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História de Halloween 9 a 10 anos Leitura 10 min.

O mistério do tesouro no hall

Luna, uma menina cheia de coragem e imaginação, decide esconder um tesouro no hall de seu prédio para um emocionante jogo de Halloween com seus amigos, mas acaba descobrindo um mapa misterioso que a leva a aventuras inesperadas.

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Uma menina de 10 anos, Luna, com cabelos castanhos em duas lindas tranças, veste um traje de bruxa roxo e preto, com um chapéu pontudo. Ela tem um sorriso radiante e olhos brilhantes de empolgação enquanto segura um velho mapa de papel nas mãos. Ao lado dela, sua melhor amiga Joana, também de 10 anos, está fantasiada de fantasma, com um lençol branco e olhos desenhados com caneta preta, rindo alegremente ao olhar o mapa. O hall do velho edifício está decorado com guirlandas de abóboras e teias de aranha, com sombras dançantes projetadas por lanternas laranjas. O chão é coberto por um tapete vermelho desgastado, e uma grande planta verde está em um canto, adicionando um toque de mistério. Luna e Joana, cercadas por seus amigos, estão em plena caça ao tesouro de Halloween, procurando pistas escondidas no hall, com os rostos iluminados pela luz das lanternas, cheios de alegria e expectativa. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — Os Segredos do Hall

Era uma vez uma menina chamada Luna. Tinha nove anos e duas tranças que pareciam saltar com ela cada vez que corria. Ninguém em todo o prédio era mais rápida do que Luna. Nem mesmo o elevador! Numa noite de outubro, quando as sombras dançavam nas paredes e o cheiro de abóbora pairava no ar, Luna decidiu criar um jogo especial de Halloween para os seus amigos.

O plano era simples e misterioso: esconder um tesouro secreto no velho hall do prédio e criar pistas para que os outros pudessem procurá-lo. O tesouro era uma caixa de lata azul, cheia de doces, figurinhas de monstros e um chaveiro luminoso em forma de morcego. Luna, com seu coração pulsando de alegria e um pouco de nervosismo, queria que tudo fosse perfeito.

Desceu as escadas de mansinho, sentindo o friozinho do corrimão sob a mão. O hall estava diferente naquela noite: as luzes tremeluziam, e cada canto parecia guardar um segredo. O tapete vermelho estava um pouco torto, como se alguém tivesse passado correndo. Luna olhou para trás, certa de que ninguém a seguia. Era hora de esconder o tesouro.

No canto, ao lado da grande planta de folhas empoeiradas, havia uma caixa de correio antiga, quase esquecida. Luna achou que seria o esconderijo perfeito. Mas, antes de abrir a caixa, ouviu um som estranho: um pigarro discreto, vindo da portaria. Quem estava ali, às escuras, naquela hora?

Capítulo 2 — O Encontro com o Senhor Paulo

Luna se aproximou, engolindo o medo. Na portaria, sentado sobre um banco baixo, estava o senhor Paulo. Ele era o dono da pequena livraria do prédio, lá no térreo. Sempre parecia mais sombra do que gente, de tão silencioso. Usava óculos grossos e lia livros tão grossos quanto. Diziam que ele sabia de todos os mistérios do prédio, mas nunca contava nada.

— Boa noite, Luna — disse ele, com voz calma.

Luna se assustou. Não sabia que o senhor Paulo sabia o nome dela. Ou será que sabia o nome de todos? Ela engoliu em seco e tentou parecer natural.

— Boa noite, senhor Paulo — respondeu, olhando para os próprios tênis.

— O que faz uma menina tão rápida e esperta perambulando por aqui, nesse horário de Halloween? — perguntou ele, levantando um pouco as sobrancelhas.

Luna olhou para a caixa azul nas mãos. Sentiu vontade de contar sobre o jogo, mas ficou com receio. E se ele proibisse? Ou pior: e se quisesse participar e descobrisse o tesouro antes de todos? Mas o olhar do senhor Paulo era gentil. Ele parecia mais curioso do que bravo.

— Estou só... brincando — disse Luna, quase sussurrando.

O senhor Paulo sorriu, e a luz das velas na portaria fez sombras engraçadas em seu rosto. Ele tirou do bolso um papel velho e amassado.

— Gosta de mapas? — perguntou, estendendo o papel para Luna.

Luna pegou o papel. Era um plano do prédio, todo desenhado à mão, com rabiscos e setas apontando lugares secretos. Naquele instante, esqueceu o medo. Afinal, quem resiste a um mapa misterioso na véspera de Halloween?

Capítulo 3 — O Mapa Misterioso

Luna abriu o papel com cuidado. O mapa era antigo e tinha manchas de chá. Mostrava o hall, as escadas, o corredor escuro do subsolo, a sala de correspondências e até uma seta para um “lugar secreto”. O coração de Luna bateu mais forte. Ela olhou para o senhor Paulo, que sorriu como quem sabe de algo muito divertido.

— Esse é um mapa especial — disse ele. — Dizem que quem segue por aqui, encontra tesouros... ou sustos!

Luna riu baixinho. O senhor Paulo piscou, e a menina sentiu-se mais corajosa.

— Hoje, estou escondendo um tesouro para um jogo — confessou Luna, quase cochichando. — Mas agora fiquei curiosa com o seu mapa. Posso usá-lo?

O senhor Paulo fez um gesto com a mão, como quem entrega um segredo.

— O mapa é seu nesta noite, Luna. Mas lembre-se: o mais importante não é o que se encontra, mas como se procura — disse, misterioso.

Luna assentiu. Guardou o mapa no bolso do casaco e agradeceu. Voltou para o hall, agora mais confiante. O prédio parecia diferente com tantas possibilidades.

Ela começou a seguir o mapa com passos de detetive. Chegou ao corredor do subsolo, onde o eco de seus passos parecia de fantasmas. Viu uma porta trancada, mas logo percebeu que era apenas o depósito de bicicletas. Voltou ao hall e, guiando-se por uma seta, encontrou uma marquinha de tinta vermelha atrás do vaso de plantas.

Ali, sem que ninguém visse, ela escondeu a caixa azul, bem no fundo da caixa de correio antiga. O tesouro estava seguro. Agora, precisava preparar as pistas para os amigos.

Capítulo 4 — O Plano Amassado

Enquanto escrevia os bilhetes com pistas, Luna percebeu que o vento da janela aberta fazia as cortinas dançarem como fantasmas. Ela riu da própria imaginação e tentou se concentrar. Mas quando foi dobrar o mapa para guardar, ele escorregou de suas mãos e caiu no chão, ficando todo amassado.

Ao tentar alisar o papel, notou algo curioso: por baixo das dobras, aparecia um desenho que ela não tinha visto antes. Era um círculo, bem no centro do hall, com a palavra “lembrança” escrita ao lado.

— O que será que isso significa? — sussurrou para si mesma.

De repente, ouviu passos leves. Era sua amiga Joana, que chegara adiantada para a brincadeira.

— Oi, Luna! O que está fazendo no escuro? — perguntou Joana, arregalando os olhos.

Luna mostrou o mapa amassado e contou sobre o círculo misterioso. Juntas, foram até o meio do hall. Ali, sob a luz laranja de uma lanterna de abóbora, Luna notou que o piso tinha uma pequena marca, quase invisível.

Joana sorriu de orelha a orelha.

— Acho que seu jogo ficou ainda mais misterioso! Vamos usar essa pista secreta também?

Luna concordou. Era como se o prédio todo quisesse brincar com elas naquela noite especial.

Capítulo 5 — A Caça ao Tesouro de Halloween

Logo, os outros amigos chegaram: Tomás, que gostava de assustar todo mundo com suas histórias, e Sofia, que trazia sempre chocolates escondidos nos bolsos. Todos estavam fantasiados: havia fantasmas, bruxas, até um vampiro de capa torta. O hall se encheu de risadas e passos apressados.

Luna explicou as regras do jogo. Cada um recebeu uma pista. O mapa amassado passou de mão em mão, e todos tentaram decifrar os segredos dos desenhos e das setas. A cada pista encontrada, gritavam de alegria. Até o senhor Paulo apareceu, fingindo ser um zumbi muito lento, para espantar de brincadeira quem passava pelo balcão da portaria.

Entre sustos leves e risos, os amigos correram pelo prédio, subiram e desceram escadas, procuraram atrás das plantas, sob tapetes, dentro do armário de vassouras. Luna, mesmo sendo a mais rápida, deixou espaço para que todos participassem, mostrando respeito e amizade.

No final, Joana encontrou a caixa azul escondida na caixa de correio antiga. Todos comemoraram, dividindo os doces e figurinhas. O chaveiro de morcego foi decidido em sorteio, e Tomás ganhou, prometendo não assustar ninguém até o Natal.

O senhor Paulo, vendo toda aquela alegria, sorriu de canto.

— Vocês deram vida aos corredores antigos do prédio. É assim que se faz uma noite de Halloween inesquecível — disse ele.

Capítulo 6 — A Lembrança Escondida

Quando a brincadeira terminou, Luna voltou ao hall. Pegou o mapa amassado, olhou para o círculo desenhado e sorriu. Sentiu que ali não havia apenas um ponto no papel, mas uma lembrança guardada. Uma noite cheia de aventuras, amizade e respeito.

Guardou o mapa na caixa azul, junto com um bilhete: “Para quem encontrar este mapa no próximo Halloween: procure as pistas, mas não esqueça de brincar com alegria e respeito.”

Luna voltou para casa com o coração leve. O hall do prédio nunca mais pareceu tão misterioso ou tão acolhedor. E, toda vez que passava por ali, lembrava da noite em que um plano amassado, um senhor discreto e muitos amigos tornaram o Halloween um tesouro de verdade.

E assim, a lembrança daquela noite ficou escondida, não só no mapa, mas no coração de Luna e de todos que participaram. Porque os melhores tesouros são aqueles que a gente guarda para sempre, mesmo depois que as luzes de Halloween se apagam.

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Tranças são mechas de cabelo que são entrelaçadas para formar um padrão, como uma corda.
Misterioso
Misterioso significa algo que é cheio de segredos, que não é fácil de entender ou explicar.
Tesouro
Tesouro é algo muito valioso, como joias, dinheiro ou coisas que têm um grande significado.
Corrimão
Corrimão é uma barra ou estrutura que se segura para se apoiar, geralmente encontrada em escadas.
Rabiscos
Rabiscos são desenhos ou escritos feitos de maneira rápida e sem muita atenção, que podem parecer confusos.
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