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História do Lutin Farceur de Natal 3 a 4 anos Leitura 5 min.

O Lilo, o lutin farceur do Natal e a confusão fofinha

A Lara encontra um lutin farceur chamado Lilo na manhã de Natal, e juntos vivem travessuras cheias de risos que acabam por ensinar sobre partilha e amizade.

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Menina de 4 anos sorridente e maravilhada, cabelos castanhos cacheados em rabos, bochechas rosadas, vestindo suéter vermelho com estrelas e saia verde, agachada num tapete macio recolhendo estrelas de papel brilhantes com as duas mãos; um duende travesso de pele clara com gorro verde pontudo e pompom vermelho, sapatos dourados, olhos brilhantes e expressão maliciosa mas doce, segurando uma estrela de papel e saltando ao lado direito da menina; a mãe, cerca de 30 anos, cabelos castanhos presos, vestido bege confortável, sentada no sofá atrás observando com ternura e uma caneca de chocolate quente sobre a mesa; sala de Natal com árvore decorada com guirlandas douradas, bolas vermelhas e luzes quentes, tapete vermelho, meias e guirlandas penduradas, estrelas de papel espalhadas, luz dourada suave pela janela, atmosfera acolhedora e brincalhona com trocas de olhares cúmplices e detalhes fofos. reportar um problema com esta imagem

A Lara tinha 4 anos e um riso pequenino que fazia cócegas no ar. Era tempo de Natal. A sala cheirava a canela. As luzinhas da árvore piscavam: pisca, pisca, pisca.

De manhã, a Lara correu até à porta de casa. Queria ver se o Pai Natal já tinha passado. Mas, no meio da porta, havia um autocolante bem brilhante a dizer: “lutin passou aqui”.

A Lara arregalou os olhos.

“O quê? Um lutin?”

A mãe sorriu. “Um lutin farceur. Gosta de brincadeiras.”

A Lara encostou a ponta do dedo ao autocolante. Era liso e frio. E parecia… a sorrir.

A Lara ouviu um “plim!” baixinho, como uma estrela a acordar. E, junto ao tapete, apareceu um bonequinho pequenino, com gorro verde e sapatos de ponta. Tinha bochechas cor-de-rosa e uma gargalhada leve.

“Bom dia!” disse o lutin. “Eu sou o Lilo, o Lutin Farceur do Natal. Deixo pistas. Faço confusão… mas confusão fofinha!”

A Lara riu-se. “Confusão fofinha?”

“Sim!” disse o Lilo. “Sem sustos. Só risos.”

Ele saltitou pela sala. “Primeira farra: trocar as meias!”

Num segundo, as meias do sofá estavam na árvore, e as fitas da árvore estavam no sofá. A Lara ficou a olhar. Depois voltou a rir. A mãe também.

“Lilo!” disse a Lara. “Está tudo ao contrário!”

“É Natal!” respondeu ele. “No Natal, às vezes, o mundo faz piruetas.”

A Lara decidiu entrar no jogo. Pegou numa meia vermelha e disse: “Eu arrumo… mas devagarinho, para o lutin não ficar triste.”

O Lilo fez uma vénia. “Combinado.”

Mais tarde, o lutin subiu para a mesa da cozinha. Havia bolachinhas de manteiga num prato.

“Hum… cheira bem!” disse ele, a esfregar a barriga.

A Lara juntou as mãos. “Essas são para partilhar. Para a família. E para quem chega.”

O lutin piscou um olho. “Partilhar é magia que não acaba.”

Então ele fez outra travessura: pôs um laço enorme no jarro da água e colou pequenos autocolantes no copo da Lara: “glup, glup”. A Lara bebeu e riu-se do som que imaginava.

A seguir, o Lilo abriu um saco de papel e deixou cair estrelinhas de papel pelo chão: uma, duas, três… Muitas!

“Ups!” disse ele, com voz de quem não foi ele.

A Lara olhou para o chão brilhante. “Vamos apanhar juntos.”

“Juntos?” perguntou o lutin, mais baixinho.

“Sim. Eu partilho a tarefa. Tu partilhas as estrelinhas.”

E foi assim. A Lara apanhava uma estrela e dizia: “Uma para mim.” Apanhava outra e dizia: “Uma para a mãe.” Outra: “Uma para o pai.” Outra: “Uma para a avó.” E ainda: “Uma para o vizinho que mora sozinho.”

O Lilo parou, com os olhos redondos. “Isso é um presente.”

A Lara encolheu os ombros. “É só partilhar.”

Quando a tarde ficou dourada, a Lara e o lutin fizeram um prato de bolachinhas para levar à avó. A Lara pôs também uma estrelinha de papel por cima, como se fosse um beijo.

Antes de sair, o Lilo saltou até à porta e colou outro autocolante, bem direitinho, ao lado do primeiro: “lutin passou aqui… e trouxe amizade”.

A Lara leu devagar. “Amizade.”

“E partilha,” acrescentou ele.

Na noite de Natal, a árvore piscou mais suave: pisca, pisca, pisca. A Lara bocejou no colo do pai. O Lilo sentou-se perto das luzinhas, muito quieto, como um segredo bom.

“Lilo?” sussurrou a Lara.

“Hum?”

“Podes voltar amanhã?”

O lutin sorriu. “Se houver risos e mãos que partilham, eu volto sempre um bocadinho.”

A Lara fechou os olhos. A casa ficou quente e tranquila. Lá fora, o Natal continuou a brilhar, e dentro, a alegria ficou a morar.

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Cócegas
Sensação leve que faz o corpo rir quando alguém toca assim.
Canela
Especiaria cheirosa que se usa em doces e cheira bem.
Luzinhas
Pequenas luzes que piscam e decoram a árvore de Natal.
Autocolante
Papel ou plástico com cola que se cola em superfícies.
Lutin
Palavra para um pequeno boneco mágico que faz travessuras.
Farceur
Palavra francesa que diz que alguém gosta de fazer brincadeiras.
Vénia
Ato de curvar-se um pouco para mostrar respeito ou agradecimento.
Travessura
Brincadeira que pode dar confusão, mas sem magoar ninguém.
Partilhar
Dar parte do que tens para que outras pessoas também tenham.
Bocejou
Abrir a boca grande e sentir sono ou cansaço.
Estrelinhas
Pequenas figuras em forma de estrela, de papel ou luz, brilhantes.
Jarro
Recipiente grande para pôr água ou flores em cima da mesa.

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