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História engraçada do reino encantado 3 a 4 anos Leitura 8 min.

Os fanions voadores do Reino do Brilho-Que-Ri

O príncipe Tomás, com a ajuda da Fada Madrinha, do Coelho-Cavaleiro e do Dragãozinho Pompom, tenta espalhar fanions coloridos pela vila para a Festa das Fadas, mas enfrenta imprevistos mágicos que testam sua responsabilidade.

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Um jovem príncipe menino sorridente e concentrado, cabelo castanho-claro curto, capa azul-claro, segura uma corda empoeirada fazendo um nó para segurar bandeirolas coloridas presas a bolhas; uma fada madrinha minúscula e arredondada com óculos tortos e vestido rosa flutua perto do ombro encorajando; um coelho-cavaleiro branco pequeno com um capacete prateado grande sustenta uma longa vara à esquerda; um dragãozinho pompom verde, com ar de filhote, sopra bolhas brilhantes perto de uma fonte à direita controlando seus espirros; um corvo-poeta negro na torre do relógio observa e ri; cenário: portal de castelo em pedra bege, torres redondas, casas de telhados coloridos, pavimento irregular, guirlandas de bandeirolas vermelhas, amarelas, verdes e azuis — cena alegre, luminosa, dinâmica, cores vivas, traços arredondados e expressões exageradas para pequenos. reportar um problema com esta imagem

Era uma vez um príncipe chamado Tomás, no Reino do Brilho-Que-Ri. O castelo era alto, as torres eram redondas, e até as nuvens pareciam algodão-doce. Quando o vento passava, fazia “fuuu” e as bandeiras do castelo respondiam “flap, flap”, como se batessem palmas.

O príncipe Tomás tinha uma missão muito importante e muito divertida: pôr fanions coloridos por toda a vila para a Festa das Fadas Sorridentes. Fanions eram bandeirinhas pequenas, em linha, vermelhas, amarelas, verdes, azuis… Todas juntas pareciam um arco-íris a fazer cócegas no céu.

Tomás segurou um rolo enorme de corda e um saco de fanions. O saco era tão cheio que parecia uma barriga depois do almoço.

“Hoje eu vou ser responsável!”, disse ele, estufando o peito.

A Fada Madrinha, que era pequenina e usava óculos tortos, flutuou até ele. Quando ela ria, saía um som de sininho.

“Responsável é quem termina o que começa”, disse a fada. “E quem dá nós bem apertados. Nós bem apertados, Tomás. Bem apertados.”

“Bem apertados, sim!” respondeu o príncipe. “Nós bem apertados. Eu repito: nós bem apertados.”

O Coelho-Cavaleiro apareceu a saltitar. Usava um capacete grande demais, que lhe tapava um olho.

“Eu ajudo!” disse o coelho. “Eu sei fazer nós. Quer dizer… eu acho.”

O príncipe riu. “Então vamos juntos.”

Eles foram primeiro ao portão do castelo. O portão tinha um leão de pedra que bocejava de vez em quando. Tomás amarrou a corda numa argola.

“Um nó… dois nós… três nós!” contou ele.

O Coelho-Cavaleiro olhou de lado. “Três nós? Isso é umcom família?”

“É um nó muito cuidadoso,” disse Tomás. “Responsável!”

A Fada Madrinha bateu palminhas no ar. “Muito bem, muito bem!”

Tomás começou a pendurar os fanions. Vermelho. Amarelo. Verde. Azul. Vermelho. Amarelo. Verde. Azul.

“Parece uma canção,” disse o coelho.

“É a canção do arco-íris,” disse Tomás. “Vermelho, amarelo, verde, azul… vermelho, amarelo, verde, azul…”

Nesse momento, um espirro mágico veio de um lado. “ATCHIM!”

Era o Dragãozinho Pompom. Ele era do tamanho de um cão pequeno e tinha um nariz cheio de pólen brilhante. Quando espirrava, saíam bolinhas de sabão.

“Desculpa!” disse o dragãozinho, abanando a cauda felpuda. “Eu vi uma flor e… ATCHIM!”

Ploft! Ploft! Ploft! Bolhas enormes subiram e ficaram a flutuar na rua.

O coelho tentou apanhar uma bolha com a pata. “Olha! Bolhas!”

Tomás também olhou, mas lembrou-se da missão. “Bolhas depois. Fanions primeiro.”

Só que uma bolha muito grande desceu devagarinho e encostou na linha de fanions. A linha ficou leve, leve, leve… e começou a subir um bocadinho.

“Ué…” disse Tomás. “A minha corda está a fazer cócegas no céu!”

A Fada Madrinha piscou o olho. “Magia brincalhona. Mas calma. Tudo fica bem.”

A linha subiu mais um pouco. Os fanions tremelicaram: flap, flap, flap!

“Eles estão a fugir!” gritou o coelho, sem medo, mas muito animado, como se fosse um jogo.

Tomás segurou a corda com as duas mãos. “Eu cuido! Eu cuido!”

Mas… plim! Um dos nós, o nó do meio, não era tão bem apertado assim. Era um nó meio preguiçoso. E nó preguiçoso gosta de escorregar.

A corda soltou um pedacinho e fez “fiuuu”. A linha de fanions voou para cima, presa a bolhas de sabão, e foi passear pelo céu do reino.

O Dragãozinho Pompom arregalou os olhos. “Oops.”

O coelho pôs as patas na cabeça. O capacete caiu-lhe até ao nariz.

Tomás respirou fundo. Não chorou. Não gritou. Só pensou. Pensou como um príncipe responsável.

“Eu comecei,” disse ele, “então eu vou terminar. E vou consertar.”

“Eu ajudo,” disse a Fada Madrinha, com voz doce. “Mas tu és o chefe dos fanions.”

O príncipe assentiu. “Primeiro: eu preciso de um plano.”

Eles correram pela vila. A linha de fanions passava por cima da fonte, fazia um laço no ar, e quase pousava na torre do relógio, onde morava um Corvo-Poeta que falava em rimas.

O corvo abriu as asas e disse: “Fanions no céu, que confusão! Precisam de mão e de coração!”

O coelho aplaudiu. “Ele rima quando está feliz!”

Tomás apontou para a torre. “Se eu subir ali, talvez eu alcance a corda.”

“Eu subo rápido!” disse o coelho. E subiu, pulando degrau por degrau, como pipoca na panela.

Lá em cima, o vento fazia cócegas nas orelhas. A corda balançava, presa a duas bolhas teimosas.

“Não estoura, bolha! Não estoura,” pediu Tomás lá de baixo.

A Fada Madrinha soprou devagarinho, bem devagarinho. “Soprozinho de cuidado.” As bolhas desceram um pouco, como balões a bocejar.

O Dragãozinho Pompom, muito concentrado, segurou o espirro com a pata no nariz. “Sem ATCHIM. Sem ATCHIM.”

O coelho esticou o braço. “Quase! Quase! Quase!”

Tomás segurou a ponta de uma vara de bandeira e levantou-a como uma colher gigante. “Aqui, Coelho! Usa isto.”

O coelho pegou na vara e puxou a corda devagar. Devagar, devagar. A corda desceu, e os fanions desceram com ela, fazendo “flap… flap… flap…” como se suspirassem de alívio.

Quando a corda ficou ao alcance, Tomás agarrou-a firme. “Agora vem a parte responsável,” disse ele.

Ele desamarrou o nó preguiçoso e fez um novo. Um nó simples. Um nó forte. Um nó bem apertado.

“Um nó… e mais um nó,” contou ele. “Bem apertados. Bem apertados.”

A Fada Madrinha sorriu. “Assim mesmo.”

O Dragãozinho Pompom finalmente respirou. “Posso espirrar agora?”

“Só para o lado,” disse Tomás, a rir.

“ATCHIM!” Ploft! Saíram três bolhinhas pequenas que subiram educadas, longe dos fanions.

Eles voltaram a pendurar tudo. Vermelho. Amarelo. Verde. Azul. Vermelho. Amarelo. Verde. Azul.

O coelho cantou: “Vermelho, amarelo, verde, azul!”

E o corvo lá em cima completou: “Com responsabilidade, tudo fica cool!”

A vila ficou linda. As fadas passaram a dançar, os sapos tocaram tambor com folhas, e o leão de pedra do portão abriu um sorriso de canto.

No fim da tarde, Tomás olhou para as bandeirinhas a balançar, quietinhas e felizes.

“Eu fiz,” disse ele, com voz mansa. “Eu cuidei. Eu consertei.”

A Fada Madrinha pousou no ombro dele. “Responsabilidade é isso: fazer, cuidar e terminar.”

O príncipe bocejou um bocejo quentinho. O vento ficou mais calmo. As cores ficaram mais suaves, como uma manta de arco-íris a cobrir a vila.

E, quando a primeira estrelinha apareceu, os fanions ainda estavam lá, a dizer bem baixinho: “flap… flap… boa noite.”

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Fanions
Pequenas bandeirinhas ligadas umas às outras para enfeitar festas.
Algodão-doce
Doce fofo e açucarado que parece nuvem para comer.
Argola
Anel de metal onde se prende uma corda ou corrente.
Pólen
Pó fino das flores que às vezes faz cócegas no nariz.
Bolhas
Esferas de ar com sabão que voam e estouram com toque.
Ponto onde se prende uma corda para não soltar.
Responsável
Pessoa que cuida bem de algo e termina o que começa.
Capacete
Chapéu duro que protege a cabeça quando se brinca ou trabalha.
Espirro
Sopro forte pelo nariz quando algo faz cócegas aí.
Corda
Fio grosso e comprido usado para amarrar ou puxar coisas.

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