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História de desafio impossível 11 a 12 anos Leitura 19 min.

O clube dos recordes farfelosos e o desafio do tarte inabalável

Quatro amigos do Clube dos Recordes Farfelosos recebem a missão de levar uma tarte ao senhor Artur sem fazer barulho, sem tremer e sem provar, enfrentando gatos, ouriços e obstáculos pelo caminho enquanto descobrem a importância de ouvir.

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Quatro rapazes de 11 anos: Tomás, cabelos castanhos despenteados, capacete azul nas costas, segura no centro a bandeja com a tarte de maçã; Rui, cabelos pretos, olhar matreiro, segura um guizo e um elástico à esquerda de Tomás; Léo, castanho-claro, concentrado, caderno e caneta à direita de Tomás; Nuno, loiro e nervoso, ligeiramente atrás com o cotovelo levantado. Num corredor estreito de prédio com paredes amareladas, azulejos antigos e caixas de correio de um lado, porta numerada ao fundo; lâmpadas pendentes criam manchas de luz quente e um cartaz gasto “CLUBE DOS RECORDES” na porta da cave. Os quatro sobem uma escada em silêncio, em perfeita sincronização, transportando uma tarte de maçã inteira sobre uma bandeja estabilizada por uma t-shirt e elásticos; a tarte é brilhante e dourada. No patamar, um gato observa a tarte e um ouriço‑cacheiro se esconde perto de um saco de lixo. Estilo sumi-e: contrastes de tinta preta, lavados cinzentos e toques suaves de cor na tarte (dourado) e no capacete azul. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O Clube dos Recordes Esquisitos

Na cave do prédio do Tomás havia um cartaz torto feito com fita-cola e caneta preta: “CLUBE DOS RECORDES FARFELOSOS — ENTRADA SÓ PARA CORAJOSOS (E COM FOME)”.

Lá dentro, quatro rapazes de onze anos ocupavam o “quartel-general”: um tapete velho com migalhas, uma mesa baixa cheia de tampas de garrafa e um sino de bicicleta que servia para “momentos oficiais”.

Tomás era o presidente autoproclamado e dono do sino. O Rui era o inventor, sempre com elásticos no bolso. O Léo era o estratega, adorava fazer listas. E o Nuno… o Nuno tinha uma habilidade rara: caía sem se magoar e ainda fazia parecer que era de propósito.

— Ordem de trabalhos! — anunciou Tomás, tocando o sino: trin-trin-triiin.

— A última ordem de trabalhos acabou com o teu dedo preso no agrafador — lembrou Rui.

— Detalhes históricos — disse Tomás, soprando a mão como se tivesse acabado de assar uma pizza.

Nesse instante, alguém bateu à porta da cave. Três pancadas curtas, como se o visitante tivesse pressa, mas também educação.

Era a Dona Palmira, a vizinha do rés-do-chão, com um pacote na mão e um olhar de quem já viu muita coisa… e não gostou de metade.

— Meninos, ouvi dizer que vocês fazem… recordes — disse ela, escolhendo as palavras como quem escolhe espinhas no peixe.

— Fazemos! — respondeu Léo, alinhando-se.

— Farfelos, mas com ciência! — acrescentou Rui, exibindo um elástico como se fosse uma medalha.

— E sem partir nada… quase sempre — completou Nuno, cruzando os dedos atrás das costas.

Dona Palmira ergueu o pacote. Lá dentro, claramente visível através do plástico, estava um tarte de maçã.

— Então façam este recorde: entreguem este tarte ao senhor Artur, do quinto esquerdo, sem tremer, sem entornar, sem espreitar pelo caminho e sem falar alto no corredor. O elevador está avariado. E… — ela estreitou os olhos — …sem provar.

Os quatro engoliram em seco ao mesmo tempo. Foi tão sincronizado que pareceu um recorde à parte.

— Isso é… — começou Tomás.

— Impossível! — terminou Rui, com o tom dramático de quem anuncia o fim do mundo.

— Silêncio no corredor e sem provar? — Nuno arregalou os olhos. — Mas eu respiro alto!

— E não espreitar pelo caminho? — Léo já estava a imaginar uma lista de “coisas para não fazer”.

Dona Palmira sorriu, mas daquele jeito que parecia simpático e perigoso ao mesmo tempo.

— Quero ver se vocês sabem ouvir. O senhor Artur está doente, precisa de descanso. Se conseguirem, eu… — ela fez uma pausa — …conto-vos o segredo do recorde mais estranho deste prédio.

Tomás tocou o sino, nervoso.

— O Clube aceita o Desafio Impossível do Tarte Inabalável!

Capítulo 2 — O Plano Simples (e um Pouco Ridículo)

Assim que Dona Palmira saiu, os quatro rodearam o tarte como arqueólogos em volta de uma relíquia.

— Regra número um: não provar — disse Léo, escrevendo com caneta num papel. — Regra número dois: não tremer. Regra número três: não falar alto. Regra número quatro: não espreitar pelo caminho.

— E regra número cinco: respirar baixinho — acrescentou Nuno, inspirando como um hamster discreto.

Rui bateu na mesa.

— Precisamos de um plano simples. Nada de engenharia pesada. Só… criatividade.

— Criatividade eu tenho — disse Tomás. — Tenho um capacete de bicicleta.

— Isso não é criatividade. Isso é… segurança rodoviária — corrigiu Léo.

— Serve! — Rui já estava com os olhos a brilhar. — Vamos fazer o “Suporte Anti-Tremeliques”.

Ele puxou uma bandeja redonda, quatro elásticos, uma t-shirt velha e… um rolo de fita-cola que parecia ter sobrevivido a três guerras.

— A bandeja vai ser a base. A t-shirt vai ser a rede. Os elásticos vão… elasticar. E a fita-cola vai colar coisas que não querem ser coladas.

— Isso descreve quase tudo na vida — comentou Nuno.

Em cinco minutos, construíram uma espécie de “cama elástica” para tarte: bandeja em baixo, t-shirt esticada por cima, elásticos presos nos lados.

Tomás pousou o tarte no meio. A massa tremeu um bocadinho, como se tivesse medo de altura.

— Agora, cada um segura uma ponta — explicou Rui. — Se alguém tremer, os outros compensam.

— Como uma equipa de futebol, mas com açúcar — disse Léo.

— E silêncio total — lembrou Tomás, apontando para a boca e fazendo “zip” com um fecho imaginário.

Nuno levantou a mão.

— E se eu espirrar?

— Não espirras — respondeu Léo, com a calma de quem acha que mandar é a mesma coisa que resolver.

— Eu não controlo os espirros! Eles controlam-me a mim!

— Então… — Rui pensou um segundo — …quando sentires um espirro, levanta o cotovelo e aponta para o chão. Abafa. Como um ninja.

— Um ninja com alergias — murmurou Nuno, aceitando.

Antes de saírem, Tomás tocou o sino uma última vez.

— Missão: subir cinco andares, entregar o tarte, sem tremeliques, sem falatório e sem… — olhou para o tarte — …lamber o ar.

— Eu nem lambo o ar — disse Rui.

— Eu já lambi o ar sem querer quando comi algodão-doce numa feira — confessou Nuno.

— Concentração — cortou Léo. — Ouvir as regras. Ouvir o corredor. Ouvir os passos.

Os quatro pegaram no “Suporte Anti-Tremeliques” como se carregassem um tesouro muito frágil.

E saíram para o corredor, onde o silêncio parecia ter ouvidos.

Capítulo 3 — O Corredor Que Queria Falar

O primeiro desafio não foi a escada. Foi o corredor.

Dois vizinhos estavam a discutir junto às caixas do correio, em modo “teatro ao vivo”.

— Eu disse que o teu gato me olhou com desprezo! — dizia um.

— O meu gato não olha com desprezo. Ele olha com personalidade! — respondia o outro.

Os rapazes avançaram devagar, com o tarte a balançar como um barco num lago muito calmo… mas cheio de crocodilos imaginários.

Tomás fez um gesto de “silêncio” tão exagerado que quase parecia que estava a dirigir uma orquestra muda.

Rui piscou os olhos: “não falem, não falem”.

Léo, com a lista na cabeça, contava passos.

Nuno respirava tão baixo que parecia que tinha desligado.

Um dos vizinhos viu-os.

— Olha! Quem são estes? — perguntou alto.

Tomás apertou os lábios. Rui olhou para o teto. Léo fingiu que era uma coluna. Nuno, por instinto, fez uma vénia. Uma vénia silenciosa. Parecia um mordomo a pedir desculpa por existir.

Os vizinhos ficaram confusos e, por um milagre raro, calaram-se para observar.

Os quatro passaram como se estivessem a transportar um cristal secreto. O tarte brilhou um bocadinho sob a luz amarela do corredor, só para provocar.

— Cheira bem — sussurrou um vizinho, mas tão baixo que não contou como conversa.

Nuno engoliu saliva. Uma gota de água na boca fez “ploc” de tentação.

Chegaram às escadas. O elevador avariado estava com a porta meio aberta, como uma boca a bocejar.

Rui apontou para a escada.

— Subida em modo tartaruga.

Léo levantou um dedo: “um degrau de cada vez”.

Tomás tocou imaginariamente o sino na cabeça.

Nuno fez cara de “eu consigo, eu consigo”, mas o nariz dele já estava a preparar um espirro traiçoeiro.

No primeiro lance, tudo correu bem. No segundo, ouviram uma coisa terrível: um miar lá em cima.

Um gato apareceu no patamar, exatamente no centro do caminho, sentado como um rei preguiçoso.

E olhou para o tarte.

Léo sussurrou sem som, só com os lábios: “Não. Es. Prei. Tar.”

Tomás, em pânico, quase falou, mas mordeu a língua a tempo.

O gato levantou-se e começou a descer… na direção deles.

Nuno sentiu o espirro crescer, como um balão.

Rui, rápido, tirou um elástico do bolso e esticou-o devagar, fazendo um “plim” quase mudo.

O gato parou, curioso.

Rui repetiu, e o gato, convencido de que era um espetáculo privado, seguiu o som para o lado, afastando-se do centro.

Léo fez sinal de “avançar”.

Tomás avançou.

Nuno avançou… com o espirro preso na garganta, a lutar como um peixe num balde.

No terceiro lance, o espirro explodiu.

Nuno virou o cotovelo para o chão, como ninja, e fez:

— HNFF!

O som foi tão estranho que parecia um pneu a desinflar com vergonha. Mas funcionou: ninguém ouviu muito, e o tarte apenas tremelicou um milímetro.

Tomás arregalou os olhos, impressionado.

— (Sem som) Bravo — disse ele, só com a boca.

E continuaram a subir, com o coração aos saltos e o tarte a manter-se… teimosamente inteiro.

Capítulo 4 — O Patamar das Armadilhas Ridículas

No quarto andar, o patamar estava cheio de coisas que não deviam estar num patamar: um tapete enrolado, um saco de lixo bem cheio e um carrinho de compras abandonado, como se tivesse decidido morar ali.

— Isto é uma pista de obstáculos — murmurou Rui, sem som nenhum, só mexendo os lábios.

Léo apontou para a “Regra número dois” imaginária: não tremer.

Tomás fez uma careta. O tarte parecia mais pesado agora, talvez por saber que estava a ser observado.

Eles tentaram passar pelo tapete enrolado. O “Suporte Anti-Tremeliques” quase encostou no saco do lixo.

E o saco do lixo… mexeu.

Todos congelaram. Nuno ficou tão quieto que um mosquito poderia ter estacionado na testa dele.

De dentro do saco, ouviu-se um “crac-crac”, como se alguém estivesse a comer batatas fritas com muita convicção.

O saco abriu um bocadinho… e apareceu um ouriço-cacheiro. Um ouriço! Com um pedaço de bolacha na boca e cara de “não fui eu”.

Tomás quase soltou um grito. Quase. O grito ficou preso no peito e virou um suspiro dramático.

Léo aproximou-se devagar e fez sinal com a mão, como quem dirige um animalzinho numa travessia.

O ouriço, ofendido, enrolou-se numa bola e… começou a rolar.

Rolou para a frente.

Diretinho para o carrinho de compras.

O carrinho, ao sentir o choque leve, começou a andar sozinho, devagar, com as rodinhas a fazer “cóc-cóc-cóc”.

E adivinhem? O carrinho foi na direção deles.

Rui abriu muito os olhos. Tomás deu um passo para trás. Léo tentou calcular uma saída. Nuno, em desespero, apontou para a bandeja: “não deixem cair!”

Nesse segundo, Rui teve uma ideia tão simples que parecia parva — portanto, perfeita.

Pegou no sino de bicicleta que Tomás tinha no bolso (Tomás levava o sino para tudo, como se fosse um amuleto) e tocou bem baixinho:

trin…

O carrinho parou. Como se estivesse a ouvir.

Rui tocou outra vez, agora fazendo o sino deslizar para o lado, como um “chama” para carrinhos.

trin… trin…

O carrinho seguiu o som, desviando-se deles e encostando à parede.

Léo olhou para Rui com respeito.

— (Sem som) Tu… falas… carrinhês.

Rui encolheu os ombros. “É só ouvir o ritmo”, respondeu com um gesto.

O ouriço, já desenrolado, cheirou o ar, sentiu o perfume do tarte, fez um “snif” exagerado e… decidiu que tinha assuntos importantes noutro lugar. Desapareceu por uma fresta.

Eles passaram, finalmente, e chegaram ao quinto andar.

A parte “impossível” estava quase a acabar.

Ou era isso… que o prédio queria que eles pensassem.

Capítulo 5 — A Porta do Senhor Artur e o Quiproquó do Século

No quinto andar, o corredor parecia mais comprido. As lâmpadas piscavam como se estivessem a contar uma piada má.

Chegaram à porta do quinto esquerdo. A placa dizia “Artur”. A campainha parecia um botão de nave espacial.

Tomás ia carregar, mas Léo agarrou-lhe o pulso.

— Lembra-te: sem falar alto. O senhor Artur precisa de descanso.

Tomás assentiu e carregou com a delicadeza de quem toca num pudim.

Ding.

Nada.

Ding.

Ouviram passos arrastados. A porta abriu só uma fresta e apareceu um olho.

— Quem… é? — uma voz fraca.

Tomás abriu a boca, mas lembrou-se do “fecho” imaginário. Apontou para o tarte e fez um sorriso enorme.

A porta abriu mais um pouco, e apareceu o senhor Artur: um homem com ar cansado, mas com um bigode tão perfeito que parecia desenhado com régua.

— Ah… — ele cheirou o ar — …o tarte da Palmira.

Nuno quase desmaiou de alívio.

Então aconteceu o quiproquó.

O senhor Artur olhou para a “cama elástica” de t-shirt e elásticos, viu os quatro a segurar nas pontas, viu o silêncio absoluto… e franziu o sobrolho.

— Vocês… estão a fazer uma serenata? — perguntou, confuso. — Uma… dança do tarte?

Tomás ficou tão surpreendido que quase riu. Segurou a gargalhada com as duas mãos, como se fosse um balde cheio.

Léo, sempre educado, tentou explicar com gestos: apontou para o tarte, apontou para o coração, apontou para a boca fechada. Parecia um mimo a falar de pastelaria.

Rui fez o gesto de “equilíbrio”, como um acrobata invisível.

Nuno, sem querer, fez novamente uma vénia.

O senhor Artur ficou sério por um segundo… e depois começou a rir. A rir baixinho, mas a rir mesmo, com os ombros a sacudir.

— Há dias em que o melhor remédio é isto — disse ele, enxugando uma lágrima. — Um tarte… e quatro rapazes mudos a fazer de mesa.

Tomás, finalmente, deixou escapar uma frase, bem baixinha:

— Entrega especial. Recorde… farfeloso.

— Conseguiram — disse o senhor Artur, agora com voz mais forte. — E fizeram-me ouvir algo que eu não ouvia há dias: risos… sem barulho.

Ele abriu a porta por completo e indicou um aparador.

— Pousem aqui. Devagar.

Os quatro, em perfeita coordenação, baixaram o “Suporte Anti-Tremeliques” e colocaram o tarte no aparador. Inteiro. Brilhante. Triunfante.

Rui soltou o ar.

Léo fez um “check” invisível na lista.

Nuno limpou o suor da testa.

Tomás quis tocar o sino, mas lembrou-se do silêncio e só o levantou no ar, como se fosse um troféu.

O senhor Artur piscou o olho.

— E agora… — disse ele — …vão ouvir uma coisa.

Capítulo 6 — O Segredo, a Lição e a Próxima Loucura

Quando voltaram à cave, Dona Palmira já estava à porta, como se tivesse um radar para tarte entregue com sucesso.

— Então? — perguntou, cruzando os braços.

Tomás tocou o sino com cuidado, agora já podia: trin-trin!

— Recorde cumprido! — anunciou. — Tarte entregue. Sem tremores. Sem falatório. Sem prov… — ele engasgou-se — …sem provar.

Dona Palmira arregalou os olhos, impressionada apesar de tentar não mostrar.

— Muito bem. Sabem qual é o segredo do recorde mais estranho deste prédio?

Os quatro inclinaram-se para a frente.

— O recorde é este: o senhor Artur consegue adivinhar o humor das pessoas… só pelo som dos passos no corredor.

— A sério? — perguntou Nuno.

— A sério — disse Dona Palmira. — E hoje, pelos vossos passos, ele percebeu duas coisas: que vocês estavam nervosos… e que vocês estavam a ouvir. A ouvir as regras. A ouvir o silêncio. A ouvir o que importava.

Léo ficou pensativo.

— Nós queríamos ganhar o recorde… mas tivemos de ouvir para conseguir.

— Exato — disse Dona Palmira. — Às vezes, ouvir é o truque mais inteligente.

Rui levantou um dedo.

— E o segredo… era para nós ou para ele?

— Para os dois — respondeu ela. — E agora, como prometido, aqui vai um extra: amanhã vou precisar de ajuda para outro desafio “impossível”.

Tomás já estava a sorrir.

— Qual?

Dona Palmira apontou para cima, para os andares.

— O senhor Artur perdeu o chapéu favorito. Diz que ele “fugiu” para algum lugar do prédio. Vocês vão ter de o encontrar… seguindo pistas… sem assustar o ouriço… e, de preferência, sem hipnotizar carrinhos de compras.

Nuno arregalou os olhos.

— Eu não hipnotizei nenhum carrinho!

Rui tossiu, tentando esconder um sorriso.

Léo já estava a imaginar uma nova lista.

Tomás ergueu o sino como se fosse uma espada.

— Clube dos Recordes Farfelosos — declarou — aceita!

E, no silêncio breve que veio depois, todos ouviram uma coisa lá ao longe no corredor: passos lentos… e um “trin” muito baixinho, como se o prédio também quisesse entrar no clube.

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Autoproclamado
Pessoa que se dá um título ou cargo a si mesma, sem voto dos outros.
Quartel-general
Lugar principal onde um grupo se reúne para planear e guardar coisas.
Suporte Anti-Tremeliques
Nome dado ao invento feito para segurar o tarte sem tremer.
Desafio Impossível do Tarte Inabalável
Nome do desafio difícil de levar o tarte sem o abanar ou provar.
Patamar
Pequena área entre andares de uma escada, onde se pode parar.
Vénia
Saudação feita inclinando o corpo ou a cabeça, como pedir licença.
Ouriço-cacheiro
Animal pequeno com muitas espinhas, que se enrola para se proteger.
Avariado
Que está estragado ou não funciona bem, como um elevador partido.

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