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História divertida de fraternidade 7 a 8 anos Leitura 13 min.

A patrulha da pista e a fita do turno

Dois irmãos guaxinim, Tomás e Pipa, aprendem na pista de trotinetes como respeitar a vez e cooperar, criando jogos e regras para garantir que todos se divirtam.

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Tomás, um jovem guaxinim cinza com riscas pretas e brancas, de expressão orgulhosa e doce, veste um grande crachá em forma de folha brilhante no peito e segura a fita amarela do turno; Pipa, sua irmã mais nova, mais redonda e ruiva, sorri maliciosa e estende a pata para passar a fita enquanto está ao lado dele numa mini-trotinete de madeira; ao redor, uma coelha de patins rosa aplaude, dois esquilos com capacetes coloridos saltitam, uma lontra pequena sorri com uma mini-trotinete junto à entrada de um túnel de ramos, e um tucano bigodudo volta ao fundo com um coco segurando um crachá numa árvore; o cenário é uma pista de trotinete de terra clara, ladeada por árvores de folhas verdes vivas, com túnel trançado, bancos de madeira e folhas pelo chão, mostrando o momento de partilha da fita em meio a um círculo de amigos, cores vivas, formas simples e composição centrada nos dois guaxinins. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: A Trotilha e o “Eu Primeiro!”

O Tomás, um guaxinim de orelhas bem atentas, era o mais velho. E também era oficialmente o “protetor” da família, pelo menos na cabeça dele. A irmãzinha dele, a Pipa, era uma guaxinim pequena, rápida e cheia de ideias… principalmente ideias para aprontar.

Naquele sábado, os dois foram até a pista de trotinetes do Parque das Folhas Saltitantes. Era uma pista de terra lisa com curvas, lombinhas e até um túnel baixinho feito de ramos.

Tomás ajeitou o capacete e disse:

“Pipa, hoje vamos treinar direitinho. Um de cada vez, combinado?”

Pipa já estava com a trotinete de madeira na mão e respondeu:

“Combinado! Eu vou primeiro!”

Tomás piscou, confuso.

“Espera… ‘um de cada vez' não quer dizer ‘você primeiro'.”

Pipa deu um sorriso tão grande que parecia caber uma bolota inteira.

“Mas eu sou menor. Os menores vão primeiro. Regra invisível.

“Regra invisível não vale!” Tomás cruzou os braços.

Pipa fez “pfft!” e apontou para a pista:

“Então vamos fazer uma regra visível!”

Tomás suspirou. Ele queria evitar discussão, mas também queria brincar.

“Tá. Vamos inventar um jogo. Um jogo de dois. Cooperativo.

“Coo… quê?” Pipa inclinou a cabeça.

“Cooperativo. Quer dizer que a gente joga junto. E… a gente respeita a vez do outro.”

Pipa fez cara de santa.

“Eu respeito! Eu respeito muito! Eu respeito até demais!”

Tomás riu.

“Vamos ver. Primeiro, cada um faz uma volta. Sem ultrapassar o outro. Quem está na vez usa a fita do ‘Turno'.”

Ele tirou do bolso uma fita amarela com um nó. Era a “fita do Turno”, feita de tecido velho, mas importantíssima.

Pipa bateu palminhas:

“Eu gosto! A fita manda! Uau!”

Tomás entregou a fita para ela.

“Você começa. Uma volta. Depois me passa.”

Pipa colocou a fita no braço como se fosse uma coroa de braço.

“Eu, Pipa, declaro aberta a Volta Supersônica!”

E lá foi ela: “vruuum!”, “tlec-tlec!”, passando por uma curva e quase cumprimentando uma joaninha.

Tomás gritou, divertido:

“Sem cumprimentar joaninha em alta velocidade!”

Pipa respondeu sem parar:

“Ela piscou pra mim!”

Quando terminou a volta, Pipa parou… e segurou a fita como se fosse um tesouro.

Tomás estendeu a pata:

“Agora é a minha vez.”

Pipa sorriu, e disse a frase mais perigosa do dia:

“Só mais uma voltinha rapidinha!”

Capítulo 2: O Jogo da Patrulha do Turno

Tomás respirou fundo. Ele não queria brigar, mas também não queria virar estátua na pista.

“Pipa,” ele disse com voz calma, “no jogo cooperativo, a fita do Turno tem que circular. Igual uma bolinha.”

Pipa olhou para a fita, depois para ele.

“Tá… mas eu fiquei com saudade da minha vez.”

“Você acabou de ter a sua.”

“Mas ela foi tão bonita que eu queria repetir!”

Tomás pensou rápido. Ele era protetor, sim, mas também podia ser criativo.

“Então vamos fazer assim: o jogo vira a ‘Patrulha do Turno'. A gente é uma dupla de patrulheiros da pista. Missão: todo mundo brincar e ninguém ficar de fora.”

Pipa abriu os olhos:

“Patrulheiros? Eu quero um apito!”

Tomás pegou uma folha enrolada e fez um apito de brincadeira. Quando soprou, saiu um som engraçado:

“Ffuuu… bló!”

Pipa caiu na risada.

“Esse apito tá com soluço!”

“Apito com personalidade,” disse Tomás. “Agora, regra número um: quem está com a fita decide o caminho, mas só por uma volta. Depois passa. Regra número dois: o outro patrulheiro dá dicas e faz ‘sons de missão'.”

“Eu sei fazer som de missão!” Pipa fez:

“Tan-tan-tan-tan!”

Tomás riu e pegou a fita.

“Minha vez. Dica número um pra você: ‘não tentar pegar a fita no ar'.”

“Eu nem pensei nisso!” Pipa respondeu rápido demais, e Tomás já desconfiou.

Ele subiu na trotinete e começou devagar, porque ser protetor também era ser cuidadoso. Passou pela lombinha: “plim!”, desceu: “uuuh!”, e entrou no túnel: “toc-toc-toc!”

Pipa correu ao lado, fora da pista, narrando:

“Agente Tomás, cuidado! Um graveto suspeito às duas horas!”

“Eu vi!” Tomás desviou com elegância.

Quando terminou a volta, ele parou e entregou a fita.

“Agora você, Agente Pipa.”

Pipa pegou a fita e colocou no braço. Fez pose séria:

“Ordem na pista! Ninguém fura fila! Exceto eu, se for emergência… Brincadeira!”

Tomás apontou para ela:

“Boa. ‘Brincadeira' é bom. Mas ‘respeitar a vez' é melhor.”

Pipa assentiu… e saiu em disparada.

“Vruuuum! Missão!”

Até que, perto do banco de madeira, um tucano velho e simpático apareceu, carregando uma coisa brilhante pendurada num cordão.

“Olá, patrulheiros!”

Pipa freou com um “skrrt!” e Tomás chegou atrás.

“O que é isso?” perguntou Tomás.

O tucano sorriu.

“É um crachá de Chefe de Pista. Eu sou o responsável hoje, mas vou ali tomar água de coco. Querem ficar com ele por um minutinho e avisar os outros para esperar a vez?”

Tomás endireitou as costas.

“Claro! Eu posso.”

Pipa já esticou a pata:

“Eu também posso! Eu tenho cara de chefe!”

O tucano riu e entregou o crachá para Tomás.

“Cuidado. Chefe precisa ser justo.”

Tomás colocou o crachá no peito. Era grande e tinha uma folha desenhada.

Pipa olhou como se o crachá fosse um pedaço de bolo.

“Eu posso só… experimentar? Só um pouquinho?”

Tomás engoliu em seco.

“Vamos usar o crachá para ajudar. Juntos.”

Capítulo 3: Crachá de Chefe, Confusão de Risadinhas

Com o crachá, Tomás sentiu uma responsabilidade enorme… e um pouco engraçada também. Ele tentou falar com voz importante:

“Eu, Chefe Tomás, declaro que… hã… todos respeitem a vez.”

Pipa cochichou:

“Faltou o ‘tan-tan-tan' de chefe.”

Ela fez atrás dele:

“Tan-tan-taaaan!”

Tomás tentou não rir. Tentou. Mas escapou um “hihi”.

Logo chegaram mais animais: uma coelha com patins, dois esquilos com capacetes coloridos e uma lontra com uma mini-trotinete. Todos queriam entrar na pista ao mesmo tempo.

A coelha perguntou:

“Quem vai primeiro?”

Tomás levantou a fita do Turno.

“Um de cada vez. Quem está com a fita faz uma volta e passa.”

Os esquilos deram pulinhos.

“Eu! Eu! Eu!”

A lontra levantou a patinha:

“Eu espero, mas alguém pode fazer ‘som de missão' pra eu não dormir?”

Pipa apontou para si mesma.

“Eu! Eu faço som de missão profissional!”

E começou:

“Piu-piu! Tan-tan! Blóóó!” (imitando o apito com soluço)

Todos riram. Até os esquilos pararam de pular por dois segundos.

Tomás organizou uma fila pequena e simples. Só que Pipa, olhando o crachá brilhante no peito do irmão, começou a ter uma ideia “espiéssima”.

Ela sussurrou:

“Tomás… chefe tem ajudante, né?”

“Tem,” ele respondeu, desconfiado. “Mas ajudante não rouba o crachá.”

“Eu não vou roubar,” disse Pipa, já com a pata pertinho. “Eu vou… segurar enquanto você… respira.”

Tomás afastou um passo.

“Eu tô respirando perfeitamente.”

Pipa fez cara de inocente e, de repente, gritou:

“ALERTA! ALERTA! Um… um… pneu imaginário solto!”

“Pneu imaginário?” Tomás arregalou os olhos por um segundo. Só um.

Foi o suficiente. Pipa deu um pulo rápido: “poc!” e conseguiu pendurar o crachá no próprio pescoço.

Ela inflou o peito:

“Eu, Chefa Pipa, declaro que… eu vou duas voltas seguidas! Porque… emergência!”

Tomás ficou parado, depois colocou as patas na cintura.

“Pipa. Isso não é justo.”

A fila fez “ooooh” baixinho.

Pipa olhou para os outros e percebeu que ninguém achou a “emergência” muito emergente. A coelha cruzou as orelhas. Um esquilo cochichou:

“Chefa furou a fila…”

Pipa mordeu o lábio. O sorriso dela virou um sorrisinho.

“Tá… eu exagerei só um tiquinho.”

Tomás se abaixou para ficar na altura dela.

“Chefe de verdade dá exemplo. E exemplo é… esperar a vez.”

Pipa respirou fundo.

“Eu vou consertar. Prometo.”

Ela levantou o crachá com as duas patinhas e devolveu para Tomás.

“Desculpa, Chefe Tomás.”

Tomás colocou o crachá de volta no peito.

“Desculpa aceita. E sabe como a gente conserta de um jeito bem legal?”

Pipa piscou:

“Com cócegas?”

“Quase,” Tomás riu. “Com uma surpresa coletiva.”

Capítulo 4: A Surpresa da Volta dos Amigos

Tomás chamou todo mundo para perto da entrada da pista.

“Hoje vamos fazer a ‘Volta dos Amigos'. Funciona assim: cada um faz só meia volta e passa a fita no ponto do túnel. A fita vai rodando rapidinho, e todo mundo participa. Ninguém fica esperando muito.”

A lontra bateu palmas:

“Meia volta! Eu consigo!”

Os esquilos vibraram:

“Rápido! Rápido! Rápido!”

A coelha sorriu:

“Assim é justo.”

Pipa levantou o apito de folha e fez:

“Ffuuu… bló!”

E anunciou:

“Começa a Operação Turno Feliz!”

Tomás entregou a fita para a coelha.

“Você começa. Depois passa no túnel.”

A coelha deslizou: “shhh!”, fez meia volta e entregou a fita no túnel para um esquilo.

O esquilo foi: “zip!”, e passou para o outro.

O outro foi: “zap!”, e passou para a lontra.

A lontra foi: “ploc-ploc!”, rindo, e passou para… Pipa.

Pipa segurou a fita e olhou para Tomás.

“Agora eu faço meia volta e passo pra você, tá? Sem truque. Sem pneu imaginário.”

Tomás piscou.

“Combinado.”

Pipa foi com cuidado (só um pouquinho supersônica) e, no túnel, parou certinho e entregou a fita ao irmão.

Tomás colocou a fita no braço e disse:

“Obrigada, Agente Pipa. Missão cumprida.”

Pipa fez continência:

“Às ordens!”

Quando Tomás terminou a meia volta, todos já estavam rindo e brincando, porque a fita não parava quieta. Ela ia de pata em pata, como se estivesse dançando.

Nesse momento, o tucano voltou com a água de coco.

“E então? Tudo bem por aqui?”

Tomás mostrou a fila organizada e a fita do Turno circulando.

“Tudo bem. A gente fez um jogo cooperativo.”

Pipa completou:

“E eu aprendi que chefe que fura fila vira… chefe sem graça.”

O tucano riu e pegou o crachá.

“Vocês foram ótimos. E como agradecimento…”

Ele abriu uma sacolinha e tirou vários adesivos redondos com desenho de trotinete e uma folha sorrindo.

“Adesivos de Patrulha da Pista! Um pra cada.”

“Uau!” gritaram todos.

Tomás colocou o adesivo no capacete.

Pipa colou o dela bem no meio do peito e disse:

“Agora eu tenho um crachá que não precisa roubar!”

Tomás deu um empurrãozinho leve na trotinete dela.

“Última missão do dia: volta final. Mas… um de cada vez.”

Pipa segurou a fita e, com um sorriso orgulhoso, passou para Tomás primeiro.

“Vai lá, mano. Sua vez.”

Tomás arregalou os olhos, feliz.

“Minha vez? Sério?”

“Seríssimo,” disse Pipa. “Porque quando a vez roda, a diversão roda também!”

E lá foram eles, “vruuum!”, “tlec!”, “plim!”, numa pista cheia de risadas, com turnos bem respeitados e uma surpresa que ficou colada no coração de todo mundo.

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Protetor
Quem cuida e vigia para que tudo fique seguro para os outros.
Oficialmente
De modo formal, como se fosse uma regra ou anúncio sério.
Pista de trotinetes
Lugar preparado para andar de trotinete, com curvas e lombinhas.
Trotinete
Veículo pequeno de rodas que se empurra com o pé para andar.
Cooperativo
Quando as pessoas trabalham juntas para ajudar umas às outras.
Fita do Turno
Fita usada no jogo para mostrar quem é a vez de brincar.
Regra invisível
Uma 'regra' que alguém inventa sem escrever ou explicar direito.
Patrulha do Turno
Um grupo que cuida para que todos respeitem a vez na pista.
Apito
Objeto que se sopra para fazer um som e chamar atenção.
Crachá de Chefe
Placa ou cartão que mostra quem é o responsável naquele dia.
Missão
Tarefa ou trabalho que alguém precisa fazer durante o jogo.
Responsabilidade
Dever de cuidar bem de algo ou de cumprir o que prometeu.
Imaginário
Que existe só na imaginação, não é real de verdade.

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