O menino de dois anos acorda e vê algo faltando. A sua bola não está na cama. Ele fica curioso. Levanta, põe o roupão. Vai devagar.
"Cadê a bola?" diz ele. A mãe sorri. "Vamos ver," diz ela. Eles vão juntos. A casa é calma. O cão abana o rabo. Ele fareja.
Primeira pista: uma marca no tapete. Pequena e redonda. O menino toca com o dedo. Está macia. "É da bola?" diz ele. A mãe aponta para a sala. "Vamos lá."
Segunda pista: um rastro de pelúcia junto ao sofá. O menino segue. O cão segue também. Eles andam devagar. O menino vê um sapato. A bola não está no sapato. Ele ri. "Não é sapato," diz ele.
Terceira pista: um som baixo. "Plim", diz o jarro na janela. A bola rolou? A mãe levanta a cortina. Um raio de sol brilha no chão. A bola reflete a luz. Está perto da porta.
O menino pega a bola. Está quentinha do sol. Ele bate palmas. O cão pula. A mãe abraça o menino. Todos sorriem. O caso está resolvido.
No fim, eles fazem um jogo. Escondem a bola de novo. O menino acha fácil. Ele aponta novas pistas: o rastro de tapete, o som do jarro, o brilho do sol. Cada pista é uma pista de jogo.
A casa volta a ser calma. O menino dorme com a bola. O cão deita aos pés da cama. A mãe canta baixinho. Tudo está bem.
Moral: Partilhar a curiosidade e olhar com calma ajuda a achar o que se procura.