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História divertida de fraternidade 7 a 8 anos Leitura 7 min.

o teatro mágico dos irmãos incríveis

Matilde e seus irmãos, Bernardo e Clarinha, decidem montar um espetáculo de teatro em casa, cada um escolhendo um papel divertido, enquanto enfrentam as risadas e confusões que surgem durante os ensaios. Juntos, eles mostram como as diferenças podem se transformar em uma grande aventura familiar.

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Uma menina de 8 anos, Matilde, com longos cabelos castanhos e olhos brilhantes de alegria, usa uma capa feita de uma velha toalha de banho. Ela sorri amplamente, com os braços abertos, como se estivesse prestes a voar. Ao lado dela, seu irmão Bernardo, um garoto de 9 anos com cabelos castanhos bagunçados e um olhar travesso, usa um chapéu de pirata feito de papel e brandindo uma colher de madeira como uma espada, exibindo uma expressão determinada. Clarinha, sua irmãzinha de 4 anos, com cachos loiros e um rosto redondo, se esconde atrás de um monte de travesseiros, rindo alto, com um urso de pelúcia nos braços, pronta para jogar confetes. A cena acontece na sala aconchegante de sua casa, onde almofadas coloridas e cobertores estão espalhados pelo chão, criando um cenário de teatro improvisado. Desenhos de animais e estrelas decoram as paredes, e uma luz suave filtra através das cortinas. Matilde, Bernardo e Clarinha estão no meio de um espetáculo de teatro hilário, onde Matilde interpreta a princesa que voa, Bernardo o pirata corajoso e Clarinha o dragão divertido. Risadas ecoam enquanto eles improvisam cenas engraçadas, enchendo o ambiente de uma atmosfera alegre e cheia de criatividade. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Grande Plano da Matilde

Matilde acordou com uma ideia brilhante na cabeça. Ela tinha sete anos, era a irmã do meio e gostava de inventar brincadeiras diferentes. Dividia a casa com o seu irmão mais velho, Bernardo, que tinha nove anos e achava que já sabia tudo, e a sua irmã mais nova, Clarinha, de quatro anos, que ria de tudo e gostava de colar autocolantes nos móveis.

Naquela manhã de sábado, Matilde entrou no quarto de Bernardo, saltitando como um coelhinho. "Bernardo, Clarinha! Vamos fazer um espetáculo de teatro para a mãe e o pai!", anunciou, espalhando entusiasmo pelo ar.

Bernardo revirou os olhos. "Teatro? E tu vais ser a princesa outra vez, aposto."

Matilde colocou as mãos na cintura. "Nada disso! Hoje cada um vai escolher o seu papel mais divertido."

Clarinha apareceu atrás da porta, com um urso de peluche na mão e o nariz sujo de chocolate. "Eu quero ser um dragão!", gritou, fazendo uma cara feroz.

Bernardo coçou a cabeça. "E eu posso ser... um pirata?"

Matilde sorriu, já com mil ideias na cabeça. "Perfeito! Mas temos de preparar tudo antes de chamar mãe e pai. Bernardo faz os cenários, eu escrevo a história e a Clarinha... bem, pode decorar a sala com os seus autocolantes de dragão!"

Os três começaram a correr pela casa, cada um ocupado com a sua missão. A cozinha virou o ateliê de Bernardo, cheio de caixas e papel, e a sala transformou-se num mar de almofadas e mantas, como verdadeiros cenários mágicos.

Capítulo 2: Ensaios, Risos e Borrões

Os ensaios começaram. Matilde, com uma capa feita de toalha de banho, leu a história para os irmãos: "Era uma vez um dragão resfriado, um pirata sem barco e uma princesa que queria voar." Bernardo interrompeu, com ar sério: "Matilde, os piratas não andam com dragões, muito menos se o dragão está com o nariz a pingar."

Clarinha fingiu espirrar, soltando uma gargalhada. "Eu vou soltar fogo com o espirro! Tchiiimmm!"

Matilde não conseguia parar de rir. "Ótimo, Clarinha! Vais assustar todos os piratas com o teu espirro de fogo!"

Bernardo decidiu usar uma caixa de sapatos como barco pirateado. "Pronto, sou o Capitão Bernardo, o mais destemido dos sete mares... da sala de estar!"

Clarinha empilhou almofadas, dizendo: "O meu castelo é o mais fofinho do mundo. Nenhum pirata me apanha!"

Cada vez que tentavam ensaiar uma cena, alguma coisa dava errado: Clarinha trocava as falas, Bernardo esquecia o chapéu, Matilde tropeçava na toalha-capa. Quando Clarinha resolveu que o urso de peluche também era dragão, todos começaram a rir tão alto que os vizinhos quase ouviam.

De repente, ouviram passos no corredor. Era mãe.

"Já posso ver o espetáculo?", perguntou, espreitando com um sorriso curioso.

Matilde saltou. "Ainda não! Falta a música final. E as pipocas! E a entrada especial do urso-dragão!"

Todos correram para os toques finais. Bernardo desenhou uma bandeira de pirata torta, Clarinha colou autocolantes até no Bernardo, e Matilde escreveu o nome de todos no cartaz: "O Teatro dos Três Irmãos Super Incríveis".

Capítulo 3: O Espetáculo Mais Engraçado do Ano

Finalmente, chegou a hora. O público era composto pela mãe, pelo pai, pelo gato Tobias e até pelo peixinho Vermelho, que nadava atento na sua tigela.

Matilde anunciou, com voz de apresentadora de televisão: "Senhoras e senhores, preparem-se para uma aventura cheia de coragem, gargalhadas e... espirros de fogo!"

Bernardo entrou de tapa-olho, empunhando uma colher de pau como espada. "Eu sou o pirata Bernardo e quero encontrar o tesouro do dragão!"

Clarinha, escondida atrás do castelo de almofadas, apareceu com um cobertor verde e gritou: "Tchiiimmm! Eu sou o dragão mais resfriado do reino!", lançando confetis no ar.

Matilde, agora princesa-aviadora, correu de um lado ao outro com os braços abertos. "Eu sei voar! Eu sei voar! E vou ajudar o dragão a ficar bom e o pirata a encontrar o tesouro!"

No meio das cenas, Bernardo tropeçou numa almofada e caiu em cima de Clarinha. As duas começaram a rir e, logo de seguida, Matilde juntou-se à confusão. O público aplaudia com força, principalmente quando Clarinha mandou um espirro de brincar para a mãe e Bernardo declarou que o tesouro afinal era um pacote de bolachas.

No fim, Matilde fez uma vénia exagerada. "Obrigada, obrigada! Esperamos que tenham gostado do nosso espetáculo doido!"

Os pais bateram palmas e o pai disse: "Foi o melhor teatro da vida! Principalmente a parte do dragão com alergia a autocolantes!"

Todos se sentaram juntos no tapete, comendo pipocas e inventando finais alternativos para a peça. Clarinha quis ser o pirata, Bernardo virou dragão e Matilde voou pelo sofá como uma super-heroína.

Capítulo 4: As Diferenças Que Nos Unem

Mais tarde, já de pijama e dentes lavados, Matilde percebeu como cada um tinha dado ao espetáculo um toque especial: Bernardo adorava construir cenários, Clarinha era a rainha das gargalhadas e dos autocolantes, e ela era a inventora das histórias malucas.

Antes de dormir, Matilde sussurrou: "Sabem que mais? Somos todos diferentes, mas juntos somos uma equipa super divertida!"

Bernardo sorriu. "Mesmo quando alguém espirra confetis na cara do pirata?"

Clarinha abraçou os irmãos. "Ou quando colam autocolantes na testa do dragão!"

Todos riram, sentindo que aquelas pequenas birras e confusões faziam parte do que tornava a família deles tão especial e engraçada.

Naquela noite, Matilde adormeceu a pensar em novas aventuras, feliz por saber que, nas melhores histórias, as diferenças são o melhor ingrediente para criar memórias incríveis, cheias de amor e gargalhadas.

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Sentimento de grande alegria e animação.
Revirar
Virar algo do avesso ou mudar de posição.
Destemido
Que não tem medo, corajoso.
Espirrar
Expelir ar com força pelos nariz, normalmente quando se está doente.
Confetti
Pequenos pedaços de papel colorido usados para comemorar festas e eventos.
Aventura
Uma experiência emocionante ou arriscada.
Cenários
Os ambientes ou lugares onde uma história se passa, incluindo decorações.

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