Na clareira tranquila, banhada pela luz suave da lua prateada, uma menina pequenina de três anos senta-se na relva macia. O seu nome é Sofia. Ela sente-se calma e feliz. O céu acima está cheio de estrelas que piscam devagarinho, como se bocejassem antes de dormir.
Sofia respira fundo. “Inspira... expira...” sussurra baixinho, sentindo o ar entrar e sair do seu nariz. Cada respiração é suave, como uma asa de borboleta. A mamã senta-se ao lado dela e diz: “Vamos contar as respirações, querida. Cada uma é uma estrelinha a aparecer no céu.” Sofia sorri e começa a contar devagar.
“Uma respiração... uma estrelinha. Duas respirações... duas estrelinhas.” O céu de Sofia vai ficando cada vez mais brilhante. Ela sente-se segura e confortável, com o colo da mamã ao seu lado.
De repente, um sopro quente passa pela clareira. É um vento fofinho e gentil, que dança em volta de Sofia. O sopro faz cócegas no seu nariz e mexe devagarinho o cabelo dela. “Olá, sopro”, diz Sofia com uma voz baixinha. “Queres brincar comigo?” O sopro não responde com palavras, mas faz um rodopio à volta dela, como um abraço macio.
Sofia sorri outra vez. Ela fecha os olhinhos por um momento e sente o calor do sopro. O sopro embala Sofia, como uma canção sem som. “Está tudo bem”, pensa Sofia. “Estou aqui, estou segura.” A mamã acaricia-lhe a mão e sussurra: “Conta as estrelas, meu amor.” Sofia continua a contar.
“Três respirações... três estrelinhas. Quatro respirações... quatro estrelinhas.” Cada vez que respira, uma nova estrelinha brilha no céu. O céu fica cheio de luzinhas pequeninas, todas feitas pela respiração de Sofia. Ela sente-se importante. Ela sente-se especial.
Ali perto, há uma vela pequenina. A vela brilha com uma chama suave, como se sorrisse para Sofia. A chama nunca se apaga, mesmo quando o sopro passa. A vela ilumina a clareira com uma luz dourada e quente. Sofia olha para a vela e sente-se ainda mais tranquila.
“Mamã, a vela nunca apaga?” pergunta Sofia. A mamã responde suavemente: “Não, minha querida. Ela está sempre aqui, a brilhar baixinho, a guardar os teus sonhos.” Sofia sorri, feliz.
O sopro quente continua a embalar Sofia. Ela sente um abraço invisível à sua volta. É um abraço quentinho, fofinho, cheio de amor. Sofia fecha os olhos e imagina que está a voar entre as estrelinhas, deitada numa nuvem de algodão. O abraço invisível aperta-se um bocadinho mais, como um cobertor que protege.
“Estou tão quentinha”, diz Sofia, quase a sussurrar. “Estou feliz.” No silêncio da noite, ouve-se só o som da respiração de Sofia e o brilho das estrelas que ela cria. O vento continua a embalar, a vela continua a brilhar, a mamã continua ao lado dela.
“As tuas respirações são mágicas”, diz a mamã. “Elas fazem estrelas, fazem sonhos, fazem paz.” Sofia respira mais uma vez, devagar, contando: “Cinco respirações... cinco estrelinhas.” O céu está muito brilhante agora. Sofia sente-se calma, sente-se amada.
O abraço invisível cobre-lhe os ombros, as costas, o coração. Sofia sente-se protegida, sente-se bem. As suas pequenas preocupações vão embora, levadas pelo sopro quente. No lugar delas, vêm sonhos doces, como nuvens de açúcar e flores cor-de-rosa.
A mamã beija-lhe a testa e diz: “Agora, deixa as tuas ideias voarem como borboletas. Deixa os teus pensamentos irem embora, devagarinho, até se transformarem em sonhos bons.” Sofia sorri, fecha os olhos e relaxa. Ela sente o corpo tão leve como uma pena.
Na clareira iluminada pela lua, Sofia deixa as suas respirações continuarem. Cada uma cria uma estrela, cada uma cria um sonho. O vento embala, a vela brilha, a mamã está sempre ali. O abraço invisível nunca larga Sofia.
A noite fica calma, cheia de ternura. Tudo está suave, tudo está bem. Sofia sente-se pronta para dormir, pronta para sonhar. Ela sabe que vai ter uma noite doce e tranquila, cheia de estrelas e de amor.
Antes de adormecer, Sofia ouve a mamã dizer baixinho: “Boa noite, minha estrelinha. Dorme bem. Amanhã será um novo dia cheio de sorrisos.” Sofia sorri, aconchega-se no abraço invisível e deixa-se levar pelos sonhos, com a promessa de uma noite cheia de paz e bem-estar.
A lua olha para Sofia e sorri também. Tudo está calmo. Tudo está bem. Sofia dorme, tranquila e feliz, com as suas estrelinhas a brilhar no céu.