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Fantasia espacial 11 a 12 anos Leitura 11 min. Disponível em história em áudio

leo e o coração do multiverso

Leo, um jovem zelador mágico, descobre que é o último Guardião Estelar e, acompanhado por seu dragão de estimação Fumacento, embarca em uma aventura intergaláctica para recuperar o Coração do Multiverso e restaurar o equilíbrio entre magia e tecnologia.

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Leo, um jovem de cabelos desgrenhados e olhos curiosos, está no centro do palco, com um sorriso maravilhado. Ele usa um macaron de jardineiro intergaláctico, roupas coloridas e um cinto cheio de ferramentas mágicas. Ao seu lado, Fumacento, um pequeno dragão roxo com escamas brilhantes, bate as asas com entusiasmo, soltando pequenas faíscas de fogo azul. Ao fundo, uma paisagem fantástica se estende: montanhas flutuantes brilham sob um céu estrelado, enquanto nébulas coloridas dançam ao redor de planetas vibrantes. Naves espaciais em forma de vassouras sobrevoam a cena, adicionando um toque de magia. A cena principal mostra Leo e Fumacento se preparando para entrar em um portal giratório, que brilha com uma luz dourada e misteriosa. Leo, com uma expressão determinada e alegre, segura a chave dos portais, enquanto Fumacento parece pronto para a aventura, com os olhos brilhando de excitação. reportar um problema com esta imagem

A versão de áudio está disponível gratuitamente para esta história:

Duração da história em áudio: 12:18

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Capítulo 1 – O Espirro Galáctico

No centro da Nebulosa de Pó-de-Fada, um jovem chamado Leo espirrava tão forte que mexia com a gravidade local. Morava na Estação Estelar Trambolho, um lugar onde robôs discutiam filosofia com dragões digitais e ninguém achava estranho encontrar fadas usando capacetes de oxigênio. Leo, porém, era apenas um aprendiz de zelador mágico. Usava um aspirador intergaláctico para limpar fragmentos de poeira cósmica e ocasionalmente precisava expulsar duendes do banheiro dos comandantes.

Um dia, enquanto lustrava um cristal de energia – e tentando ignorar que o cristal fazia piadas ruins sobre buracos negros – Leo tropeçou no próprio abridor de portais (um aparelho parecido com um ferro de passar roupas) e abriu acidentalmente uma fenda no espaço-tempo. Dela saiu uma nuvem brilhante com voz de quem tinha tomado chá demais:

— Finalmente te encontrei, herdeiro de Oríon!

Leo olhou ao redor, esperando que a nuvem falasse com alguém mais interessante.

— Eu? Herdeiro? Nem consigo herdar o controle remoto da TV da sala...

A nuvem rodopiou impaciente:

— Você é o último mago da linhagem dos Guardiões Estelares. Só você pode restaurar o equilíbrio entre as galáxias!

— Isso é sério ou alguma pegadinha do pessoal do setor de hologramas?

A nuvem começou a tossir partículas de poeira (que Leo, por reflexo, tentou aspirar).

— Não! Seu destino é grandioso. E começa agora.

Capítulo 2 – A Chave dos Portais

Após a nuvem desaparecer com um “boa sorte, campeão”, Leo se viu segurando um objeto estranho: uma chave brilhante, feita de luz líquida e circuitos mágicos entrelaçados. Ele olhou para o objeto, que piscava em azul e roxo, e sussurrou:

— Por favor, me diga que não preciso salvar nada antes do almoço...

A chave vibrou e liberou um holograma de uma senhora bem vestida, com chapéu de feiticeira e bigode robótico.

— Atenção, herdeiro. Seu objetivo: encontrar o Coração do Multiverso e impedir o domínio do Império Tecnomágico. E não se esqueça de alimentar seu dragão de estimação.

Leo suspirou.

— Eu nem tenho dragão de estimação...

No instante seguinte, um pequeno dragĂŁo pĂşrpura surgiu de dentro do bolso do seu macacĂŁo, soltando um arroto de labaredas azuis.

— Meu nome é Fumacento! — anunciou o dragão. — E eu tenho intolerância a poeira lunar.

Capítulo 3 – O Conselho dos Feiticeiros e o Wi-fi Intergaláctico

Antes que Leo pudesse questionar sua sanidade, a chave abriu um portal rodopiante. Ele e Fumacento foram sugados para uma sala circular, cheia de hologramas tremeluzentes, onde o Conselho dos Feiticeiros debatia sobre o novo logotipo do universo (em formato de batata frita).

O GrĂŁo-Mago Pixelado se ergueu:

— Herdeiro de Oríon, o equilíbrio foi rompido. O Imperador Droidus quer substituir toda a magia por aplicativos pagos!

Uma feiticeira de cabelos de arco-Ă­ris complementou:

— Só você pode alcançar o Coração do Multiverso. Mas cuidado: os Cavaleiros do Bug Mortal patrulham as fronteiras.

Leo, tentando parecer confiante, respondeu:

— Eu aceito a missão… mas onde encontro o Coração do Multiverso?

O conselho apontou para um mapa holográfico, que rapidamente travou e mostrou a tela azul da morte.

— Ops — disse Pixelado. — Parece que você terá de confiar na Chave dos Portais.

Fumacento soltou uma gargalhada:

— Ou na minha intuição dracônica.

Leo encarou o dragĂŁo.

— Sua intuição já te levou a algum lugar útil?

— Não. Mas já me levou pra dentro de uma geladeira interplanetária, e foi uma aventura gelada!

Capítulo 4 – A Nave-Esfregão e o Planeta dos Chapéus Vivos

Equipado com a Chave dos Portais, Leo embarcou na nave-esfregĂŁo, um veĂ­culo antigo, conhecido por voar, varrer e contar piadas ruins ao mesmo tempo. Fumacento foi para a cabine de comando.

— Próxima parada: Planeta dos Chapéus Vivos, onde fica o primeiro fragmento do Coração do Multiverso!

Ao pousarem, foram recebidos por chapéus que pulavam e falavam em rimas:

— Bem-vindos ao nosso lar,

onde chapéu gosta de cantar!

Leo tentou nĂŁo rir.

— Procuro o Fragmento do Coração.

Um chapéu-coco gigante respondeu:

— Só terá a direção,

se vencer o Torneio do Tapete Voador!

Fumacento subiu num tapete felpudo, que imediatamente começou uma corrida alucinada pelo céu colorido do planeta. Durante a prova, Leo enfrentou obstáculos absurdos: nuvens de confete, pássaros-cadete, e até uma tempestade de gelatina.

No final, Fumacento venceu com uma manobra que envolveu espirrar fogo para trás e cantar ópera.

O chapéu-coco, satisfeito, entregou um fragmento pulsante de energia.

— Agora, sigam para o próximo desafio: o Planeta dos Programadores Loucos!

Capítulo 5 – O Labirinto de Códigos e a Máquina de Café Mágica

A nave-esfregão pousou no Planeta dos Programadores Loucos, um lugar onde os prédios eram feitos de algoritmos flutuantes e as ruas piscavam em binário. Logo na entrada, um robô de óculos e barba postiça abordou Leo:

— Senha, por favor!

— Senha?

— Sim! Sem senha, sem entrada.

Fumacento cochichou:

— Tenta “1234”.

Funcionou. O robĂ´ deixou-os entrar, e eles logo se viram em um labirinto de cĂłdigos, onde cada porta levava a uma realidade diferente.

No centro do labirinto, uma máquina de café mágica fazia cappuccinos que davam superpoderes temporários.

— Um café de magia escura, por favor — pediu Leo.

Ao beber, Leo começou a falar todos os idiomas do universo, inclusive o dialeto secreto dos tapetes voadores.

Eles encontraram o segundo fragmento do Coração do Multiverso, escondido dentro de um bug de software. Fumacento espirrou, corrigiu o bug por acidente e o fragmento caiu em suas mãos.

— Para o próximo fragmento — disse Leo, sorrindo.

Capítulo 6 – O Confronto com os Cavaleiros do Bug Mortal

Enquanto viajavam para a Galáxia das Sombras Brilhantes, Leo percebeu que estavam sendo seguidos por naves escuras e ameaçadoras.

— São os Cavaleiros do Bug Mortal! — alertou Fumacento.

Logo, um deles, montado numa motocicleta de plasma, apareceu na tela:

— Rendam-se, Guardião! Entreguem os fragmentos ou vamos transformar sua nave num micro-ondas!

Leo tentou negociar:

— Que tal um acordo? Eu fico com os fragmentos e vocês ganham… um ano de assinatura grátis do nosso Wi-fi intergaláctico!

O cavaleiro bufou.

— Estamos cansados de Wi-fi ruim!

Fumacento, rápido, lançou uma baforada de fogo azul. A nave-esfregão ativou o modo turbo-limpeza, enchendo o espaço de espuma e sabão. Os Cavaleiros, escorregando pelo espaço, acabaram perdidos em uma galáxia vizinha, onde galinhas cósmicas governavam com penas de ferro.

— Isso foi por pouco — disse Leo, aliviado.

Capítulo 7 – O Coração do Multiverso e o Enigma do Tempo

Com dois fragmentos em mĂŁos, restava encontrar o Ăşltimo. A Chave dos Portais brilhou e abriu uma passagem para o Planeta RelĂłgio, onde o tempo corria em cĂ­rculos e nada acontecia na ordem certa.

No centro do planeta, um anciĂŁo de cabelos que giravam como ponteiros anunciou:

— Para obter o fragmento final, devem resolver o Enigma do Tempo:

“O que nunca volta, mas pode ser revivido em sonhos?”

Leo pensou. Fumacento também, mas logo se distraiu perseguindo um relógio fujão.

Leo respondeu:

— O passado.

O anciĂŁo sorriu, entregando o fragmento.

— Use a sabedoria dos sonhos para restaurar o equilíbrio.

Capítulo 8 – A Batalha Final com o Imperador Droidus

Com os três fragmentos unidos, Leo e Fumacento viajaram até o Palácio de Silício, lar do temido Imperador Droidus. O palácio era uma mistura de castelo medieval, base espacial e parque de diversões abandonado.

Droidus surgiu, vestindo uma capa de LED e uma coroa que mudava de cor conforme seu humor.

— Finalmente, Guardião. Não importa o que faça, a tecnomagia triunfará!

Leo respondeu:

— Não subestime a força da magia... e do improviso!

Droidus lançou um feitiço digital, transformando-se em um monstro de código-fonte aberto. Leo usou a Chave dos Portais, ativando o poder dos fragmentos.

Luzes cintilaram, e o espaço se encheu de música eletrônica misturada com coros de dragões.

Fumacento, com seu melhor voo acrobático, distraía Droidus enquanto Leo canalizava a energia do Coração do Multiverso.

— Equilíbrio não é só escolher entre magia e tecnologia — gritou Leo. — É saber misturar os dois, mesmo que o resultado seja um bolo que explode!

O poder dos fragmentos restaurou o equilíbrio, desmontando Droidus em mil gifs animados de gatinhos dançantes.

Capítulo 9 – O Novo Universo (e um Novo Dragão de Estimação)

Com Droidus derrotado, o Conselho dos Feiticeiros e os Programadores Loucos celebraram juntos, criando aplicativos mágicos e feitiços programáveis.

Leo foi coroado Guardião do Equilíbrio, mas recusou a coroa de batata frita, preferindo um boné de dragão estilizado.

Fumacento ganhou uma medalha por bravura e um estoque eterno de antialérgico lunar.

O universo voltou a girar, agora com magia e tecnologia convivendo pacificamente (ou discutindo civilizadamente sobre qual Ă© melhor).

Leo olhou para o horizonte estrelado, sentindo-se pronto para qualquer nova aventura.

Quando, de repente, sentiu algo se mexendo no bolso.

— Não pode ser...

Um novo dragĂŁozinho, desta vez verde e com asas de arco-Ă­ris, saiu do bolso, piscando para Leo.

— Me chamo Brilhoso! — anunciou.

Leo suspirou, sorrindo:

— Acho que o equilíbrio universal nunca vai ser entediante...

E, entre portais, dragões e naves-esfregão, Leo voou rumo ao próximo desafio, pronto para encarar tudo com magia, coragem — e um pouco de bom humor.

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Espirro
Ato de expelir ar pelos nariz e boca, geralmente de forma involuntária, como quando estamos gripados ou expostos a algo que irrita as vias respiratórias.
Nebulosa
Uma nuvem de gás e poeira no espaço, onde novas estrelas podem se formar.
Gravidade
A força que atrai objetos para o centro da Terra e mantém tudo no lugar.
Fragmento
Uma parte pequena e quebrada de algo maior.
Cavaleiros do Bug Mortal
Personagens que representam problemas ou falhas em um sistema, como um erro de software que causa mal funcionamento.
Teconomágico
Uma mistura de tecnologia e magia, onde elementos tecnológicos são usados de maneira mágica.

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