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História de super-heróis 3 a 4 anos Leitura 5 min.

Dário Cometa e o robô das moedas da fonte cantante

Dário Cometa descobre um robô a recolher moedas da Fonte Cantante e usa criatividade e coragem para lidar com a situação enquanto a cidade observa preocupada.

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Um homem, Dário Cometa, corajoso e sorridente, cabelo preto com mecha azul vivo, capa curta laranja e tênis prateados, estende a mão e lança grandes bolhas brilhantes ao redor das garras do robô; uma mulher, Dona Lila, vendedora de cerca de 45 anos, cabelo grisáceo-rosa em coque, segura um copo de suco estrelado e aplaude à direita; uma menina de 6 anos corre rindo, de tranças e vestido de bolinhas, aponta do primeiro plano à esquerda; um robô alto e arredondado, metal suave com olhos-luciola amarelos e garras prateadas presas em bolhas macias, mostra expressão surpresa; um pombo cinzento anda no bordo da fonte; a praça tem pavimento de ladrilhos pastel, fonte redonda de pedra com água e moedas douradas, prédios com vitrines e luzes; situação: Dário usa bolhas espumosas estreladas para desarmar o robô que recolhia moedas, ambiente alegre, luz dourada do fim de tarde, visuais limpos e contrastados, formas simples e contornos grossos no estilo autocolantes EVA. reportar um problema com esta imagem

Na Cidade do Brilho, os prédios pareciam feitos de vidro doce e as luzes piscavam como estrelas a sorrir. No alto de um telhado, um jovem herói respirou fundo e esticou os braços, como quem acorda para um dia importante.

Ele chamava-se Dário Cometa. Tinha cabelo preto com uma mecha azul que parecia tinta do céu. Usava uma capa curta cor de laranja, ténis prateados e umas luvas com botões redondos que faziam “pi-pi”. No peito, um símbolo em forma de cometa brilhava quando ele era corajoso.

“Hoje eu cuido da cidade”, disse Dário, com voz tranquila e alegre.

Lá em baixo, na Praça das Bolhas, as pessoas riam, e as crianças corriam atrás de bolas que flutuavam devagar. A vendedora de sumos, a Dona Lila, acenou.

“Bom dia, Cometa!”

“Bom dia! Está tudo calmo?” perguntou Dário.

“Está… mas ouvi um ‘clang' esquisito perto da Fonte Cantante”, respondeu ela.

Dário inclinou a cabeça. “Clang” era som de metal. E metal a fazer barulho podia ser… um robô!

Ele saltou do telhado. Os seus ténis prateados fizeram “vruuum!” e ele desceu leve, como um balão com coragem. Pelo caminho, brincou com um pombo.

“Senhor Pombo, pode vigiar também?”

O pombo fez “pru-pru” e caminhou importante, como um guarda.

Quando Dário chegou à Fonte Cantante, viu o problema: um robô alto, redondo, com braços como pinças, estava a apanhar todas as moedas da fonte. A fonte, triste, cantava bem baixinho.

O robô repetia, numa voz de lata: “Moedas. Moedas. Moedas.”

Dário pôs as mãos na cintura. “Ei, amigo! Essas moedas são para desejos.”

O robô virou a cabeça com um “cric”. Os seus olhos eram duas luzinhas amarelas a piscar. “Ordem: recolher. Recolher. Recolher.”

Dário sorriu, sem medo. “Então vamos fazer assim. Eu sou o Dário Cometa, e eu ajudo. Mas tu tens de parar.”

O robô avançou com passos pesados: TUM… TUM… TUM. As pessoas recuaram um bocadinho, mas Dário levantou a mão.

“Está tudo bem! Eu estou aqui.”

Ele apertou um botão nas luvas. “Modo Espuma Estelar!”

“Pi-pi!” As luvas lançaram bolhas brilhantes, grandes e macias. As bolhas rodearam as pinças do robô, como luvas fofinhas.

O robô tentou agarrar mais moedas, mas… “ploc!” As pinças ficaram presas na espuma. O robô abanou os braços e fez um som engraçado: “Bip… bup… blop.”

Uma criança riu. “Parece que está a dançar!”

“Dança do Robô Moedeiro!” brincou Dário.

Mas Dário também era responsável. Ele olhou para o robô com atenção. Na barriga do robô havia uma tampa pequena com uma luz vermelha a piscar, como quem pede ajuda.

“Ahá… tu não és mau”, disse Dário, mais baixo. “Estás confuso.

Com cuidado, ele aproximou-se. “Eu vou abrir só um bocadinho, está bem?”

O robô fez: “Erro… erro…”

“Calma. Respira… quer dizer… carrega”, disse Dário, a rir.

Ele abriu a tampinha e viu um cartão: “ROBÔ AJUDANTE DA LIMPEZA. Missão: recolher metal pequeno do chão.” O robô tinha confundido moedas com lixo brilhante.

Dário tocou noutro botão. “Modo Boa Missão.”

A luz vermelha virou verde. O robô parou e falou com voz mais suave: “Nova ordem recebida. Recolher… lixo. Não desejos.”

“Isso mesmo!” disse Dário. “Moedas ficam. Lixo vai contigo.”

Ele estalou os dedos e as bolhas de espuma estelar desapareceram como nuvens felizes. O robô estendeu uma pinça devagar e apanhou uma folha velha do chão.

“Obrigada”, sussurrou a fonte, e voltou a cantar alto, com gotinhas a saltar.

As pessoas bateram palmas. Dona Lila trouxe um copo de sumo com uma palhinha em forma de estrela.

“Para o herói mais rápido da cidade!”

Dário bebeu e piscou o olho. “E para o robô mais… dançarino!”

O robô fez uma pequena vénia. “Bip. Feliz.”

O sol ficou dourado, a praça ficou calma, e Dário Cometa subiu outra vez ao telhado, com o coração leve.

“Cidade do Brilho”, disse ele, olhando as luzes. “Hoje, estamos seguros. E a fonte pode cantar.”

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Mecha
Um fio de cabelo que fica separado do resto.
Ténis
Sapatos macios usados para correr e brincar.
Pinças
Ferramentas com duas partes que fecham para agarrar coisas.
Espuma
Bolhas suaves que ficam juntinhas e fofas.
Tampinha
Uma pequena cobertura que fecha um buraco.
Confuso
Quando a cabeça não sabe o que fazer.
Missão:
Uma tarefa que alguém deve cumprir.
Recolher
Juntar coisas do chão e pôr num lugar.
Vénia
Um gesto de respeito, como curvar-se um pouco.
Ploc!
Som de algo a cair ou a soltar-se.

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