Tomás acordou cedo. O sol brilhava pela janela. Hoje era um dia especial, ele sentia. Tomás era um pequeno detetive de quatro anos. Usava um chapéu de papel azul e levava uma lupa de brinquedo. Ele adorava procurar pistas e resolver mistérios em casa.
Tomás ouviu um barulho na cozinha. Era a mamã a preparar o pequeno-almoço. Quando chegou lá, viu a sua irmã, Mariana, a olhar para a mesa. Mariana parecia preocupada.
“Onde está o bolo de banana?” perguntou Mariana, olhando à sua volta.
Tomás arregalou os olhos. O bolo de banana era o preferido dele. Tinha sido feito ontem para um lanche especial. E hoje era o dia!
“Eu vou descobrir!” disse Tomás, corajoso. Pegou na sua lupa e começou a investigar.
Primeiro, Tomás olhou debaixo da mesa. Só encontrou migalhas. Depois, despediu-se dos sapatos, mas não encontrou bolo. Foi ao frigorífico e olhou lá dentro. Nada de bolo de banana.
Tomás pensou, pensou. Lembrou-se de perguntar à mamã.
“Mamã, tu viste o bolo?” perguntou Tomás.
A mamã sorriu. “O bolo estava aqui ontem à noite. Mas esta manhã já não o vi. Será que alguém o mudou de sítio?”
Tomás olhou para o relógio da parede. Depois, foi até ao calendário. Apontou com o dedo. “Hoje é dia de piquenique!” disse ele, animado.
Mariana sorriu. “Pois é! Talvez o papá levou o bolo para a cesta do piquenique.”
Tomás foi até à sala. Lá estava o papá, a preparar a cesta. Tomás olhou lá dentro com a lupa. Viu o bolo de banana, embrulhado num pano bonito.
“Encontrei o bolo!” disse Tomás, feliz.
O papá riu-se. “Muito bem, pequeno detetive! O bolo vai connosco para o piquenique.”
Tomás sentiu-se orgulhoso. Tinha resolvido o mistério do bolo de banana. Abraçou a irmã e sorriu para a mamã.
Juntos, saíram para o jardim, felizes. O sol brilhava, os pássaros cantavam. Tomás pensou que resolver mistérios era divertido, mas ainda mais divertido era partilhar alegrias com a família.
E assim, o pequeno detetive ficou muito contente. O bolo estava seguro e o dia prometia ser delicioso.