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História do Lutin Farceur de Natal 5 a 6 anos Leitura 18 min.

O lutin maroto e o desafio da calma na noite de Natal

Duas meninas encontram um lutin travesso na véspera de Natal que provoca pequenas confusões; para completar o desafio, elas aprendem a escolher a calma, cooperar e usar palavras gentis enquanto seguem pistas e partilham momentos juntos.

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Há três personagens: Inês, 5 anos, cabelos castanho-claro em tranças, pijama rosa com renas, sentada à esquerda do sofá, segura uma pequena campainha dourada e sorri; Lara, 5 anos, cabelos loiros curtos, pijama azul com estrelas, sentada à direita do sofá, com bigodinho de chocolate e aplaudindo alegremente olhando para a árvore; e um duende travesso masculino, pequeno ser mágico com gorro verde torto, sapatos pontudos com pompons vermelhos e rosto malicioso com covinhas, flutuando levemente sobre o tapete entre as meninas e segurando um bilhete dobrado. Ambiente: sala de Natal acolhedora com grande lareira de tijolos à esquerda, tapete grosso vermelho e verde, árvore decorada à direita com luzes multicoloridas e bolas brilhantes, mesa baixa com canecas de chocolate quente fumegante e guirlandas; alguns flocos brancos no chão. Situação: cena calma após travessuras — as meninas mostraram a campainha encontrada sob a árvore, o duende sorri, luzes criam reflexos suaves, atmosfera acolhedora, gentil e mágica, cores saturadas e traços nítidos em estilo cartoon anos 90. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: A Noite Pisca-Pisca

A noite de Natal tinha um cheiro bom a pinheiro e canela. Na sala, as luzinhas da árvore piscavam como se estivessem a contar segredos. No sofá, duas meninas de cinco anos, a Inês e a Lara, usavam pijamas fofos e meias com renas.

— Amanhã é o dia! — sussurrou a Lara, com os olhos bem abertos.

— Shhh… se o Pai Natal ouve, ele faz cócegas nas chaminés! — respondeu a Inês, muito séria… e depois riu-se.

As duas tinham prometido ficar acordadas “só um bocadinho”. Um bocadinho virou um grande bocadinho. E, quando as pálpebras começaram a pesar, ouviram um som pequenino, como um “plim!” de sininho a rir.

Plim. Plim-plim.

A Inês sentou-se logo.

— Ouviste?

— Foi a árvore? — a Lara apontou para uma bola vermelha.

Então, um embrulho em cima da mesa mexeu. Sim, mexeu mesmo! As fitas tremelicaram, o papel fez “crac-crac”, e de trás do embrulho saltou uma figura pequena, com um gorro verde torto e sapatos com pompons.

— Olá, olá, olá! — disse ele, com voz fina e alegre. — Eu sou o Lutin Farceur de Natal! E esta casa… hummm… cheira a desafios!

A Lara engoliu em seco, mas sorriu.

— Um lutin? A sério?

— Tão a sério que tenho poeira de estrelas no cotovelo! — Ele esfregou o braço e, por acaso, soltou um brilhinho.

A Inês aproximou-se devagar, como quem vai ver um caracol.

— Tu és… bom?

O lutin levou a mão ao peito, ofendido de brincadeira.

— Bom? Eu sou… divertido! Faço trapalhadas simpáticas. Dou sustos que acabam em gargalhadas. E hoje… — ele levantou um dedo — eu venho anunciar um desafio simples.

As meninas inclinaram-se para a frente.

— Qual? — perguntaram as duas ao mesmo tempo.

O lutin deu uma cambalhota em cima do tapete, parou de cabeça para baixo e falou assim, todo orgulhoso:

— Desafio do Natal: “Encontra o caminho da calma no meio da confusão.” Fácil, não é?

A Inês franziu a testa.

— Parece difícil.

— Só parece! — disse o lutin, endireitando-se. — Eu vou semear uma pequena… mini… micro… bagunça. Vocês vão resolver sem se zangar. E no fim… trégua! Sentamos, conversamos e bebemos chocolate quente.

— Chocolate quente? — a Lara brilhou como uma luzinha da árvore.

— Com espuma! — acrescentou o lutin. — E talvez canela. Mas primeiro… — ele piscou um olho — a primeira farpa… digo, farpa não… a primeira FARSA.

Antes que as meninas perguntassem, o lutin soprou para a mesa. As bolachas deixadas para o Pai Natal… começaram a deslizar sozinhas, em fila, como um comboio de biscoitos.

— Ei! Voltem! — a Inês correu.

As bolachas deram a volta ao prato e esconderam-se… dentro do sapatinho da boneca da Lara.

— Ah! — Lara pôs as mãos na cabeça. — A minha boneca vai cheirar a bolacha!

O lutin riu, mas não era um riso mau. Era um riso de quem faz cócegas no ar.

— Primeira regra do desafio: nada de gritos de dragão.

A Inês respirou fundo.

— Eu não vou gritar. Vou… pensar.

A Lara também tentou.

— Eu também. Mas posso fazer uma cara zangada só por dentro?

— Pode! — disse o lutin. — Cara zangada por dentro é permitida. Agora, segunda regra: trabalhem em equipa.

As duas olharam uma para a outra e assentiram.

— Vamos tirar as bolachas — disse a Inês, com cuidado.

— E depois limpamos o sapatinho — completou a Lara.

Fizeram isso com jeitinho. A boneca ficou salva. As bolachas voltaram ao prato. O lutin bateu palmas tão rápido que parecia um passarinho.

— Muito bem! Não se zangaram. Mas… — ele ergueu as sobrancelhas — a bagunça tem pernas hoje.

De repente, as luzinhas da árvore apagaram-se. A sala ficou com um escuro macio, só com a luz da lua a entrar pela janela.

— Oh não… — Lara agarrou a mão da Inês.

— Eu tenho uma ideia — disse a Inês, baixinho. — Vamos procurar a tomada. Sem correr, para não tropeçar.

O lutin assobiou, satisfeito.

— A calma é como um cachecol: aquece o coração e não se perde se segurarmos bem.

As meninas caminharam devagar. A Lara sussurrou:

— Está aqui… acho eu… ai!

Ela tocou em algo fofinho.

— O que é isso?

A Inês apalpou também.

— É… algodão? Neve?

O lutin apareceu do nada, sentado no candeeiro (como se isso fosse normal).

— Neve de almofada! Eu esvaziei uma almofada só um bocadinho. Só um bocadinho enorme.

E era verdade: havia “neve” branca espalhada pelo chão.

A Lara quis rir e chorar ao mesmo tempo.

— Parece que a almofada explodiu!

— Explodiu de alegria! — disse o lutin.

A Inês olhou para a Lara e levantou o queixo.

— Vamos fazer uma coisa: primeiro, ligamos as luzes. Depois, apanhamos a neve com calma. Sem brigas.

— Combinado — disse a Lara, e fez um aperto de mão de “equipa secreta”.

Encontraram a tomada e ligaram. A árvore voltou a piscar, como se também estivesse a rir. Depois, as duas começaram a apanhar o algodão para um saco. O lutin, por momentos, ficou quieto. Só por momentos.

— Vocês são rápidas — murmurou ele, como quem não queria admitir.

— Porque somos duas — disse a Lara. — E porque a Inês faz planos.

— E tu fazes coragem — respondeu a Inês.

O lutin coçou o nariz.

— Muito bonito. Quase me dá vontade de… fazer outra.

Parte 2: O Mapa das Trapalhadas

Quando o chão ficou limpo, as meninas pensaram que tinham vencido. Mas o lutin tirou do bolso um papel enrolado, com desenhos a lápis e manchas de chocolate.

— Um mapa! — anunciou ele. — O Mapa das Trapalhadas. Para completarem o desafio, têm de seguir três pistas. No fim, eu prometo uma trégua para conversar com chocolate quente. Palavra de lutin!

— E se tu mentires? — perguntou a Inês, desconfiada.

O lutin pôs a mão no coração outra vez.

— Se eu mentir, o meu gorro começa a espirrar purpurina para sempre. E isso é muito inconveniente.

A Lara riu.

— Então vamos!

O mapa mostrava a sala, a cozinha e o corredor. Na primeira pista, um desenho de uma meia com uma estrela.

— Meias! — disse a Lara. — Estão na lareira.

As duas correram… mas sem fazer barulho demais. E encontraram algo estranho: as meias de Natal estavam todas trocadas, penduradas ao contrário, e uma delas estava com uma colher de pau lá dentro, como se fosse uma perna.

— A colher está a fingir que é um pé! — Lara deu uma gargalhada.

O lutin apareceu atrás da cortina.

— Chama-se “moda de cozinha”. Muito elegante.

A Inês pegou na meia com a colher.

— Isto é uma brincadeira, mas não é perigoso. Vamos só pôr tudo no sítio certo.

O lutin inclinou a cabeça.

— Vejam só. Vocês arrumam e não ralham comigo. Isso faz cócegas na minha consciência.

A Lara piscou.

— Tu tens consciência?

— Tenho, sim! Ela mora aqui — disse ele, batendo na testa. — É pequenina, mas faz barulho.

Arrumaram as meias. A estrela no mapa brilhava mais, como se aprovasse. A segunda pista tinha um desenho de uma caneca a fumar.

— A cozinha! — disse a Inês. — Deve ser sobre o chocolate quente!

Foram até à cozinha e viram um cenário tão engraçado que a Lara quase caiu sentada: o chão estava cheio de colheres alinhadas, como soldados, e no meio havia uma caneca vazia com um bigode desenhado em chocolate.

— A caneca tem bigode! — Lara apontou. — É o “Senhor Caneco”.

— Ele manda nas colheres — explicou o lutin, muito sério. — Exige respeito.

A Inês olhou para as colheres no chão.

— Se pisarmos, podemos cair. Vamos tirar as colheres e pôr na gaveta.

O lutin fez uma carinha de quem ia protestar… mas não protestou. Só disse:

— Vocês escolhem segurança. Boa escolha. Mas… falta a terceira pista. A mais importante.

No mapa, a última pista era um coração desenhado ao lado de uma nuvem.

— Um coração e uma nuvem? — Lara inclinou a cabeça. — Isso é tipo… carinho no céu?

O lutin bateu com o pé.

— É “palavras de trégua”. A terceira pista não é um objeto. É uma frase. Vocês têm de me dizer uma frase que acalme um lutin farceur quando ele fica… muito brincalhão.

A Inês pensou. A Lara também. O silêncio ficou quentinho, como um cobertor.

— Podemos dizer… “Pára, por favor”? — tentou a Lara.

O lutin fez uma careta.

— Hmm. Isso é educado, mas falta música.

A Inês aproximou-se dele, sem medo.

— E se for: “Vamos conversar. Tu podes contar o que sentes. E depois fazemos uma pausa com chocolate quente”?

O lutin piscou, surpreendido.

— Uau. Isso tem… nuvem e coração.

A Lara juntou-se.

— E podemos rir, mas sem fazer coisas que estragam.

O lutin ficou muito quieto. O gorro dele deixou de cair para o lado, como se também estivesse a escutar. Por um segundo, a sala pareceu ainda mais brilhante.

— Vocês descobriram a chave — disse ele, baixinho. — A chave não abre uma porta. Abre um jeito de estar.

— Então… trégua? — perguntou a Inês.

O lutin respirou fundo, como quem cheira um bolo no forno.

— Trégua. Trégua oficial, assinada com… — ele tirou um lápis minúsculo — um rabisco mágico.

Ele desenhou no ar e apareceu uma pequena mesa redonda, duas cadeiras pequenas e uma cadeira ainda mais pequena para ele. Em cima, uma panela começou a cantar “blub-blub”, e um cheiro delicioso de chocolate quente encheu a cozinha.

— Eu sabia! — Lara bateu palmas. — Chocolate!

Parte 3: Chocolate Quente e Escolhas Calmas

As meninas sentaram-se, com as mãos a aquecer a caneca. O lutin soprou para a espuma e fez um desenho de estrela.

— Agora, conversa — disse ele. — Eu prometi.

A Inês olhou para ele com cuidado.

— Por que fazes tanta bagunça?

O lutin mexeu a caneca com uma colher que parecia uma varinha.

— Porque é divertido ver as coisas mexerem. E porque… — ele baixou a voz — às vezes, eu quero ver se as pessoas conseguem escolher a calma quando algo sai do lugar.

A Lara bebeu um golinho e ficou com um bigodinho de chocolate.

— Tipo… quando a gente se zanga?

— Sim — disse o lutin. — A zanga é como uma bola de neve: começa pequena, mas pode crescer e… PUF! cair em cima da cabeça.

A Inês limpou o bigode da Lara com um guardanapo, a rir.

— Então tu não queres estragar o Natal?

O lutin abanou a cabeça tão depressa que o gorro quase voou.

— Não! Eu adoro o Natal. Eu adoro risos, músicas e… meias quentinhas. Mas eu também sei que, quando há muita excitação, às vezes as pessoas gritam, empurram, choram. Eu faço uma travessura e espero… que alguém diga: “Vamos parar e falar.”

A Lara colocou a caneca na mesa.

— Tu queres que a gente seja… sábia?

O lutin arregalou os olhos.

“Sábia” é uma palavra enorme para uma menina de cinco anos!

— Eu sou pequena, mas a palavra cabe — disse a Lara, e mostrou a língua de chocolate.

A Inês riu.

— E tu, lutin, és pequeno, mas fazes um barulho grande.

O lutin fez um cumprimento.

— Obrigado. Eu treino.

A Inês ficou séria por um instante, mas com carinho.

— Só que há coisas que não podes fazer. Como espalhar neve de almofada… isso dá trabalho.

O lutin mordeu o lábio.

— Eu sei. Mas vocês resolveram juntas. E não disseram “És mau!”. Disseram “Vamos fazer com calma”. Isso… — ele apontou para o peito — faz o meu coração dar saltinhos.

A Lara inclinou-se para a frente.

— Então faz um desafio mais pequeno. Um que seja só engraçado.

O lutin pensou, com a testa enrugada.

— Está bem. Um último mini-desafio. Sem sujeira. Prometo.

— Qual? — perguntaram as duas.

Ele sorriu como quem guarda um segredo debaixo do travesseiro.

— Eu vou esconder… uma campainha dourada. Vocês têm de a encontrar usando duas coisas: olhos atentos e palavras gentis.

— Palavras gentis? — repetiu a Inês.

— Sim. Quando encontrarem um sítio para procurar, têm de dizer algo bom uma à outra. Assim, a busca fica leve.

A Lara saltou da cadeira.

— Eu começo! Inês, tu és boa a pensar.

A Inês corou.

— Lara, tu és corajosa e engraçada.

O lutin bateu palmas devagar, feliz.

— Isso mesmo. Agora procurem.

As meninas olharam em volta. Em cima do frigorífico? Não. Debaixo do tapete? Não. Dentro da caixa dos guardanapos? Também não.

— E se estiver na árvore? — sugeriu a Lara.

— Boa ideia — disse a Inês. — Lara, tu tens olhos de águia.

— Águia de Natal! — respondeu a Lara.

Foram para a sala e aproximaram-se da árvore. As luzinhas piscavam mais rápido, como se torcessem por elas. A Inês levantou um ramo e viu algo a brilhar.

— Achei!

Era uma campainha pequena, dourada, com um laço vermelho.

A Lara deu um saltinho.

— Tocaaaa!

A Inês tocou. “Trim!” O som foi fino e bonito, como um beijo no ar.

E então aconteceu o mini-rebondismo: da campainha caiu um bilhetinho dobrado. A Lara apanhou e abriu com cuidado.

— Diz aqui… — ela leu com a ajuda da Inês, devagar — “Quando a confusão aparecer, escolhe a calma. Quando a risada chamar, escolhe a gentileza. Feliz Natal.”

A Inês olhou para o lutin.

— Foste tu que escreveste?

O lutin encolheu os ombros, fingindo que não era nada.

— Talvez. Ou talvez a própria noite de Natal tenha escrito. Ela tem boa letra.

As meninas riram. O lutin bocejou de repente, como se a magia lhe desse sono.

— Acho que agora… tenho de ir. Há muitas casas, muitas risadas, e muitos corações a aprender.

A Lara ficou um pouco triste.

— Vais embora já?

O lutin desceu do sofá e deu-lhes um abraço rápido, cheirando a pinheiro e chocolate.

— Eu não vou muito longe. Quando vocês escolherem a calma, eu apareço no pensamento, como um sininho.

A Inês segurou a campainha dourada.

— Prometemos tentar.

— E se falharmos? — perguntou a Lara, baixinho.

O lutin sorriu, macio.

— Então tentam outra vez. O Natal não é um teste. É um abraço.

Ele piscou os olhos e, com um “plim!” suave, transformou-se num pontinho de luz que subiu até à árvore e ficou ali, escondido entre as luzinhas.

A sala voltou a ficar quieta. Quietinha, mas feliz. A Inês e a Lara sentaram-se no sofá, com a campainha entre as duas.

— Achas que o Pai Natal vem mesmo? — sussurrou a Lara, já com sono.

— Vem — disse a Inês. — E se houver confusão… a gente faz trégua e conversa.

— E chocolate quente… — murmurou a Lara.

— Amanhã — disse a Inês, a sorrir.

As luzinhas da árvore piscaram mais uma vez, como se dissessem: “Boa noite.” E as duas meninas adormeceram com o coração quentinho, sabendo que até as travessuras podiam ser um caminho para escolhas calmas e felizes.

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Pálpebras
As partes móveis das pessoas que fecham e abrem os olhos.
Lutin
Uma criatura pequena e travessa que faz brincadeiras no Natal.
FARSA
Uma brincadeira ou surpresa que engana sem magoar ninguém.
Trégua
Uma pausa em que as pessoas param de discutir e ficam calmas.
Poeira de estrelas
Pontos brilhantes imaginários que parecem pó mágico e luz.
Cachecol
Peça de roupa longa que se usa ao pescoço para aquecer.
Almofada
Um enchimento fofinho usado para sentar ou deitar a cabeça.
Mapa das Trapalhadas
Desenho que mostra onde estão as brincadeiras e surpresas.
Palavras de trégua
Frases que se dizem para pedir calma e amizade entre todos.
Consciência
A parte dentro de nós que sabe o que é certo e o que é errado.
Purpurina
Pó brilhante e colorido que faz as coisas parecerem mágicas.
Trapalhadas
Bagunças ou brincadeiras feitas de forma atrapalhada e engraçada.

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