sinal com a mão.

— Três, dois, um…

“Feliz Ano Novo!” — disseram as três, mas não ao mesmo tempo: a Inês entrou cedo, a Marta entrou tarde, e a Lara engasgou-se com a palavra “Feliz”, que saiu “Feli…feli…”.

— Corta! — decretou a Lara, com um dramatismo que dava vontade de aplaudir.

— Eu sabia! Um sismo! — provocou a Inês.

— O sismo és tu — respondeu a Lara, a rir, e tentou outra vez.

Na quarta tentativa, ficou quase perfeito. Quase. A Marta, no final, fez uma careta sem querer, porque uma uva rolou-lhe para o colo e ela tentou apanhá-la com rapidez.

— Isto é bom — disse a Inês. — Parece espontâneo. Tipo… vida real.

— Vida real é a bateria a morrer — avisou a Lara, olhando para o ecrã. — Trinta e dois por cento.

A Marta inclinou-se para ver.

— Tens o carregador?

— Está no quarto. Só que… — A Lara mordeu o lábio. — Eu deixei o cabo enrolado atrás da secretária e, quando puxei, caiu o saco das lantejoulas e… pronto.

— E “pronto” significa desastre, não é? — A Inês já se levantava.

Foram ao quarto. Havia lantejoulas por todo o chão, como se um peixe dourado tivesse explodido de entusiasmo. O cabo estava preso debaixo de uma perna da secretária.

— Socorro… — disse a Lara.

A Marta analisou a cena com ar de detetive.

— Sem pânico. Se tropeçarmos, vamos parecer uma bola de Natal a rebolar.

A Inês, que tinha a habilidade de transformar problemas em jogos, apontou para o chão.

— Missão: resgatar o cabo sem espalhar mais brilho. Quem perder, lava a louça do jantar.

— Isso é chantagem emocional — disse a Lara.

— É solidariedade doméstica — corrigiu a Inês.

Com cuidado, a Marta aproximou-se e, com uma régua, empurrou as lantejoulas para longe do pé da secretária. A Lara levantou ligeiramente o móvel, e a Inês puxou o cabo como quem puxa uma espada de uma pedra.

— Conseguimos! — gritou a Inês, em silêncio, para não acordar a mãe da Lara que estava a fazer rabanadas na cozinha.

Quando voltaram à sala, o relógio marcou 22h47.

— Ainda dá — disse a Lara, mas o “ainda” soou como uma porta a ranger.

Capítulo 3 — Montagem com cheiro a rabanadas

A Lara abriu o portátil e criou uma pasta chamada “ANO NOVO (FINAL MESMO)”. A Inês encostou-se ao sofá, com as uvas ao lado, e a Marta ficou perto da mesa, onde as luzes da árvore lançavam sombras a dançar na parede.

— Precisamos de mais cenas — disse a Lara, a arrastar os clips para a linha do tempo. — Não pode ser só a gente a dizer “Feliz Ano Novo” como robôs simpáticos.

— Eu posso filmar o ritual do brinde — sugeriu a Marta. — As mãos com os copos, o tilintar, a espuma… poesia.

Poesia com gás — aprovou a Inês.

Gravaram a mãe da Lara a polvilhar açúcar nas rabanadas, como neve doce a cair. Gravaram a taça das uvas, redonda e cheia, parecendo um planeta verde. Gravaram um plano da rua pela janela: o passeio brilhava com a chuva, e um gato atravessava como se estivesse a fazer a última ronda do ano.

A Lara montava tudo com rapidez, mas a linha do tempo parecia crescer mais depressa do que ela.

— Isto está a ficar comprido — murmurou.

— Corta o gato — sugeriu a Inês. — Gatos são sempre dramáticos.

— Não corto o gato — respondeu a Lara, ofendida. — Ele é o artista convidado.

A Marta apontou para o ecrã.

— E se pusermos legendas engraçadas? Tipo quando a tua mãe faz rabanadas: “Eis a magia oficial”.

A Inês já estava a inventar frases.

— E quando aparecerem as uvas: “Doze desejos, nenhuma vergonha”.

A Lara riu, finalmente mais leve.

— Ok. Legendas. Música de fundo. E no fim… precisamos da surpresa.

Como se a palavra tivesse sido ouvida por alguém invisível, a luz da sala piscou duas vezes. Não foi apagão, foi um piscadelar.

— Foi… a eletricidade a desejar Feliz Ano Novo? — perguntou a Inês, em voz baixa.

A Marta olhou para as luzes da árvore.

— Ou foi a árvore a ficar impaciente.

A Lara fez que sim, mas no fundo sentiu um arrepio bom, como quando se abre uma prenda e o papel ainda resiste um pouco.

— Vamos ignorar as árvores falantes e continuar — disse, fingindo ser adulta.

Só que, quando carregou em “exportar”, o portátil fez um som triste e apareceu uma mensagem: “Espaço insuficiente”.

— Não! — A Lara quase abraçou o ecrã. — Eu apaguei imensas coisas!

A Inês inclinou-se para ver.

— Tens aí… “Trabalhos de Ciências — 4º ano”. Não precisas disso.

— Eu gosto — defendeu a Lara. — Foi quando ganhei o prémio do vulcão.

A Marta levantou as sobrancelhas.

— O vulcão pode dormir em paz na nuvem. Vá.

A Lara respirou fundo e começou a apagar ficheiros, com a solenidade de quem despeja um baú antigo. Quando finalmente houve espaço, voltou a carregar em “exportar”.

A barra de progresso apareceu: 1%… 2%… 3%…

— Anda lá, barra, corre! — pediu a Inês.

— Ela não corre, ela rasteja — comentou a Marta.

O relógio: 23h31.

A barra: 17%.

A Lara sentiu que o Ano Novo era um comboio e ela estava a correr atrás, com os atacadores desapertados.

Capítulo 4 — A rua pede ajuda

A barra chegou aos 62% quando um som diferente se ouviu lá fora: um raspão, como uma pá a arranhar cimento. Depois outro. E outro.

A Inês espreitou pela janela.

— Olhem… o senhor Artur está a tentar limpar o passeio.

O senhor Artur era o vizinho do rés-do-chão. Tinha um casaco enorme e um gorro que lhe tapava metade das orelhas. Estava com uma pá pequena, a empurrar folhas molhadas e lama para o lado. Parecia estar a lutar com um monstro castanho e escorregadio.

A Marta aproximou-se também e fez uma careta.

— Sozinho? Com esta chuva? O passeio está um nojo.

A Lara olhou para o portátil, depois para a rua.

— O vídeo…

— O vídeo pode esperar um minuto — disse a Inês, já a calçar as botas. — Solidariedade primeiro. Além disso, dá uma cena perfeita: “as heroínas do passeio”.

A Lara hesitou, presa entre a barra de progresso e a consciência.

A barra: 64%.

O senhor Artur escorregou um pouco e apoiou-se na parede.

A Lara fechou o portátil com cuidado, como quem põe um bebé a dormir.

— Está bem. Vamos.

Na entrada do prédio, o ar estava frio e cheio de humidade. A porta rangeu, e a rua respondeu com um sopro molhado. As luzes dos candeeiros faziam o chão parecer um rio de bronze.

— Boa noite, senhor Artur! — chamou a Inês, com a voz alegre.

O homem olhou, surpreendido.

— Meninas? O que fazem aqui fora a esta hora?

— Viemos ajudar — disse a Marta, simples, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Ajudar? Não é preciso… — Ele tentou sorrir, mas estava cansado.

A Lara apontou para o passeio, onde a lama se acumulava perto do ralo.

— Se isto ficar assim, amanhã toda a gente vai escorregar. E… bem… nós não queremos começar o ano a cair.

A Inês pegou na pá com delicadeza.

— Empresta-me a arma.

O senhor Artur riu-se, rendido.

— Está bem, está bem. Mas com cuidado.

A Marta foi buscar uma vassoura ao hall do prédio, e a Lara trouxe um balde e uma pequena pá de jardim que a mãe usava para plantas. Em poucos minutos, as três estavam a trabalhar como uma equipa: a Inês empurrava a lama com energia de foguete, a Marta guiava as folhas para o canto certo, e a Lara recolhia e despejava no balde.

— Isto é… estranhamente satisfatório — confessou a Lara, ofegante.

— É como editar vídeo, mas com lixo — disse a Marta.

— E sem “espaço insuficiente” — completou a Inês.

A chuva diminuíra, e as nuvens pareciam mais altas. O senhor Artur observava, com os olhos a brilhar.

— Vocês são um presente de fim de ano — disse ele.

A Lara sorriu, sentindo que aquela frase era melhor do que qualquer legenda engraçada.

Capítulo 5 — Um bocadinho de maravilhoso

Quando a maior parte do passeio já estava limpo, aconteceu uma coisa pequena e estranha: as folhas que a Marta empurrava com a vassoura rodopiaram num círculo perfeito, como se alguém as tivesse ensinado a dançar.

— Viram? — sussurrou a Lara.

A Inês parou, a meio de uma pazada.

— O vento fez coreografia.

As folhas rodaram mais uma vez e, por um segundo, pareceram desenhar o número “12” no chão molhado. Depois desfizeram-se, espalhando-se como se nada tivesse acontecido.

A Marta piscou os olhos.

— Ok… ou estou a ver coisas, ou o Ano Novo está a fazer ensaio geral.

O senhor Artur não parecia assustado. Pelo contrário, parecia contente, como se a rua lhe tivesse contado um segredo.

— Diz a minha mãe que, na passagem de ano, a cidade ganha vontade própria — comentou ele. — As coisas alinham-se. As pessoas também.

A Lara sentiu um calor no peito, mesmo com as mãos frias. Olhou para as amigas e viu que estavam com os cabelos húmidos, as bochechas coradas e um brilho de missão cumprida.

— Precisamos de filmar isto — lembrou-se a Inês, de repente. — A surpresa! A nossa surpresa é… isto.

A Lara tirou o telemóvel do bolso.

— Bateria?

— Vinte e quatro por cento — disse ela, aliviada. — Dá.

Gravou alguns segundos: a vassoura a varrer, a água a escorrer para o ralo, o senhor Artur a rir baixinho, e o passeio a ficar limpo, como uma folha nova antes de se escrever nela.

— Digam qualquer coisa para a família — pediu a Lara, mantendo o telemóvel firme.

A Inês olhou para a câmara.

“Olá! Se não vos pudermos abraçar hoje, mandamos-vos isto: um bocadinho do nosso trabalho e do nosso carinho.”

A Marta acrescentou, com um sorriso calmo:

“Que o ano novo comece com espaço para os outros, não só para nós.”

A Lara falou por fim:

“E que ninguém escorregue… nem nos sonhos.”

Riram as três, e o senhor Artur abanou a cabeça, emocionado.

— Vocês deviam ser vereadoras — brincou ele.

— Não, obrigada — disse a Inês. — Dá muito trabalho. Preferimos ser… varredoras poéticas.

Quando subiram de volta, o relógio no telemóvel da Lara mostrou 23h49.

— CORRER — ordenou a Lara, com a voz de realizadora em pânico outra vez.

Capítulo 6 — Doze uvas e um upload a correr

Na sala, o cheiro a rabanadas atacou-as com carinho. A mãe da Lara já tinha colocado os pratos na mesa e olhou para as três com surpresa.

— Onde é que se meteram?

— Missão de solidariedade — disse a Inês, limpando uma gota do nariz. — Salvámos o passeio.

— A sério? — A mãe sorriu, orgulhosa. — Vão lavar as mãos. E venham, que está quase.

A Lara abriu o portátil como se abrisse um cofre. A exportação tinha parado, claro, porque ela o tinha fechado.

— Não! — gemeu. — Recomeçou do zero.

A Marta pousou a mão no ombro dela.

— Calma. Faz uma versão mais curta. Corta o que for preciso, menos o gato. O gato fica.

A Inês apontou para o relógio na parede.

— Temos… onze minutos.

A Lara respirou fundo e fez escolhas rápidas: encurtou a introdução, acelerou uma parte, manteve o gato por teimosia artística, e acrescentou o clip do passeio no fim, como um final luminoso e verdadeiro.

Carregou em “exportar” outra vez. A barra avançou mais depressa, como se também estivesse com pressa de virar a página.

— Noventa e dois… noventa e cinco… — ia lendo a Inês, como narradora de corrida.

— Noventa e oito… — disse a Marta, apertando as mãos.

— Cem! — gritou a Lara, e quase chorou de alívio.

Sem perder tempo, enviou para o grupo da família: “Vídeo de Ano Novo — com surpresa”.

O telemóvel vibrou com mensagens a entrar já, mesmo antes da meia-noite: corações, “que lindas!”, “saudades!”, e um áudio da avó Rosa: “Está tão bonito que até parece cinema!”

A Lara soltou um riso que parecia uma campainha.

— Conseguimos.

Na mesa, as doze uvas esperavam. A televisão contava os segundos para as badaladas, e os copos estavam prontos para o brinde.

A Inês pegou numa uva e olhou para as amigas.

— Desejo número um: que o próximo ano tenha menos lama.

A Marta ergueu a sua uva.

— Desejo número dois: que a gente continue a aparecer quando alguém precisa.

A Lara segurou a sua, fechando os olhos por um instante.

— Desejo número três: que eu nunca mais deixe a barra de progresso mandar em mim.

— Isso é impossível — disse a Inês, e as três riram.

As badaladas começaram. Comeram uvas à pressa, tropeçando em desejos e risos, engolindo mais depressa do que deviam. A Lara quase se engasgou na oitava, e a Marta bateu-lhe de leve nas costas.

— Ainda agora começou o ano, Lara. Não me mates a realizadora — brincou.

No fim, brindaram. O tilintar dos copos soou como pequenas estrelas a colidir com cuidado.

— Feliz Ano Novo! — disseram, desta vez em perfeita sincronia.

Capítulo 7 — O passeio como página nova

Depois da meia-noite, a cidade ficou com aquele silêncio estranho de festa cansada: ainda havia uns fogos ao longe, mas a rua parecia respirar devagar. A Lara recebeu mais uma chamada, desta vez da tia Paula no Luxemburgo.

“Meninas! Eu vi o vídeo!” — a voz vinha cheia de eco e alegria. — “E aquele final… o passeio! Que ideia linda!”

A Inês fez uma vénia exagerada para o telemóvel.

— Foi um final realista e com mensagem — anunciou ela, como se estivesse num palco.

A Lara aproximou-se da janela e abriu um pouco a cortina. O candeeiro iluminava o passeio agora limpo, com uma faixa clara onde antes havia lama. A água escorria direitinha para o ralo, sem poças traiçoeiras.

Lá em baixo, o senhor Artur saiu por um momento, olhou para o chão e levantou a mão, como se cumprimentasse o ano novo e as três ao mesmo tempo. Depois entrou, satisfeito.

A Marta encostou-se ao parapeito, tranquila.

— Parece mesmo uma página nova.

A Lara sentiu que, por uma vez, a metáfora não era só frase bonita: era concreta, ali, no passeio desimpedido, pronto para passos, rodas, saltos e pressas.

A Inês bocejou, mas manteve o sorriso.

— Amanhã, quando alguém passar e nem reparar que não escorrega, é porque funcionou.

A Lara assentiu.

— Às vezes, a melhor surpresa é a que evita um problema.

As três ficaram uns segundos a olhar, como quem guarda uma fotografia sem precisar de tirar. Lá fora, um último fogo-de-artifício abriu uma flor breve no céu e apagou-se com delicadeza.

— Pronto — disse a Marta. — Agora sim: o ano começou.

E começou com um passeio limpo, com as mensagens da família a aquecer o telemóvel, com o cheiro a rabanadas na casa, e com a certeza simples de que, quando se trabalha juntas, até a rua parece sorrir.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Prateleira
Uma peça de madeira ou metal onde se guardam livros ou objetos.
Telemóvel
Aparelho para ligar, mandar mensagens e gravar vídeos.
Tripé improvisado
Suporte feito de coisas prontas, usado para segurar a câmara.
Lantejoulas
Pequenas peças brilhantes que se coshem nas roupas para decorar.
Rabanadas
Fatias de pão fritas e doces, muitas vezes comidas nas festas.
Exportar
Guardar um ficheiro num formato final para o enviar ou partilhar.
Barra de progresso
Linha gráfica que mostra quanto de um trabalho já está feito.
Solidariedade doméstica
Ajudar em casa porque todos dividem as tarefas com carinho.
Coreografia
Conjunto de movimentos planeados para uma dança ou espetáculo.
Solenidade
Ação feita com calma e respeito, como algo importante e sério.
Vassoura
Ferramenta com cerdas usada para varrer o chão e tirar sujeira.
Poesia com gás
Expressão divertida que junta palavras bonitas e energia rápida.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias sobre a festa de ano novo para 11 a 12 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.