Carregando...
História sobre a neurodiversidade 5 a 6 anos Leitura 7 min.

Tomás e o parque dos números saltitantes: uma aventura com discalculia

Tomás, um menino de cinco anos que tem dificuldade com números, vive uma aventura no parque em busca de um amigo, aprendendo que a imaginação e a amizade são mais importantes do que contar corretamente. Durante sua jornada, ele descobre que cada um tem seu jeito especial de ver o mundo.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Um menino de 6 anos, chamado Tomás, com cabelo castanho bagunçado e um grande sorriso alegre, está sentado na grama verde do parque, com os olhos brilhando de excitação. Ele usa uma camiseta amarela viva e shorts azuis, e está pulando com entusiasmo, os braços levantados para o céu. Ao seu lado, uma menina da mesma idade, com cabelo loiro trançado e um vestido rosa de bolinhas, está construindo um castelo de areia, concentrada e sorridente, olhando para Tomás com diversão. O parque é um lugar encantador, cheio de flores coloridas, grandes árvores com folhas verdes e um céu azul salpicado de nuvens brancas fofas. Borboletas de asas brilhantes voam ao redor, adicionando um toque de magia à cena. A situação principal mostra Tomás e a menina brincando juntos, inventando um jogo de aventura, onde imaginam ser exploradores em uma selva, pulando alegremente entre pedras invisíveis, rindo e compartilhando ideias criativas. reportar um problema com esta imagem

Parte 1 – O Menino dos Números Saltitantes

Tomás tinha cinco anos e um sorriso alegre. Ele adorava correr, saltar e brincar ao ar livre. Tomás era curioso e gostava de observar tudo ao seu redor, mas havia algo em Tomás que era especial: os números pareciam sempre brincar às escondidas na sua cabeça. Ele tinha discalculia, o que significava que contar, somar ou lembrar quantos passos dava, era difícil para ele. Os números dançavam na sua mente, trocavam de lugar, e às vezes até faziam cócegas nos seus pensamentos.

Numa manhã de sol, Tomás acordou com vontade de viver uma aventura. “Hoje vou ao parque! Vou procurar um amigo!” pensou, animado. Ele vestiu a sua t-shirt favorita, calçou os sapatos azuis e saiu de casa com a mamã.

Chegando ao parque, Tomás viu logo muitas cores e cheiros. Havia flores amarelas, borboletas cor-de-laranja e bancos debaixo das árvores cheias de sombra. O parque parecia um lugar mágico para fazer descobertas!

Tomás correu para o baloiço, tentou contar quantos passos estavam entre a entrada e o escorrega, mas logo se esqueceu. Os números saltitavam e fugiam dele outra vez. Ele riu e deu de ombros, porque sabia que podia confiar no seu coração para encontrar o caminho.

Parte 2 – Procurando um Amigo

Tomás viu uma menina sentada na areia. Ela fazia castelos pequenos com as mãos. Tomás aproximou-se devagar. “Olá, eu sou o Tomás! Queres brincar comigo?” A menina olhou para ele e respondeu: “Só podes brincar se souberes contar até dez.” Tomás sentiu-se nervoso. Ele tentou, mas os números pularam na sua cabeça como sapinhos no lago: “Um, três, cinco… oh, não me lembro!”

A menina franziu a testa, não entendeu porque Tomás não conseguia dizer os números na ordem certa. “É fácil, é só contar, assim: um, dois, três…” disse ela, suspirando. Tomás sentiu-se um bocadinho triste, mas sabia que o seu coração era como um mapa colorido. Se não podia contar os passos, podia seguir as suas ideias brilhantes de outras maneiras.

Tomás olhou para a relva, onde muitos grilos saltavam. Ele começou a imitar os grilos, saltando de um lado para o outro. Ele ria, saltava e fazia sons engraçados. A menina não ligou muito e continuou a fazer castelos. Mas Tomás não desistiu da sua missão. “Vou encontrar um amigo que goste de brincar como eu!” pensou ele, batendo palmas.

Parte 3 – Aventuras e Uma Fadiga Súbita

Tomás caminhou mais um pouco e viu uma árvore enorme. Debaixo da árvore, um rapaz sorria, lendo um livro colorido com letras grandes. Tomás sentou-se ao lado dele, respirou fundo e disse: “Olá! Queres brincar comigo?” O rapaz fechou o livro, olhou para Tomás e respondeu: “Sim, podemos brincar! Que jogo queres jogar?”

Tomás pensou. Queria convidar o novo amigo para correr, saltar ou até procurar tesouros imaginários. Mas de repente, Tomás sentiu-se muito cansado. As pernas pareciam pesadas como pedras, e o coração batia devagarinho. Estava cansado de pensar nos números, cansado de tentar agradar a todos. A cabeça queria descansar um bocadinho.

Tomás sentou-se na relva, respirou fundo e fechou os olhos por um momento. Quis chorar, mas em vez disso, pensou no arco-íris dentro da sua cabeça. Aquela energia especial que tinha quando não pensava muito nos números, mas sim nas cores, nos sons e nas sensações. Ele sabia que podia confiar nos seus sentidos mágicos.

O rapaz ao seu lado percebeu que Tomás estava cansado. “Está tudo bem?” perguntou ele, com voz suave. Tomás sorriu e acenou com a cabeça. “Só preciso de descansar um bocadinho.”

Parte 4 – Uma Mão Amiga

Enquanto Tomás descansava, o rapaz ficou ali, sentado, esperando com paciência. Depois de alguns minutos, Tomás sentiu-se melhor. O rapaz levantou-se e estendeu a mão para Tomás. “Queres brincar? Podemos inventar um jogo novo!”

Tomás agarrou a mão do amigo. Ele sentiu-se feliz e seguro. Juntos, começaram a inventar um jogo diferente, sem precisar de contar, nem de lembrar números. Eles fingiram que eram exploradores numa selva, a saltar sobre pedras invisíveis e a fugir de crocodilos de mentirinha. Cada um contava uma parte da aventura, usando a imaginação.

Quando Tomás tropeçava ou esquecia alguma regra do jogo, o rapaz ria e dizia: “Está tudo bem! Vamos inventar uma nova regra!” Assim, brincar era sempre divertido e cheio de surpresas boas.

Tomás sentiu que aquele amigo era como um raio de sol quente num dia frio. Não importava se os números ainda pulavam na sua cabeça, porque ele tinha aprendido que o importante era confiar nos seus sentidos coloridos, na sua intuição de estrela cadente.

No final da tarde, Tomás voltou para casa de mão dada com a mamã, muito feliz e orgulhoso. Tinha encontrado um amigo, e tinha mostrado que cada um tem o seu jeito especial de ver o mundo. Às vezes os pensamentos são borboletas, outras vezes são mapas do tesouro, mas o mais importante é ter paciência consigo e com os outros.

Todos somos diferentes e isso é maravilhoso. Tomás aprendeu que, mesmo quando se sente cansado ou diferente, pode confiar na sua alegria interior e na bondade das pessoas à sua volta. E, no parque das grandes descobertas, sempre haverá alguém pronto para dar a mão e brincar, sem pressa e com muito carinho.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Discalculia
Dificuldade em entender e trabalhar com números.
Borboletas
Insetos que têm asas coloridas e que voam.
Castelos
Estruturas grandes e altas feitas de areia ou pedra, usadas em brincadeiras.
Exploradores
Pessoas que viajam para descobrir novos lugares ou coisas.
Selva
Uma floresta densa e cheia de plantas e animais.
Imaginário
Algo que existe na mente, mas não na realidade.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias sobre a Neurodiversidade (TDAH, HPI, DYS, autismo...) para 5 a 6 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.