No alto da cidade brilhante, vivia uma super-heroína chamada Estrela-Luz. Estrela-Luz era muito forte, muito rápida e, acima de tudo, muito carinhosa. Ela tinha um fato cor-de-rosa com uma grande estrela dourada no peito. O seu cabelo era azul como o céu, e ela usava uma capa longa e brilhante. Todos na cidade gostavam dela. Quando o sol nascia, Estrela-Luz já estava pronta para ajudar.
Certa manhã, o vento soprou com força, trazendo consigo folhas e papelinhos. Estrela-Luz acordou, espreguiçou-se e sorriu. “Hoje é dia de aventura!”, disse ela. Ela saltou da cama, calçou as suas botas brilhantes e olhou pela janela. As ruas estavam calmas, mas Estrela-Luz sabia que era sempre bom estar preparada.
No parque da cidade, crianças brincavam e riam. Pássaros voavam. De repente, ouviu-se um barulho engraçado: “Zzzzt! Zzzzt!” Estrela-Luz ficou curiosa e correu até lá. No meio das flores, pequenos robôs redondos giravam sem parar, espalhando confetes coloridos por todo o lado.
“Olá, robôs! O que estão a fazer?”, perguntou Estrela-Luz com um sorriso.
Os robôs responderam em coro: “Fazemos uma festa, mas não sabemos como parar! Socorro!”
Estrela-Luz pôs-se a rir suavemente. “Tudo bem, eu ajudo”, disse ela com confiança. Usou os seus superpoderes e tocou suavemente em cada robô. “Calminha, robôs. Vamos respirar fundo. Tudo vai ficar bem.” Os robôs começaram a abrandar. “Obrigada, Estrela-Luz!”, disseram todos juntos.
Enquanto os robôs descansavam, Estrela-Luz ouviu um novo som no ar: “Bip! Bip! SOS!” Era a voz do Sr. Pipo, o padeiro. Ele estava à porta da sua padaria, todo cheio de farinha. “Estrela-Luz, preciso de ajuda! Os meus pães saltaram do forno e estão a correr pela rua!”
Estrela-Luz riu-se e correu para ajudar. “Deixa comigo, Sr. Pipo!” Ela usou o seu super-salto, voou por cima dos carros e dos pombos e, com delicadeza, apanhou cada pão saltitão. “Voltem para casa, pãezinhos!”, disse com voz divertida. Os pães pararam de saltar e voltaram direitinhos para a padaria.
“És a melhor, Estrela-Luz!” disse o Sr. Pipo, feliz.
“É o meu dever e o meu prazer!” respondeu Estrela-Luz. Ela fazia sempre o melhor para cuidar da cidade e de quem lá vivia.
O dia ficou ainda mais agitado. De repente, nuvens cinzentas cobriram o céu e começou uma chuva de bolinhas de gelatina! As crianças correram a rir, mas as bolinhas escorregavam pelo chão.
“Cuidado!” gritou Estrela-Luz. Ela correu para o centro do parque e levantou os braços. As suas mãos brilharam como o sol. “Vamos fazer uma ponte de arco-íris!” exclamou. E, num instante, uma ponte colorida apareceu para todos atravessarem sem escorregar.
As crianças aplaudiram. “Viva, Estrela-Luz!”
Estrela-Luz piscou-lhes o olho. “Todos juntos conseguimos tudo”, disse ela. Ela ajudou os pequeninos a atravessar e apanhou as bolinhas para deitar no lixo.
No fim da tarde, a cidade estava calma. As casas brilhavam. Estrela-Luz subiu ao telhado mais alto. Sentou-se e olhou para as estrelas que começavam a aparecer. “Foi um dia e tanto”, disse baixinho.
Ouviu então um miado tímido. Era uma gatinha presa num galho da árvore. Estrela-Luz aproximou-se devagar e sorriu: “Não tenhas medo, pequena. Já vou buscar-te.” Com cuidado, pegou na gatinha e aconchegou-a nos braços.
“Obrigada, Estrela-Luz”, miou a gatinha.
“De nada, querida. Aqui todos são importantes”, respondeu a heroína. Ela levou a gatinha para junto da sua dona, uma menina chamada Lili, que ficou muito contente.
Ao voltar, Estrela-Luz parou um momento. Sentiu-se feliz e grata. Ela sabia que ser super-heroína não era só ter força ou correr depressa. Era também ouvir e cuidar, ser gentil, usar o riso e o carinho.
No céu, as estrelas piscavam e a cidade dormia. Estrela-Luz deitou-se na nuvem mais fofinha do universo. “Amanhã será outro dia de cuidar desta cidade maravilhosa”, pensou, sorrindo. E, num sussurro que só a lua ouviu, prometeu continuar a ser corajosa, alegre e amiga de todos.
A cidade sonhou tranquila, sabendo que Estrela-Luz estava ali, pronta para brilhar e proteger sempre, com coragem, responsabilidade e muito amor.