A Inês tem 4 anos. Ela brinca na sala. Tudo é calmo.
De repente, ela vê a tigela do gato. Está vazia. O gato, Pingo, faz “miau”.
“Caso do leite!”, diz Inês.
Mamã sorri. “Vamos ver.”
Inês pega na sua lupa de brinquedo. Ela olha o chão. Há pingos brancos, bem pequenos. Um, dois, três.
“Pingo… pingos!”, diz Inês. Ela ri.
Ela chama o Pingo. “Vem, detetive Pingo.”
O Pingo anda devagar. Ele cheira. Ele segue os pingos. Inês segue também.
Os pingos vão até à cozinha. Lá, Inês vê a mesa. Em cima, há um copo. O copo está de lado. Ao lado, há um pano.
“Hum… quem virou?”, diz Inês.
O Pingo cheira o pano. Ele lambe um pouco. “Miau”, responde.
O papá entra. “Eu lavei o copo. Ficou a secar. Acho que caiu.”
Inês olha para a ponta da mesa. Ela vê uma marca molhada. E vê o copo perto da borda.
“Caiu sozinho!”, diz Inês. “Estava muito perto.”
Mamã enche a tigela do Pingo. Inês limpa com o pano, com calma.
“Caso fechado!”, diz Inês. Ela faz uma vénia. O Pingo ronrona.
\nMoral: Quando olhamos com atenção e ajudamos, tudo se resolve com carinho.