O pequeno lobo senta-se num cantinho macio do seu nuvem. O nuvem é fofinho, feito de algodão, e flutua devagarinho lá no alto do céu. O lobo sente-se leve e feliz. Ele fecha os olhos e imagina uma luz suave, tão brilhante e quente como o colo da mamã. A luz envolve o lobo como uma manta. O lobo sorri. Ele respira fundo, devagarinho. Sente a barriga a encher de ar. Enche, esvazia. Enche, esvazia. O som da respiração é calmo, como uma música baixinha.
O pequeno lobo olha à volta. O céu é azul, as nuvens são brancas como leite. Bem perto, um cristal bonito brilha. O cristal vibra de mansinho, fazendo uma melodia suave. O lobo escuta. Tum-tum, tum-tum, tum-tum. O som é doce e faz cócegas nas patinhas. O lobo ri baixinho.
“Olá, cristal! És tão bonito e brilhante!” diz o lobo, com os olhos cheios de alegria. O cristal brilha mais forte, como se sorrisse também.
O pequeno lobo volta a respirar fundo. Ele sente a luz quente da sua manta de luz. A luz abraça o lobo, como se fosse um abraço da mamã lobo. O lobo sente-se seguro. Ele pensa: “A serenidade é um presente. Eu recebo este presente.” O lobo fecha os olhos e imagina a luz a dançar ao seu redor.
De repente, uma bougie aparece. É pequenina, mas brilha sempre, sem nunca se apagar. A chama é calma, parece um coração a bater devagar. O lobo olha para a bougie e sente-se ainda mais tranquilo. “Obrigada, bougie. És uma luz que nunca se vai embora,” sussurra o lobo com carinho.
No nuvem macio, de repente, aparecem luciérnagas. São tantas, tão brilhantes! Voam em roda, com luzinhas amarelas e verdes. As luciérnagas dançam à volta do lobo e do cristal, mostrando um caminho de luz. O lobo segue as luzes, devagarinho, sem pressa. Cada passo é leve, como andar sobre algodão.
As luciérnagas levam o lobo a um lugar especial no nuvem. Ali, o ar é doce, cheira a flores. O pequeno lobo senta-se de novo. Respira fundo. O cristal brilha ao seu lado, a bougie ilumina tudo com sua chama calma. As luciérnagas voam devagar, fazendo desenhos bonitos no ar.
O lobo sente o coração quietinho, sente o corpo levinho. Sente a luz da manta a aquecê-lo. Sente a melodia suave do cristal. Sente a chama da bougie a brilhar. Sente as luciérnagas a encher o céu de brilho. Tudo é tão tranquilo, tudo é tão bom.
O pequeno lobo pensa: “Eu gosto de estar aqui. O meu nuvem é seguro. Eu respiro devagar e recebo a serenidade. Eu estou bem.”
A noite chega devagar, como um abraço quentinho. O lobo sente os olhinhos a ficarem pesados. Deita-se no nuvem macio. A luz suave da manta cobre todo o corpo. O cristal canta baixinho. A bougie brilha. As luciérnagas continuam a dançar.
O universo fica cheio de paz. No nuvem, o pequeno lobo sente o amor da tranquilidade. O lobo sorri, respira fundo uma última vez, e deixa-se embalar pelo sono. Tudo é calmo, tudo é seguro, tudo é amor.
Boa noite, pequeno lobo. O mundo está tranquilo. Agora é tempo de sonhar, respirar e descansar.