Carregando...
História louca e absurda 11 a 12 anos Leitura 10 min.

as pantufas mágicas do Altino

Altino, um porco-espinho que adora suas pantufas cor-de-laranja, embarca em uma aventura maluca com Ringo, um sapo azul, para participar do Concurso Anual das Regras Mais Loucas de Miolândia, onde desafios absurdos e tropeços inesperados os aguardam. Juntos, eles enfrentam obstáculos inusitados no labirinto do Parque dos Pés Tropeçantes, aprendendo a importância da diversão e da amizade.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Um porco-espinho chamado Altino, com espinhos suaves e coloridos, usa pantufas laranja e exibe uma expressão de surpresa e empolgação, deslizando graciosamente por uma passarela em forma de cobra. Ao seu lado, um pequeno sapo azul coberto de purpurina, usando uma cartola, salta alegremente enquanto ri, com os olhos brilhando de travessura. Ao fundo, o Parque dos Pés Tropeçantes está cheio de caminhos sinuosos, balanços em forma de frutas gigantes e coelhos dançantes, enquanto balões coloridos flutuam em um céu azul radiante. A cena retrata Altino e Ringo atravessando uma piscina de peixes cantores, onde bolhas de sabão estouram ao redor deles, criando uma atmosfera alegre e absurda. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Despertar do Porco-Espinho de Pantufas

Era uma vez, numa vila chamada Miolândia, onde todos os animais usavam bonés coloridos e ninguém sabia exatamente porquê, um porco-espinho chamado Altino. Altino era famoso na vila por nunca sair de casa sem as suas pantufas cor-de-laranja, mesmo nos dias de sol. Ninguém sabia se era moda, superstição ou pura preguiça, mas uma coisa era certa: Altino era o único porco-espinho que conseguia deslizar pelo chão da cozinha como se estivesse a patinar no gelo.

Certa manhã, Altino acordou com um barulho estranho vindo do armário. Parecia o som de alguém a mastigar bolachas de gengibre... mas Altino não tinha bolachas de gengibre no armário! Meio tonto de sono, calçou as pantufas e foi investigar.

— Quem está aí? — perguntou, abrindo a porta devagarinho.

De dentro do armário saltou um pequeno sapo azul, coberto de purpurinas, com uma cartola na cabeça.

— Bom dia! — saudou o sapo, com um sorriso largo. — Chamo-me Ringo e vim buscar o teu cinzeiro voador.

Altino piscou os olhos, confuso.

— Eu não tenho cinzeiro voador...

Ringo olhou para um papel amassado na pata.

— Hum... então talvez seja o teu frigorífico que canta ópera?

Altino olhou para o frigorífico. Nada de estranho, exceto um leve "mi-mi-mi-miiii" vindo de dentro. Mas ele ignorou.

— Também não, Ringo. O que estás a fazer aqui?

Ringo saltitou de uma prateleira para a outra e respondeu:

— Vim convidar-te para o Concurso Anual das Regras Mais Loucas de Miolândia! Preciso de alguém corajoso para me ajudar a cumprir o desafio deste ano: percorrer o labirinto do Parque dos Pés Tropeçantes sem tropeçar mais de 42 vezes!

Altino coçou a cabeça com um dos espinhos.

— Isso soa... impossível.

Ringo sorriu.

— É por isso que é divertido!

E assim, sem perceber bem como, Altino deu por si a entrar numa aventura que prometia ser tudo menos normal.

Capítulo 2: O Parque dos Pés Tropeçantes

Altino e Ringo caminhavam pelo centro da vila, onde uma multidão de animais já se juntava para o concurso. Um pato com óculos de sol distribuía cartazes com as regras do desafio, enquanto um burro batia palmas com as orelhas. No palco principal, a coruja juiz ajustava o microfone:

— Atenção, atenção! O concurso vai começar! Lembrem-se: NÃO podem saltar para trás, NEM andar de lado, e, acima de tudo, NUNCA, mas NUNCA, desafiem a galinha-gigante para um duelo de piadas! Boa sorte!

Altino olhou para Ringo.

— Isso é sério?

Ringo acenou, animado.

— Totalmente! O ano passado um ouriço foi expulso só porque tentou fazer cócegas a uma estátua.

Altino engoliu em seco. O Parque dos Pés Tropeçantes era famoso pelos seus caminhos escorregadios, tapetes rolantes e passadeiras que se moviam sozinhas. E, claro, as famosas poças de gelatina invisível.

— Pronto para tropeçar? — perguntou Ringo, já a postos na linha de partida.

— Acho que sim... — respondeu Altino, ajustando as pantufas.

A buzina soou e os competidores partiram.

Logo ao início, Altino percebeu que as pantufas cor-de-laranja eram uma vantagem: deslizava elegantemente sobre as poças de gelatina, enquanto um coelho trombava contra uma árvore de gomas.

— Cuidado com a passadeira dançante! — gritou Ringo, saltando para o lado enquanto a passadeira se mexia como uma cobra.

Altino tentou seguir, mas as pantufas começaram a emitir música clássica sempre que ele dava um passo mais largo.

— Que raio...? — murmurou, enquanto o chão parecia ondular como uma onda do mar.

De repente, tropeçou... uma, duas, vinte vezes. Cada tropeção era acompanhado de um “plim!” sonoro e uma nuvem de confetis.

— Já só podes tropeçar mais vinte e duas vezes! — avisou Ringo, que já tinha tropeçado vinte e cinco vezes num só minuto.

A cada curva, o labirinto tornava-se mais estranho: havia um túnel onde só se podia andar de olhos fechados, uma sala de vento que trocava os bonés de todos e um corredor onde uma galinha-gigante contava piadas secas.

— O que é um pato com uma perna só? — perguntava a galinha, bloqueando o caminho.

— Não sei... — respondeu Altino, hesitante.

— Um pato desigual!

Altino riu-se tanto que tropeçou mais três vezes.

— Plim! Plim! Plim!

Capítulo 3: As Regras Mais Loucas

Após a travessia do Corredor das Piadas, Altino e Ringo chegaram à Sala do Espelho Invertido. Lá, todas as regras eram... ao contrário! Para avançar, tinham de andar para trás, mas sem olhar por cima do ombro.

— Isto é impossível! — exclamou Altino, tentando dar passinhos de costas.

Ringo, porém, parecia adorar o desafio. Saltitava para trás, batendo palmas e aplaudindo-se.

— Vês? Só tens de confiar nos teus espinhos!

Altino tentou, mas uma das pantufas ficou presa numa pastilha elástica gigante colada ao chão. Ao tentar libertar-se, deu uma cambalhota e tropeçou mais cinco vezes.

— Plim! Plim! Plim! Plim! Plim!

Agora só lhe restavam catorze tropeções.

— Altino, tens de te acalmar! — disse Ringo, parando para respirar. — Tens de encontrar uma maneira de usar as pantufas a teu favor.

Altino sentou-se um momento e pensou. Olhou à volta: todos os outros animais estavam a tropeçar, escorregar, enrolar-se em fios de lã.

— E se... usar as pantufas como patins? — perguntou-se em voz alta.

— GENIAL! — exclamou Ringo.

Altino levantou-se, respirou fundo e, com um impulso, deslizou para trás, passando pelo espelho invertido e atravessando a sala como se fosse um campeão de patinagem artística.

— UAU! — gritou a multidão que assistia.

No fim da sala, encontraram um caracol com um chapéu de palha.

— Só podem passar se me responderem a esta pergunta difícil: Quantas pantufas cabem numa caixa de gelado?

Altino coçou o queixo.

— Depende do tamanho da caixa...

O caracol abanou a cabeça.

— Resposta errada! Têm de dar uma volta à rotunda dos coelhos saltitantes!

A rotunda era um carrossel cheio de coelhos que saltavam sem parar. Altino e Ringo entraram, mas, em vez de saltar, decidiram deslizar entre os coelhos, evitando novos tropeções.

No final, já só restavam cinco tropeções permitidos.

Capítulo 4: O Momento Mais Absurdo

Quando pensavam que o pior tinha passado, chegaram ao último obstáculo: a Piscina dos Peixes Cantores. Para passar, tinham de atravessar uma ponte feita de balões cheios de água, com peixes que saltavam e cantavam canções de encantar.

— Se caíres, tens de recomeçar o labirinto todo! — avisou uma lontra com apito.

Altino engoliu em seco. Ringo foi o primeiro a tentar. Saltou para o primeiro balão, que fez "PLOP!" e esguichou água por todo o lado, mas conseguiu manter o equilíbrio.

— Vamos, Altino! — chamou Ringo.

Altino avançou, tentando ignorar as canções dos peixes:

— Lalalalá, escorrega prá lá! — cantavam eles.

A meio da ponte, sentiu-se a escorregar. Um peixe saltou e agarrou-se à sua pantufa, começando a cantar ainda mais alto.

— Não pares de dançar!

Altino, num misto de desespero e coragem, começou a dançar em cima dos balões, deslizando de um lado para o outro, enquanto o público gritava:

— Vai, Altino! Vai!

Ringo juntou-se à dança, e juntos atravessaram a ponte, saltando, rodopiando e até fazendo piruetas.

No fim da ponte, Altino tropeçou uma última vez — “Plim!” — mas conseguiu não cair.

— Conseguimos! — exclamou Ringo, dando-lhe um abraço.

Capítulo 5: O Final Surpreendente e Muito Louco

Ao atravessarem a linha de chegada, a multidão explodiu em aplausos, confetis e balões. A coruja juiz subiu ao palco e anunciou:

— E os vencedores do Concurso das Regras Mais Loucas deste ano são... Altino das Pantufas e Ringo das Purpurinas!

Altino não queria acreditar. Tinha tropeçado exatamente 42 vezes, nem mais, nem menos.

— Como é possível? — perguntou, ainda ofegante.

A coruja sorriu:

— O segredo é divertir-se e não ter medo de ser diferente. Só quem aceita a loucura da vida consegue chegar ao fim do labirinto!

O prémio? Um frigorífico que cantava ópera, exatamente igual ao som que Altino ouvira de manhã. E, claro, um ano inteiro de pantufas novas, em todas as cores do arco-íris.

Ringo saltou para o ombro de Altino.

— Pronto para mais uma aventura absurda?

Altino sorriu, abraçou o seu novo frigorífico cantor e respondeu:

— Só se puder levar as pantufas!

E assim terminou a aventura mais louca e divertida de Miolândia, onde as regras nunca são o que parecem e um porco-espinho de pantufas pode ser o herói mais inesperado de todos.

Fim.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Porco-espinho
Um animal com espinhos no corpo, que se enrola para se proteger.
Pantufas
Calçados macios e confortáveis que se usam em casa.
Labirinto
Um lugar cheio de caminhos que podem ser confusos e difíceis de sair.
Túnel
Um buraco longo que passa de um lado ao outro, geralmente debaixo da terra.
Galinha-gigante
Uma ave muito grande, que pode ser engraçada e fazer piadas.
Piscina dos Peixes Cantores
Um lugar com água onde peixes que cantam vivem.
Purpurinas
Pequenos pedaços brilhantes que se usam decorando objetos ou roupas.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias loucas e absurdas para 11 a 12 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.