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História divertida de fraternidade 11 a 12 anos Leitura 9 min.

A rua dos disparates e das gargalhadas

Tomás e Rodrigo, dois irmãos cheios de energia, decidem fazer uma corrida épica na Rua dos Pasteis, cheia de obstáculos e desafios divertidos, enquanto a irmã Sofia se junta à diversão como juíza. Entre risadas, trapalhadas e novas aventuras, eles aprendem que o importante é aproveitar cada momento juntos.

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Há 3 personagens: Tomás, um garoto de 12 anos com cabelos castanhos bagunçados e óculos redondos, vestindo uma camiseta azul viva e um short vermelho, pedalando em sua bicicleta azul; Rodrigo, um garoto de 11 anos com cabelos loiros e sardas, usando uma camiseta amarela e tênis verdes, deslizando em sua patinete vermelha e rindo; e Sofia, uma menina de 8 anos com longos cabelos castanhos trançados e um sorriso travesso, vestindo um vestido rosa com bolinhas, de pé na calçada, de braços cruzados, encorajando-os com uma expressão divertida. O cenário é uma rua movimentada, com casas coloridas e jardins floridos. Crianças brincam ao redor, e um gato preto se estira ao sol em um muro. O céu é azul com algumas nuvens brancas, criando uma atmosfera alegre e cheia de vida. A cena principal mostra Tomás e Rodrigo em uma corrida divertida, enquanto Sofia observa seriamente, pronta para cronometrar. Tomás está na bicicleta, e Rodrigo faz manobras na patinete, ambos determinados a vencer, criando uma cena cheia de energia e camaradagem. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Grande Desafio da Rua dos Pasteis

Era uma tarde de verão na Rua dos Pasteis, onde o sol parecia brincar de esconde-esconde entre as nuvens e nada, absolutamente nada, podia impedir os irmãos Tomás e Rodrigo de inventarem mais uma aventura. Tomás, o mais velho, tinha doze anos e era um especialista em ideias malucas. Rodrigo, com onze e meio — porque, segundo ele, meio ano fazia muita diferença —, era o rei das piadas e das manobras incríveis com a sua trotinete vermelha.

Naquela tarde, enquanto a mãe deles tentava, em vão, colocar ordem na cozinha, Tomás apareceu na sala com um sorriso que já prometia confusão:

— Rodrigo, já pensaste em fazer uma corrida épica aqui na rua?

Rodrigo levantou os olhos do seu livro de piadas e sorriu, cheirando a confusão:

— Só se for para rir tanto que até as galinhas do vizinho venham ver!

Da janela, a irmã mais nova, Sofia, espreitava, escondida atrás da cortina, pronta para contar tudo à mãe… ou para se meter na brincadeira, claro.

Tomás pegou a sua bicicleta azul-que-já-foi-verde e Rodrigo saltou para cima da sua trotinete. Ambos olharam um para o outro como se fosse o início das Olimpíadas Ofíciosas da Rua dos Pasteis.

— A meta vai ser junto ao poste torto do Sr. Américo, combinado? — disse Tomás, apontando para o poste que parecia dançar cada vez que soprava o vento.

— Combinadíssimo! Mas espera… quem perder tem de dançar o “macaco salsicha” ali mesmo, em frente a toda a gente! — desafiou Rodrigo.

A corrida estava marcada. As regras eram… bem, praticamente não havia regras — só não podiam atropelar a senhora Odete ou assustar os gatos do bairro.

Capítulo 2: Prontos, Preparar... Já! (E o Desastre do Começo)

No arranque, a rua parecia um autódromo. Tomás arrancou com tudo, pedalando como se o seu futuro dependesse disso. Rodrigo, rindo, deslizava pela calçada com manobras radicais na sua trotinete. Sofia, agora sem resistir, gritava da janela:

— VAI TOMÁS! QUERO VER A DANÇA DO MACACO!

De repente, ao passar pelos vasos do Sr. Américo, Tomás desviou de um gato que dormia no meio da rua e quase perdeu o controlo do guidom. Rodrigo, por sua vez, fez uma curva tão fechada perto do portão da Dona Lurdes que acabou a girar sobre si mesmo, deixando todos os vizinhos de nariz colado às janelas.

Com os risos de Sofia e os gritos de incentivo da criançada da rua, os dois irmãos chegaram lado a lado ao poste torto, travando em cima da meta como profissionais (ou não… porque Rodrigo acabou por cair sentado no chão, ainda a rir).

— Foi batota, eu escorreguei numa folha! — protestou Rodrigo.

— Desculpas, desculpas… — brincou Tomás, dando-lhe uma mão para se levantar. — Mas agora… sabes o que vem aí, não sabes?

Capítulo 3: A Dança do Macaco Salsicha e Outras Vergonhas

Rodrigo, que nunca perdia uma oportunidade de fazer rir, levantou-se, limpou o pó dos calções e lançou o seu melhor show: a Dança do Macaco Salsicha! Saltitava de um lado para o outro, agitava os braços, rodopiava e fazia caretas tão engraçadas que até a senhora Odete, a mais séria do bairro, não conseguiu conter o riso.

Nisto, Tomás não resistiu:

— Se é para dançar, dançamos juntos! — e lá foi ele juntar-se ao irmão, os dois no meio da rua, dançando, saltando, rindo até não poderem mais. Sofia saiu disparada de casa para se juntar ao grupo, e em minutos toda a miudagem da Rua dos Pasteis estava a inventar passos de dança tolos.

No final, ofegantes e suados, os irmãos caíram sobre a relva do jardim do Sr. Américo, a rir como se não houvesse amanhã.

— Aposto que nunca mais te metes comigo numa corrida! — desafiou Tomás.

— Aposto que amanhã vou ganhar! — respondeu Rodrigo, já a tramar nova revanche.

Capítulo 4: O Plano Secreto para a Corrida Mais Maluca de Sempre

Ao jantar, enquanto fingiam estar calados (coisa que nunca conseguiam), Tomás e Rodrigo começaram a conspirar. Cada um queria ganhar a próxima grande corrida… mas, mais do que vencer, queriam tornar tudo ainda mais divertido.

— E se fizéssemos obstáculos? — sugeriu Tomás, com os olhos a brilhar de excitação.

— Ou um percurso secreto, cheio de missões, tipo “apanha a meia do gato” ou “atira a bola pela janela”! — contrapôs Rodrigo.

No dia seguinte, acordaram bem cedo, saltaram da cama e começaram a montar o circuito mais alucinante da história do bairro. Sofia, claro, dava ordens como uma pequena general:

— Aqui, passam rasteirando por debaixo do estendal da Dona Lurdes! Ali, têm de apanhar o chapéu do jardineiro sem serem vistos! E no final, só podem cruzar a meta se conseguirem dizer três piadas sem rir!

Os irmãos gostavam daquela rivalidade, mas, no fundo, o que os fazia felizes era estarem juntos, trocar ideias disparatadas, inventar novas maneiras de transformar uma simples tarde num espetáculo digno de memória.

Capítulo 5: A Corrida dos Obstáculos Impossíveis

Chegada a hora da “Grande Corrida dos Obstáculos Impossíveis”, todos os miúdos da rua apareceram. Havia cartazes, buzinas, até um cronómetro (que ninguém sabia usar). Sofia era a juíza oficial, de apito em punho e ar muito sério.

À partida, Tomás ajustou o capacete, Rodrigo afinou as rodas da sua trotinete e, ao sinal da Sofia, lá partiram todos, deixando um rasto de gargalhadas atrás de si.

O primeiro obstáculo era rastejar por debaixo do estendal da Dona Lurdes, cheio de lençóis a secar. Tomás ficou com metade de um lençol pendurado na bicicleta e Rodrigo tropeçou numa meia, mas nem pensaram em parar.

No ponto seguinte, tinham de apanhar o chapéu do jardineiro, que dormia à sombra de uma árvore. Rodrigo tentou, mas tropeçou num regador e acabou com água até aos joelhos.

Tomás, mais sorrateiro, conseguiu pegar no chapéu — mas, ao sair correndo, o chapéu escapuliu-lhe pelas mãos e voou, voou até aterrar… na cabeça do gato do vizinho. Todos riram tanto que tiveram de parar a corrida.

Finalmente, a última tarefa: contar três piadas sem rir. Rodrigo começou:

— Sabes porque é que o tomate não foi ao banco?

— Não — respondeu Tomás, com uma cara muito séria.

— Porque ele estava sem saldo!

Tomás aguentou, mas quando Rodrigo continuou com a segunda piada, ambos rebentaram a rir, esquecendo-se da corrida. Sofia, sem resistir, correu até eles e, num instante, todos estavam deitados na relva, olhos marejados de tanto rir.

Capítulo 6: Entre Vitórias e Derrotas… Só Risos!

O resultado da corrida foi um mistério. Ninguém soube dizer quem ganhou, quem perdeu, nem quem ficou a meio, mas isso pouco importou. No fim, estavam todos juntos, sujos, cansados e felizes, partilhando histórias, piadas e sonhos de novas aventuras.

— Sabe bem perder, quando se perde assim! — disse Tomás, esticando-se ao sol.

— Ganhar também não era mau! — retorquiu Rodrigo, com um sorriso de orelha a orelha.

— Eu acho que vocês ganharam o prémio da diversão! — declarou Sofia, com ar de juíza imparcial.

Entre brincadeiras e desafios, os irmãos aprenderam que, apesar das diferenças, o mais importante é o que partilham: cumplicidade, amizade e uma boa dose de disparates. Afinal, cada um era especial à sua maneira — Tomás e as suas ideias mirabolantes, Rodrigo e as suas piadas, Sofia sempre pronta para comandar — e era essa mistura que tornava cada dia mais extraordinário do que o anterior.

Antes de se irem deitar, já de pijama, Tomás olhou para Rodrigo e perguntou, com aquele ar de quem já está a inventar outra aventura:

— Amanhã, fazemos uma corrida de… carrinhos de supermercado?

Rodrigo sorriu, cúmplice:

— Só se a dança for obrigatória no fim!

E assim, naquela casa barulhenta e cheia de cor, os desafios nunca acabavam… mas as gargalhadas também não.

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