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História do Lutin Farceur de Natal 5 a 6 anos Leitura 6 min.

O Natal das travessuras do lutin farceur

Tomás descobre trocas estranhas de chapéus e segue pistas pela casa para apanhar um lutin travesso que gosta de pregar partidas, vivendo uma manhã cheia de surpresas e sorrisos.

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Um menino de 6 anos, expressão alegre e maravilhada, cabelo castanho desgrenhado, blusas vermelha com estrelas e um gorro de Papai Noel grande, sentado no tapete rindo e segurando uma pinha; a mãe, cerca de 30–35 anos, cabelo castanho preso em coque, sorriso surpreso e avental verde, está junto à lareira olhando com ternura; um duende travesso, tamanho de um cachorro, aparência de menino, chapéu pontudo verde, jaqueta vermelha e collants listrados, faz uma pequena cambalhota no chão espalhando pinhas e biscoitos; sala de Natal aconchegante com tapete bege geométrico, lareira de pedra com fogo alaranjado, árvore decorada com bolas douradas, luzes coloridas, presentes, migalhas de biscoito e marcas de farinha no chão; situação principal: o menino armou uma armadilha com uma meia vermelha cheia de pinhas e surpreendeu o duende no salto, cena de surpresa alegre e cumplicidade, composições dinâmicas, cores quentes e contrastantes, linhas nítidas e formas arredondadas, atmosfera festiva e luminosa. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 - Uma Manhã Mágica

Era uma manhã geladinha de dezembro e o pequeno Tomás acordou com o cheirinho de pão quente vindo da cozinha. Mas, ao abrir os olhos, notou algo estranho: o seu gorro azul com pompom branco não estava no lugar de sempre. Em vez disso, no gancho da porta, havia um chapéu vermelho pontudo, igualzinho ao do Pai Natal.

Tomás esfregou os olhos e pensou: “Será que o Pai Natal veio cá a casa?” Mas logo se lembrou de uma história que a avó lhe contara — sobre um lutin farceur, um duende traquina que gostava de pregar partidas durante o Natal.

De mansinho, Tomás calçou as pantufas e foi até à cozinha. A mãe estava a preparar chocolate quente, mas usava... o gorro azul dele na cabeça! Tomás riu-se: “Mãe, tens o meu gorro!” A mãe olhou para cima, espantada, e riu também: “Que estranho! Eu tinha posto o meu chapéu vermelho. Onde será que foi parar?”

Tomás percebeu logo: isto só podia ser obra do lutin farceur! O lutin gostava de trocar chapéus e fazer pequenas traquinices, mas nunca fazia mal a ninguém. Era só para espalhar sorrisos e fazer as pessoas verem o mundo de um jeito diferente.

Capítulo 2 - À Procura do Lutin

Depois do pequeno-almoço, Tomás decidiu procurar o lutin farceur. Vestiu o chapéu vermelho, que agora era dele, e foi farejar pistas pela casa.

No corredor, encontrou pegadas minúsculas feitas de farinha. Seguiu-as até à sala, onde as luzes da árvore de Natal piscavam de um jeito engraçado: azul, verde, vermelho... e de repente, as luzes faziam desenhos no chão, como se estivessem a dançar.

Tomás olhou debaixo do sofá e, surpresa! Havia uma fita dourada atada em forma de laço. Era outro sinal do lutin farceur. Tomás começou a rir: “Onde é que estás, lutin? Não te vou apanhar?”

De repente, ouviu-se um risinho leve, quase como o tilintar de sinos ao longe. “Aqui não me encontras, Tomás!” ressoou uma voz pequenina, vinda do topo da estante de livros.

Tomás olhou para cima e viu, por uma fração de segundo, um chapéu verde a espreitar — mas o lutin era tão rápido que saltou e desapareceu por trás das almofadas.

Capítulo 3 - Uma Ideia Engenhosa

Tomás pensou: “Se o lutin gosta de pregar partidas, talvez goste também de ser surpreendido!” Assim, bolou um plano para pregar uma partida ao lutin farceur.

Pegou numa meia vermelha, encheu-a com pinhas pequeninas e colocou-a ao lado da lareira, onde o lutin costumava passar. Depois, fez um caminho de bolachas de gengibre, como uma pista deliciosa para atrair o lutin.

Escondeu-se atrás da cortina e esperou. Ouviu pequeninos passos e viu a ponta de um narizinho cor-de-rosa aparecer. O lutin olhou para as bolachas, lambeu os lábios e seguiu o caminho até à meia.

Quando enfiou a mão na meia, percebeu que não eram doces — eram pinhas! O lutin ficou tão surpreendido que deu um salto, espalhando pinhas pelo tapete. Tomás não conseguiu conter o riso e o lutin, em vez de se zangar, começou a rir também, dando cambalhotas pelo chão.

“Bravo, Tomás! Foste tu que me apanhaste desta vez!” disse o lutin, com os olhos a brilhar de alegria.

Capítulo 4 - O Segredo do Lutin

Tomás e o lutin sentaram-se juntos, rodeados de pinhas e bolachas. O lutin contou-lhe que fazia partidas para ver os sorrisos das pessoas e fazê-las sentir a magia do Natal, mesmo nas coisas mais pequeninas.

“Sabes, Tomás,” disse o lutin, “às vezes, um chapéu trocado ou uma pegada de farinha é tudo o que precisamos para ver o dia com outros olhos. A curiosidade é como um presente escondido — basta querer encontrá-lo!”

Tomás sorriu, sentindo-se muito especial por ter vivido uma manhã tão diferente. O lutin despediu-se com um abraço apertado e prometeu voltar noutro Natal para mais brincadeiras.

Quando a mãe entrou na sala, viu Tomás deitado no tapete, a sorrir, com o chapéu vermelho na cabeça e uma pinha na mão. “Foi um bom Natal, não foi, meu amor?”

Tomás respondeu, com um brilho nos olhos: “Foi o melhor de todos, mãe. Porque mesmo que não se veja, a magia está sempre à nossa volta.”

E assim, naquela casa quentinha e cheia de risos, o espírito travesso e encantador do lutin farceur ficou para sempre, lembrando a todos que a alegria mora nas pequenas surpresas e nos corações curiosos.

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Geladinha
Muito fria, um pouco fria, que dá vontade de se aconchegar.
Pompom
Bola de fios que se põe na ponta de um gorro.
Gancho
Peça para pendurar coisas, como chapéus ou casacos na parede.
Pontudo
Que tem ponta fina e aguda, como um chapéu tipo cone.
Lutin farceur
Nome do duende travesso da história que faz pequenas partidas.
Traquina
Pessoa ou animal que gosta de brincar e fazer travessuras.
De mansinho
Feito com cuidado e sem fazer barulho, bem devagarinho.
Pantufas
Calçado macio para usar dentro de casa e manter os pés quentes.
Farejar
Cheirar com atenção, como um cão quando procura algo.
Pegadas
Marcas deixadas pelos pés no chão ou na terra.
Farinha
Pó branco usado para fazer pão e bolos.
Estante
Móvel com prateleiras para pôr livros e objetos.
Almofadas
Travesseiros pequenos para sofá, macios e confortáveis.
Tilintar
Som leve e repetido, como o de sinos pequenos.
Fração
Uma parte pequena de algo maior, como um momento curto.
Cambalhotas
Rodopios ou saltos no chão, como quando se brinca.
Pinhas
Parte seca das árvores onde nascem as sementes, duras.
Meia
Peça de tecido que se põe no pé dentro do sapato.
Lareira
Lugar na casa onde se acende fogo para aquecer.
Pista
Caminho ou conjunto de sinais que ajudam a encontrar algo.

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