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Pequenos aventureiros 5 a 6 anos Leitura 11 min.

Segure a minha pata

Bento, um urso curioso, encontra um mapa e parte numa aventura com amigos para ajudar criaturas do bosque, descobrindo que coragem e carinho nascem ao segurar a mão nos momentos certos.

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Um ursinho de pelúcia marrom e arredondado, pelo macio, olhos negros brilhantes e cachecol azul, sorri calorosamente enquanto estende a pata e segura uma caixinha colorida aberta no colo; à sua esquerda, um coelhinho branco de orelhas longas (Tico) alegre segura a pata do ursinho com as duas dianteiras; atrás do ursinho, sobre um galho baixo, uma coruja bege de grandes olhos âmbar (Lila) com asas meio abertas observa com ar protetor; um passarinhos amarelo minúsculo (Piu) pousa na pata do ursinho cantando de felicidade; à direita, uma raposinha ruiva (Fifi) esbelta sorri e segura uma pequena lanterna de madeira; tudo sobre uma colina dourada ao pôr do sol, relvas ondulantes, céu laranja-rosado com nuvens fofas, um velho carvalho com balanço ao fundo e algumas pedras e flores na frente; cena em círculo com os amigos de patas dadas em volta da caixa que emite luz suave, atmosfera de calor e amizade, cores quentes, pinceladas visíveis e texturas espessas de acrílico com luz raseira do sol poente. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — A manhã curiosa

Era manhã no Bosque de Mel. O sol beijava as folhas. O urso Bento acordou devagar. Ele era um urso macio e de olhos cálidos. Tinha um focinho que gostava de farejar cheiros de pão e flores. Hoje, Bento sentiu algo diferente no ar. Um som miúdo vinha da trilha. "O que será?" pensou Bento.

Bento esticou as patas e olhou pela janela da sua toca. A trilha brilhava com gotas de orvalho. Um pequeno papel colorido batia no vento. Bento correu, curioso. Pelo caminho, encontrou a coruja Lila em um galho.

— Bom dia, Lila! — disse Bento. — Você viu o papel que voou?

— Vi sim — respondeu Lila, mexendo a cabeça. — Ele soprou para a clareira. Parece um mapa.

Bento arregalou os olhos. Um mapa! Seus coraçõesinho bateu forte de alegria. Ele adorava mapas.

Mais à frente, o coelho Tico saltou entre as ervas.

— O mapa leva a algo escondido? — perguntou Tico, pulando.

— Vamos descobrir — disse Bento, sorrindo. — Mas primeiro, segure minha pata?

Tico olhou surpreso. Ele nunca tinha segurado a pata de um urso antes. Bento estendeu sua patinha macia. Tico encostou a patinha pequena na mão grande de Bento. Era um gesto simples. Mas fez Bento sentir-se seguro. E foi ali que Bento lembrou seu objetivo: segurar a mão no momento certo. Segurar a mão dava coragem.

Os três olharam o mapa. Havia desenhos de árvores, pedras e uma estrela azul. O mapa dizia: "Siga a curiosidade e compartilhe." Bento sentiu o calor da palavra compartilhar. Ele respirou fundo.

— Vamos! — disse Bento. — A aventura começa!

Capítulo 2 — A trilha das surpresas

A trilha levou o grupo por entre cogumelos vermelhos e riachos que cantavam. Bento caminhava devagar. Tomava cuidado com as pedras escorregadias. Lila voava à frente, com olhos atentos. Tico corria em ziguezague, impaciente e feliz.

De repente, um vento forte fez o mapa voar das patas de Bento. O mapa rodopiou para cima. Bento saltou, tentou pegar, mas o mapa caiu sobre um tronco oco. Dentro do tronco, algo brilhou.

— O que tem aí? — perguntou Tico, curioso.

— Vamos olhar — disse Bento, com as patas tremendo um pouco. O tronco parecia escuro. Mas Bento tinha coragem. Ele colocou a mão no buraco. Sentiu folhas macias e... uma luz quente. Uma pedrinha azul piscou. Era como a estrela do mapa.

— Uau! — exclamou Lila. — É uma pedra brilhante!

— Deve ser mágica — murmurou Tico.

Bento puxou a pedra com cuidado. Ao tirá-la, o tronco fez "plim" e uma porta pequenina se abriu na terra. Uma voz fina chamou:

— Olá, amigos!

Do teto da porta saiu um passarinho amarelo, chamado Piu. Ele estava com um lenço e parecia nervoso.

— Eu tiro coroas de nozes para meus filhotes — explicou Piu. — Hoje, um vento grande derrubou a caixa. Ela caiu lá dentro. Não consigo alcançar!

Bento olhou para a caixa. Estava cheia de nozes brilhantes. Piu parecía preocupado. Bento respirou fundo. Era hora de ser gentil e valente.

— Segure minha pata, Piu — disse Bento. — Eu vou ajudar.

Piu pousou na mão de Bento. A pata do urso era grande e quente. Piu sentiu-se mais forte.

Bento esticou o braço e, com jeitinho, pegou a caixa. A caixa era pesada. Ele puxou uma vez, puxou outra vez. Suas patas doeram um pouquinho, mas ele não desistiu. Por fim, a caixa subiu para a luz. Piu bateu as asas em alegria.

— Obrigado! — cantou Piu, feliz. — Vocês são corajosos!

— Nós somos amigos — disse Bento, sorrindo. — E ajudamos juntos.

Piu ofereceu uma noz brilhante a cada um. Tico mordeu e fez um barulhinho de surpresa: estava doce como mel. Lila fez uma dança no ar. Bento guardou a sua noz no bolso da toca, como lembrança.

Eles continuaram a trilha. O mapa agora mostrava um rio com pedras que brilhavam. A água fazia círculos como um tapete. A travessia parecia difícil. Havia também um barulho — "glub glub" — que vinha da água.

— Como vamos passar? — perguntou Tico, olhando as pedras escorregadias.

— Juntos — disse Bento. — Segurem minha pata quando for preciso.

Bento pisou na primeira pedra. Era um pouco instável. Tico pulou perto, e Lila bateu asas para medir a distância. Quando Bento quase escorregou, Tico segurou sua pata com força. A pata pequena apertou a grande. O toque deu a Bento equilíbrio. Ele sorriu. Seguraram as patas um do outro e passaram devagar, pedra por pedra. No meio do rio, uma onda fez o corpo de Bento molhar. Ele arregaçou as sobrancelhas e sacudiu o pelo. Não deixou que o medo crescesse.

No outro lado, uma pequena gruta se abria entre musgos. O mapa apontava para lá. Entraram com cuidado. Dentro, havia guardanapos coloridos e um espelho velho. Uma voz ecoou, mais doce que mel.

— Quem olha por aqui? — perguntou a voz.

Uma raposa laranja apareceu. Seu nome era Fifi. Ela segurava um lanternim.

— Eu escondo lembranças — disse Fifi. — Hoje, a lembrança que fere foi levada pelo vento. Preciso de ajuda para encontrar.

Bento inclinou a cabeça. Ele lembrava do vento que brincou com o mapa. E da sua própria missão: segurar a mão no momento certo.

— Vamos procurar — disse Bento. — Juntos.

Fifi mostrou uma pista: um pedaço de tecido que tremulava como uma bandeira. Seguiram a pista pela gruta até uma saída pequena e iluminada. Lá fora, viram um campo cheio de flores que dançavam. No meio do campo, um draquinho de papel — bem pequeno — estava preso nas pétalas. Era a lembrança de Fifi.

Bento aproximou-se. O draquinho tremia e parecia triste. O vento soprava forte. Bento hesitou por um segundo. O vento poderia levar tudo. Ele então chamou:

— Segurem minha pata, por favor!

Tico e Piu agarraram as patas de Bento. Lila pousou no ombro dele. Fifi tocou sua pata com delicadeza. Juntos, fizeram um círculo. Bento estendeu os braços e pegou o draquinho de papel. O vento tentou arrancar, mas as mãos unidas seguraram firme. Os pequenos amigos riram de alívio quando o papel ficou seguro.

— Você segurou no momento certo — disse Fifi, com olhos brilhantes.

Bento sorriu e sentiu o peito quentinho. Segurar a mão foi simples. Mas naquele gesto morava coragem.

Capítulo 3 — O final com vento fresco

Depois da gruta, o mapa levou o grupo até a Colina do Pôr. A colina era coberta de capim dourado. O sol começava a pintar o céu de laranja. O mapa mostrou um coração desenhado no topo. Eles subiram juntos.

No caminho, o céu escureceu um pouco. Nuvens franzinas vieram brincar. Um som de trovão distante fez Tico pular. Bento encostou no tronco de uma árvore e respirou devagar. Ele sabia que às vezes a coragem era só continuar devagar. Lila voou baixa para iluminar o caminho. Piu cantava baixinho.

Quando chegaram ao topo, havia uma árvore velha com um balanço feito de corda. No banco do balanço, encontraram uma caixa pequena. Na tampa, estava escrito: "Para quem segura a mão no momento certo." Bento sentiu o coração bater mais rápido.

— Abra, Bento! — pediu Fifi, com um sorriso.

Bento tocou a caixa. Ela estava quente como um abraço. Ele abriu com cuidado. Dentro, havia um lenço colorido e uma carta pequenina. A carta dizia: "Coragem cresce quando se compartilha. Segure a mão e olhe o mundo."

Bento olhou para seus amigos. Cada um tinha ajudado, segurado uma pata, oferecido coragem. Ele sentiu vontade de agradecer. Então estendeu a pata e pediu:

— Querem segurar a minha pata agora?

Todos se aproximaram. Formaram um círculo. As patas se tocaram, uma a uma. Era um toque simples e forte. Bento sentiu que o gesto era como uma luz quente no peito. Ele sorria com os olhos.

Lila disse:

— Ficamos mais fortes juntos.

Tico pulou:

— E mais felizes!

Piu cantou:

— E mais seguros!

Fifi suspirou feliz.

O vento voltou, mais suave. Ele trouxe cheiros de flores e grama molhada. O lenço colorido dançou no ar. O balanço balançou devagar. Bento fechou os olhos por um instante. Aquele movimento leve parecia contar uma história: que o mundo é grande e gentil, quando há mãos para segurar.

Ao descerem a colina, cada um levou uma lembrança da caixa. Elas eram pequenas coisas: uma pedrinha azul, uma noz brilhante, um pedaço de tecido, uma pluma e um sorriso pintado no rosto. Bento guardou a lembrança mais simples: a sensação de ter segurado a mão no momento certo.

A noite caiu devagar. As estrelas acenderam como lâmpadas pequenas no céu. O grupo caminhou de volta para o Bosque de Mel. Pelas trilhas, cantaram baixinho para que o sono não chegasse tão rápido. Ao se despedirem, cada um deu um abraço apertado em Bento.

— Até amanhã, amigo — disse Piu.

— Boa noite — murmurou Lila.

— Obrigado por segurar a pata — sussurrou Tico.

Bento entrou em sua toca. Colocou as lembranças na prateleira. Deitou-se e olhou a janela. Um último sopro de ar passou. Um ventinho leve entrou e fez a cortina bailar. Bento sorriu. Ele pensou nas mãos seguradas, nas vozes amigas, nos momentos de coragem. Sentiu-se calmo e feliz.

Quando o ventinho passou, trouxe um cheiro de chuva distante e de flores novas. Foi um sopro pequeno, como um beijo no rosto. Bento fechou os olhos e sussurrou:

— Boa noite, mundo. Obrigado por segurar minha mão.

E lá fora, entre as folhas que cochichavam, ficou um pequeno vento fresco.

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Orvalho
Gotas de água que ficam nas folhas e na grama de manhã.
Clareira
Lugar aberto na floresta onde há menos árvores e mais sol.
Tronco oco
A parte de uma árvore que tem um buraco por dentro.
Gruta
Uma caverna pequena, como um quarto dentro da pedra.
Lanternim
Uma luz pequena que se carrega para iluminar lugares escuros.
Lembrança
Algo que lembra uma pessoa ou um momento especial.
Capim dourado
Grama com cor amarelada que brilha quando o sol bate.
Pedrinha azul
Uma pedra pequena e azul que brilha, como uma joia.

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