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História sobre a ecologia 11 a 12 anos Leitura 18 min.

O coelho Rui e o plano simples para salvar a floresta

Rui, um coelho atento, reúne amigos humanos e animais para limpar a floresta, proteger o riacho e plantar flores, aprendendo que pequenos gestos podem mudar as coisas.

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Rui, um grande coelho branco de orelhas longas e suaves, observa atento e sorri enquanto segura um caderno gasto e planta sementes num sulco com uma pata; Tomé, um ouriço robusto e arredondado, está concentrado e alegre, segurando uma pequena pá de madeira perto de Rui; Miguel, um menino de cerca de 10 anos com cabelo bagunçado e um saco de tecido ao ombro, tímido mas orgulhoso, recolhe um plástico e o coloca num saco reutilizável; Joana, uma menina com casaco amarelo e sorriso suave, agacha-se ao lado das flores e espalha sementes delicadamente; Bia, uma pequena esquila ruiva, empoleirada numa toco próximo, brinca feliz com uma fita brilhante enquanto observa o grupo; ao fundo há um campo de flores silvestres coloridas (amarelas, roxas, brancas), tufos de erva alta, um riachinho cintilante, uma pequena placa de madeira pintada à mão e abelhas em voo; a cena mostra uma ação coletiva simples e visual — plantio de sementes, recolha de lixo e colocação da placa — sob a luz dourada do fim da tarde, com atmosfera otimista e acolhedora. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Coelho que Reparava em Tudo

No fim da tarde, quando o sol parecia uma moeda dourada a descer devagar, Rui — um coelho de orelhas compridas e olhar atento — saiu da sua toca com um caderno preso por um elástico.

Ele não era um coelho qualquer. Enquanto outros pensavam primeiro em cenouras, Rui pensava primeiro em rastos, folhas roídas, penas no chão e nos sons da floresta. Gostava de saber quem passava por ali e como viviam.

Ao lado da entrada, a sua avó, Dona Nila, sacudia um tapete com calma.

— Levas o caderno outra vez? — perguntou ela, com um sorriso.

— Levo. Hoje quero observar… e fazer perguntas — disse Rui, como se isso fosse uma missão.

A brisa cheirava a terra fresca e a alecrim. Rui avançou pelo trilho, saltinho aqui, saltinho ali, até ouvir um estalido de plástico debaixo da pata. Parou. Baixou-se. Era um pedacinho de embalagem.

Rui franziu o nariz.

— Quem é que deixa isto na floresta?

Apanhou o plástico com cuidado e guardou-o numa bolsinha de pano que trazia ao pescoço, feita de uma fronha antiga.

— Menos lixo no chão, mais espaço para as formigas — murmurou, como se estivesse a narrar o seu próprio documentário.

Mais à frente, encontrou a esquila Bia a tentar puxar uma fita brilhante presa num ramo.

— Precisas de ajuda? — Rui aproximou-se.

— Preciso! Isto parece uma cobra… mas não é uma cobra. E eu odeio coisas que fingem ser cobras! — Bia resmungou.

Rui segurou o ramo, Bia puxou com força, e a fita soltou-se com um “plim” elástico.

— Pronto. Falsa cobra resolvida — disse Rui, guardando também a fita na bolsinha.

Bia respirou aliviada.

— Obrigada. Às vezes, estas coisas aparecem do nada.

— Não aparecem do nada — respondeu Rui. — Alguém deixou cair… ou não se importou.

Bia olhou para ele, curiosa.

— Estás com cara de quem vai fazer perguntas difíceis.

— Só… perguntas importantes. — Rui coçou a orelha. — Há animais em perigo aqui na floresta?

Bia hesitou, a cauda a mexer como um ponto de exclamação.

— Alguns. Depende do que acontece com o lugar onde vivem. Se os rios sujam, se as árvores caem, se a comida desaparece… fica tudo mais difícil.

Rui abriu o caderno e escreveu: “Perguntar mais. Observar melhor. Ajudar sem fazer barulho.”

Capítulo 2: Perguntas no Trilho e uma Paragem no Riacho

Na manhã seguinte, Rui voltou ao trilho, desta vez acompanhado do seu amigo Tomé, um ouriço que andava com passos curtos e decididos, como se marchasse para uma aventura.

Tomé trazia uma garrafa de vidro com água e uma lancheira.

— Nada de embalagens a voar — explicou ele, batendo na lancheira com orgulho. — A minha mãe diz que o lixo tem pernas… e volta sempre.

Rui riu-se.

— Gostei dessa. O lixo com pernas.

O caminho passava por um riacho fino, onde a água parecia correr a cantar baixinho. Ali, uma rã estava parada numa pedra, com ar aborrecido.

— Bom dia — cumprimentou Rui. — A água está bonita hoje.

A rã piscou um olho.

— Hoje. Ontem tinha uma espuma esquisita. Cheirava a… coisa que não é do rio.

Rui sentiu um aperto no peito, mas respirou fundo.

— E isso é perigoso para ti? — perguntou, com cuidado.

— Para mim e para os girinos — disse a rã. — Quando a água muda, nós mudamos também. E nem sempre dá para mudar para melhor.

Tomé inclinou-se, curioso.

— E quem faz a espuma?

— Às vezes, vem de longe. Outras vezes, alguém esquece que o chão é um caminho para o rio — respondeu a rã, como uma professora cansada.

Rui anotou no caderno: “Tudo o que cai no chão pode viajar. O rio é um corredor.

Antes de irem embora, Rui viu um pacote de bolachas preso entre duas pedras.

— Está a estragar o cenário — disse ele.

Tomé ergueu uma sobrancelha.

— E a barriga de ninguém vai agradecer comer isso agora.

Rui usou um pau para puxar o pacote, sem tocar diretamente, e colocou-o num saco de papel que traziam para recolher lixo.

— Pequenos gestos — comentou Tomé. — Mas se cada um fizer um…

— …o rio agradece — completou Rui.

Continuaram a caminhar. O sol subia e o ar ficava mais morno. Ao longe, o trilho abria-se para um campo de flores, e o vento trazia um perfume que parecia mistura de mel com limão.

— Vamos por ali — disse Rui. — Quero ver como estão as abelhas.

Capítulo 3: O Campo de Flores e as Abelhas Apressadas

O campo de flores era um tapete vivo: amarelos brilhantes, roxos profundos, brancos que pareciam pedacinhos de nuvem pousados na terra. As flores balançavam como se conversassem em segredo.

Rui e Tomé avançaram devagar, com cuidado para não pisar nada. Tomé, com os seus espinhos, parecia um pequeno navio a atravessar um mar perfumado.

Uma abelha passou zumbindo tão perto da orelha de Rui que ele quase espirrou.

— Uau! Estão cheias de trabalho — disse ele.

— Sempre — respondeu uma voz fina.

Rui olhou e viu uma borboleta pousada numa flor, abrindo e fechando as asas como um leque.

— Olá. Eu sou o Rui. Estou a tentar aprender como posso ajudar a floresta.

A borboleta inclinou-se, elegante.

— Sou a Lila. Se queres ajudar, começa por reparar. As flores precisam de tempo para crescer. E nós precisamos delas.

Rui sentou-se na relva, sentindo o frescor subir pelas patas.

— Lila… há insetos em perigo? — perguntou. — E… animais maiores também?

A borboleta ficou séria por um instante, mas a voz manteve-se suave.

— Há. Alguns porque faltam flores. Outros porque há venenos no ar ou no chão. E os maiores sofrem quando os menores desaparecem. É como uma história com muitas páginas: se arrancas uma, a leitura fica estranha.

Tomé coçou o queixo.

— Então, plantar flores ajuda?

— Ajuda muito — disse Lila. — E escolher plantas que nascem bem aqui. E deixar um cantinho mais “selvagem”, sem cortar tudo.

Rui abriu o caderno.

“Deixar um cantinho selvagem.” Gosto disso. Parece uma regra de amizade com a natureza.

De repente, ouviram um “crac” perto do limite do campo. Um humano — um rapaz da idade deles, talvez um pouco mais velho — estava a tentar arrancar flores para um ramo enorme. Ao lado, uma sacola de plástico abanava no vento.

Rui e Tomé ficaram imóveis. Rui não queria assustar ninguém, mas também não queria ficar calado.

Rui aproximou-se, devagar, com as patas à vista, como quem diz: “Não vim para brigar.”

— Olá — disse Rui, com voz firme mas gentil.

O rapaz arregalou os olhos.

— Um… coelho a falar?!

Tomé murmurou:

— Já vi gente mais surpreendida por menos.

O rapaz piscou várias vezes.

— Desculpa. Eu só queria levar flores para a minha irmã. Ela está doente e gosta de coisas bonitas.

Rui sentiu a ternura da intenção, mas olhou para as flores amassadas.

— Entendo. Também gosto de coisas bonitas. Mas se arrancares muitas, as abelhas e as borboletas ficam sem comida… e depois há menos flores no próximo ano.

O rapaz baixou o ramo, envergonhado.

— Eu não pensei nisso.

Tomé apontou para a sacola.

— E isso aí? Vai voar para a floresta como um fantasma barulhento.

O rapaz pegou na sacola rapidamente.

— Tens razão. Eu… posso fazer diferente.

Rui tentou encontrar uma solução que fosse boa para todos.

— E se escolheres só duas ou três flores, e o resto fizeres com folhas caídas e raminhos? Fica bonito e não magoa tanto o campo.

Lila, a borboleta, pousou no ombro do rapaz como uma pequena vírgula colorida.

— E podes desenhar flores para a tua irmã — acrescentou ela. — Um desenho não murcha.

O rapaz sorriu, aliviado.

— Eu sou o Miguel. Obrigado. Vou fazer um ramo menor… e um desenho grande.

Rui sentiu uma alegria leve, como quando se encontra uma moeda no bolso de uma casaca antiga.

— Pequenas escolhas — disse Rui. — Mudam o resto do dia.

Capítulo 4: Um Plano Simples, Uma Tarde de Ação

Miguel voltou no dia seguinte, desta vez com uma mochila de tecido e uma garrafa reutilizável. Trouxe também a irmã, Joana, com um casaco amarelo e um sorriso cansado mas curioso.

Rui, Tomé e Bia encontraram-nos perto do campo de flores.

— Hoje vamos fazer uma coisa — anunciou Miguel. — Um plano. Mas… eu não sei bem como.

Rui levantou o caderno.

— Eu sei como começar: com gestos simples.

Sentaram-se em roda, como uma equipa.

— Primeiro — disse Tomé — recolher o lixo do trilho e do riacho.

Bia levantou a pata.

— Segundo: amarrar uma caixa de “coisas encontradas” na entrada do trilho. Assim, quem trouxer lixo de volta pode pôr lá e não deixa pelo caminho.

Joana inclinou-se para a frente.

— E terceiro?

Rui olhou para o campo de flores.

— Terceiro: plantar sementes de flores nativas numa parte onde a terra está nua. Sem gastar muito. Sem complicar. Só… ajudar.

Miguel abriu a mochila e tirou um pacotinho de sementes.

— A minha avó deu-me. Disse que são de flores que aguentam bem o clima daqui.

— Perfeito — disse Rui. — A natureza gosta quando a gente respeita o lugar.

Trabalharam a tarde toda. Recolheram lixo com luvas (Miguel trouxe), separaram o que dava para reciclar e o que não dava. Tomé encontrou uma pilha pequena perto de uma pedra.

— Isto não é batata — disse ele, olhando para uma pilha usada, com cara de desgosto.

Miguel suspirou.

— Vou pôr num recipiente. Na cidade há sítios para levar isto. Prometo.

No riacho, colocaram uma placa feita de madeira reaproveitada com letras desenhadas por Joana: “O QUE CAI NO CHÃO VIAJA ATÉ À ÁGUA. VAMOS CUIDAR.”

Rui leu em voz alta e sentiu orgulho.

— Está clara e bonita.

Joana riu-se.

— A minha letra melhora quando penso em peixes.

Depois, no campo, escolheram um cantinho mais afastado, onde a terra parecia cansada e aberta.

— Não precisamos de fazer um jardim perfeito — disse Rui. — Só dar um começo.

Com um pau, fizeram sulcos pequenos. Joana espalhou as sementes como se fosse uma chuva bem miudinha.

— Boa viagem — sussurrou ela.

Bia, sempre prática, disse:

— E nada de regar demais. A água é preciosa. A gente rega só o necessário.

Quando terminaram, sentaram-se na relva e comeram o lanche: maçã cortada, pão com queijo e cenouras (claro).

Miguel olhou para a lancheira de Tomé.

— Isto é mesmo melhor do que sacos. Não faz barulho, não voa…

Tomé sorriu.

— E o lixo não ganha pernas.

Rui observou as abelhas voltando às flores. O zumbido parecia um motorzinho feliz.

— Hoje a floresta respira mais leve — disse ele, baixinho.

Capítulo 5: A Conversa sobre Animais em Perigo

Ao fim da tarde, o céu ficou cor-de-rosa, e uma sombra comprida atravessou o campo: uma raposa magra, de passos elegantes, apareceu no limite.

Rui ficou tenso por instinto, mas a raposa manteve distância. Os olhos dela não estavam de caça; estavam de cansaço.

— Boa tarde — disse a raposa, com voz tranquila. — Chamam-me Sora. Vi-vos a trabalhar. Não é comum.

Miguel engoliu em seco.

— Não vamos fazer mal a ninguém — disse ele, rápido.

Sora assentiu.

— Eu sei. E por isso vim falar.

Rui, com coragem cuidadosa, avançou um pouco.

— Sora… há animais em perigo aqui? Eu pergunto porque… eu preocupo-me.

A raposa olhou para o riacho ao longe.

— Há sempre quem fique mais frágil quando o lugar muda depressa. Quando há menos água limpa, menos esconderijos, menos comida. Eu já vi anos melhores.

Joana abraçou os joelhos.

— Isso quer dizer que vai ficar tudo pior?

Sora abanou a cauda, devagar.

— Não precisa. As mudanças podem ser boas também. Quando vocês recolhem lixo, quando plantam flores, quando fazem menos barulho na época certa… isso ajuda. Ajuda muito.

Rui inclinou a cabeça.

— E o que mais podemos fazer, sem exageros? Coisas que um coelho, um ouriço, uma esquila… e dois humanos podem mesmo fazer.

Sora pensou.

— Andar pelos trilhos, sem pisar ninhos. Não deixar comida espalhada. Não acender fogueiras onde não deve. Usar menos coisas que viram lixo depressa. E falar com outros, sem humilhar ninguém. A vergonha fecha ouvidos. A gentileza abre.

Miguel olhou para o ramo pequenino que tinha feito, com duas flores e raminhos.

— Eu falei com o meu pai sobre trazer um saco para apanhar lixo quando caminhamos. Ele fez cara de “mais uma ideia”, mas depois disse: “Pode ser.”

Tomé deu uma cotovelada amistosa no ar.

— Vês? As ideias às vezes entram devagar, como um ouriço a subir uma colina.

Todos riram, até Sora, que deixou escapar um som que parecia um “hm” divertido.

Rui fechou o caderno e sentiu uma calma boa.

— Eu achava que para ajudar o planeta era preciso fazer coisas enormes. Agora vejo que… dá para começar pequeno e continuar.

Joana apontou para o campo.

— E é bonito. Ajudar é… bonito.

Capítulo 6: Gratidão Antes de Dormir

Quando o sol desapareceu atrás das árvores, Rui despediu-se do grupo. Miguel e Joana voltaram para casa com a mochila mais leve de flores e mais pesada de lixo recolhido — um peso que, daquela vez, parecia vitória.

Rui caminhou até à toca, ouvindo o som das folhas secas sob as patas. O ar estava fresco, com cheiro a noite e a madeira.

Dona Nila esperava à entrada, com uma manta dobrada no braço.

— Então? — perguntou ela. — O teu caderno está cheio?

Rui sentou-se ao lado dela e abriu as páginas, mostrando desenhos de flores, uma lista de gestos simples e uma frase que tinha escrito grande: “Cuidar não é um esforço triste. É uma alegria discreta.”

— Hoje aprendi muita coisa — disse Rui. — Aprendi que o lixo viaja. Que as abelhas precisam de flores. Que falar com gentileza muda pessoas. E que… a floresta repara quando a gente repara nela.

Dona Nila passou a pata pela cabeça do neto.

— Isso é sabedoria. E é leve, como deve ser.

Rui bocejou, sentindo o corpo cansado de trabalho bom.

— Avó… eu estou mesmo grato por este dia.

— Pelo quê, exatamente? — ela perguntou, como quem quer ouvir a lista toda.

Rui olhou para o céu escuro, onde as primeiras estrelas piscavam.

— Pelo campo de flores. Pelo riacho a cantar. Pelos amigos. Pela chance de fazer diferença sem precisar de exagerar. Pela alegria de usar menos, de aproveitar mais, de não desperdiçar. E… por sentir que amanhã podemos continuar.

Dona Nila puxou a manta sobre os ombros dele.

— Então guarda essa gratidão como uma lanterna. Nos dias em que parecer pouco, lembra-te: uma floresta inteira é feita de pequenas coisas.

Rui entrou na toca, com o caderno junto ao peito. Antes de fechar os olhos, imaginou as sementes no chão, quietas, a preparar o seu segredo de futuro. E adormeceu com um sorriso, como quem sabe que cuidar da Terra também pode ser uma forma de dizer “boa noite”.

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Elástico
Tira flexível que aperta ou prende coisas, como um caderno ou saco.
Toca
Casa pequena e escondida onde vive um animal, como um coelho.
Embalagem
Material que envolve um produto, como plástico ou papel, para proteger.
Girinos
Filhotes das rãs que vivem na água antes de virar rãs adultas.
Corredor
Lugar por onde algo se move com facilidade, como a água no rio.
Nativas
Plantas que nascem naturalmente naquele lugar, sem serem trazidas de fora.
Reaproveitada
Algo usado outra vez em vez de ser deitado fora.
Reciclar
Transformar lixo em material novo para usar outra vez.
Sulcos
Pequenas rachas ou linhas feitas na terra para plantar sementes.
Lancheira
Caixa ou saco para guardar e levar comida na caminhada.
Espinhos
Partes duras e pontiagudas do ouriço que o protegem.
Pilha
Conjunto de coisas juntas; aqui pode ser uma pequena acumulação de lixo.

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