Tomás acorda cedo. Ele é um menino de três anos. Tem olhos curiosos. Gosta de brincar de detetive.
No corredor, há um som. Tic-tac? Não. Foi um pi-pi. Tomás escuta. "O que é isso?" pergunta ele ao gato Mimi. Mimi miou e pulou no tapete.
Tomás pega sua lupa de brinquedo. Ele veste a capa vermelha de pano. A capa é só para brincar. Tomás sorri. Hoje ele vai investigar.
No quarto da mamãe, o som vem de perto. Tomás anda devagar. Pés macios no chão. O som pi-pi vem do canto, perto da estante. Tomás vê um bilhete no chão. O bilhete diz: "Onde está a minha meia azul?"
Tomás sabe o que fazer. Ele é pequeno, mas é esperto. Primeiro, ele olha embaixo da cama. Nada. Depois, ele olha atrás da porta. Nada. Ele se lembra: a meia pode estar perto da estante.
A estante tem livros e uma caixa leve. Tomás pensa: "Talvez a meia esteja atrás da caixa." Ele empurra a caixa com a mão. A caixa desliza. Tomás sorri. A meia azul aparece! Ela estava enfiada entre a caixa e a parede.
"Encontrei!" diz Tomás. Ele segura a meia azul. Mimi pula e brinca com a meia. Tomás ri.
Mas há outro som. Tic-tac? Não. Um pi-pi vindo de baixo da estante. Tomás se aproxima. Vê um brinquedo pequeno que faz barulho. Ele quer pegar. A estante é um pouco pesada. Tomás hesita.
Ele lembra de algo importante. Sua mãe sempre diz: "Se algo for pesado, peça ajuda." Tomás respira fundo. Vai chamar a mamãe.
"Mamã, pode me ajudar?" chama Tomás. A mamãe vem rápido. Ela sorri. "Claro, meu detetive." Mamãe segura a estante. Tomás descreve o barulho. Mamãe segura firme e puxa a caixa leve com cuidado. O brinquedo cai. Pi-pi! O som para.
Todos sorriem. Tomás aprende uma lição. É bom ser curioso. É bom pedir ajuda para coisas pesadas. É seguro e esperto.
Eles guardam a meia azul no cesto de roupas. Mimi deita no colo de Tomás. O detetive pequeno está satisfeito. Ele limpou o cantinho e ajudou a arrumar.
Tomás guarda a lupa. Ele conta a história para o papai no jantar. "Eu encontrei a meia!" diz ele. Papai aplaude. "Muito bem, Tomás. Você foi cuidadoso e pediu ajuda." Tomás fica feliz. Ele gosta de aplausos.
À noite, antes de dormir, Tomás pensa no dia. Ele lembra do bilhete, da lupa, da meia e da estante. Ele sorri. A casa está calma. Mimi dorme aos pés da cama.
Tomás fecha os olhos. Ele sonha com novas pistas. Amanhã pode haver outro mistério. Talvez um botão perdido. Talvez um sapato colorido. Mas Tomás sabe o que fazer. Ele vai olhar com cuidado, pensar devagar e pedir ajuda quando precisar.
Boa noite, pequeno detetive. Boa noite, capa vermelha. Boa noite, lupa. Amanhã há mais aventuras, sempre com cuidado e carinho.