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História de pequenos investigadores 3 a 4 anos Leitura 5 min.

O mistério da compota e o passarinho aventureiro

Três amigos seguem um cheiro doce pelo quintal e descobrem pistas misteriosas — pegadas e um ursinho sujo — enquanto tentam achar de onde vem a compota.

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Três meninos de 3 anos: um loiro de cabelo curto de camiseta vermelha e calção azul ajoelhado à esquerda junto a um pratinho com vestígios de geleia, estendendo a mão para um passarinho; um moreno de cabelos cacheados de camiseta verde às riscas agachado ao centro sorrindo para o ursinho manchado de geleia; um de cabelos pretos lisos de camiseta amarela e calças bege sentado à direita segurando o ursinho com uma pequena mancha vermelha no nariz. Local: uma varanda de madeira clara com chão em azulejo creme, porta-fenêtre aberta para um jardim com flores ao longo da grade e uma cadeira de vime ao fundo, luz suave da manhã. Situação: um pequeno pássaro castanho e amarelo bicando geleia num prato na varanda, o ursinho com pegadas vermelhas, os três meninos formando um semicírculo com rostos maravilhados, atmosfera alegre e curiosa. reportar um problema com esta imagem

Era uma vez três meninos de três anos: Tomás, Lucas e Gui. Eles gostavam de brincar juntos todos os dias no quintal da casa de Tomás. No quintal tinha grama macia, um balanço azul, flores coloridas e um cheirinho gostoso de terra molhada. Era um lugar cheio de risadas e brincadeiras.

Numa manhã de sol, Tomás sentiu algo diferente. Ele cheirou o ar. “Que cheiro gostoso!”, disse Tomás, sorrindo. Lucas também sentiu. “Parece cheirinho de doce!” Gui pulou animado e falou: “Eu conheço! Cheiro de compota! Compota de morango!”

Os três meninos ficaram curiosos. De onde vinha aquele cheiro tão bom? Eles decidiram procurar. “Vamos ser detetives!”, disse Tomás. Lucas sorriu e Gui bateu palmas. Era hora de uma aventura!

Eles começaram a andar devagar pelo quintal. Tomás cheirava o ar, Lucas olhava para todos os lados e Gui escutava se alguém estava fazendo barulho. O cheiro estava forte perto da cerca. Eles foram até lá. “Aqui não tem compota”, disse Lucas, olhando para o chão. Só tinha uma flor amarela e um caracol dormindo.

Gui apontou para a porta da cozinha. “Vamos lá!” Os três correram devagar até a porta. O cheiro ficou ainda mais forte. “Acho que estamos perto”, falou Tomás. Eles olharam pela janela. Viram a mamãe de Tomás mexendo uma panela. “Compota!”, sussurrou Gui, animado.

Mas, de repente, o cheiro ficou diferente. Mais doce ainda. Os meninos ficaram de olhos arregalados. “Agora parece que está vindo do outro lado”, disse Lucas. Eles saíram da cozinha e seguiram o cheiro pelo corredor.

No corredor, eles viram algo no chão. Era uma pegada vermelha! “Olhem!”, disse Tomás. Lucas agachou e cheirou a pegada. “Cheira a morango!” Gui riu. “Será que a compota está andando?” Os três riram juntos.

Eles seguiram as pegadas vermelhas. As pegadas iam até a sala. Lá, encontraram o ursinho de pelúcia de Tomás. O ursinho tinha uma manchinha vermelha na barriga. “O ursinho comeu compota?”, perguntou Lucas, achando graça. Tomás abraçou o ursinho e cheirou. “Cheira a morango mesmo!”

Gui olhou embaixo do sofá e viu outra pegada. “Tem mais aqui!” Eles foram atrás das pegadas, que agora iam até a varanda. Na varanda, tinha um pratinho no chão. Dentro do pratinho, um pouco de compota vermelha. E ao lado, um passarinho muito pequeno, bicando a compota.

“Ah!”, disse Tomás. “O passarinho achou a compota!” Lucas sorriu: “Ele deve ter ficado com fome.” Gui ficou feliz: “Vamos dar bom dia para o passarinho!” Os três meninos sentaram devagar perto do pratinho e olharam o passarinho. Ele bicava devagar, sem medo.

De repente, a mamãe de Tomás apareceu na varanda. Ela sorriu para os meninos e para o passarinho. “Vocês descobriram o mistério?”, perguntou. Tomás disse: “Sim! Seguimos o cheiro de compota, vimos pegadas vermelhas, achamos o ursinho sujo e encontramos o passarinho comendo!”

A mamãe riu. “O passarinho entrou pela janela, achou o pratinho e se sujou de compota. Depois, ele pulou no ursinho e deixou marcas pelo chão.” Gui olhou para os amigos e disse: “Foi uma boa aventura!” Lucas concordou: “Adorei ser detetive.”

A mamãe limpou o ursinho e as pegadas, e deu mais um pouquinho de compota para o passarinho, que piou feliz. Depois, ela trouxe três colheres pequenas para os meninos. “Vocês também merecem compota!”, disse ela, sorrindo.

Tomás, Lucas e Gui comeram a compota juntos. Era doce, fresquinha e muito gostosa. Eles ficaram sentados na varanda, olhando o passarinho, sentindo o cheiro bom e rindo juntos.

No final, todos estavam felizes. O mistério foi resolvido, a compota foi compartilhada e o passarinho ganhou novos amigos. Os meninos prometeram sempre ajudar uns aos outros e cuidar dos bichinhos que aparecessem.

E assim, naquele quintal cheio de alegria, eles aprenderam que juntos tudo fica mais fácil, mais divertido e mais gostoso.

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Quintal
Lugar atrás ou ao lado da casa onde as crianças brincam e há plantas.
Grama macia
Plantas verdes do chão que são suaves quando a gente senta ou pisa.
Balanço azul
Assento preso que se move para frente e para trás, pintado de azul.
Cheirinho gostoso
Um cheiro que agrada o nariz e faz a gente sorrir.
Compota
Doce feito de frutas cozidas, que se come com colherzinha.
Detetives!
Pessoas que procuram pistas para descobrir um mistério ou segredo.
Pegada vermelha!
Marca deixada no chão por um pé sujo com algo vermelho.
Caracol dormindo.
Animal pequenino com casa nas costas que está parado, como dormindo.
Ursinho de pelúcia
Brinquedo macio em forma de urso para abraçar e brincar.
Pratinho
Prato pequeno onde se põe comida ou doce para alguém ou animal.
Bicando
Quando um bico toca e pega com cuidado um pedacinho de comida.
Se sujou de compota.
Ficou com manchas de doce no corpo por comer ou tocar.

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