Parte 1
O Tomás, o Bento e o Rui tinham quase 4 anos. Eles brincavam na sala da creche, com blocos coloridos e carrinhos. A educadora disse: “Hora do lanche!”
Mas… o pote das bolachas redondas não estava na mesa.
Tomás pôs as mãos na cintura. “Caso misterioso!”
Bento sussurrou: “Um mistério docinho.”
Rui riu: “Vamos ser detetives!”
A educadora falou com voz calma: “Ninguém está zangado. Vamos procurar juntos.”
Os três meninos olharam em volta. No chão havia migalhinhas. Bem pequenas.
Tomás apontou: “Pistas!”
As migalhas iam até ao corredor. Depois viravam para a salinha dos casacos. Lá havia uma caixinha azul, bem fechada, com uma portinha e uma fechadura pequenina.
Bento arregalou os olhos. “Uma fechadura!”
Rui perguntou: “Será que o pote está aí?”
Tomás disse: “Vamos testar. Com cuidado.”
Parte 2
Na salinha dos casacos, havia uma chave grande pendurada num gancho. Tinha uma etiqueta: “CAIXA AZUL”.
A educadora explicou: “Esta chave é para guardar coisas com segurança. Podemos experimentar juntos.”
Tomás pegou na chave com as duas mãos. Era pesada para ele, mas a educadora ajudou.
Ele colocou a chave na fechadura. “Entra?”
Bento falou: “Gira devagar.”
Rui disse: “Eu conto! Um… dois… três…”
A chave girou: clic! A portinha abriu.
Lá dentro não estava o pote das bolachas. Estava um cachecol macio e… um boneco pequeno de urso.
Rui reconheceu logo: “É o Urso do Leo!”
Bento coçou a cabeça. “Então o mistério é do urso?”
Tomás pensou alto: “Quem guardou o urso? E porquê?”
De repente, ouviram uma voz baixinha atrás deles: “O meu urso…”
Era o Leo, com olhinhos húmidos, mas sem chorar muito. A educadora ajoelhou-se. “Leo, estás bem. Conta-nos.”
Parte 3
Leo disse: “Eu vi o urso no chão. Achei que ele ia sujar. Eu escondi na caixa azul. Mas depois não consegui abrir… e fiquei triste.”
Tomás falou doce: “Tu querias ajudar.”
Bento acrescentou: “Boa ideia, só precisavas de pedir ajuda.”
Rui entregou o urso ao Leo. “Aqui está. Seguro e limpinho.”
A educadora sorriu: “Obrigada por cuidares, Leo. E obrigada, detetives.”
Tomás olhou para as migalhas. “E as bolachas?”
Bento riu: “Ah! As migalhas eram minhas… eu comi uma no caminho!”
Todos riram baixinho. A educadora trouxe outro pote de bolachas, desta vez na mesa.
Leo abraçou o urso. “Posso perguntar antes?”
“Pode,” disseram os três, juntos.
E assim o caso terminou, com bolachas, abraços e um clique feliz na fechadura.