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História de pequenos investigadores 3 a 4 anos Leitura 7 min.

O mistério do ursinho Pompom e das gotinhas de humidade

Dois irmãos pequenos, com caderno e lupa, seguem migalhas, gotinhas e patinhas pela casa enquanto interrogam a família para descobrir onde foi parar o ursinho perdido.

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Há quatro personagens: Tomás, menino de ~3 anos, cabelos castanhos curtos, ajoelhado à esquerda do grande carrinho, segurando um pequeno caderno amarelo e levantando delicadamente uma toalha úmida; Rui, menino de ~3 anos, cabelos castanho-claro, em pé à direita do carrinho com uma lupa vermelha, aplaudindo sorrindo para o ursinho; Ana, menina de ~7 anos, cabelos longos e trançados, sentada perto de uma mesa de desenho, apontando alegremente para o carrinho; Bolinha, gato cinzento às riscas, pelagem felpuda, sentado num pequeno tapete junto ao carrinho com a cauda erguida e olhar curioso para o ursinho. Local: quarto de brincar luminoso com chão de madeira clara, tapete colorido com estrelas, prateleiras baixas com blocos e carros e uma grande janela que deixa entrar um raio de sol; pequenas gotas brilham na toalha sobre o carrinho. Situação: os dois pequenos investigadores descobriram um ursinho marrom de pelúcia escondido sob uma toalha húmida num grande carrinho rosa; vêem-se gotas brilhantes, um caderno aberto com desenhos simples e uma lupa em primeiro plano; ambiente suave, expressões surpresas e alegres, cores pastel e formas arredondadas, composição centrada no carrinho e nas crianças. reportar um problema com esta imagem

Parte 1

O Tomás e o Rui eram dois meninos quase com 3 anos. Eles gostavam de brincar de detetives. O Tomás tinha um caderno pequeno. O Rui tinha uma lupa de plástico.

Nessa manhã, a mamã disse: “Meninos, sumiu o ursinho do sofá!”

O ursinho chamava-se Pompom. Era fofinho e castanho.

O Rui abriu muito os olhos. “Um caso!”

O Tomás assentiu. “Um mistério!”

A mamã sorriu. “Calma. Vamos procurar juntos. Sem pressa.”

O Tomás pegou no caderno. “Eu vou anotar as pistas.”

Eles foram até ao sofá. O lugar do Pompom estava vazio.

O Rui olhou para o chão. “Vejo migalhas!”

O Tomás escreveu devagar: “Pista 1: migalhas.

De repente, o Tomás tocou no braço do sofá. “Está molhado.”

O Rui encostou o dedo. “Hum… húmido!”

O Tomás escreveu: “Pista 2: humidade.

O Tomás falou baixinho, como detetive: “Quem deixou isto assim?”

A mamã disse: “Não sei. Mas deve ter sido sem querer.”

O Rui apontou para a cozinha. “Vamos lá!”

E lá foram, a passos pequenos e rápidos.

Parte 2

Na cozinha, o chão estava limpo. Na mesa havia uma caneca de leite.

O Rui cheirou o ar. “Cheira a bolacha.”

O Tomás escreveu: “Pista 3: cheiro a bolacha.”

O Tomás olhou para a caneca. “Há gotinhas ao lado.”

Ele tocou com cuidado. “Outra vez… húmido.”

O Rui riu. “O mistério gosta de água!”

A mamã falou com voz doce: “A humidade é água que ficou em algum lugar. Pode ser de uma caneca. Pode ser de mãos molhadas. Pode ser de um pano.”

O Tomás acenou. “Então precisamos seguir as gotinhas.”

Eles viram duas gotinhas no chão, perto da pia.

O Rui colocou a lupa em cima delas. “São gotinhas redondas!”

O Tomás disse: “E para onde vão?”

As gotinhas iam até à porta da varanda.

Lá fora, o sol estava a entrar devagar.

O Tomás sentiu o ar. “Aqui está fresquinho.”

O Rui tocou no corrimão. “Também está húmido!”

O Tomás escreveu: “Pista 4: varanda húmida.”

Depois ele perguntou ao Rui: “Quem gosta de ir à varanda?”

O Rui pensou. “Nós!”

O Tomás pensou também. “E… o gato Bolinha!”

O gato Bolinha apareceu logo ali, a espreguiçar-se, muito calmo.

O Rui falou com o gato: “Bolinha, viste o Pompom?”

O gato piscou os olhos. “Miau.”

O Tomás disse: “Esse ‘miau' parece um ‘talvez'.”

Os meninos viram uma patinha no chão. Era uma marca molhada, pequena.

O Rui apontou. “Patinha!”

O Tomás escreveu: “Pista 5: patinha molhada.”

A mamã explicou: “Talvez o Bolinha tenha passado por água e depois andou por aqui. Isso faz humidade.”

O Rui riu. “Bolinha detetive… ou Bolinha suspeito!”

O Tomás não ficou zangado. Ele falou com voz gentil: “Não faz mal. Só queremos achar o Pompom.”

Eles seguiram as patinhas. Tinham poucas, como um caminho curto.

As patinhas iam até ao quarto de brincar.

No tapete, o Rui viu uma coisa. “Olha! Um fio castanho!”

O Tomás escreveu: “Pista 6: fio castanho.”

O Rui levantou uma almofada pequena. Nada.

O Tomás abriu a caixa dos brinquedos. Só carrinhos e blocos.

O Tomás respirou fundo. “Vamos usar método.”

A mamã perguntou: “Que método, detetive?”

O Tomás contou nos dedos: “Olhar. Anotar. Seguir. Perguntar.”

O Rui disse: “Então vamos perguntar à Ana!”

A Ana era a irmã mais velha. Estava a desenhar.

A Ana ouviu e respondeu: “Eu vi o Pompom. Ele foi passear.”

O Rui arregalou os olhos. “Passear?”

A Ana riu. “Com vocês, sem querer. Foi no carrinho grande.”

O Tomás inclinou a cabeça. “Qual carrinho grande?”

A Ana apontou para o carrinho de empurrar bonecos, perto da porta.

Parte 3

O carrinho grande estava ali. E havia uma toalhinha em cima.

O Tomás tocou na toalhinha. “Húmida!”

O Rui deu uma risadinha. “A humidade voltou!”

A mamã disse: “Ah… essa toalhinha é para limpar mãos. Vocês usaram depois de lavar as mãos.”

O Tomás olhou para o Rui. “Mãos molhadas… toalha… carrinho…”

O Rui completou: “E o Pompom foi junto!”

O Tomás levantou a toalhinha com cuidado.

Debaixo dela… estava o ursinho Pompom, quietinho, com uma orelha a espreitar.

O Rui bateu palminhas. “Encontrámos!”

O Tomás sorriu grande. “Caso resolvido!”

A mamã pegou no Pompom e abraçou os dois meninos. “Muito bem. Vocês foram calmos e atentos.”

O Tomás mostrou o caderno. “Eu anotei tudo.”

O Rui mostrou a lupa. “Eu vi as gotinhas!”

A Ana perguntou: “E a humidade?”

O Tomás explicou, bem simples: “Humidade é quando fica molhado. As pistas molhadas mostraram o caminho.”

O Rui acrescentou: “As gotinhas falaram conosco. Plim, plim!”

Todos riram.

A mamã disse: “Vamos secar a toalhinha e pôr o Pompom no sofá.”

O Rui colocou o ursinho no lugar dele. “Fica aqui, Pompom. Sem passeios escondidos.”

O Tomás fez um desenho no caderno: um ursinho e uma gotinha.

Depois, os dois detetives sentaram no tapete.

O Rui perguntou: “Amanhã há mais casos?”

A mamã respondeu: “Talvez. Mas agora há lanche.”

O Tomás fechou o caderno. “Fim do mistério. Hora de bolachas.”

E a casa ficou calma, quentinha e feliz.

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Detetives
Pessoas que procuram pistas para resolver um mistério ou encontrar algo.
Caderno
Livro pequeno com páginas onde se pode escrever ou desenhar pistas.
Lupa
Pequeno vidro que aumenta as coisas para ver melhor os detalhes.
Migalhas
Pedaços muito pequenos de pão ou bolacha que caem no chão.
Humidade
Quando algo está um pouco molhado ou tem água nele.
Caneca
Copo com alça para beber leite, chá ou suco.
Varanda
Parte da casa aberta para fora, com piso e corrimão.
Patinha
Marca pequena que um animal faz com a sua pata no chão.
Toalhinha
Pequeno pano usado para enxugar as mãos ou a boca.
Secar
Tirar a água de alguma coisa para que fique seca.

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