A Colher Lili acordou na gaveta da cozinha. Era dia calmo. Ela gostava de mexer o iogurte e fazer “ploc-ploc” no pote.
Mas hoje havia um caso.
O pote de mel estava aberto… e o mel sumiu.
Lili piscou o cabo. “Hm. Mistério doce.”
Ela chamou o amigo Copo Tico. Tico era transparente e via tudo. “Tico, viu o mel?”
“Eu vi brilho na mesa”, responde Tico. “E vi pingos no chão.”
Lili desceu com cuidado. No chão, três pingos dourados faziam um caminho. Lili sorriu. “Pistas!”
Ela chamou também o Pano Pipo, bem macio. “Pipo, cheira aqui.”
Pipo encosta e ri. “Cheiro de mel! E cheiro de banana.”
“Banana?” Lili olha em volta. Na fruteira, a Banana Nana estava toda feliz. “Eu só fico aqui”, diz Nana. “Sem mel no meu casco.”
Lili seguiu os pingos até a mesa pequena. Lá havia migalhas redondas. E um rastro de mel em forma de bolinha.
Tico aponta. “Migalhas… parecem de bolacha!”
Lili pensa com calma. “Quem come bolacha aqui?”
Do alto da prateleira, o Pote de Bolacha Beto fala bem baixo. “Eu guardo bolachas. Eu gosto de ficar fechado.”
Lili viu a tampa de Beto meio torta. E bem ao lado, uma colherzinha pequena, a Colher Mia, estava toda melada.
Mia arregala os olhos. “Eu só queria provar. Eu pus um pouco na bolacha. A tampa do mel ficou aberta. Aí… escorreu.”
“Tudo bem”, diz Lili. “Vamos resolver já.”
Pipo limpou os pingos. Tico trouxe água para lavar Mia. Beto fechou a tampa com “clac!”. Nana deu um abraço com a casca.
Lili colocou uma gotinha de mel de volta no pote, bem certinho. “Caso fechado!”, ela diz, rindo.
Moral: Quando a gente faz bagunça sem querer, é bom contar e ajudar a arrumar.