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História de Natal 3 a 4 anos Leitura 6 min.

A estrela de Pingo

Na véspera de Natal, Pingo, um pequeno pinguim, quer colocar a estrela no topo do pinheiro da praça e enfrenta dificuldades por ser baixinho; com a ajuda dos amigos Lili, Rufa e Tico, aprende sobre coragem, respeito e trabalho em equipe.

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Pingo, um pequeno pinguim redondo e fofo, segura uma estrela dourada e sobe cuidadosamente uma escada de madeira para colocá-la no topo de um grande pinheiro de Natal; Lili, uma lebre branca de orelhas longas, segura a base da escada à esquerda, Rufa, uma raposa ruiva, a estabiliza à direita com ar protetor, e Tico, um filhote de pássaro vermelho, voa alegre acima; a cena passa numa praça nevada ao crepúsculo, com luzes quentes nas casas ao fundo, guirlandas e bolas no pinheiro, atmosfera acolhedora e cores vivas. reportar um problema com esta imagem

Na véspera de Natal, a noite estava clara e a neve brilhava como açúcar. Pingo, o pequeno pinguim, acordou cedo. Ele sentiu um calor no peito. Havia um desejo tão grande: colocar a estrela no alto do pinheiro da praça.

Pingo olhou para a árvore. Era alta, alta como uma montanha pequena. O topo parecia tocar as luzes do céu. Pingo bateu palmas com as nadadeiras. "Quero pôr a estrela", disse ele, com voz miúda e forte.

Mas Pingo era baixinho. Ele tentou subir num tronco. Escorregou. Tentou empilhar pedras. Caiu de lado e riu. "Tudo bem", murmurou. "Eu tento de novo." Pingo respirou fundo. A neve fez cócegas no bico. Ele sorriu e foi até a janela de casa.

Os amigos de Pingo moravam perto. Primeiro veio Lili, a lebre branca. Lili pulou e disse: "Posso ajudar!" Depois veio Rufa, a raposa ruiva. Rufa trouxe uma escada leve. Por fim, apareceu Tico, o tico-tico vermelho. Tico trouxe coragem e canto.

Pingo agradeceu. "Obrigadíssimo", disse ele. "Mas eu quero, eu posso colocar a estrela." Lili olhou com olhos grandes. "Você é pequeno", disse ela. "Mas tem um coração grande." Rufa sorriu devagar. "Respeitamos seu desejo", falou. "Juntos, vamos." Tico cantou uma canção curta: "Luz, luz, lua e estrela, juntos com amor a brilhar."

Eles foram até a praça. A árvore cheirava a pinho e a neve brilhava. Pingo segurou a estrela com cuidado. Era dourada e leve como um sonho. As luzes da praça piscaram como piscas de peixinhos. Pingo colocou a pata na escada. Subiu um degrau. Desceu. Subiu de novo. Lili segurava a escada. Rufa fazia sombra com o corpo. Tico tricotava notas no ar com seu canto.

No meio do caminho, uma rajada de vento soprou. A escada balançou. Pingo apertou a estrela junto ao peito. Fechou os olhos. "Eu quero colocar a estrela", repetiu baixinho. Lili sussurrou: "Respira, Pingo." Rufa colocou a pata firme ao pé da escada. Tico cantou bem forte. O vento ficou amigo e foi embora.

Eles subiram devagar, degrau por degrau. Pingo sentiu o frio no bico e o calor dos amigos no coração. A praça parecia um lençol de luz. Crianças olhavam de janelas. Um cãozinho farejava lá de baixo e abanava o rabo. Todo mundo olhava com esperança.

Quando chegaram ao topo, Pingo esticou a patinha. A estrela tremia, mas brilhava. Pingo sussurrou: "Com calma." Ele colocou a estrela no alto do pinheiro. Foi como colocar um ponto de luz num desenho. A árvore sorriu com luzes novas. A estrela brilhou e ficou quieta, como se contasse segredos doces.

Todos aplaudiram baixinho. Pingo desceu devagar. Lili pulou feliz. Rufa fez uma volta elegante. Tico cantou outra vez. "Você conseguiu!", disseram os amigos. Pingo sorriu, o coração batia como tambor de festa. "Obrigadinho", disse ele. "Obrigadinho por respeitarem meu desejo."

Uma menina apareceu à janela. Ela acenou e deixou um biscoito na soleira. Outra criança pôs uma luz de papel na janela. A praça encheu de pequenos gestos. Pingo pensou: que bom é quando todos cuidam um do outro.

A noite seguiu calma. As luzes da árvore piscavam no compasso do vento. O ar cheirava a canela e a pinha. Pingo e os amigos sentaram na neve macia. Lili contou uma história curta sobre estrelas que gostam de dançar. Rufa explicou como escolheu a escada com cuidado. Tico mostrou uma pena brilhante e disse: "É para lembrarmos do dia."

Antes de dormir, Pingo olhou para o céu. A grande estrela lá em cima piscou como quem acena. Pingo disse: "Boa noite, estrela." E a estrela pareceu responder com um brilho mais quente.

Na manhã de Natal, a praça estava cheia de risos. Pessoas pequenas e grandes vinham ver a árvore. Alguns deixavam presentes à sombra do pinheiro: uma mecha de lã para quem estivesse com frio, um cesto de frutas para quem quisesse partilhar, um desenho de criança com um sol sorrindo. Tudo foi colocado com carinho e respeito. Cada gesto dizia: cuidamos uns dos outros.

Pingo recebeu muitos abraços macios. Ele ganhou um cachecol azul de Lili. Rufa deu um pequeno sino que tintilava quando se movia. Tico, orgulhoso, pousou na ponta do cachecol. Pingo segurou os presentes e sorriu. O desejo que ele tinha no peito estava realizado. Ele colocou a estrela e também aprendeu a valorizar a ajuda e o respeito.

O dia terminou com uma canção suave. As luzes da árvore piscavam como pequenas promessas. A estrela no topo brilhava e guardava os sonhos. Pingo bocejou. "Boa noite, amigos", disse ele. Eles responderam: "Boa noite, Pingo."

Pingo voltou para sua casinha. Entrou, tirou o cachecol, aqueceu as nadadeiras. Do lado de fora, a neve cantava baixinho. Pingo fechou os olhos. Sonhou com luzes dançando e com todos os seus amigos juntos. O coração dele era uma pequena estrela quente.

E assim, naquele Natal, a praça ficou cheia de luz e de respeito. Cada gesto simples fez a noite mais doce. A estrela, no alto do pinheiro, lembrou a todos que quando se cuida com carinho, a magia cresce e aquece o mundo.

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Véspera
No dia antes de uma festa, como o Natal.
Desejo
Um pensamento forte de querer algo muito.
Empilhar
Colocar coisas uma em cima da outra, formando uma pilha.
Rajada
Um sopro de vento forte e rápido.
Degrau
Cada parte de uma escada onde se põe o pé para subir.
Compasso
Um ritmo ou movimento que se repete, como numa música.
Soleira
A parte baixa da porta onde se pisa para entrar em casa.
Cachecol
Uma peça de tecido para aquecer o pescoço no frio.
Tintilava
Fazia um som leve e alegre quando mexia.
Bocejou
Ato de abrir a boca bem grande quando se está com sono.

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