Capítulo 1: O Lutin no Pinheirinho
Pedro acordou cedo. O quarto estava cheio de luz brilhante e cheirava a pinheiro. Ele correu para a sala e parou de repente. Algo estranho estava acontecendo no pinheirinho de Natal. As bolas de Natal dançavam devagar, as luzes piscavam de um jeito engraçado. No topo do pinheiro, um lutin pequenino com chapéu vermelho sorria.
— Quem é você? — perguntou Pedro, com olhos muito abertos.
O lutin deu um salto e ficou pendurado por uma guirlanda.
— Eu sou o Lutin Farceiro! Adoro fazer travessuras no Natal! — respondeu o lutin, piscando um olho.
Pedro riu. O lutin era engraçado e não parecia assustador.
— Você está a fazer bagunça no meu pinheirinho? — perguntou Pedro.
— Só um pouquinho — disse o lutin, girando uma bola dourada. — Gosto de ver quem é corajoso e esperto!
Pedro ficou curioso. O lutin pulou, pulou e, de repente, desapareceu atrás das luzinhas.
Capítulo 2: Travessuras por Todo Lado
Pedro procurou o lutin pela sala. Ele viu pegadas brilhantes no tapete, um boneco de neve com cachecol ao contrário e uma rena de pelúcia pendurada no lustre.
— Lutin, onde você está? — chamou Pedro.
O lutin apareceu debaixo da mesa, rindo baixinho.
— Achas que consegues apanhar-me? — desafiou o lutin, saltando de novo.
Pedro correu atrás dele. Eles rodaram em volta do sofá, passaram pelo presépio e chegaram à cozinha. Lá, o lutin trocou as colherzinhas de lugar e pôs uma estrela de Natal na fruteira.
— Lutin, porque fazes tantas travessuras? — perguntou Pedro, um pouco cansado, mas divertido.
O lutin subiu num copo e respondeu:
— É só para ver quem consegue rir e brincar comigo! E tu, Pedro, és muito corajoso. Não tiveste medo de mim!
Pedro sorriu. Gostava do lutin, mesmo com as suas brincadeiras.
Capítulo 3: A Magia das Travessuras
O lutin levou Pedro até ao pinheirinho de novo. As luzes brilhavam forte. O lutin tirou do bolso um docinho de Natal e deu a Pedro.
— Tu passaste no meu teste de coragem e alegria — disse o lutin. — Sabes brincar, sabes rir e nunca te zangaste comigo!
Pedro ficou muito feliz. Sentou-se no tapete, com o lutin ao lado. Olharam juntos para as luzes coloridas.
— Vais ficar comigo até o Natal? — perguntou Pedro.
— Vou sim! — disse o lutin, sorrindo. — Mas prometo fazer só travessuras divertidas!
Os dois riram juntos. O pinheirinho brilhou mais ainda. Pedro sentiu-se quentinho e feliz. Agora sabia que o Natal era mesmo mágico, cheio de risos, luzes e pequenos segredos de lutin.
E, sempre que via uma bola de Natal a balançar sozinha, Pedro sabia: era o seu amigo lutin, pronto para mais uma travessura boa.