Carregando...
Fantasia espacial 11 a 12 anos Leitura 17 min.

A chave de runa e o portal trémulo

Lira, cadete da Academia Cândida, parte em missão para recuperar a Chave de Runa e restaurar a estabilidade dos portais do húb, acompanhada por um piloto cansado e uma criatura feita de fios. Pelo caminho, enfrenta portais instáveis e os sussurros do Vazio Cantante, aprendendo o valor de proteger os outros.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Lira, jovem mulher de rosto determinado e suave, cabelos castanhos presos em coque, capa curta azul e traje prateado com braceletes luminosos, segura uma chave rúnica cilíndrica prateada que emite símbolos turquesa contra um anel metálico de portal vibrante; ao lado esquerdo, Sagan, jovem de ~20 anos, expressão exausta porém aliviada, pele pálida e cabelo curto preto, em roupa de piloto gasta, sustenta um grosso cabo de energia laranja e azul; no fundo à direita, Nima (~8 anos) com rabos de cavalo e casaco amarelo, abraçada à mãe adulta (~35 anos) de pele violeta e olhos dourados que chora de alegria; sobre o ombro direito de Lira, uma pequena criatura feita de fios metálicos e microcircuitos com olhos azuis estende um fio luminoso até a chave; local: grande salão de um hub espacial com piso de placas de vidro venadas de turquesa, arcos de portal metálico com runas giratórias, drones e caixas; cena: Lira estabiliza o portal cravando a chave, Sagan segura o cabo, a criatura conecta as runas, atmosfera tensa porém reconfortante, paleta pastel (azul, turquesa, violeta, amarelo), traços arredondados e sombras suaves. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O Húb de Evacuação

O Húb de Evacuação de Arco-Íris Sete nunca dormia. As paredes de metal vivo respiravam uma luz azulada, como se o próprio lugar tivesse pulmões de estrelas. Portais de emergência alinhavam-se em semicírculo, cada um com o seu aro de runas a flutuar, e cada runa parecia uma letra escrita com fogo frio.

Lira, cadete da Academia Cândida, atravessou a plataforma com passos rápidos, a capa curta a bater-lhe nos joelhos. Tinha o cabelo preso num nó alto, e nos pulsos brilhavam as pulseiras de acesso — tecnologia e feitiço, lado a lado, a obedecerem-lhe como cães bem treinados.

Ao fundo, sentado numa caixa de suprimentos, estava Sagan. Um aliado. Um piloto. Um teimoso. E, naquele momento, um teimoso muito cansado.

— Não devias estar de pé — disse Lira, aproximando-se.

Sagan levantou o olhar, com olheiras fundas como crateras.

— Estou sentado. Isso conta como desobedecer?

— Conta como fingir coragem — respondeu ela. — E a tua coragem está a fazer barulho. Ouço-a daqui.

Ele sorriu de lado, mas o sorriso falhou a meio caminho.

— Lira… os portais estão a falhar? Vi faíscas verdes.

Lira seguiu o olhar dele. Um dos aros tremia, como se alguém invisível lhe puxasse as bordas. Dentro, a imagem não era uma paisagem, mas um turbilhão de névoa roxa com pontos brilhantes, como olhos a piscar.

O alarme do húb era um som estranho: não era um “pi-pi-pi”, era um coro de sinos pequeninos, como se uma constelação inteira tivesse ficado nervosa.

— Não vão falhar — disse Lira, mais para si do que para ele. — Não enquanto eu estiver aqui.

E, ainda assim, o ar cheirava a ozono e a incenso queimado. Tecnologia e magia em desacordo tinham sempre esse perfume: tempestade com altar.

Capítulo 2 — A Chave de Runa e o Mapa de Luz

O supervisor do húb, Mestre Orien, apareceu numa passarela elevada. A sua túnica era cinzenta, mas os bordados eram circuitos dourados que se mexiam como cobras preguiçosas.

— Cadete Lira! — chamou, com uma voz que parecia vir de dentro de um rádio antigo. — Precisamos de ti no Núcleo de Portais. Agora.

Lira pegou no pulso de Sagan e sentiu a pele dele fria.

— Vais ficar aqui. Sem heroísmos.

— O meu heroísmo está de folga — murmurou ele. — Só queria… uma cadeira que não me odeie.

Lira quase riu, mas a pressa empurrou-lhe o sorriso para mais tarde. Correu pelo corredor, onde drones-escribas flutuavam com pranchetas holográficas, e um grupo de refugiados de um planeta de areia — ainda com grãos no cabelo — olhava para os portais como quem olha para uma porta que tanto pode ser salvação como engano.

No Núcleo, o chão era uma teia de vidro. Por baixo, corria energia em rios luminosos. No centro havia uma consola antiga, com teclas e, por cima, um cristal que pulsava.

Mestre Orien apontou para um suporte vazio.

— A Chave de Runa desapareceu. Sem ela, os portais podem abrir para… qualquer lugar. Até para o Vazio Cantante.

Lira engoliu em seco. O Vazio Cantante não era apenas espaço. Era um “não-lugar” que sussurrava mentiras até as pessoas se perderem dentro das próprias cabeças.

— Quem levou a chave? — perguntou.

— Ninguém viu. Mas as runas estão inquietas, como cavalos antes de uma trovoada. — Orien inclinou-se, sério. — Tu és cadete, mas tens ouvido para magia e mãos para máquinas. E tens… um motivo.

Lira pensou em Sagan, com a sua coragem a tossir de cansaço.

— Vou buscá-la.

Orien entregou-lhe um mapa de luz: uma placa fina que projetava linhas pelo ar. As linhas mostravam o húb como um labirinto, e um ponto vermelho piscava perto dos depósitos.

— E, Lira… protege os outros. Não sejas só rápida. Sê cuidadosa.

— Na Academia, dizem que eu sou rápida demais. — Lira endireitou os ombros. — Hoje vou ser rápida e cuidadosa.

Capítulo 3 — O Depósito e a Criatura de Fios

Os depósitos do húb cheiravam a metal, óleo e chá velho. Caixas empilhavam-se como prédios, e entre elas passavam tubagens que pareciam raízes. O ponto vermelho do mapa conduziu Lira até uma porta semiaberta.

Lá dentro, a luz estava baixa. Algo mexia-se. Um som delicado de “tic-tic”, como agulhas a tricotar.

— Quem está aí? — Lira abriu a mão e deixou a pulseira de acesso projetar uma lâmina de luz, fina e clara. Não cortava pessoas; cortava feitiços mal amarrados.

Do escuro surgiu… uma criatura feita de fios e pequenos pedaços de circuitos. Era do tamanho de um cão, mas mais leve, como se pudesse desmanchar-se ao vento. Os olhos eram duas contas de vidro azul. Nas costas, encaixada como se fosse um osso roubado, estava a Chave de Runa: um cilindro prateado com símbolos a girar.

A criatura inclinou a cabeça.

— Tic? — disse, como quem pergunta “amizade?”

Lira hesitou. Não parecia maldosa. Parecia… perdida. E muito, muito curiosa.

— Isso não é teu — disse ela, com firmeza, mas sem dureza. — A chave mantém as pessoas seguras.

A criatura recuou, assustada, e os fios do corpo eriçaram-se como cabelo com eletricidade.

— Tiiiic… — lamentou.

Lira baixou a lâmina de luz, devagar.

— Olha. Eu também gosto de coisas brilhantes. Mas há brilhantes que são para salvar vidas, não para colecionar.

A criatura olhou para a chave e depois para Lira, como se estivesse a tentar ler-lhe o coração. Os olhos de vidro refletiam estrelas que não estavam ali.

De repente, um estrondo. Uma onda de energia passou pelos depósitos e fez as caixas tremerem. Ao longe, os sinos de alarme tornaram-se mais agudos.

O mapa de luz na mão de Lira piscou com uma nova mensagem: PORTAL 3 — INSTÁVEL.

— Não temos tempo — murmurou. Olhou para a criatura. — Vens comigo. E devolves a chave. Prometo que não te trato como lixo de máquina.

A criatura aproximou-se, cautelosa, e estendeu um fio como se fosse uma pata.

— Tic.

Lira estendeu o braço. O fio tocou-lhe na pulseira. A pulseira acendeu-se com um brilho suave, como se tivesse reconhecido uma assinatura.

— Então és uma espécie de… espírito de cabos? — Lira sorriu. — Ótimo. Sempre quis um amigo que não reclamasse das minhas piadas.

A criatura soltou um “tic” que soou quase como uma gargalhada pequenina.

Capítulo 4 — O Portal Trêmulo

De volta ao grande salão, o Portal 3 estava a comportar-se como uma boca a tentar engolir o próprio grito. As runas no aro rodopiavam demasiado depressa, e a imagem dentro alternava entre um campo verde, um corredor escuro e um pedaço de nada.

Refugiados juntavam-se, apertando malas e crianças. Um rapaz com um capacete enorme segurava um gato dentro de uma bolsa transparente. O gato parecia mais calmo do que todos os humanos.

Mestre Orien gritava ordens, e drones tentavam estabilizar o aro com cabos. Não estava a resultar.

Lira entrou na multidão com a criatura de fios ao lado, quase invisível entre pernas e malas.

— Abram caminho! — pediu. — Cadete em serviço!

Uma senhora de pele roxa e olhos dourados agarrou-lhe no braço.

— A minha filha está do outro lado! O portal abriu e fechou e—

— Vou trazê-la de volta — prometeu Lira. Não foi um “vou tentar”. Foi um “vou”, como um nó bem apertado.

Sagan apareceu cambaleando, apoiado numa barra.

— Eu disse que o meu heroísmo estava de folga… mas ele não me ouviu.

— Sagan! — Lira franziu a testa. — Fica—

Ele levantou as mãos, rendido.

— Só vim… para não te deixares levar por um portal mal-humorado. E para te dizer que estás a fazer a tua cara de “eu resolvo tudo sozinha”.

Lira sentiu o calor da raiva e do alívio ao mesmo tempo.

— E tu estás a fazer a tua cara de “eu vou desmaiar em três, dois…”

A criatura de fios subiu para uma caixa e apontou, com um fio, para o aro do portal. Os seus olhos azuis brilharam e as runas responderam, como se reconhecessem um parente distante.

— Ele… entende as runas? — Sagan arregalou os olhos.

— Acho que sim. — Lira aproximou-se do aro. — Pequeno Tic… consegues devolver a chave?

A criatura tremeu. A chave parecia pesada de responsabilidade. Mas, com cuidado, desencaixou-a das costas e estendeu-a a Lira.

Lira encaixou a Chave de Runa na consola de emergência ao lado do portal. O cilindro girou, e os símbolos alinharam-se como estrelas a formar uma palavra.

O portal estremeceu, ainda assim. Um sopro gelado saiu dele, e um sussurro tentou entrar na cabeça de Lira: “Deixa-os. Salva-te.”

Lira apertou os dentes.

— Não.

Ela pousou a mão no aro e sentiu a vibração das runas, como batimentos cardíacos.

— Orien! — gritou. — Preciso de um feixe de estabilização!

— A caminho! — respondeu o mestre.

Sagan, pálido, aproximou-se mais do que devia.

— Lira… se tu caíres—

— Eu não caio — disse ela, mas a voz tremeu.

A criatura de fios encostou-se ao aro e começou a “tricotar” no ar, puxando linhas de luz do próprio portal e amarrando-as às runas. Era magia de manutenção, como consertar uma rede rasgada no meio do oceano.

O feixe de estabilização chegou: um cabo grosso com anéis de energia. Lira prendeu-o ao aro, e Orien ativou-o. A energia cantou, mas agora era um canto firme, não uma gritaria.

Dentro do portal, a imagem estabilizou num corredor iluminado… e, ao fundo, uma menina de casaco amarelo, assustada, abraçada a um peluche.

— Está ali! — gritou a senhora de olhos dourados.

Lira respirou fundo.

— Sagan, segura o cabo. Não te armes em estátua, só segura.

— Eu consigo segurar coisas — disse ele, ofendido. — Às vezes até seguro a língua. Poucas vezes, mas—

— Agora!

Lira entrou no portal como quem atravessa uma cortina de água gelada.

Capítulo 5 — O Corredor Entre Mundos

O outro lado não era um planeta. Era um corredor de emergência entre portais, uma passagem técnica suspensa no espaço, com janelas mostrando nebulosas como tinta derramada. O chão vibrava, e placas de aviso flutuavam, projetadas: SAÍDA — 12 METROS. CUIDADO — REALIDADE FINA.

A menina recuou quando viu Lira.

— Quem é você?

— Lira. Cadete. E a tua boleia de volta. — Lira sorriu, devagar. — Como te chamas?

— Nima. — A voz da menina saiu pequenina. — Eu… eu ouvi vozes. Diziam que eu era leve, que podia flutuar para sempre.

Lira olhou para a janela. O Vazio Cantante estava ali perto, como uma sombra que não precisava de corpo.

— Essas vozes mentem. Tu és pesada o suficiente para ser amada e trazida de volta.

Nima apertou o peluche.

— A minha mãe vai ficar zangada?

— Vai ficar tão aliviada que talvez nem consiga zangar-se. — Lira estendeu a mão. — Vem.

Quando Nima tocou na mão de Lira, o corredor tremeu mais forte. A realidade fina ondulou como gelatina. Ao fundo, a porta de saída — o portal — começou a desfocar.

Lira ativou a pulseira e projetou uma âncora de luz no chão, um símbolo ensinado na Academia: três círculos e uma seta. Era meio feitiço, meio algoritmo.

— Não te largues de mim — disse ela.

— Não vou! — Nima respondeu, com coragem a nascer.

Do outro lado, através do brilho, Lira viu Sagan segurando o cabo, com o corpo a balançar, e a criatura de fios a reforçar as runas como um costureiro apressado.

— Puxa! — gritou Lira.

Sagan puxou, e o cabo vibrou como corda de guitarra gigante.

— Estou a puxar! E a minha coluna está a escrever uma carta de reclamação!

Lira riu, apesar do medo. O riso ajudou-a a não ouvir os sussurros.

Mas o Vazio Cantante tentou uma última vez: a voz parecia a dela própria, cansada, dizendo: “Não és suficiente.”

Lira apertou a mão de Nima com mais força.

— Eu protejo. — disse, alto. — Mesmo quando tenho medo.

A âncora de luz brilhou. O corredor estabilizou o tempo suficiente para Lira e Nima correrem os últimos metros e atravessarem o portal de volta ao húb.

O aro fechou atrás delas com um estalo limpo, como um livro bem fechado.

Capítulo 6 — O Chá das Estrelas

A senhora de olhos dourados agarrou Nima e apertou-a com tanta força que a menina pareceu desaparecer dentro do abraço.

— Obrigada! — chorou a mãe, e as lágrimas brilhavam como pequenas luas.

Mestre Orien aproximou-se de Lira e fez um gesto curto, respeitoso.

— Protegeste a vida e o caminho. Isso é o que a Academia devia ensinar acima de tudo.

Sagan sentou-se no chão sem pedir licença ao orgulho.

— Eu avisei que ia desmaiar em três, dois… — murmurou, mas não desmaiou. Só fechou os olhos um instante, respirando como quem volta de uma corrida longa.

A criatura de fios subiu para o ombro de Lira, leve como um lenço, e deu um “tic” satisfeito. As runas dos portais, agora, giravam com calma, como planetas na órbita certa.

Lira levou Sagan até uma bancada lateral onde havia uma pequena estação de bebidas para a equipa: copos, pacotes e uma chaleira que parecia um mini-reator com desenhos de cometas.

— Senta-te aqui, herói de folga — disse ela.

— Se houver chá, eu volto oficialmente ao serviço — respondeu ele, com a voz fraca.

Lira preparou duas canecas. Escolheu “Chá das Estrelas”: uma mistura que cheirava a hortelã, canela e alguma coisa que lembrava noites limpas. A chaleira fez um som suave, como um motor a ronronar.

Ela entregou uma caneca a Sagan. O calor subiu-lhe pelos dedos e pareceu desfazer um pedaço do cansaço do mundo.

— A sério, Lira… — Sagan olhou para ela por cima do vapor. — Obrigado por me arrastares para a segurança. Mesmo quando eu finjo que não preciso.

Lira soprou a sua bebida e respondeu com um sorriso pequeno, mas firme:

— Proteger os outros não é só empurrar pessoas para fora do perigo. Às vezes é ficar ao lado delas até o perigo passar.

A criatura de fios encostou-se à caneca de Lira, atraída pelo calor, e soltou um “tic” tão contente que pareceu um brinde.

Do outro lado do húb, os portais zumbiam em paz, prontos para levar quem precisasse. E, ali, com uma caneca quente nas mãos, Lira sentiu que o universo — com toda a sua magia e metal — podia ser assustador, mas também podia ser consertado, ponto por ponto, como um tecido de luz.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Húb
Um lugar central para coordinar saídas e ajuda em situações de perigo.
Runas
Símbolos antigos que funcionam como sinais mágicos ou instruções encantadas.
Ozono
Camada ou gás que tem cheiro forte e aparece em tempestades elétricas.
Incenso queimado
Cheiro e fumaça que vêm de ervas ou resinas queimadas, usado em rituais.
Chave de Runa
Objeto mágico que controla portais e ajuda a abrir ou fechar passagens.
Vazio Cantante
Um lugar perigoso que engana pessoas com vozes e confunde a mente.
REALIDADE FINA
Uma zona onde a realidade está frágil e pode mudar ou quebrar.
Feixe de estabilização
Um fio ou raio de energia usado para manter algo seguro e firme.
âncora de luz
Um feitiço ou sinal de luz que prende alguém a um lugar seguro.
Nebulosas
Nuvens grandes e coloridas no espaço, feitas de gás e poeira.
Consola
Um painel com botões e telas para controlar máquinas ou sistemas.
Pulseiras de acesso
Joias tecnológicas que permitem abrir portas ou usar sistemas especiais.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Fantasia espacial para 11 a 12 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.