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História divertida com um animal 9 a 10 anos Leitura 11 min.

o mapa maluco e o tesouro da alegria

Fafá, o renardinho curioso, encontra um mapa que o leva a uma aventura repleta de diversão e desafios junto com seu amigo Zico, onde eles devem decifrar pistas e participar de eventos malucos na Vila dos Bichos Felizes. Juntos, eles descobrem que o verdadeiro tesouro está na amizade e nas risadas que compartilham.

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Uma raposa de pelagem brilhante, com olhos cintilantes de curiosidade e um largo sorriso travesso, está no centro da imagem, segurando um velho papel amassado com suas patas. Ao lado dela, um macaco travesso, usando um chapéu de palha e com um palito de bambu na boca, salta alegremente, com os braços levantados. Ao fundo, um bonito lago brilha sob a luz da lua, cercado por rios de flores coloridas e círculos de espinhos, enquanto rãs cantam sobre nenúfares. A cena transmite uma atmosfera de aventura e mistério, enquanto a raposa e o macaco se preparam para descobrir o tesouro escondido, rodeados de risadas e magia. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Mistério do Mapa Amassado

Na Vila dos Bichos Felizes, onde todos os animais viviam como se fossem gente, havia um renardinho chamado Fafá. Fafá era, sem dúvida, o mais farfalhudo e esperto de todos os bichos. Com o seu pelo cor de fogo sempre desalinhado e olhos brilhantes de curiosidade, Fafá nunca conseguia ficar quieto por muito tempo. Ele adorava pregar pequenas peças nos amigos, mas fazia-o com tanta graça que ninguém conseguia ficar zangado.

Numa noite de luar, quando todos os humanos do zoológico já tinham ido dormir, Fafá esgueirou-se para fora da sua toca, como de costume. O portão secreto da Vila dos Bichos Felizes rangeu baixinho, e logo ele estava a correr pelos atalhos do parque. Mas, dessa vez, algo diferente aconteceu. Ao passar atrás do quiosque das pipocas, Fafá tropeçou num papel velho e amassado.

— Ai, as minhas patas desastradas! — exclamou, esfregando o focinho.

Curioso, desenrolou o papel. Era um mapa, rabiscado com setas tortas e desenhos esquisitos. No canto, uma caveira sorridente piscava um olho, e ao centro do papel lia-se: "Tesouro do Tio Gambá — Só para os corajosos e… malucos!"

— Tesouro? Tio Gambá? Isto cheira a encrenca… e aventura! — murmurou Fafá, já a sentir o coração bater mais depressa.

Sem pensar duas vezes, Fafá correu para o centro da vila, onde os animais jogavam cartas e disputavam jogos de dados feitos de bolotas. Lá, encontrou o seu melhor amigo, Zico, o macaco que usava um chapéu de palha e sempre mastigava um palito de bambu.

— Zico! Olha só o que encontrei! — disse Fafá, acenando o mapa com entusiasmo.

Zico arregalou os olhos. — Uau! Isso é mesmo um mapa do tesouro? Ou é mais uma das tuas brincadeiras?

— Só há uma maneira de saber! — respondeu Fafá com um sorriso maroto.

Os dois amigos decidiram formar uma equipa. Mas, antes de partirem, precisavam de reunir alguns utensílios fundamentais: uma lanterna feita com vaga-lumes, uma corda de cipó (emprestada pela Dona Girafa, que adorava tricot), e, claro, alguns sanduíches de pasta de amendoim para a viagem.

Capítulo 2: A Primeira Parada — O Lago das Rãs Cantoras

O mapa indicava que a primeira pista estava junto ao Lago das Rãs Cantoras. Fafá e Zico aproximaram-se devagar, pois sabiam que, a essa hora, as rãs formavam o seu famoso coral noturno.

— Não faças barulho, Zico! — cochichou Fafá. — Se assustarmos as rãs, elas podem atirar água para cima de nós!

Zico fez que sim, mas, de repente, tropeçou numa pedra e caiu de pernas para o ar. As rãs, ao verem aquele espetáculo, começaram a coaxar em coro: "Salta, pula, macaco maluco! Salta, pula, vamos ver teu truque!"

Fafá não conseguiu conter o riso e, de repente, todos estavam a dançar, incluindo as rãs, que davam cambalhotas e saltos dignos de ginastas olímpicas.

Quando finalmente conseguiram acalmar-se, Fafá lembrou-se do mapa. Procurou a pista e encontrou uma folha de lírio com letras brilhantes escritas em geleia: "Para encontrar o tesouro, canta e dança sem parar, ou a ponte desaparece e vais afundar!"

Zico engoliu em seco. — Não me digas que temos de atravessar a ponte das rãs a dançar?

As rãs, todas orgulhosas, alinharam-se em fila e criaram uma ponte viva de costas saltitantes. Fafá e Zico tiveram de atravessar, saltando e dançando, enquanto as rãs faziam um ritmo louco: "Pula, pula, remexe a cauda!"

Entre tropeções e cambalhotas, conseguiram atravessar sem cair à água. Mas, ao descerem do outro lado, repararam que estavam todos molhados.

— Este tesouro vai dar trabalho! — suspirou Zico, espremendo o chapéu.

Capítulo 3: O Desfile dos Bichos Loucos

Seguindo o mapa, chegaram ao centro da vila, onde estava a decorrer o tradicional Desfile dos Bichos Loucos. Todos os anos, os animais organizavam uma competição para ver quem inventava o disfarce mais engraçado e original.

Dona Zebra desfilava com um bigode postiço e óculos gigantes, enquanto o Senhor Pinguim vestia-se de chef francês, com uma panela na cabeça. Até o velho Tartarugo, que nunca largava o pijama, entrou no espírito, usando pantufas de coelho.

Fafá olhou para Zico:

— Acho que precisamos de passar despercebidos! — sussurrou.

— Com este mapa debaixo do braço, não vai ser fácil! — respondeu Zico.

Mas a Dona Coruja, sempre atenta, reparou no papel.

— O que escondem aí, meninos? Um convite para o baile de máscaras?

— Não, Dona Coruja, é só… hum… uma receita de bolo! — improvisou Fafá, tentando esconder o mapa atrás das costas.

Os outros animais, curiosos, começaram a rodeá-los e a perguntar:

— Que bolo é esse? Tem chocolate? Tem minhocas crocantes?

Fafá, a suar em bica, teve uma ideia brilhante.

— É um bolo do… tesouro! Quem quiser provar, tem de ajudar a encontrar os ingredientes!

Num instante, todos os animais se juntaram à caça ao tesouro, cada um inventando uma pista mais absurda do que a outra. O Porco-Espinho encontrou um botão dourado (que era, afinal, o seu próprio espinho pintado), a Galinha trouxe um ovo pintado de azul, e o Canguru apareceu com uma meia furada.

Fafá e Zico riam tanto que quase se esqueceram do verdadeiro objetivo. Mas, entre risadas e confusão, encontraram uma garrafa antiga enterrada debaixo da tenda do desfile. Dentro da garrafa estava a próxima pista: "Segue o rabo do elefante, mas cuidado com o trombone desafinado!"

Capítulo 4: A Banda do Elefante Trombone

O próximo destino era óbvio: a casa do Elefante Trombone, famoso por ensaiar a sua banda todas as noites, mesmo que os vizinhos reclamassem dos sons desafinados.

Quando chegaram, encontraram o Elefante Trombone em plena atuação, acompanhado pela Toupeira nos pratos e o Papagaio no xilofone.

— Ouvimos dizer que o senhor tem um rabo muito… guiador! — disse Fafá, tentando ser diplomático.

O Elefante riu-se e sacudiu o rabo como se fosse um maestro. — O meu rabo só aponta para uma coisa: a música! Se querem pistas, têm de tocar comigo!

Fafá pegou numa pandeireta, e Zico numa corneta. O barulho era tão grande que até os flamingos fugiram do lago. Entre notas desafinadas e batidas fora de tempo, a banda improvisada atraiu uma multidão de animais, todos rindo e tapando os ouvidos.

No fim do concerto, o Elefante disse:

— A música foi terrível, mas a diversão foi garantida! — e, com um sorriso, apontou o rabo para um arbusto cheio de flores amarelas.

Fafá correu até lá e encontrou uma caixa de madeira. Dentro, havia um apito de plástico, uma meia de lã e… outro mapa!

O novo mapa era ainda mais confuso, mas indicava: "No topo da colina do vento, o tesouro brilha para quem souber soprar!"

Capítulo 5: O Vento Maluco da Colina

Fafá, Zico e os outros animais subiram a colina, cada um com o seu instrumento da banda. Quanto mais subiam, mais ventava. Fafá sentia o pelo a voar para todos os lados e Zico segurava o chapéu com as duas mãos.

No topo, encontraram uma ventoinha gigante, deixada ali pelo Tio Gambá, o maior inventor da vila. Ao lado, um letreiro dizia: "Sopra forte, mas não sopres demais, ou vais voar como um papagaio!"

Fafá olhou para Zico. — Pronto para soprar?

Todos os animais começaram a soprar juntos. O vento misturou-se com as gargalhadas, e de repente, a ventoinha ganhou vida, girando tão depressa que lançou chapéus, penas e até um sanduíche de pasta de amendoim pelos ares.

De repente, uma tampa abriu-se no chão, revelando uma escada que descia para uma sala secreta.

— Achámos o tesouro! — gritaram todos ao mesmo tempo, tropeçando uns nos outros para descerem as escadas.

Capítulo 6: O Tesouro da Diversão

A sala secreta era uma verdadeira loucura. Havia balões coloridos, confetes a cair do teto, uma máquina de fazer bolhas de sabão, e, no centro, um baú enorme.

Fafá abriu o baú com as patas trémulas. Lá dentro não havia moedas de ouro nem joias brilhantes. Em vez disso, encontraram narizes de palhaço, perucas coloridas, patins de rodinhas, jogos de tabuleiro e uma máquina de fazer gelados!

Todos ficaram a olhar, primeiro espantados, depois a rir às gargalhadas. O tesouro do Tio Gambá era… diversão pura!

O Tio Gambá apareceu de repente, com um sorriso maroto.

— Sabia que só os mais divertidos e criativos chegariam até aqui! O verdadeiro tesouro é a alegria, as partidas, e as amizades que criamos juntos!

Fafá pôs o nariz de palhaço, Zico calçou os patins, e todos os animais brincaram até o sol nascer, saltando, dançando e inventando novas partidas.

Na Vila dos Bichos Felizes, todos sabiam: onde há um renardinho farfalhudo, uma amizade verdadeira e muita imaginação, o tesouro nunca está longe!

E assim, Fafá e os seus amigos viveram mais uma noite cheia de risos e aventuras, prontos para o próximo mistério… ou para o próximo mapa amassado que o vento trouxesse.

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Farfalhudo
Que se move de maneira agitada, desajeitada ou desordenada.
Rabiscado
Escrito de forma rápida e desorganizada, com desenhos ou anotações.
Desafinado
Que não tem a afinação correta, que soa mal ao ouvido.
Ventoinha
Aparelho que faz vento, usado para refrescar ou ventilar.
Cambalhotas
Movimento que consiste em girar o corpo, geralmente para frente ou para trás.
Trombone
Instrumento musical de sopro que tem um tubo longo e flexível.
Confetes
Pequenos pedaços de papel colorido que são lançados em festas ou celebrações.

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